sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Encontrado planeta na estrela mais próxima do Sol-17102012

O planeta agora encontrado tem três sóis, e é similar à Terra em termos de massa - mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio. [Imagem: ESO/L. Calçada/N. Risinger]



Estrela mais próxima da Terra

Astrônomos localizaram um planeta com massa semelhante à da Terra em órbita de uma estrela do sistema de Alfa Centauri, na constelação do Centauro.

É o exoplaneta mais próximo da Terra já encontrado, e é também o mais leve encontrado em torno de uma estrela similar ao Sol.

O planeta agora encontrado é similar à Terra em termos de massa, mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio.

A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar - encontrando-se a apenas 4,3 anos-luz de distância.

Trata-se, na realidade, de uma estrela tripla, um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e uma outra estrela vermelha, mais distante e de luz mais fraca, conhecida como Proxima Centauri.

A Proxima Centauri encontra-se ligeiramente mais próxima da Terra do que as suas companheiras, por isso é formalmente a estrela mais próxima de nós.

Planeta com três sóis

O planeta agora descoberto possui uma massa um pouco maior que a da Terra - o método das velocidades radiais, usado na descoberta, permite estimar apenas a massa mínima de um planeta.

Alfa Centauri B é muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente menor e menos brilhante.

A órbita da outra componente brilhante da estrela dupla, Alfa Centauri A, faz com que esta se mantenha centenas de vezes mais afastada, mas ainda assim esta estrela seria um objeto muito brilhante no céu do planeta.

Proxima Centauri aparece mais distante no céu.

Assim, o planeta possui três sóis, perdendo pouco para um planeta com quatro sóis cuja descoberta foi anunciada ontem.

O primeiro exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar foi encontrado pela mesma equipe em 1995, e desde essa altura houve já mais de 800 descobertas confirmadas. No entanto, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter.

Não habitável

O desafio atual dos astrônomos é detectar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite na zona habitável de uma outra estrela, que ainda não é o caso deste que acaba de ser encontrado.

O novo exoplaneta orbita a cerca de seis milhões de quilômetros de distância da estrela, muito mais perto do que Mercúrio se encontra do Sol no nosso Sistema Solar.

"Este é o primeiro planeta com massa semelhante à Terra encontrado em torno de uma estrela como o Sol. A sua órbita encontra-se muito próxima da estrela e por isso o planeta deve ser demasiado quente para poder ter vida tal como a conhecemos," acrescenta Stéphane Udry (Observatório de Genebra).

Contudo, este é apenas o primeiro planeta localizado neste sistema e, muito provavelmente, não é o único.

"Este resultado representa um enorme passo na detecção de um gêmeo da Terra, na vizinhança imediata do Sol. Estamos vivendo uma época entusiasmante," disse Xavier Dumusque (Observatório de Genebra, Suíça e Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Portugal).

Vizinhança planetária

Desde o século XIX que os astrônomos especulam sobre a existência de planetas em órbita destes corpos celestes, os mais próximos de nós, que poderiam abrigar vida além do Sistema Solar.

No entanto, só agora os equipamentos de observação alcançaram a precisão suficiente para localizá-los.

"As nossas observações, que se estenderam ao longo de mais de quatro anos, obtidas com o instrumento HARPS, revelaram um sinal, minúsculo mas real, de um planeta que orbita Alfa Centauri B, a cada 3,2 dias," diz Xavier Dumusque. "É uma descoberta extraordinária, que levou a nossa técnica ao limite."

Método das velocidades radiais

A equipe descobriu o planeta ao detectar pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita.

O efeito é minúsculo, fazendo com que a estrela se desloque para a frente e para trás não mais que 51 centímetros por segundo (1,8 km/hora), o que corresponde à velocidade de um bebê engatinhando. Esta é a precisão mais elevada já conseguida com este método.

Para isso, foi usado o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile.

O HARPS mede a velocidade radial de uma estrela - a sua velocidade na direção da Terra, tanto em afastamento como em aproximação - com extraordinária precisão.

Um planeta que orbita uma estrela faz com que a estrela se desloque regularmente, aproximando-se e afastando-se de um observador na Terra. Devido ao efeito Doppler, esta variação da velocidade radial induz um deslocamento no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda quando esta se afasta (chamado um desvio para o vermelho) ou na direção dos menores comprimentos de onda, quando a estrela se aproxima (desvio para o azul).

Este pequeníssimo desvio do espectro da estrela pode ser medido com um espectrógrafo de elevada precisão, como o HARPS, e usado para inferir a presença de um planeta.Fonte:Bibliografia:

An Earth-mass planet orbiting α Centauri B
Xavier Dumusque, Francesco Pepe, Christophe Lovis, Damien Ségransan, Johannes Sahlmann, Willy Benz, François Bouchy, Michel Mayor, Didier Queloz, Nuno Santos, Stéphane Udry
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature11572

Asilo de estrelas tem moradoras estranhamente jovens

Esta imagem colorida do aglomerado globular NGC 6362 foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Esta brilhante bola de estrelas antigas situa-se na constelação austral do Altar. [Imagem: ESO]


Asilo de estrelas

Esta é a melhor vista já obtida do aglomerado estelar globular NGC 6362, gerada pelo telescópio do ESO, no Observatório de La Silla, no Chile, e pelo Telescópio Espacial Hubble, que fotografou a região central do objeto.

Aglomerados globulares são compostos por dezenas de milhares de estrelas muito antigas, embora alguns contenham algumas estrelas que parecem bastante novas.

Apesar disso, os aglomerados globulares encontram-se entre os objetos mais antigos do Universo, e o NGC 6362 não consegue esconder a sua idade.

As muitas estrelas amareladas já viveram a maior parte das suas vidas e tornaram-se estrelas gigantes vermelhas.

No entanto, os aglomerados globulares não são relíquias estáticas do passado - alguma atividade estelar bastante interessante ainda tem lugar nestas densas cidades estelares.

Vagabundas azuis

O NGC 6362 abriga muitas estrelas vagabundas azuis - estrelas velhas mas que, na realidade, parecem ser bastante jovens.

Todas as estrelas em um aglomerado formam-se a partir do mesmo material e aproximadamente ao mesmo tempo (tipicamente há cerca de 10 bilhões de anos, para a maioria dos aglomerados).

No entanto, as vagabundas azuis são mais azuis e luminosas - consequentemente com maior massa - do que seria de esperar depois de dez bilhões de anos de evolução estelar.

As estrelas azuis são quentes e consomem o seu combustível muito depressa, por isso, se estas estrelas se formaram há cerca de dez bilhões de anos, deveriam ter já desaparecido há muito tempo.

Como é que sobreviveram?

Os astrônomos procuram entender o segredo da aparência jovem das vagabundas azuis.

Atualmente, existem duas teorias para explicar este fenômeno: estrelas que colidem e se fundem, e transferência de matéria entre duas estrelas companheiras.

A ideia básica por trás destas duas teorias é que as estrelas não nasceram tão grandes como as vemos hoje, mas que receberam sim, uma injeção de material em determinado momento das suas vidas, o que lhes deu claramente uma "vida nova".

Aglomerado globular NGC 6362

Embora menos conhecido do que outros aglomerados globulares mais brilhantes, NGC 6362 é um objeto que suscita interesse na comunidade astronômica, e por isso tem sido bastante estudado ao longo dos anos.

Ele foi selecionado como um dos 160 campos estelares para o rastreio Pre-FLAMES - um rastreio preliminar feito entre 1999 e 2002, com o telescópio de 2,2 metros em La Silla, no intuito de encontrar estrelas adequadas a observações posteriores com o espectroscópio FLAMES do VLT. Esta imagem foi obtida de dados obtidos no âmbito deste rastreio.

A nova imagem mostra todo o aglomerado sob um rico fundo de estrelas da Via Láctea.

As partes centrais de NGC 6262 foram igualmente estudadas em detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble. A imagem do Hubble mostra uma região muito menor do céu, mas muito mais detalhada. As duas imagens - uma de grande angular e outra em zoom - complementam-se perfeitamente.

Esta brilhante bola de estrelas situa-se na constelação austral do Altar. Pode ser facilmente observada com um pequeno telescópio. Foi o primeiro aglomerado descoberto em 1826 pelo astrônomo escocês James Dunlop, que utilizou para o efeito um telescópio de 22 centímetros, na Austrália.Fonte:ESO

Maior imagem astronômica já feita tem 84 milhões de estrelas

Esta vista de campo largo da Via Láctea mostra o tamanho da nova imagem infravermelha do centro da Galáxia. Estes dados cobrem a região conhecida como o bojo da galáxia. A região coberta pelo novo catálogo está marcada com um retângulo.[Imagem: ESO/Nick Risinger]


Vista infravermelha

Utilizando uma imagem enorme, de vários gigapixels, feita pelo telescópio de rastreio infravermelho VISTA, uma equipe internacional de astrônomos criou um catálogo de mais de 84 milhões de estrelas situadas nas partes centrais da Via Láctea.

Esta base de dados gigantesca contém dez vezes mais estrelas que estudos anteriores e representa uma enorme passo na compreensão da nossa Galáxia. Embora o efeito não possa ser visto na imagem, o resultado do trabalho é um mapa navegável, em que os astrônomos podem fazer zooms e "navegar" entre as estrelas.

O telescópio VISTA havia concluído recentemente um mapeamento de 200 mil galáxias.

"Ao observar em detalhe as miríades de estrelas que circundam o centro da Via Láctea, podemos aprender mais sobre a formação e evolução, não só da nossa galáxia, mas também das galáxias espirais de uma maneira geral," explica Roberto Saito (Pontificia Universidade Católica do Chile), autor principal deste estudo.

Bojo da galáxia

A maioria das galáxias espirais, incluindo a nossa galáxia, a Via Láctea, possuem uma grande concentração de estrelas velhas que rodeiam o centro, zona que os astrônomos chamam o bojo. Compreender a formação e evolução do bojo da Via Láctea é vital para compreender a galáxia como um todo. No entanto, obter observações detalhadas desta região não é tarefa fácil.

"Observar o bojo da Via Láctea é muito difícil porque este se encontra obscurecido por poeira," diz Dante Minniti, coautor do estudo. "Para espreitar no coração da galáxia, temos que observar no infravermelho, radiação que é menos afetada pela poeira."

