terça-feira, 11 de outubro de 2011

Observações desafiam teorias sobre galáxias primordiais


Observações do Grande Telescópio das Canárias (GTC) contradizem as teorias mais aceitas até agora sobre como as galáxias eram quando o universo ainda era jovem. Segundo estudo conduzido pela Universidade da Flórida (Estados Unidos) e pelo GTC, as galáxias dos primórdios do universo são menos densas e compactas do que se pensava até agora.
Segundo os pesquisadores, acreditava-se até agora que as galáxias do início do universo eram muito densas e compactas, sendo que, em algum momento misterioso, elas cresceriam. Os astrônomos da universidade americana e do observatório espanhol afirmam que essa visão era resultado de observações imprecisas de telescópios menos potentes, o que pôde ser corrigido pelo GTC.

Os cientistas observaram quatro dessas galáxias primordiais (que estão muito distantes da Terra, a cerca de 9 bilhões de anos-luz) em um nível de detalhe inédito. Eles descobriram que elas eram seis vezes menos massivas, em média, do que se acreditava anteriormente.

Os astrônomos Jesus Martinez e Rafael Guzman afirmam que as observações desmentem as teorias antigas, já que as galáxias não eram tão compactas quanto se pensava, nem passaram por mudanças tão drásticas. O resultado, dizem os cientistas, deve servir de exemplo para que sempre se questione os princípios previamente aceitos.

O GTC é um dos maiores telescópios do planeta. Inaugurado em 2009, ele tem um espelho primário de 10,4 m e custou US$ 180 milhões. O estudo foi divulgado na publicação especializada Astrophysical Journal Letters

A Lua tem até 10 vezes mais titânio que a Terra, diz estudo


A Lua tem até 10 vezes mais titânio do que a Terra e é "colorida", revelaram nesta sexta-feira astrônomos que confeccionaram um novo mapa do satélite natural do nosso planeta a partir das imagens capturadas por um equipamento especial.

"Quando se olha para a Lua, parece que a superfície tem tons de cinza, pelo menos para o olho humano", informou em Nantes (oeste da França) Mark Robinson, da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), que observou a superfície lunar graças a instrumentos instalados na sonda de reconhecimento americana LRO.

"Mas usando os instrumentos adequados, a Lua aparece cheia de cores", acrescentou Robinson, que acompanhou em Nantes, onde se realizou um congresso sobre o estudo dos planetas, a Brett Denevi, da Universidade John Hopkins de Baltimore (Maryland, Estados Unidos).

"As planícies lunares parecem avermelhadas em alguns lugares e azuis em outros. Apesar de tênues, estas variações coloridas nos dão importantes informações sobre a química e as transformações da superfície lunar. Demonstram que há ferro e titânio em abundância", acrescentou.

O titânio, um metal resistente como o aço (ou até mais), mas quase duas vezes mais leve, é encontrado principalmente "em um mineral chamado ilmenita, que contém ferro, titânio e oxigênio", informaram os organizadores do congresso de Nantes, em um comunicado.

"Mineradores do futuro que viverem e trabalharem na Lua poderiam quebrar a ilmenita para liberar estes elementos", acrescentaram.

Rússia lança com sucesso foguete Zenit com satélite americano


Satélite de telecomunicações americana deve ficar ativo durante 15 anos; lançamento ocorreu sem problemas

A Rússia lançou com sucesso, na noite de quarta-feira, um foguete Zenit que transportava o satélite de telecomunicações americano Intelsat 18. A partida ocorreu no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, anunciou um representante da Roskosmos, a agência espacial russa.
"O lançamento do foguete Zenit 3SLB, com um satélite Intelsat, foi [lançado] do cosmódromo de Baikonur", nas estepes cazaques, às 18h de Brasília, acrescentou o funcionário, citado pela agência de notícias Interfax.

"O bloco de aceleração DM-SLB e o satélite alcançaram uma trajetória suborbital", acrescentou, após destacar que o satélite devia entrar em órbita pouco depois.

Este satélite de telecomunicações alcançará sua posição geoestacionária na região Ásia-Pacífico, para um período de 15 anos, segundo a Roskosmos.France Press

Nasa lança sondas gêmeas para estudar a Lua



Foguete Delta 2 é lançado da Base Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, com as sondas gêmeas Grail

Após adiar por duas vezes, a Nasa (agência espacial norte-americana) lançou na manhã deste sábado, na Base Aérea de Cabo Canaveral, o Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, ou Graal), que deverá estudar o interior e o campo gravitacional da Lua.

A bordo do foguete United Launch Alliance Delta 2 viajam dois satélites idênticos, projetados para revelar os altos e baixos do campo gravitacional lunar, o que dará aos cientistas pistas sobre seu interior. O custo foi de US$ 500 milhões

As sondas do laboratório devem chegar ao satélite até o fim do ano e, depois de alguns meses de manobras para entrar em órbita, terá 82 dias para estudar os polos lunares.

