sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Nasa revela dados sobre asteroides troianos de Júpiter
A Nasa revelou novas informações sobre os asteroides misteriosos conhecidos como troianos de Júpiter. Eles circulam ao redor do Sol na mesma órbita de Júpiter, mas a origem deles ainda é desconhecida.
Segundo a Nasa, essa é a primeira vez que os pesquisadores conseguem dados mais específicos sobre as cores dessas rochas. As informações são do Telescópio Wide-field Infrared Explorer (WISE).
Os asteroides troianos de Júpiter foram descobertos em 22 de fevereiro de 1906 pelo astrônomo Max Wolf. Eles se dividem em dois grupos. Um deles antecede Júpiter. O outro é composto por asteroides que seguem o planeta em sua órbita.
Eles foram chamados de troianos de Júpiter em homenagem aos heróis do Cavalo de Troia. A lenda conta que soldados gregos se esconderam dentro de uma estátua de cavalo para fazer um ataque surpresa contra o povo de Troia durante a guerra.
Agora, os dados do telescópio apontam que os dois grupos são parecidos entre si. Mas os asteroides que antecedem o planeta são mais numerosos. Além disso, os astrônomos descobriram que os asteroides têm uma coloração escura, avermelhada, com uma superfície fosca.
A origem desses asteroides permanece misteriosa. Porém, as novas observações permitem que os astrônomos comecem a montar o quebra-cabeça sobre a formação dos troianos de Júpiter. Por exemplo, esses asteroides não têm semelhança com os corpos do Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter.
Uma nuvem gigante de gás quente ao redor da Via Láctea
Chandra
Dimensões da imagem auréola ao redor da Via Láctea
Nossa galáxia continua a surpreender. A surpresa desta vez veio da mão de uma equipe de astrônomos nos controles do telescópio Chandra X-ray, da NASA. A Via Láctea, de fato, parece estar completamente cercado por um halo grande de gás quente que se estende em todas as direções, formando um "balão" de várias centenas de milhares de anos-luz de diâmetro.
A massa total do halo gigante, dizem os pesquisadores, é comparável à soma de todas as estrelas da galáxia. Se estes dados forem confirmados, eles poderiam resolver o "mistério dos bárions perdidos", um problema que tem mais de uma década atormentando os astrônomos em todo o mundo. O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.
Bárions são partículas (como prótons e nêutrons), que são os "tijolos" de matéria sólida. Com efeito, 99,9% da massa dos átomos no universo é composto por bárions. Os dados obtidos a partir de halos de gás e galáxias extremamente distantes indicam que o "bariônica" presente na juventude Universe representou cerca de um sexto da massa da matéria detectado, mas nunca observadas escuro. No entanto, no presente, e mais de 10 mil milhões de anos após o "censo" de bárions presentes em estrelas eo halo da nossa galáxia (e galáxias mais próximas) mostra apenas a metade das pessoas que deveriam ter .
Agora, uma equipe de cinco pesquisadores, utilizando um combinado EUA telescópio Chandra, o europeu XMM-Newton e japonês Suzaku conseguiram determinar a temperatura, o comprimento e massa deste gás auréola infernal. Assim, os cientistas têm determinado que a temperatura da auréola entre 100.000 e 250.000 graus Celsius, várias centenas de vezes mais do que a superfície do sol
Outros estudos têm mostrado que a Via Láctea, como outras galáxias, é, literalmente, trancado em gasbags quente, com temperaturas que variam entre 10.000 e 100.000 graus. Mas uma nova pesquisa mostra que ardliente halo de gás ao redor da Via Láctea é muito maior e mais massivo do que o saco envolvente quente. "Nós sabemos que o gás é em torno da galáxia, diz Anjali Gupta, o primeiro autor do estudo E nós sabemos como ele é quente Agora, a pergunta principal é:.. Quão grande é a nuvem e como fazer a massa? '
Uma enorme massa
Para iniciar a procura de respostas, os astrônomos complementado dados do Chandra com o XMM Newton e Suzaku. Eles concluíram que a massa de gás é realmente enorme, variando entre 10.000 e 60.000 milhões de soles, talvez até mais. "Nosso trabalho-diz Smita Mathur Enquanto isso, o co-mostra que os valores de mercado atribuídos a cada parâmetro, as observações do Chandra implicam a existência de um grande reservatório de gás quente ao redor da Via Láctea. Uma reserva que se estende a pelo menos algumas centenas de milhares de anos-luz, mas pode chegar a até cercar todo o grupo nosso local de galáxias. Enfim, sua massa é muito grande. "
A massa estimada depende de factores tais como a quantidade de oxigénio em relação a hidrogénio, que é o elemento dominante de gás halo. No entanto, e apesar de ser apenas uma estimativa, os dados representam um passo importante para resolver o caso dos "bárions perdidos" um mistério tentadora para os astrónomos durante mais de uma década.