A equipe de astrônomos utilizou dados do programa Variáveis VISTA na Via Láctea (VVV), um dos seis rastreios públicos levados a cabo pelo VISTA.

Maior imagem astronômica já feita

Os dados foram usados para criar uma imagem a cores monumental, de 54.000 por 40.500 pixels, o que corresponde a um total de 2 bilhões de pixels.

Esta é a maior imagem astronômica já feita.

A equipe utilizou estes dados para compilar o maior catálogo já compilado da concentração central de estrelas na Via Láctea.

A imagem cobre cerca de 315 graus quadrados no céu (um pouco menos de 1% de todo o céu).

Ela contém cerca de 137 milhões de objetos, 84 milhões dos quais foram confirmados como sendo estrelas.

Os demais objetos ou são tênues demais ou misturaram-se com os seus vizinhos ou foram afetados por outros efeitos, e por isso não foi possível fazer medições precisas.

Outros são ainda objetos distantes, como, por exemplo, outras galáxias.

Diagrama cor-magnitude

Para ajudar a analisar este enorme catálogo, é calculado o brilho de cada estrela em função da cor, para as cerca de 84 milhões de estrelas, de modo a criar um diagrama cor-magnitude.

Um diagrama cor-magnitude é um gráfico que mostra o brilho aparente de um conjunto de objetos em função das suas cores.

A cor é medida comparando o brilho dos objetos quando observados através de filtros diferentes. É um diagrama parecido a um diagrama de Hertzsprung-Russell (HR), com a diferença de que este último apresenta a luminosidade (ou magnitude absoluta) em vez do brilho aparente. No caso de um diagrama HR precisamos também de saber a distância até as estrelas.

Os diagramas cor-magnitude são ferramentas indispensáveis utilizadas pelos astrônomos para estudar as diferentes propriedades físicas das estrelas, tais como temperaturas, massas e idades.

Trânsito de exoplanetas

"Cada estrela ocupa um lugar particular no diagrama em cada momento da sua vida. Este lugar depende de quão brilhante e quente ela é. Uma vez que estes novos dados nos dão uma fotografia instantânea de todas as estrelas de uma só vez, conseguimos fazer um censo de todas as estrelas nesta zona da Via Láctea," explica Dante Minniti.

O novo diagrama cor-magnitude do bojo contém imensa informação sobre a estrutura e o conteúdo da Via Láctea. Um resultado interessante revelado por estes novos dados é a existência de um grande número de estrelas anãs vermelhas de fraca luminosidade.

Estas estrelas são boas candidatas à procura de pequenos exoplanetas na sua órbita, pelo método de trânsito.

O método de trânsito procura um pequeno decréscimo no brilho de uma estrela, que ocorre quando um planeta passa à sua frente, bloqueando uma da sua radiação.

O pequeno tamanho das estrelas anãs vermelhas, tipicamente de tipo espectral K e M, origina um decréscimo relativamente maior em brilho quando planetas de baixa massa passam à sua frente, tornando por isso mais fácil procurar planetas nas suas órbitas.Fonte:ESO-Notícia do dia 25102012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Nasa revela dados sobre asteroides troianos de Júpiter


A Nasa revelou novas informações sobre os asteroides misteriosos conhecidos como troianos de Júpiter. Eles circulam ao redor do Sol na mesma órbita de Júpiter, mas a origem deles ainda é desconhecida.

Segundo a Nasa, essa é a primeira vez que os pesquisadores conseguem dados mais específicos sobre as cores dessas rochas. As informações são do Telescópio Wide-field Infrared Explorer (WISE).

Os asteroides troianos de Júpiter foram descobertos em 22 de fevereiro de 1906 pelo astrônomo Max Wolf. Eles se dividem em dois grupos. Um deles antecede Júpiter. O outro é composto por asteroides que seguem o planeta em sua órbita.
 Eles foram chamados de troianos de Júpiter em homenagem aos heróis do Cavalo de Troia. A lenda conta que soldados gregos se esconderam dentro de uma estátua de cavalo para fazer um ataque surpresa contra o povo de Troia durante a guerra.
 Agora, os dados do telescópio apontam que os dois grupos são parecidos entre si. Mas os asteroides que antecedem o planeta são mais numerosos. Além disso, os astrônomos descobriram que os asteroides têm uma coloração escura, avermelhada, com uma superfície fosca.

A origem desses asteroides permanece misteriosa. Porém, as novas observações permitem que os astrônomos comecem a montar o quebra-cabeça sobre a formação dos troianos de Júpiter. Por exemplo, esses asteroides não têm semelhança com os corpos do Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter.




Uma nuvem gigante de gás quente ao redor da Via Láctea


Chandra

Dimensões da imagem auréola ao redor da Via Láctea



Nossa galáxia continua a surpreender. A surpresa desta vez veio da mão de uma equipe de astrônomos nos controles do telescópio Chandra X-ray, da NASA. A Via Láctea, de fato, parece estar completamente cercado por um halo grande de gás quente que se estende em todas as direções, formando um "balão" de várias centenas de milhares de anos-luz de diâmetro.

A massa total do halo gigante, dizem os pesquisadores, é comparável à soma de todas as estrelas da galáxia. Se estes dados forem confirmados, eles poderiam resolver o "mistério dos bárions perdidos", um problema que tem mais de uma década atormentando os astrônomos em todo o mundo. O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.

Bárions são partículas (como prótons e nêutrons), que são os "tijolos" de matéria sólida. Com efeito, 99,9% da massa dos átomos no universo é composto por bárions. Os dados obtidos a partir de halos de gás e galáxias extremamente distantes indicam que o "bariônica" presente na juventude Universe representou cerca de um sexto da massa da matéria detectado, mas nunca observadas escuro. No entanto, no presente, e mais de 10 mil milhões de anos após o "censo" de bárions presentes em estrelas eo halo da nossa galáxia (e galáxias mais próximas) mostra apenas a metade das pessoas que deveriam ter .

Agora, uma equipe de cinco pesquisadores, utilizando um combinado EUA telescópio Chandra, o europeu XMM-Newton e japonês Suzaku conseguiram determinar a temperatura, o comprimento e massa deste gás auréola infernal. Assim, os cientistas têm determinado que a temperatura da auréola entre 100.000 e 250.000 graus Celsius, várias centenas de vezes mais do que a superfície do sol

Outros estudos têm mostrado que a Via Láctea, como outras galáxias, é, literalmente, trancado em gasbags quente, com temperaturas que variam entre 10.000 e 100.000 graus. Mas uma nova pesquisa mostra que ardliente halo de gás ao redor da Via Láctea é muito maior e mais massivo do que o saco envolvente quente. "Nós sabemos que o gás é em torno da galáxia, diz Anjali Gupta, o primeiro autor do estudo E nós sabemos como ele é quente Agora, a pergunta principal é:.. Quão grande é a nuvem e como fazer a massa? '
Uma enorme massa

Para iniciar a procura de respostas, os astrônomos complementado dados do Chandra com o XMM Newton e Suzaku. Eles concluíram que a massa de gás é realmente enorme, variando entre 10.000 e 60.000 milhões de soles, talvez até mais. "Nosso trabalho-diz Smita Mathur Enquanto isso, o co-mostra que os valores de mercado atribuídos a cada parâmetro, as observações do Chandra implicam a existência de um grande reservatório de gás quente ao redor da Via Láctea. Uma reserva que se estende a pelo menos algumas centenas de milhares de anos-luz, mas pode chegar a até cercar todo o grupo nosso local de galáxias. Enfim, sua massa é muito grande. "

A massa estimada depende de factores tais como a quantidade de oxigénio em relação a hidrogénio, que é o elemento dominante de gás halo. No entanto, e apesar de ser apenas uma estimativa, os dados representam um passo importante para resolver o caso dos "bárions perdidos" um mistério tentadora para os astrónomos durante mais de uma década.

Apesar de todas as incertezas, o trabalho de Gupta e seus colegas fornece a melhor evidência que temos de que os "bárions perdidos" da galáxia são escondidos, de fato, em um halo de gás quente que rodeia toda a Via Láctea. A densidade estimada do halo é tão baixa que halos em torno das galáxias outros sililares ter ido tão longe despercebido.Fonte:ABC Esp

A Supersimetria Está Morta?

O grande esquema, um trampolim para a teoria de cordas, ainda está no topo da lista de desejos dos físicos. Mas se nenhuma evidência sólida surgir em breve, essa área poderá se tornar um sério problema de relações públicas.
CORTESIA DE MAXIMILIEN BRICE, CERN
Ao alcance de todos: ALICE, um dos seis experimentos do LHC.

Há décadas físicos postulam a ideia de um mundo inteiro de sombras de partículas elementares, chamado supersimetria. Ela resolveria de modo elegante os mistérios não explicados pelo atual Modelo Padrão da física de partículas, como a composição da matéria escura cósmica. Agora, alguns começam a se surpreender. O acelerador de partículas mais poderoso, o Large Hadron Collider (LHC), ainda não observou qualquer fenômeno novo que denuncie algum nível invisível da realidade. Embora a pesquisa esteja apenas começando, já levou alguns teóricos a se perguntar o que será da física se a supersimetria se mostrar não verdadeira.

“Onde quer que procuremos nada observamos, isto é, nenhum desvio do Modelo Padrão”, alega Giacomo Polesello do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, em Pavia. Polesello é um dos líderes da influente equipe internacional de três mil cientistas que construiu e opera o ATLAS, um dos dois detectores genéricos gigantescos no anel do LHC. O CMS, o outro detector, tampouco observou algo, de acordo com uma atualização apresentada em uma conferência nos Alpes italianos, em março passado.

Teóricos apresentaram a supersimetria nos anos 60 para ligar os dois tipos básicos de partículas observados na Natureza, os férmions e os bósons. Basicamente, os férmions são os componentes da matéria (o elétron é um exemplo disso), enquanto os bósons são portadores das forças fundamentais (do fóton, no caso de eletromagnetismo). A supersimetria seria como atribuir a cada bóson conhecido um “superparceiro” pesado, o férmion e, a cada férmion conhecido, um parceiro pesado, um bóson. “É o próximo passo para a visão definitiva do mundo, onde fazemos tudo de forma simétrica e bonita”, descreve Michael Peskin, do National Accelerator Laboratory no SLAC.