Fortes ventos obrigaram o adiamento da primeira tentativa de lançamento na quinta-feira.

Os cientistas esperam da missão Grail resposta a algumas incógnitas sobre o lado obscuro da Lua, que os humanos jamais exploraram, e dados sobre como foram formados os outros planetas rochosos, como a Terra, Vênus, Marte e Mercúrio.

Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual

Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)


Pulsar emite raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt.
Fenômeno ocorre na Nebulosa do Caranguejo.
Uma descoberta publicada nesta semana pela revista Science desafia as atuais teorias da astrofísica. Com dados do telescópio Veritas, nos EUA, uma equipe internacional de pesquisadores detectou pulsos de raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt na Nebulosa do Caranguejo. Essa energia é um milhão de vezes maior do que um raio-X usado na medicina.

“É a primeira vez que raios gama de energia muito alta foram detectados num pulsar – uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, que tem o tamanho de uma cidade e massa maior que a do Sol”, disse Frank Krennrich, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um dos autores do estudo.

Segundo ele, o conhecimento que a ciência tem hoje sobre os pulsares não explica uma emissão tão alta de energia. Nenhuma emulsão com mais de 25 bilhões de elétrons-volt tinha sido encontrada até hoje nessa nebulosa.

"Os resultados colocam novos obstáculos sobre o mecanismo de como a emulsão de raios gama é gerada", completou Nepomuk Otte, outro autor da pesquisa.

Cientistas conseguem capturar antimatéria (Notícia de 17112010)


Notícia complementar ao post anterior.

A imagem mostra a destruição de átomos de antihidrogênio que não foram capturados pelo experimento ALPHA



Pesquisadores do CERN anunciaram a produção de átomos de antihidrogênio, que ajudarão a elucidar um dos mistérios do universo

Pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), onde fica o Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC), deram um passo importante para a compreensão sobre a origem do Universo. Em estudo publicado hoje (17) na revista científica Nature, eles mostraram que conseguiram capturar átomos de antimatéria.

O conceito de antimatéria tem sido um dos grandes mistérios da Ciência. Matéria e antimatéria são idênticas, exceto pela carga elétrica oposta. Cientistas acreditam que na explosão do Big-Bang, matéria e antimatéria foram produzidas em quantidades iguais. No entanto, o universo é composto por apenas por matéria. A antimatéria parece ter desaparecido.

Para descobrir o que aconteceu com a antimatéria, cientistas utilizaram um dos elementos mais conhecidos da física, o hidrogênio, cujo átomo é composto de um próton e um elétron, e tentaram verificar se seu contraponto, o antihidrogênio, comportaria-se da mesma maneira.

Os átomos de antihidrogênio foram criados a vácuo. Como matéria e antimatéria se aniquilam quando reunidas, os átomos de antihidrogênio têm expectativa de vida muito curta. O experimento estendeu a duração da antimatéria usando fortes campos magnéticos para prendê-la e, assim, evitar que entrasse em contato com a matéria. O experimento, que recebeu o nome de ALPHA, mostrou que é possível capturar átomos de antihidrogênio por cerca de um décimo de segundo. Dos milhares de átomos capturados, 38 foram capturados por tempo suficiente para serem estudados. Os resultados do estudo ainda serão divulgados.

"Por razões que ainda ninguém entende, a natureza descartou a antimatéria. Assim, é muito gratificante olhar para o dispositivo ALPHA e saber que ele capturou átomos de antimatéria", disse Jeffrey Hangst da Universidade de Aarhus, Dinamarca, porta-voz do experimento. "Isto nos inspira a trabalhar muito mais para ver se a antimatéria tem algum segredo."

Em outro experimento envolvendo antimatéria, o programa Asacusa, também do Cern, foi demonstrada uma nova técnica para produzir átomos antihidrogênio mais perenes. O estudo ainda será publicado no periódico científico Physical Review Letters. "Com dois métodos de produção e, eventualmente, estudo de antihidrogênio, a antimatéria não será mais capaz de esconder suas propriedades por muito mais tempo", disse Yasunori Yamazaki, do Centro de Pesquisas Riken, no Japão, e integrante da Asacusa. "Ainda há um caminho para percorrer, mas estamos muito felizes de ver como esta técnica funciona."

Ciência analisa se antimatéria é submetida à gravidade


Se for provado que antimatéria reage de forma diferente à matéria com relação à gravidade ocorrerá uma revolução na física

Cientistas estão tentanto descobrir se a antimatéria está submetida à mesma gravidade que a matéria comum ou a uma forma desconhecida de antigravidade. Atualmente, experimentos são preparados para medir as propriedades desta matéria "espelho", explicam os participantes do colóquio "Antimatéria e gravitação", que termina esta terça-feira, em Paris.