Apesar de todas as incertezas, o trabalho de Gupta e seus colegas fornece a melhor evidência que temos de que os "bárions perdidos" da galáxia são escondidos, de fato, em um halo de gás quente que rodeia toda a Via Láctea. A densidade estimada do halo é tão baixa que halos em torno das galáxias outros sililares ter ido tão longe despercebido.Fonte:ABC Esp
A Supersimetria Está Morta?
O grande esquema, um trampolim para a teoria de cordas, ainda está no topo da lista de desejos dos físicos. Mas se nenhuma evidência sólida surgir em breve, essa área poderá se tornar um sério problema de relações públicas.
CORTESIA DE MAXIMILIEN BRICE, CERN
Ao alcance de todos: ALICE, um dos seis experimentos do LHC.
Há décadas físicos postulam a ideia de um mundo inteiro de sombras de partículas elementares, chamado supersimetria. Ela resolveria de modo elegante os mistérios não explicados pelo atual Modelo Padrão da física de partículas, como a composição da matéria escura cósmica. Agora, alguns começam a se surpreender. O acelerador de partículas mais poderoso, o Large Hadron Collider (LHC), ainda não observou qualquer fenômeno novo que denuncie algum nível invisível da realidade. Embora a pesquisa esteja apenas começando, já levou alguns teóricos a se perguntar o que será da física se a supersimetria se mostrar não verdadeira.
“Onde quer que procuremos nada observamos, isto é, nenhum desvio do Modelo Padrão”, alega Giacomo Polesello do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, em Pavia. Polesello é um dos líderes da influente equipe internacional de três mil cientistas que construiu e opera o ATLAS, um dos dois detectores genéricos gigantescos no anel do LHC. O CMS, o outro detector, tampouco observou algo, de acordo com uma atualização apresentada em uma conferência nos Alpes italianos, em março passado.
Teóricos apresentaram a supersimetria nos anos 60 para ligar os dois tipos básicos de partículas observados na Natureza, os férmions e os bósons. Basicamente, os férmions são os componentes da matéria (o elétron é um exemplo disso), enquanto os bósons são portadores das forças fundamentais (do fóton, no caso de eletromagnetismo). A supersimetria seria como atribuir a cada bóson conhecido um “superparceiro” pesado, o férmion e, a cada férmion conhecido, um parceiro pesado, um bóson. “É o próximo passo para a visão definitiva do mundo, onde fazemos tudo de forma simétrica e bonita”, descreve Michael Peskin, do National Accelerator Laboratory no SLAC.
O enorme acelerador no Cern, próximo a Genebra, deveria ter energia para produzir essas superpartículas. Atualmente, o LHC esmaga prótons com uma energia de 4 trilhões de elétronvolts (TeV) por vez, a partir das 3,5 TeV do ano passado. Essa energia é dividida entre quarks e glúons, que formam osprótons, para que a colisão possa gerar novas partículas equivalentes a cerca de 1 TeV de massa. Apesar das altas expectativas (e energia), no entanto, a Natureza não cooperou até agora. Físicos do LHC procuram sinais de partículas novas para a ciência e nada encontram. Se as superpartículas existem, deveriam ser ainda mais pesadas que o considerado. “Para ser franco”, desabafa Polesello, “a situação nos fez descartar muitos modelos ‘fáceis’, que deveriam ter aparecido de imediato.” Seu colega Ian Hinchliff e, do Lawrence Berkeley National Laboratory, concorda: “É impressionante observarmos a gama de massas e partículas excluídas”.
Mas muitos físicos mantêm suas esperanças: “Ainda há formas muito viáveis de construir modelos supersimétricos”, sustenta Peskin. Seria irreal esperar uma nova física após apenas um ano de coleta de dados, acrescenta Joseph Lykken, teórico da equipe do CMS.