O enorme acelerador no Cern, próximo a Genebra, deveria ter energia para produzir essas superpartículas. Atualmente, o LHC esmaga prótons com uma energia de 4 trilhões de elétronvolts (TeV) por vez, a partir das 3,5 TeV do ano passado. Essa energia é dividida entre quarks e glúons, que formam osprótons, para que a colisão possa gerar novas partículas equivalentes a cerca de 1 TeV de massa. Apesar das altas expectativas (e energia), no entanto, a Natureza não cooperou até agora. Físicos do LHC procuram sinais de partículas novas para a ciência e nada encontram. Se as superpartículas existem, deveriam ser ainda mais pesadas que o considerado. “Para ser franco”, desabafa Polesello, “a situação nos fez descartar muitos modelos ‘fáceis’, que deveriam ter aparecido de imediato.” Seu colega Ian Hinchliff e, do Lawrence Berkeley National Laboratory, concorda: “É impressionante observarmos a gama de massas e partículas excluídas”.

Mas muitos físicos mantêm suas esperanças: “Ainda há formas muito viáveis de construir modelos supersimétricos”, sustenta Peskin. Seria irreal esperar uma nova física após apenas um ano de coleta de dados, acrescenta Joseph Lykken, teórico da equipe do CMS.

O que os incomoda, porém, é que para que a supersimetria resolva os problemas para os quais foi desenvolvida, ao menos algumas das superpartículas não deveriam ser muito pesadas. Para compor a matéria escura, por exemplo, é preciso que não pesem pouco mais que décimos de 1 TeV.

Outra razão para a maioria dos físicos desejar que algumas superpartículas sejam leves é o bóson de Higgs, meta também importante do LHC. Supõe-se que todas as partículas elementares com massa têm essa condição assegurada pela interação com este bóson e, secundariamente, com um halo de fugazes “partículas virtuais”. Na maioria dos casos as simetrias do Modelo Padrão garantem que essas partículas virtuais se anulam mutuamente, para pouco contribuírem com a massa. A exceção, ironicamente, é o próprio Higgs. Cálculos baseados no Modelo Padrão produzem o resultado paradoxal de que a massa do bóson deveria ser infinita. Superparceiros resolveriam esse mistério provendo maior razão para cancelamentos. Uma massa do Higgs de cerca de 0,125 TeV, sugerida pelos resultados preliminares anunciados em dezembro passado, estaria correta na faixa  prevista pela supersimetria. Neste caso, porém, as superpartículas teriam de ter massa relativamente baixa.

Se não for assim, uma explicação seria que simetrias até então desvalorizadas do Modelo Padrão mantêm a massa do Higgs finita, como Bryan Lynn, da University College London, sugeriu no ano passado. Outros argumentam que, no máximo, a ideia de Lynn daria uma explicação parcial, deixando um papel vital para a física, além do Modelo Padrão — se não a supersimetria, então uma das outras estratégias concebidas por teóricos. Um plano B popular é que o bóson de Higgs não seja uma partícula elementar, mas um composto de outras, a exemplo de prótons, que são formados por quarks. Cristophe Grojean, do Cern, lamenta que o LHC ainda não tenha dados suficientes para contribuir com essa ideia. Opções mais exóticas, como dimensões adicionais do espaço além das três habituais, podem ficar para sempre fora do alcance do LHC. “Neste momento”, compara Gian Francesco Giudice, outro teórico do Cern, “cada teoria tem seus próprios problemas”.Fonte:Davide Castelvecchi-American Science

Testando metais

Ao contrário de gigantes gasosos, exoplanetas pequenos e rochosos não preferem um só tipo de estrela-mãe
O Kepler 20 f, com um diâmetro comparável ao da Terra, é um dos menores exoplanetas conhecidos.

Astrônomos descobriram que planetas pequenos como a Terra podem se formar ao redor de todos os tipos de estrelas, enquanto planetas gigantes gasosos e massivos como Júpiter tendem a se formar ao redor de estrelas com grandes concentrações de elementos pesados como ferro e oxigênio.

Os pesquisadores publicaram suas descobertas online na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group), em 13 de junho, e anunciaram os resultados na reunião semianual da Sociedade Astronômica Americana, que acontece em Anchorage nesta semana.

Nos primórdios da ciência exoplanetária, começando com a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol em 1995, a maioria dos mundos conhecidos fora do Sistema Solar eram gigantes como Júpiter – e às vezes muito mais massivos. Esses pesos-pesados têm os maiores efeitos em seus sistemas planetários e, por isso, são os mais fáceis de detectar. Pesquisadores notaram que os tipos de estrelas abrigando planetas gigantes tendiam a conter níveis relativamente altos dos chamados metais (um termo astronômico para qualquer elemento mais pesado que hidrogênio ou hélio).

As impressões digitais químicas dessas estrelas apontam para a composição dos antigos discos de poeira e gás a partir dos quais os planetas se formaram, indicando que, pelo menos para mundos grandes, ter muitos metais a seu redor encoraja planetas a se formarem. “Se existe bastante matéria no disco, então temos uma chance maior de encontrar esses Júpiteres quentes”, explicou o principal autor do estudo, Lars Buchhave, do Instituto Niels Bohr na University of Copenhagen.

A pergunta era: planetas pequenos – análogos galácticos da Terra e de Netuno – seguem a mesma tendência? Com o advento de instrumentos modernos de caça planetária, como o Kepler, um telescópio espacial construído para procurar corpos do tamanho da Terra, astrônomos finalmente conseguiram dar uma olhada nos pequenos habitantes do zoológico planetário.
 Buchhave e seus colegas tomaram medidas espectrais de 152 estrelas que o Kepler inspecionou e onde o telescópio projetou a presença de 226 planetas no total, a maioria deles menor em diâmetro que Netuno, e alguns do tamanho da Terra. (A missão já identificou mais de 2 mil planetas prováveis, mas apenas algumas dúzias foram confirmadas com observações). Eles descobriram que as estrelas-mãe desses mundos diminutos são muito diversas, e que apresentam uma vastidão de metalicidades. Em média, os planetas pequenos orbitam estrelas mais ou menos tão ricas em metais quanto o Sol, uma estrela de composição bastante comum, enquanto exoplanetas gigantes tendem a habitar sistemas planetários mais ricos em metais.

Isso não deveria ser uma surpresa total, aponta o astrônomo Andrew Howard, da University of California, Berkeley. Afinal, de acordo com os modelos teóricos prevalecentes, um planeta gigante adquire um núcleo sólido e depois acumula gases e gelo ao redor dele para inchar até um diâmetro jupteriano. Então esse núcleo deve tomar forma antes de o disco gasoso se dissipar sob a radiação intensa da estrela recém-formada. “Formar um Júpiter é uma corrida contra o tempo”, destaca Howard. Um ambiente rico em metais acelera o crescimento do núcleo, ajudando gigantes gasosos a tomar forma antes de ser tarde demais. Um planeta menor, mais rochoso, por outro lado, não é tão dependente desse efêmero reservatório de gás; ele pode crescer mais gradualmente, mesmo depois do gás no disco protoplanetário ter se evaporado.

“Em minha opinião, isso aponta sem ambiguidade para o fato de que a formação de planetas gigantes gasosos é um processo bastante limitado”, supõe a astrônoma Debra Fischer da Yale University. Uma questão interessante para perseguir no momento, sugere ela, é quão baixa pode ser a metalicidade estelar antes de a formação planetária parar completamente.

A descoberta poderia ser boa para as tentativas do Kepler e de outras campanhas para descobertas exoplanetárias, já que planetas pequenos como o nosso não parecem ser exigentes em relação ao lugar em que vão surgir. “Pequenos planetas poderiam ser muito presentes em nossa galáxia, simplesmente por não precisarem de um ambiente especial para se formaram”, finaliza Buchhave.Fonte:Scientific American

Evidência de Maré sob a Gelada Crosta de Titã


Dados coletados pela sonda Cassini, da Nasa, enquanto passava repetidamente por Titã, a maior lua de Saturno, oferecem a melhor evidência de que o enfumaçado satélite tem um grande oceano em forma líquida se movendo sob sua grossa camada de gelo.

Durante a órbita de 16 dias de Titã ao redor de Saturno, a distância entre a lua e seu planeta vai de pouco menos de 1,19 milhões quilômetros a quase 1,26 milhões quilômetros – uma disparidade que gera marés que flexionam a superfície da lua, de acordo com Luciano Iess, cientista planetário da Sapienza University de Roma. Estimativas do tamanho dessas marés e de seus efeitos podem fornecer pistas sobre a estrutura interna da lua, explica ele.

Desde que começou a orbitar Saturno, em julho de 2004, a Cassini já passou por Titã mais de 80 vezes. Para esse estudo, Iess e seus colegas analisaram como a gravidade da lua fez a Cassini acelerar quando se aproximava de Titã e em seguida desacelerar enquanto recuava durante seis desses sobrevoos. Como Titã ocupava locais diferentes de sua órbita durante cada passagem, a equipe de pesquisadores poderia usar os dados dessas visitas para discernir variações sutis no campo gravitacional da lua enquanto ela se movia ao longo de sua órbita. Essas variações foram criadas por mudanças na forma de Titã – que, por sua vez, foram disparadas pelas flexões de maré na superfície da lua.

As análises da equipe sugerem que a superfície da lua pode subir e descer até 10 metros a cada órbita, aponta Iess. Esse nível de alteração sugere que o interior de Titã é relativamente deformável, relata a equipe na Science. Vários modelos da estrutura interna da lua sugerem essa flexibilidade – incluindo um modelo em que Titã é sólida, mas macia e escorregadia por dentro. Mas os pesquisadores discutem se o modelo mais provável de Titã é aquele em que uma camada de gelo com dezenas de quilômetros de espessura flutua sobre um oceano global. As descobertas da equipe, em conjunto com os resultados de estudos anteriores, sugerem que o oceano de Titã possa estar a não mais de 100 km da superfície do planeta.

Derretendo o meio

“Esse é um resultado empolgante, que coloca Titã firmemente no grupo de grandes satélites com oceanos”, comemora Robert Pappalardo, cientista planetário do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, na Califórnia. Cientistas já haviam inferido a presença de oceanos abaixo das superfícies geladas de vários satélites, incluindo Encélado, outra lua de Saturno, e Europa, que orbita Júpiter.