"É um antigo sonho de físico poder medir a ação da gravidade na antimatéria", resumiu Gabriel Chardin (CNRS/Universidade Paris-sul).

Com a descoberta, em 1998, de que há uma aceleração na velocidade de expansão do Universo, descoberta premiada na semana passada com o Nobel de Física, a ideia de uma "pressão negativa", uma espécie de gravidade repulsiva, ganha espaço.

Se a antimatéria reagisse de forma diferente à matéria com relação à gravidade "seria uma revolução" para a física, explicou Patrice Pérez (Instituto de Pesquisas das Leis Fundamentais do Universo, IRFU/CEA).

Matéria "espelho" daquela que conhecemos, a antimatéria é difícil de observar porque cada átomo de antimatéria se aniquila ao entrar em contato com a matéria, o que produz enorme quantidade de energia.

Assim, um átomo de hidrogênio é formado por um próton com carga elétrica positiva e um elétron negativo. Um átomo de anti-hidrogênio é composto de um próton negativo (antipróton) e um elétron positivo (pósitron).

Os primeiros átomos de anti-hidrogênio, produzidos em 1995 no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), em Genebra, se aniquilaram quase que instantaneamente ao entrar em contato com a matéria.

Recentemente foram feitos avanços importantes neste campo: átomos de anti-hidrogênio foram capturados por mais de 16 minutos no Cern, segundo resultados publicados em junho, um novo experimento que deve facilitar o estudo da antimatéria.

Para os físicos é mais fácil controlar, graças a campos magnéticos, um antipróton, partícula com carga elétrica, do que um átomo neutro de antimatéria.

Daí a ideia de usar íons positivos de anti-hidrogênio (um antipróton negativo associado a dois pósitrons), disse Pérez, que participa do projeto internacional GBAR (Gravitationnal Behaviour of Antihydrogen at Rest - Comportamento Gravitationnal do Anti-hidrogênio em Repouso).

Estes íons, resfriados a 10 microkelvins (10 milionésimos de grau abaixo do zero absoluto ou -273,15 °C) para reduzir sua agitação, seriam despojados no último momento, pela ação de raios laser, de seu pósitron excedente.

Agora, se tratará de medir a "velocidade de queda" dos átomos de anti-hidrogênio assim criados, disse Pérez, que espera que este experimento possa ser feito no Cern até 2016.

Desta forma, seria possível saber se a antimatéria está submetida à mesma aceleração devida à gravidade que a matéria.

O instante em que os pósitrons a mais forem arrancados dariam, segundo Pérez, o tiro de largada da queda vertical e sua desintegração em contato com a matéria seria a linha de chegada.

Sonda mostra elevação em asteroide quase 3 vezes maior que o Everest


Superfície do asteroide Vesta apresenta grande formação montanhosa no centro da imagem feita pela nave Dawn, da Nasa. O pico chega a 22 quilômetros de altura.(Foto Nasa)



Nave da agência espacial norte-americana fotografou face sul do Vesta.
Pico atinge cerca de 22 quilômetros de altura.
Uma imagem obtida pela nave Dawn do asteroide Vesta mostra uma elevação quase três vezes maior que o Monte Everest (8.849 metros de altura), a maior cadeia montanhosa da Terra. O equipamento é propriedade da agência espacial norte-americana (Nasa).

A fotografia foi feita na região polar sul do asteroide. O pico atinge cerca de 22 quilômetros de altura, quatro a menos que o Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar, localizado em Marte.

Uma grande escarpa - uma elevação com inclinação alta e que termina em um penhasco - também pode ser vista na parte central da imagem. Os cientistas acreditam que a formação é resultado de deslizamentos de terra.

Sonda descobre a existência de camada de ozônio em Vênus


Uma sonda da ESA (Agência Espacial Europeia) descobriu a existência de uma camada de ozônio no planeta Vênus, o que permitirá avanços nas investigações sobre a ocorrência de vida fora da Terra.
A descoberta da Venus Express aconteceu quando a sonda permitiu a observação de sua atmosfera, segundo comunicado da ESA.
O ozônio pôde ser detectado porque absorveu parte dos raios ultravioleta procedentes de algumas dessas estrelas observadas.
Um dos cientistas responsáveis pela missão declarou que o achado permite entender a química de Vênus e, além disso, pode servir na busca de vida em outros planetas.
O ozônio contém três átomos de oxigênio. O do planeta estudado se forma quando a luz do Sol rompe as moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e permite a liberação de átomos de oxigênio. O elemento já tinha sido encontrado antes na Terra e em Marte.
Em nosso planeta, sua importância é fundamental para a vida porque absorve grande parte dos raios ultravioleta do Sol.
Os cientistas consideram que isso permitiu que a vida surgisse na Terra, onde o oxigênio começou a se formar há aproximadamente 2,4 bilhões de anos, ressaltou a ESA.