A flexão de maré da camada gelada de Titã não forneceria calor suficiente para manter a subsuperfície do oceano líquida, aponta Jonathan Lunine, cientista planetário da Cornell University em Ithaca, no estado de Nova York, e coautor do estudo. Mas a energia liberada pelo decaimento de elementos radioativos no núcleo da lua, as reações químicas que desidratam muitos dos silicatos ali presentes e as pequenas quantidades de amônia que podem manchar o oceano ajudariam a evitar que congelasse, ressalta o pesquisador.

Essa flexão de maré, porém, poderia servir de explicação para a presença de metano na atmosfera de Titã, mesmo que o gás seja normalmente destruído por reações químicas produzidas pela luz do Sol, pondera Lunine. Depósitos de gelo rico em metano nas porções superiores da crosta de Titã seriam aquecidos o suficiente pela flexão para liberarem o gás, assim reabastecendo as concentrações atmosféricas do gás dessa lua. Em seguida isso cairia na forma de chuva sobre lagos e oceanos de metano na superfície.

“Mas isso é apenas uma ideia, porque cientistas ainda não mediram concentrações de metano próximas da superfície [de Titã]”, destaca Lunine. “Não há indícios de sua localização”.  

Essa evidência poderia estar disponível em breve. A missão Titan Mare Explorer (TiME), uma das três candidatas que a Nasa está considerando lançar no fim da década, liberaria uma cápsula flutuante e recheada de instrumentos em um dos grande mares de metano no hemisfério norte de Titã para estudar os processos químicos e físicos que acontecem por lá. “Até agora só vimos algo durante sobrevoos”, lembra Lunine.Fonte:Sid Perkins e revista Nature

Matéria Escura Revelada

Medida direta confirma existência em superaglomerado galáctico


JÖRG DIETRICH, UNIVERSITY OF MICHIGAN/UNIVERSITY OBSERVATORY MUNICH
Filamentos de matéria escura, como o que liga os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223, talvez tenham mais da metade da matéria do Universo.


Uma pequena parte da matéria escura do Universo, que dita onde as galáxias se formam, foi observada pela primeira vez: pesquisadores detectaram diretamente uma fina ponte de matéria escura unindo dois aglomerados galácticos. Para isso, usaram uma técnica que poderia ajudar astrofísicos a compreender a estrutura do Universo e identificar a constituição da misteriosa substância invisível.

De acordo com o modelo padrão da cosmologia, estrelas e galáxias visíveis traçam um padrão no céu conhecido como teia cósmica, originalmente produzida pela matéria escura – a substância que se acredita ser responsável por quase 80% da matéria do Universo. Logo após o Big Bang, regiões levemente mais densas que outras atraíram matéria escura, que acabou se aglomerando e colapsando em “panquecas” planas. “Onde existe uma interseção dessas “panquecas” vemos grandes faixas de matéria escura, ou filamentos”, explica Jörg Dietrich, cosmólogo do University Observatory Munich, na Alemanha. Aglomerados de galáxias se formaram nos nós da teia cósmica, onde esses filamentos se cruzavam.

A presença de matéria escura geralmente é inferida pela maneira com que sua forte gravidade curva a luz proveniente de galáxias distantes, distorcendo seus formatos aparentes como visto pelos telescópios da Terra. Mas é difícil observar essas ‘lentes gravitacionais’ de matéria escura em filamentos porque eles têm relativamente pouca massa.

Dietrich e seus colegas contornaram esse problema estudando um filamento especialmente massivo, de 18 megaparsecs, que conecta os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223. Por sorte, essa ponte sombria é orientada de modo que a maior parte de sua massa esteja localizada ao longo da linha de visão da Terra, o que aumenta o efeito de lente, como explica Dietrich. A equipe examinou a distorção de mais de 40 mil galáxias de fundo e calculou que a massa do filamento é de 6,5 × 1013 a 9,8 × 1013 vezes a massa do Sol. Seus resultados foram publicados essa semana na Nature.

Equação da massa

Examinando os raios-X provenientes do plasma do filamento, observados pelo satélite XMM-Newton, a equipe calculou que não mais de 9% da massa do filamento poderia ser composta de gás quente. As simulações por computador da equipe sugerem que aproximadamente mais 10% da massa do filamento poderia se dever a estrelas e galáxias visíveis. Dietrich aponta que a maior parte, portanto, deve ser matéria escura.

Mark Bautz, astrofísico do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, ressalta que astrofísicos não sabem exatamente como a matéria visível segue os caminhos produzidos pela matéria escura. “A parte empolgante é que nesse sistema incomum nós podemos mapear tanto a matéria escura quanto a matéria visível juntas, e tentar entender como elas se conectam e evoluem ao longo do filamento”, declara ele. O telescópio espacial de raios-X do Japão, Astro-H, com lançamento previsto para 2014, conseguirá determinar o estado de ionização e a temperatura do plasma no filamento, o que ajudará a discriminar entre os diferentes modelos para a formação da estrutura.

O refinamento da técnica também poderia ajudar a determinar a identidade da matéria escura – se é composta de partículas frias (lentas) ou quentes (rápidas), como um neutrino – já que partículas distintas se acumulam de maneiras diferentes ao longo do filamento. A missão espacial Euclid, com lançamento previsto para 2019, fornecerá mais dados sobre as lentes. “Isso complementará as buscas diretas por matéria escura no Grande Colisor de Hádrons, por exemplo”, reforça Alexandre Refregier, cosmólogo do ETH Zurich, o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.

Telescópio terá que suportar temperatura de -400 graus


O telescópio James Webb terá que suportar temperaturas de até -400 graus fahrenheit. De acordo com o site Popsci, os componentes do equipamento estão sendo testados para aguentar a baixa condição longe da Terra.

O James Webb será lançado em 2018 e irá substituir o telescópio Hubble, que está em atividade desde 1990. O equipamento atual fez descobertas importantes, que garantiram a infraestrutura dos projetos Apollo.

O futuro telescópio deve ser o instrumento mais potente desenvolvido pela Nasa. Ele é nove vezes maior que o Hubble e reúne 18 espelhos. Toda a infraestrutura está sendo construída com o objetivo de entender melhor a composição de estrelas e planetas além do sistema solar.


Como o James Webb estará aproximadamente 1 milhão e meio de quilômetros distante do planeta Terra, a temperatura estimada é de -400 graus fahrenheit.  Os componentes do telescópio passarão por um simulador para os devidos testes de resistência.


*Correção: O telescópio deverá suportar temperaturas de -400 F (- 240ºC).Fonte:Info

Observatório chileno descobre exoplaneta similar à Terra


Santiago - Astrônomos europeus descobriram no Observatório de La Silla (norte do Chile) um exoplaneta com características similares à Terra, situado no sistema estelar mais próximo do nosso planeta, informou esta terça-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).

"Astrônomos europeus descobriram um planeta com massa similar à da Terra orbitando uma estrela no sistema Alfa Centauri, o mais próximo da Terra", acrescentou o ESO em um comunicado.

O exoplaneta orbita em torno de uma estrela semelhante ao sol, da qual dista a seis milhões de quilômetros, um espaço muito menor entre Mercúrio e o nosso Sol, acrescenta a nota.

A descoberta confirma as especulações dos astrônomos sobre a possibilidade da existência de planetas orbitando ao redor destes corpos, já que seria o local mais próximo onde encontrar um hóspede que pudesse abrigar vida além do sistema solar, informou o ESO.

"Nossas observações se prolongaram durante mais de quatro anos, utilizando o instrumento HARPS, e revelaram um sinal diminuto, mas real", disse Xavier Dumusque, um dos astrônomos que fizeram a descoberta.

Os astrônomos detectaram o exoplaneta graças ao instrumento conhecido como "Buscador de Planetas por Velocidade Radial de Alta Precisão" (HARPS, na sigla em inglês) instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório La Silla.
"É uma descoberta extraordinária e levou nossa tecnologia até seus limites!", acrescentou Dumusque.

O observatório La Silla está instalado a 2.400 metros de altitude, no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago, e tem 18 telescópios.

Desde 1995, mais de 800 exoplanetas foram descobertas por várias equipes de astrônomos, segundo a nota do ESO.Fonte:AFP

Gigante Vermelha Gerou Espiral de Matéria e Gás


O Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriu uma estrutura espiral de gás totalmente inesperada ao redor da estrela gigante vermelha, a R Sculptoris. Essa é a primeira vez que os astrônomos encontram uma composição dessas ao redor de uma estrela com essas características.


A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes. Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.


Ele fica na região do Atacama, no norte do Chile. O telesócpio ainda está em construção, mas até 2013 terá 66 antenas ao longo de 16 quilômetros funcionando como um único equipamento.


A descoberta pode indicar a provável existência de uma segunda estrela em órbita da primeira estrela. Porém, ela nunca tinha sido observada antes.


Os astrônomos também ficaram surpresos por uma estrela gigante vermelha ejetar muito mais material do que o esperado. Por liberar muita matéria, essas estrelas contribuem para a poeira e gás que constituem a matéria-prima na formação de futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e até mesmo a vida.



A R Sculptoris pode ter perdido o equivalente a três vezes a massa de Júpter durante longo pulso térmico


Conforme envelhecem, estrelas trocam de pele lançando camadas de poeira e gás no espaço

Um novo olhar sobre a camada ao redor de um tipo de estrela em envelhecimento, chamada de gigante vermelha, mostra que o casco ejetado pela estrela carrega a impressão de sua formação e subsequente evolução, em sua estrutura.

Matthias Maercker do Observatório Europeu do Sul e da Universidade de Bonn, na Alemanha, e seus colegas, miraram a R Sculptoris, uma gigante vermelha na constelação Sculptor, ao sul, com o Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (ALMA). O complexo de radiotelescópios já está produzindo ciência, apesar de ainda estar em construção na grande altitude do Deserto do Atacama, no Chile. O ALMA consistirá de 50 antenas parabólicas bem espaçadas, cada uma com 12 metros de diâmetro, além de um agrupamento compacto de 16 pratos adicionais. No mês passado, 40 das 66 antenas planejadas já tinham entrado em funcionamento. Dados dessa miríade de pratos podem ser combinados por um equipamento computadorizado para fornecer uma única radioimagem de alta resolução de um objeto astronômico.

A observação no ALMA revelou que a camada ao redor da R Sculptoris não é esférica, como se supunha, mas que foi torcida em uma espiral, como mostra a visualização acima. Acredita-se que essa estrutura espiral marque a presença de uma companheira estelar; dessa forma, agora parece que a R Sculptoris tem uma parceira binária que ainda não foi observada. Maercker e seus colegas publicaram os resultados de suas observações no volume de 11 de outubro da Nature. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).

Os pesquisadores também puderam inferir um cronograma para a criação da camada, a partir de sua estrutura. A R Sculptoris parece ter ejetado material em uma espécie de convulsão estelar chamada de pulso térmico cerca de 1800 anos atrás. O pulso térmico durou aproximadamente 200 anos, concluíram Maercker e seus colegas. Durante esse tempo a estrela expulsou poeira e gás em quantidade equivalente a mais ou menos três vezes a massa de Júpiter.

A Estrela Vizinha Tem um Planeta?


Astrônomos descobrem evidências de exoplaneta no sistema estelar mais próximo de nós




Conforme as transmissões de rádio e televisão da humanidade atingem o espaço e se propagam pela galáxia à velocidade da luz, especulamos quem pode estar ouvindo – e o que eles podem saber sobre nós. Uma civilização hipotética a 50 anos-luz de distância, com tecnologia para receber e decifrar nossas ondas de rádio, ouviria notícias de um planeta imerso na Crise dos Mísseis de Cuba, com imagens e sons de 1962 chegando a seus detectores.

Uma civilização alienígena habitando o sistema mais próximo do Sol, por outro lado, estaria muito mais atualizada com a vida moderna na Terra. Os extraterrestres de lá poderiam acompanhar os últimos meses da disputa presidencial de 2008 entre os senadores John McCain e Barack Obama – sem um julgamento muito severo da humanidade com base em todas aquelas propagandas políticas negativas, espero.

Até recentemente, porém, não se conhecia nenhum planeta que orbitasse uma das estrelas do trio mais próximo do Sol: Proxima Centauro, Alfa Centauro A e Alfa Centauro B. Agora uma equipe de pesquisadores europeus revigorou as esperanças de que nosso sistema solar de fato tenha vizinhos próximos. Em um artigo publicado on-line em 17 de outubro na Nature, a equipe relatou a descoberta de um planeta extrassolar orbitando Alfa Centauro B, a apenas 4,3 anos-luz de distância. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).

“Alfa Centauro B é, claro, um caso muito especial”, declarou o coautor do estudo, Stéphane Udry do Observatório de Genebra, na Suíça, em uma teleconferência com jornalistas. “Esse é nosso vizinho mais próximo”. O segundo exoplaneta mais próximo conhecido, Epsilon Eridani b, fica duas vezes mais longe.

“Para mim, essa é a descoberta da década”, elogia a astrônoma Debra Fischer, da Yale University, que não participou do novo estudo. “É o sistema estelar mais próximo”, exclamou.

Mas o mundo recém-descoberto, que por convenção receberá a estranha designação Alfa Centauro B b, é mais que uma novidade estatística. Ele deve ser um planeta rochoso como a Terra – sua massa pode ser até 1,13 vezes a de nosso planeta. E apesar de ser quente demais para sustentar a vida como a conhecemos, sua presença sugere que outros planetas podem existir em órbitas mais temperadas dentro do mesmo sistema planetário.

“Esses planetas rochosos tendem a ocorrer em conjuntos”, aponta Fischer. “Podemos apostar que há mais planetas rochosos ao redor de Alfa Centauro B. Eles serão mais externos e podem estar numa zona habitável”.

É claro que essa suposição depende da validade da descoberta exoplanetária. A alegada descoberta está na fronteira do que é detectável com os melhores instrumentos astronômicos, e ainda precisa ser confirmada por outros astrônomos.

Udry e seus colegas encontraram o suposto planeta ao rastrear efeitos Doppler na luz estelar de Alfa Centauro B – o chamado método da velocidade radial de busca planetária. Planetas em órbita exercem um arrasto gravitacional sobre suas estrelas hospedeiras; alguns aceleram a estrela minimamente na direção da Terra, ou na direção oposta. O espectrógrafo HARPS da equipe de Genebra, instalado em um telescópio de 3,6 metros no Observatório La Silla, no Chile, é o melhor instrumento do mundo para medir pequenas mudanças em velocidades radiais interestelares.

Quanto menor é o planeta, menor é o empuxo gravitacional. Com aproximadamente a massa da Terra, o planeta que orbita Alfa Centauro B fica entre os menores conhecidos. Para extrair seu minúsculo sinal, os pesquisadores precisaram monitorar cuidadosamente e caracterizar a atividade de longo prazo da estrela. Assim como o Sol, onde manchas solares magnéticas aparecem aos montes e depois quase desaparecem enquanto seguem um ciclo de 11 anos, Alfa Centauro B também demonstra um padrão cíclico de atividade estelar. Manchas magnéticas podem mudar o fluxo convectivo do plasma dentro de uma estrela, o que por sua vez afeta sua velocidade medida em relação à Terra.

“Em Alfa Centauro B observamos um ciclo magnético de aproximadamente oito anos”, explicou o principal autor do estudo, Xavier Dumusque do Observatório de Genebra, na teleconferência. “Durante fases de atividade diferentes, a estrela pode apresentar  uma quantidade cada vez maior de manchas, o que perturba sua velocidade radial”.

Dumusque destacou que ele e seus colegas observaram Alfa Centauro B mais de 450 vezes durante vários anos para entender seu comportamento. Depois de subtrair os movimentos orbitais da estrela, bem como os efeitos presumidos de manchas estelares e seus semelhantes, o que restou foi uma minúscula flutuação – acelerações e desacelerações alternadas, atribuídas ao arrasto gravitacional de um planeta de pouca massa em uma órbita de 3,2 dias. O empuxo do planeta faz uma minúscula interferência de aproximadamente 50 centímetros por segundo na velocidade de Alfa Centauro B, que atualmente se move a cerca de 20 quilômetros por segundo em relação à Terra.

“Essa é uma detecção muito difícil de fazer”, admite Fischer. “Eu sei que a equipe da Suíça é extraordinariamente cuidadosa. Tenho muita confiança neles”. O grupo de Genebra foi o primeiro a descobrir um exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol, em 1995, e desde então já encontrou mais de 100 mundos novos. Outro grande caçador de planetas, Geoff Marcy da University of California, Berkeley, declara que a evidência para o novo planeta parece forte. “Se a existência do planeta estiver correta, e acredito que esteja, essa será uma descoberta histórica”, escreveu ele em um email. “É possível cuspir uma semente de melancia e acertar Alfa Centauro”.

Fischer conta que ela e seus colegas aprimoraram sensivelmente seu espectrógrafo no Chile, e que estão verificando se seus próprios dados podem contribuir para confirmar a existência de um planeta ao redor de Alfa Centauro B. Enquanto isso, astrônomos do mundo todo sem dúvida se voltarão para nosso sistema estelar mais próximo com interesse renovado e esperança de encontrar outros planetas por lá, especialmente planetas que possam abrigar vida. “Na verdade, isso me deixa muito otimista. Estou super animada com esse resultado”, declara Fischer. “Eu queria ter descoberto esse planeta”. Fonte:Sciam

Os buracos negros ajudam a formar estrelas?

Em cima: Imagem de Centaurus A, feita com o Wide-Field Imager do telescópio de 2,2m do ESO/MPG em La Silla. A cintura de poeira que se vê ao longo da galáxia é o sinal de uma colisão no passado. O filamento interno é mostrado na caixa verde. Crédito: ESO/Vandame. Em baixo: Imagem do filamento interno da galáxia Centaurus A, feita a 2 de Julho de 2010 com a WFC3 do Telescópio Espacial Hubble. O filamento de gás ionizado (a verde) começa perto das estrelas recém-formadas, no lado direito da imagem (pontos azuis e brancos). O buraco negro invisível fica para a direita da imagem. A distância da esquerda para a direita, através da imagem, é de três mil anos-luz. Crédito: Mark Crockett.



Pensa-se que existe um buraco negro
 no
centro de quase todas as galáxias
, alguns
com a massa
 de milhares de milhões de sóis
e fortes forças gravitacionais que perturbam a matéria em redor. Até ao momento, julgava-se que esses buracos negros impediam o nascimento de estrelas
. Mas,
agora, uma equipa internacional de astrónomos que se tem dedicado ao estudo da galáxia vizinha Centaurus A descobriu exactamente o contrário: um buraco negro que parece estar a ajudar a formação de estrelas. A equipa, liderada pelo Dr. Stanislav Shabala da Universidade da Tasmânia, pelo Dr. Mark Crockett da Universidade de Oxford e pelo Dr. Sugata Kaviraj do Imperial College de Londres, publicou os seus resultados no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

Os buracos negros no centro das galáxias tornam-se activos de tempos a tempos, empurrando a matéria à sua volta em jactos que podem estender-se por milhões de anos-luz
. Este fluxo vai abrindo caminho através
do gás galáctico, comprimindo-o, aquecendo-o e empurrando-o para longe. Grande parte desse gás é a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam, pelo que estes jactos têm grande influência na formação de estrelas em galáxias que os hospedam.

Os astrónomos usaram a câmara Wide Field 3 (WFC3) do Telescópio Espacial Hubble
 para
estudarem as regiões centrais da Centaurus A, catalogada como NGC 5128, uma galáxia brilhante a 13 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação
 de
Centaurus. Em luz visível
, pode ver-se, em
destaque, uma cintura de poeiras percorrendo toda a galáxia; nos comprimentos de onda
 dos raios-X

 e do
rádio
, são visíveis jactos que se estendem
até um milhão de anos-luz a partir do buraco negro central.

Com o WFC3, os cientistas observaram de perto o "filamento interno", uma região localizada perto do fluxo, que é uma fonte de emissão no ultravioleta
 e nos raios-X, bem como nos comprimentos de onda da luz
visível. Usando as imagens do Hubble, a equipa conseguiu mapear a história da formação de estrelas do filamento com uma precisão sem precedentes.

Descobriram que a extremidade do filamento mais próxima do fluxo contém estrelas jovens, cujas idades são semelhantes à idade do fluxo, criado da última vez que o buraco negro no centro da galáxia foi activado. Não existem, no entanto, estrelas jovens nas regiões do filamento mais afastadas do fluxo. Isto é exactamente o que se esperava de um fluxo que atravessasse uma nuvem de gás localizada no seu caminho.
Os partes centrais, mais densas, da nuvem são comprimidas e entram em colapso para formar estrelas, enquanto que o gás na periferia é varrido .

O Dr. Shabala diz ainda que: "Este aumento de formação estelar devida aos jactos de matéria teria sido ainda mais significativo num universo mais jovem, onde os aglomerados densos de gás eram mais comuns. O nosso estudo enfatiza a necessidade de considerarmos a importância do feedback positivo que os jactos introduzem no actual paradigma da formação de galáxias. Adiciona uma peça nova e estimulante ao quebra-cabeças que é entender como as galáxias se tornaram aquilo que são hoje. " Notícia de Fev 2012

Fonte da notícia: http://www.ras.org.uk/news-and-press/219-news-2012/2070-do-black-holes-help-stars-form

Cientistas detectam água no interior de cristais na superfície da lua

O vento solar parece ser responsável pelo transporte

A superfície da lua contém cristais com traços de água no seu interior, o vento solar poderia ter levado a ela, informou neste domingo a revista científica "Nature Geoscience".

O geólogo Yang Liu e seus colegas da Universidade de Tennessee (EUA) analisaram as amostras da superfície lunar recolhida a partir do Equador por satélite e trazido para a Terra pelas missões Apollo, a maioria deles pelo astronauta Neil Armstrong, e encontrou traços de água em alguns de seus componentes.

"Quando as pessoas pensam de água, sempre imagino em líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo não é geralmente reconhecido que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais ", disse Liu. Na verdade, acrescenta, os minerais da Terra manto conter pelo menos a mesma quantidade de água para o oceano, e algo semelhante poderia acontecer na lua.

Outras análises das amostras revelaram semelhanças entre esses traços de água e íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento era responsável pelo transporte de íons de hidrogênio para a lua. Uma vez lá, estas moléculas foram armazenadas sob a forma de água no interior das veias analisados.

O vento solar contém uma grande quantidade destes iões, o que na verdade não toque na Terra, pois a atmosfera e o campo magnético da Terra irá impedir isto, mas, no caso da lua, não há nada para proteger a superfície, de modo que o vento Solar continuamente bate contra ela.
Uma nova fonte de água

"Nos últimos anos temos assistido a uma mudança de paradigma na nossa visão" sem água "da Lua", disse Liu. Segundo o investigador, cada cristal analisados ​​conter entre 200 e 300 partes por milhão de água e uma molécula de grupos hidroxilo que é obtido por subtracção de um átomo de hidrogénio da água.

A descoberta permitiu aos cientistas encontrar uma nova fonte a partir do qual os planetas do interior do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderia conseguir água. Liu e seus colegas argumentam que um mecanismo semelhante a este pode estar em outros órgãos em cujas superfícies do vento solar incidente, como Vesta Mercury ou asteróide.

"O bombardeio do vento solar é um processo constante. Hoje, precisamos repensar o nosso conceito de água em novos lugares no sistema solar ", disse Liu argumentou.Fonte:Reuters

Telescópio da Nasa descobre quinta lua de Plutão-Publicada no dia 13082012


Imagens do Hubble mostraram mais um corpo celeste orbitando o planeta anão. O novo satélite, batizado de P5, tem entre 10 e 24 km de diâmetro

 Os cientistas estão intrigados com o fato de um astro tão pequeno ter uma coleção tão complexa de satélites. A Terra, por exemplo, tem apenas uma lua e um diâmetro cerca de cinco vezes maior que o de Plutão.

 A nova descoberta fornece aos astrônomos pistas adicionais sobre como o sistema do planeta anão se formou e evoluiu. A teoria mais aceita pela ciência é de que todas as luas são relíquias de uma colisão entre Plutão e outro grande objeto há bilhões de anos atrás.

Luas de Plutão
 A maior lua do planeta anão, Caronte, foi descoberta em 1978 a partir do Observatório Naval dos Estados Unidos. Em 2006, observações do Hubble descobriram duas novas pequenas luas, Nix e Hidra. Em 2011, foi a vez de P4, também a partir de dados do Hubble.

 A quinta lua, P5, foi detectada em nove conjuntos separados de imagens, capturadas pelo telescópio em 26, 27 e 29 de junho e em 7 e 9 de julho. A descoberta reúne cientistas do Instituto Seti (sigla para “busca por inteligência extraterrestre”), da Universidade Johns Hopkins e do Southwest Research Institute, todos nos Estados Unidos.

New Horizons
 Uma sonda da Nasa, a New Horizons, está a caminho do pequeno planeta e deve fazer um sobrevôo histórico em 2015. De acordo com os cientistas, a visão poderosa do Hubble, que culminou na descoberta de P5 e de outras luas, vai ajudar na navegação da sonda pelo sistema de Plutão, evitando potenciais riscos de colisão com outras partículas - como o instrumento vai navegar a quase 50 mil km/h, até mesmo pequenas colisões podem destruí-lo.Fonte:EK

domingo, 23 de setembro de 2012

Não param os receios provocados pelo asteroide Apophis


A Rússia irá enviar em 2020 para o asteroide Apophis um “trator gravitacional” para testar a tecnologia de desvio das órbitas de objetos espaciais que possam ameaçar a Terra.

Em 2023, partirá um aparelho para pousar em Ganímedes, satélite de Júpiter, e procurar indícios de vida. Estes dois projetos figuram na apresentação doTSNIIMASH (Instituto de pesquisa central de construção de máquinas), uma estrutura filial da Roskosmos, no Congresso Internacional Aeroespacial que encerra os seus trabalhos na sexta-feira em Moscou. A apresentação foi organizada no âmbito do programa Estratégia para o desenvolvimento da atividade espacial até 2030 entregue pela Roskosmos ao governo nesta primavera.

Depois da descoberta do Apophis, há 8 anos, os cálculos demonstraram que ele pode colidir com a Terra em 2029 com uma probabilidade de 1:37. Depois se verificou que não haveria catástrofe. Mas se o asteroide entrar num “funil” gravitacional com apenas centenas metros de largura, então irá colidir na aproximação seguinte em 2036. A probabilidade de acertar é de 4 para um milhão. Quando o Apophis se dirigir para o “funil”, ao “trator gravitacional” bastará desviá-lo ligeiramente para reduzir a hipótese de colisão para zero. A ideia de um “trator” desses é conhecida, diz-nos o membro-correspondente da Academia Russa de Cosmonáutica Yuri Karash.

“Será um corpo que irá girar à volta do asteroide e interferir com o seu movimento. Se o asteroide for descoberto muito antes de ele se aproximar da Terra a uma distância perigosa, enviando-lhe o “trator” poder-se-á gradualmente desviá-lo da trajetória perigosa.”

Para o astrofísico do Instituto Astronómico Sternberg da Universidade estatal de Moscou Vladimir Surdin as preocupações causadas pelo Apophis fazem sentido.

“Os cálculos demonstram o lado que a Terra terá virada para o asteroide em 2036, quando ele passar junto a nós. Infelizmente, será o lado da Rússia, ou melhor, da Eurásia. O local provável da colisão passa pelo território russo. Sem cálculos precisos, ainda não se pode dizer se ele passará ao lado.”

Ao contrário do envio do “trator”, o voo do aparelho russo para o sistema de Júpiter já estava planejado há muito. Se tratava do seu satélite Europa que tem a fervilhar debaixo da superfície um caldo de minerais em água que, teoricamente, podia sustentar algumas formas de vida. O perito em cosmonáutica Igor Lisov explica a razão da escolha final de Ganímedes.

“Se verificou que não existe equipamento eletrônico resistente à radiação que pudesse trabalhar na superfício do Europa. Tivemos de recuar um pouco de Júpiter para um satélite mais distante, mas igualmente interessante, e pensar em como estudá-lo.”

De acordo com Igor Lisov, a apresentação do TSNIIMASH é um reflexo da busca por algum objetivo global para depois de 2020, quando a EEI fôr retirada de órbita e afundada no oceano. Talvez faça realmente sentido começarmos a ocupar-nos dos asteroides dentro das intenções dos americanos que querem pousar num deles até 2025, diz o perito. Também não é obrigatório que a apresentação do Instituto e os planos da Roskosmos sejam a mesma coisa.

Zoológico espacial escreve em alfabeto galáctico


As galáxias que ocupam o Universo possuem diversas formas. Podem ser observados animais, flores, diversos objetos e mesmo letras. No céu estrelado já se conseguiu identificar todas as letras do alfabeto latino, de A a Z.

O projeto Jardim Zoológico Galáctico foi inaugurado em 2007, tendo os cientistas solicitado a voluntários que se juntassem em número de 250.000, que classificassem as estrelas e galáxias pelo princípio de associação: quais seriam as figuras que formariam na imaginação dos participantes no projeto.

As cerca de um milhão de fotografias e imagens das galáxias foram obtidas pelos criadores do zoológico estrelar com a ajuda do telescópio espacial Hubble e do telescópio terrestre do Novo México

Códigos para Extraterrestres


Uns astrônomos jovens dos Estados Unidos e França sugeriram adotar um padrão único para codificação das mensagens a serem enviadas através de radiotelescópios para outras civilizações hipotéticas. Supõem que essa providência faça aumentar a probabilidade de que tais sinais sejam compreendidos pelos seus destinatários.

A argumentação dos autores dessa ideia consiste em que mensagens desse tipo têm estado se tornando cada vez mais confusas para os habitantes dos “outros mundos”. Tanto que os Terráqueos já passaram a enviar ao Cosmo até mesmo sons e imagens digitalizados, inclusive desenhos infantis. Seu formato é adotado para serem percebidos pelos homens; portanto, as chances de que possam ser decodificados pelos extraterrestres são poucas. Por isso, é necessário simplificar o esquema de codificação e a linguagem de tais mensagens – sustentam os jovens cientistas. Porém, o acadêmico Nikolai Kardachiov, diretor do Centro Astroespacial do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, chamou esse problema de inventado, posto que os sinais transmitidos da Terra cairão, o mais provável, nos receptores de civilizações superiores. E prosseguiu:

Já o conteúdo de tais mensagens é irrelevante. Pode-se falar russo, mas também se pode falar inglês; pode-se enviar quadrinhos, não importa, pois será tudo percebido. Uma linguagem especial já estava sendo elaborada. Chama-se “LinCos”, sigla que significa “Língua Cósmica”. Pode-se transmitir via “LinCos”, sim, mas, considerando que eles são de longe mais inteligentes que nós, com uma vantagem de milhões de anos em matéria de evolução, isso não tem qualquer sentido.

Os cientistas estão auscultando o Universo na esperança de captar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960. Com o correr do tempo, começaram a enviar também seus próprios sinais. A lógica dos astrônomos é bem simples: se todos os representantes da razão extraterrestre somente captarão sinais sem nada transmitir, então o Universo permanecerá silencioso. A primeira mensagem partiu em 1974 do radiotelescópio em Arecibo, em Porto Rico. Então, foram lançados em três minutos 1 679 zeros e unidades duplos. Era uma codificação simplíssima, pois o que se esperava dos Extraterrestres era que adivinhassem que 1 679 se decompunha em 73 e 23. Se se tomar tal número de fileiras ou colunas, então os zeros e as unidades comporão umas imagens esquemáticas do Sol e dos planetas, do Homem, do ADN e de vários elemento químicos. Depois de Arecibo, foram enviadas outras 15 mensagens mais complexas, todas elas a partir do radar localizado em Evpatoria, na península da Crimeia. Agora, os cientistas querem que essas mensagens sejam preparadas com o concurso de crianças – conta o acadêmico Nikolai Kardachiov. E continua:

Elas estão inventando umas coisas, desenhando quadrinhos para tais bilhetes. Assim, sua mundividência vai se normalizando, passa a centrar-se em coisas mais interessantes do que a obtenção de dinheiro.

Os trabalhos realizados na estação de radar na Crimeia foram orientados por Aleksandr Zaitsev, colaborador científico sênior do Instituto de Pesquisas Radiotécnicas e Eletrônicas junto à Academia de Ciências da Rússia. Ele sustenta que agora, em vez de pensar em novos códigos, é preciso tentar abordar o problema de uma forma integral. E argumenta:

Está chegando o momento para começarmos a falar em transmissão e recepção de sinais inteligentes no Universo, e não separar esses conceitos. Porque, na realidade, são a mesma coisa. Quando estamos buscando, ficamos a pensar: mas como é, o que é que eles construíram de concreto para poderem enviar sua mensagem? E quando queremos transmitir, ficamos a pensar: mas como fazer para que as buscas da nossa mensagem sejam fáceis para eles? São coisas intervinculadas.

Entretanto, os jovens paladinos de uma linguagem comum para codificação de sinais prometem que se a mesma for criada algum dia, será por eles ensaiada em um recurso online em que todos os desejosos poderão deixar sua mensagem. Se, por exemplo, a mensagem enviada por um chinês for percebida pelos Americanos, será também percebida pelos Extraterrestres; portanto, a linguagem supranacional interplanetária está funcionando bem. Porém, verificar o grau de consistência dessa ideia é por enquanto impossível.

Terrestres estão próximos de desvendar mistério do Planeta Vermelho


Os terrestres estudam as fotografias tiradas pela sonda americana Curiosity após o pouso em Marte. O interesse em relação às fotos é inédito: passam de um blog para outro e são ativamente discutidas na Internet. Os cientistas russos têm a certeza de que as fotografias tiradas pela sonda americana podem entreabrir alguns mistérios do Planeta Vermelho.

Entretanto, um dos segredos de Marte já está desvendado. Na primeira fotografia enviada do planeta, os amadores de enigmas espaciais viram um “borrão” enorme de configurações confusas. Imediatamente, na Internet, apareceram diferentes versões acerca deste fenómeno: de reflexos de objetiva a marcianos em dispersão que se escondem precipitadamente dos terrestres em visita. Mas, segundo os especialistas do projeto Curiosity, trata-se de uma coluna de poeira levantada pela sonda no momento de pouso. Contudo, mesmo se sinais da vida não forem descobertos no planeta, é possível que Marte possa ser adaptado às necessidades dos terrestres, considera Yuri Karach, membro-correspondente da Academia de Cosmonáutica da Rússia:

“Entre todos os planetas do sistema solar, Marte é o mais próximo da Terra segundo suas condições. O estudo de Marte permite dar uma resposta à pergunta de quem somos e qual a nossa origem e até encontrar irmãos de intelecto ou, pelo menos, os seus vestígios. Por outro lado, Marte é um planeta que pode ser aproveitado, alargando deste modo o habitat de pessoas. O Curiosity é equipado de aparelhos universais que podem responder se é possível surgir a vida em Marte e se esta existia no planeta nalguma altura.

Para o pouso do Curiosity, foi elaborada uma tecnologia única de “grua celeste”, graças à qual a sonda foi descida em cabos da nave e posto em suas próprias rodas. A nova tecnologia pode ser utilizada no futuro para a descida de pessoas em Marte. O pé de homem pode pisar Marte já agora, mas virtualmente. O número de interessados em visitar Marte já se aproximou de 900 mil só no blog oficial da sonda. Cada algumas horas, no Twitter Curiosity Rover (https://twitter.com/MarsCuriosity) aparecem comunicados transmitidos da sonda, em que o aparelho não apenas partilha suas impressões e comunica sobre o seu estado na distante viagem de serviço, mas também anexa fotos e materiais de vídeo sobre paisagens circundantes. O blog contém até autorretratos da sonda compostos através da imposição de várias fotografias tiradas com a ajuda da câmara de navegação, instalada no cume da Curiosity. E, quem sabe, talvez sejam os utentes da Internet terráqueos que poderão uns dos primeiros ver cidades marcianas e a cor de pele dos habitantes do Planeta Vermelho. Este tema continua a originar discussões acesas na literatura de ficção científica mundial.

Ufólogos encontraram OVNI nas imagens de Marte

O aparelho americano Curiosity não só viajou com sucesso através da paisagem de Marte, mas também fez algumas fotos que causaram uma tempestade de controvérsia pseudo-científica na mídia ocidental.
Alguns jornalistas afirmam que nas fotos se veem um OVNI. Os pontos flutuando acima do horizonte marciano realmente podem ser tomados por transportes alienígenas. Especialmente se passar a fotografia por vários filtros, como fizeram os ufólogos britânicos.

Os especialistas em óptica têm uma visão diferente. Segundo eles, os pontos são ou ligeiros danos da lente da câmera digital do Curiosity, ou partículas de poeira marciana.





Encontrados hidrocarbonetos em Plutão-Notícia de 24122011


O telescópio espacial Hubble descobriu evidências da existência de moléculas complexas no superfície de Plutão. O espectógrafo a bordo do Hubble registrou uma absorção forte da radiação ultravioleta no planeta. Esta descoberta pode explicar a cor de Plutão e fornece novas informações sobre a composição de sua superfície.

É possível que a absorção da luz ultravioleta indique a presença de hidrocarbonetos complexos e/ou moléculas de nitrilo em Plutão. Estes compostos químicos podem se formar pela interação da luz do sol ou de luzes espaciais com os gelos de Plutão, compostos de metano, monóxido de carbono e nitrogênio.

Plutão está muito longe da Terra e mesmo dos telescópios espaciais para ser estudado detalhadamente. Os cientistas depositam esperanças na sonda interplanetária da NASA New Horizons que se aproximará Plutão em 2015. Este aparelho tem um peso de menos de 500 quilos e, pela primeira vez, atingirá Plutão, devendo estudar a sua superfície e atmosfera.Fonte:EPA

Satélite recém-descoberto de Plutão e a possibilidade de uma catástrofe


Foi descoberto mais um, o quinto, satélite do longínquo Plutão. É mais um motivo para os cientistas se perguntarem porque tem tantos satélites um corpo celeste de tamanho inferior à nossa Lua. Será mais um facto a favor da hipótese de um antigo cataclismo cósmico?

O satélite, com o nome provisório de P5, foi descoberto, tal como o seu antecessor P4 há um ano, numa foto feita com grande exposição pelo telescópio orbital Hubble . Transversalmente ele mede de 10 a 24 km. Os cientistas que o descobriram comparam a família de satélites de Plutão com uma matrioshka, a famosa boneca russa. As suas órbitas encaixam umas nas outras, explica Vladimir Surdin, astrofísico do Instituto Astronómico Shternberg da Universidade Estatal Lomonossov de Moscou.

“O Plutão é perfeitatamente original. Foi descoberto em 1930 e em 1978 foi descoberto o seu satélite Charon com uma massa enorme. A partir daí nós consideramo-lo um planeta duplo. Sabemos que um “servo de dois amos” ou um “agente duplo”, um espião que trabalhe para 2 países, não tem uma vida longa. Na mesma lógica, qualquer satélite que gire à volta de um planeta duplo também não pode existir por muito tempo, por isso o sistema de satélites de Plutão terá, provavelmente, aparecido há pouco tempo, numa escala astronómica. O mais provável é tratar-se de frangmentos de dois corpos que terão colidido junto a Plutão num tempo previsível, talvez há centenas de milhões de anos, o que não é muito.”

Também existe uma versão de colisão semelhante que pelo menos explica o aparecimento de Charon: o próprio Plutão podia ter colidido com um corpo da mesma ordem de grandeza. Depois parte dos fragmentos terão formado o Charon e a outra parte terá sido atraída pelos restos de Plutão, tendo mais tarde ambos os corpos obtido a forma esférica. Depois de cataclismos desse tipo poderia ter aparecido um sistema de aneis, se bem que à volta de Plutão ainda não os descobriram. Na opinião do norte-americano Andrew Steffl, podem ser encontrados aneis pálidos para além da órbita do quinto satélite de Plutão, nunca a menos de 42 mil km do centro de todo o sistema. Numa região mais próxima e instável eles seriam inevitavelmente destruidos pela gravidade alternada do planeta duplo.

Também há astrónomos partidários da versão da passagem junto ao Sol de um sistema planetário de outra estrela. Um dos seus componentes teria colidido com Plutão o que explicaria a inclinação estranha da sua órbita e a quantidade de satélites. Vladimir Surdin discorda.

“Isso é impossível. O mais provável é o Sistema Solar nunca ter sofrido a influência de outras estrelas. Se isso tivesse acontecido, nós não teríamos orbitas tão estáveis. A Terra percorre uma órbita quase circular. As colisões no espaço são um fenómeno comum, até hoje foram descobertos mais de meio milhão de pequenos corpos, chamados asteróides, no interior do Sistema Solar. Quando há tantos corpos a circular próximos uns dos outros as colisões acontecem.”

O recém descoberto P5 já foi incluido na lista dos objetos a estudar pela estação Novos Horizontes (New Horizons) da NASA. Em fevereiro de 2015 a estação estará suficientemente próxima de Plutão para iniciar as observações. Em julho do mesmo ano ela passará a 10 mil km de Plutão sem reduzir a velocidade. O período mais favorável para as fotos mais nítidas irá durar apenas dez minutos, depois do que a Novos Horizontes entrará em sequência nas zonas de sombra solar de Plutão e de Charon. Se Charon possuir uma atmosfera, como o seu consorte, isso será detetado pelos aparelhos. Segundo Vladimir Surdin, a missão do aparelho pode soerguer o véu que cobre o mistério da origem do planeta e do seu sistema.Fonte:Epa

Curiosity recolhe amostra da atmosfera de Marte


O jipe Curiosity recolheu para análise amostras da atmosfera de Marte.

Se trata do primeiro estudo químico da atmosfera do Planeta Vermelho desde que, em meados dos anos de 1970, estudos semelhantes foram realizados pelo jipe Viking.

A análise ainda não terminou, sendo os resultados dos primeiros testes conhecidos na próxima semana. Segundo os dados dos investigadores, na atmosfera do planeta predomina o dióxido de carbono. O objetivo da presente investigação é determinar se o Curiosity descobre vestígios de metano. A sua presença em Marte foi recentemente descoberta por um satélite e por telescópios terrestres.
Fonte:Epa

OVNIs vistos simultaneamente nos EUA e Europa Central


Nos EUA, na Eslováquia e na Polônia, durante uma semana, foram observados OVNIS na mesma altura.

Três bolas vermelhas se moviam a grande velocidade no céu noturno, embora a trajetória dos objetos não coincidisse com as trajetórias de qualquer aeronave existente na Terra. Em pouco tempo, os objetos voadores conseguiram cobrir uma distância de 10.000 quilómetros.

Na Internet foram publicados vídeos feitos por testemunhas que confirmam o surgimento simultâneo de OVNIS em pontos da Terra situados a grande distantância uns dos outros.
Fonte:Ria Novosti

Norte-americanos planejam colonizar a Lua


A NASA está elaborando um programa do retorno para a Lua e planeja construi-la uma base lunar, declarou o diretor do programa de voos tripulados da NASA na Rússia, Michael Serber.

“Queremos voltar para a Lua e ficar lá por um tempo muito longo,” declarou o representante da NASA, discursando no Congresso Internacional Aeroespacial em Moscou.

Ao mesmo tempo, segundo Serber, a Estação Espacial Internacional (EEI) permanece a ser o principal complexo espacial que pelo menos até 2020 permitirá praticar tecnologias de voos para a Lua, Marte e seus satélites.

Serber continuou declarando que a NASA tem planos de explorar outros planetas no Sistema Solar.Fonte:Epa

Extraterrestres poderão estar mais próximos do que pensamos

Especialistas do Instituto Internacional de Investigação SETI alertam para a aproximação rápida da Terra de três objetos gigantes não identificados, que poderão ser provenientes de outros planetas.
Ainda continuam vivos na memória os filmes do Discovery Channel com declarações chocantes de Stephen Hawking, um dos mais influentes e conhecidos físicos teóricos. O cientista e prémio Nobel fez uma declaração sensacional em que disse que os extraterrestres, muito provavelmente, existem mesmo, implorando à humanidade não tentar entrar em contato com eles.

Não é a primeira vez que Stephen Hawking discorre sobre mundos extraterrestres. Ele se tornou famoso graças ao livro “Breve História do Tempo” sobre a origem do Universo. Na nova série, Stephen Hawking declara que existem outras formas de vida em muitos cantos do Universo mas que os extraterrestres podem simplesmente utilizar a Terra como fonte de recursos para a conquistar e continuar o seu caminho.

Os americanos já começaram a estudar o problema da identificação de criaturas alienígeras, por enquanto só a nível genético. Garry Rafkan, professor de Genética da Escola de Medicina de Harvard, desenvolveu um chip capaz de determinar a existência de fragmentos de ADN extraterrestre. O chip deverá ser utilizado nos equipamentos de investigação do futuro rover marciano (veículo robótico).

A poeira do planeta vermelho cairá em uma solução especial que será submetida a ultrassons para eliminar quaisquer vestígios orgânicos e depois analisada para detetar a existência de ADN.

Receber os “homenzinhos verdes”

Há muitas décadas que a Humanidade anda procurando vida extraterrestre. Os investigadores americanos resolveram, para fundamentar a necessidade das buscas de seres racionais extraterrestres, utilizar o paradoxo do conhecido físico Enrico Fermi, ou seja, a contradição entre a grande probabilidade de existência de vida racional no Universo e a ausência de sinais visíveis desta existência. O cientista colocou esta pergunta simples: “Se existem tantas civilizações fora da Terra, onde estão elas?”.

Os americanos propuseram uma forma de resolver este paradoxo. Eles estabeleceram que, se partirmos do tempo médio de vida de uma civilização na nossa galáxia de mil anos (os habitantes da Terra só enviam sinais de rádio para o cosmos há 100 anos), na Via Láctea podem existir mais de 200 civilizações sem saberem da existência umas das outras. Os ingleses foram ainda mais longe. Na Universidade de Edimburgo consideram que na nossa galáxia existem pelo menos 361 civilizações de seres racionais e que o seu número máximo poderá atingir 38.000.

Os sucessos na teoria inspiram não só os cientistas do SETI mas também milhões de voluntários em todo o mundo, que desde os anos 1960 tentam captar sinais de rádio vindos de outros mundos.

Em 1977, o radiotelescópio da Universidade de Ohio recebeu um sinal que demorou cerca de 37 segundos. O sinal era proveniente da constelação de Sagitário e era o mais potente dos captados até então. Em 2004, o radiotelescópio em Arecibo (Porto Rico) transmitiu um sinal que viria a receber o nome de SHGb02+14ª e que tinha origem numa zona do Universo em que a constelação de Carneiro faz fronteira com a constelação de Peixes.

Os últimos dados publicados em 2008 pelos cientistas americanos envolvidos no Programa de Busca de Civilizações Extraterrestres, podem bem ser considerados sensacionais. Uma das constelações próximas da Terra pode ser uma cópia quase perfeita do nosso Sistema Solar nos primórdios de seu desenvolvimento. Desta forma, não é de excluir que o homem tenha copiado a certa altura um ser que vivera há milhões de anos em mundos distantes.

O químico sueco Svante Arrhenius, um dos primeiros galardoados com o prémio Nobel, no fim do século XIX, avançou a ideia da Panspermia, segundo a qual a vida na Terra poderia ter sido trazida do Espaço. A ciência oficial do século XX ignorou esta hipótese. Mas agora muitos conhecidos físicos teóricos da Europa e da Rússia estão estudando o problema de a vida na Terra poder ter tido origem em seres de outros planetas, refutando a teoria “oficial” de que a Terra é o centro do Universo e que este “gira” à volta do nosso planeta. Na Rússia, a teoria da origem “não terrena” da vida foi fundamentada por investigadores do Instituto de Espectroscopia da Academia das Ciências.

Do ponto de vista filosófico, se pode preconizar que os extraterrestres queiram prolongar sua vida e transmitir os conhecimentos acumulados. Para tal, os seres de outros planetas teriam mais vantagem em espalhar na galáxia centenas de milhares de toneladas de biomoléculas-biocápsulas de ADN, que contêm toda a informação sobre o tipo de vida a que pertencem. Um tal tipo de “troca” de informação é vantajoso do ponto de vista energético. As partículas de ADN enviadas para o Espaço à velocidade cósmica de dezenas de quilómetros por segundo, são disseminadas na Galáxia durante alguns milhões de anos – um prazo “adequado para ser percecionado”. Pelo contrário, um sinal eletromagnético, que “voa” à velocidade da luz, espalha-se demasiado depressa e contem bastante menos informação.

Naturalmente que parte dos “mensageiros” se irá perder: ficará presa no cam po gravitacional sendo posteriormente queimada, uma parte se destruirá em resultado de explosões em estrelas supernovas. Mesmo assim, uma parte pode chegar aos planetas com condições mais favoráveis como a Terra. Se o planeta for adequado, o sinal biológico não se perderá. Tendo atingido, por exemplo, água a determinada temperatura, o “sinal” começa se desenvolvendo. No ADN está concentrada uma informação colossal: 110 unidades de alfabeto genético de três “letras” – os nucleótidos. É praticamente impossível imaginar todas as possíveis combinações. É assim que começa a vida. Os especialistas em Genética Molecular afirmam que só cerca de 5% do ADN humano possuem informação útil. Os outros 95%, a parte “em excesso”, encerram o mistério da origem da vida, incluindo a informação útil e necessária para o ulterior desenvolvimento da Humanidade.

Parece que, tendo alcançado o nível de desenvolvimento desses seres, nós, humanos, poderíamos levar a cabo a mesma operação de disseminação da vida para os próximos milhões de anos.

Há ainda um outro importante testemunho de que a vida na Terra foi trazida do Espaço. As últimas investigações microbiológicas do Instituto russo de Medicina Espacial mostram que a vida surge logo que existem as necessárias condições para tal. Se tivermos em conta que a idade estabelecida do primeiro gene na Terra é de 3,8 bilhões de anos e que a idade geológica da Terra é de 4,6 bilhões de anos, vemos que as duas datas são muito próximas, o que nos torna, a mim e a você, verdadeiros extraterrestres.Não expressa a visão dos administradores do blog.Fonte:Andrei Kisliakov-Russia.