O que os incomoda, porém, é que para que a supersimetria resolva os problemas para os quais foi desenvolvida, ao menos algumas das superpartículas não deveriam ser muito pesadas. Para compor a matéria escura, por exemplo, é preciso que não pesem pouco mais que décimos de 1 TeV.
Outra razão para a maioria dos físicos desejar que algumas superpartículas sejam leves é o bóson de Higgs, meta também importante do LHC. Supõe-se que todas as partículas elementares com massa têm essa condição assegurada pela interação com este bóson e, secundariamente, com um halo de fugazes “partículas virtuais”. Na maioria dos casos as simetrias do Modelo Padrão garantem que essas partículas virtuais se anulam mutuamente, para pouco contribuírem com a massa. A exceção, ironicamente, é o próprio Higgs. Cálculos baseados no Modelo Padrão produzem o resultado paradoxal de que a massa do bóson deveria ser infinita. Superparceiros resolveriam esse mistério provendo maior razão para cancelamentos. Uma massa do Higgs de cerca de 0,125 TeV, sugerida pelos resultados preliminares anunciados em dezembro passado, estaria correta na faixa prevista pela supersimetria. Neste caso, porém, as superpartículas teriam de ter massa relativamente baixa.
Se não for assim, uma explicação seria que simetrias até então desvalorizadas do Modelo Padrão mantêm a massa do Higgs finita, como Bryan Lynn, da University College London, sugeriu no ano passado. Outros argumentam que, no máximo, a ideia de Lynn daria uma explicação parcial, deixando um papel vital para a física, além do Modelo Padrão — se não a supersimetria, então uma das outras estratégias concebidas por teóricos. Um plano B popular é que o bóson de Higgs não seja uma partícula elementar, mas um composto de outras, a exemplo de prótons, que são formados por quarks. Cristophe Grojean, do Cern, lamenta que o LHC ainda não tenha dados suficientes para contribuir com essa ideia. Opções mais exóticas, como dimensões adicionais do espaço além das três habituais, podem ficar para sempre fora do alcance do LHC. “Neste momento”, compara Gian Francesco Giudice, outro teórico do Cern, “cada teoria tem seus próprios problemas”.Fonte:Davide Castelvecchi-American Science
CORTESIA DE MAXIMILIEN BRICE, CERN
Ao alcance de todos: ALICE, um dos seis experimentos do LHC.
Há décadas físicos postulam a ideia de um mundo inteiro de sombras de partículas elementares, chamado supersimetria. Ela resolveria de modo elegante os mistérios não explicados pelo atual Modelo Padrão da física de partículas, como a composição da matéria escura cósmica. Agora, alguns começam a se surpreender. O acelerador de partículas mais poderoso, o Large Hadron Collider (LHC), ainda não observou qualquer fenômeno novo que denuncie algum nível invisível da realidade. Embora a pesquisa esteja apenas começando, já levou alguns teóricos a se perguntar o que será da física se a supersimetria se mostrar não verdadeira.
“Onde quer que procuremos nada observamos, isto é, nenhum desvio do Modelo Padrão”, alega Giacomo Polesello do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, em Pavia. Polesello é um dos líderes da influente equipe internacional de três mil cientistas que construiu e opera o ATLAS, um dos dois detectores genéricos gigantescos no anel do LHC. O CMS, o outro detector, tampouco observou algo, de acordo com uma atualização apresentada em uma conferência nos Alpes italianos, em março passado.
Teóricos apresentaram a supersimetria nos anos 60 para ligar os dois tipos básicos de partículas observados na Natureza, os férmions e os bósons. Basicamente, os férmions são os componentes da matéria (o elétron é um exemplo disso), enquanto os bósons são portadores das forças fundamentais (do fóton, no caso de eletromagnetismo). A supersimetria seria como atribuir a cada bóson conhecido um “superparceiro” pesado, o férmion e, a cada férmion conhecido, um parceiro pesado, um bóson. “É o próximo passo para a visão definitiva do mundo, onde fazemos tudo de forma simétrica e bonita”, descreve Michael Peskin, do National Accelerator Laboratory no SLAC.
O enorme acelerador no Cern, próximo a Genebra, deveria ter energia para produzir essas superpartículas. Atualmente, o LHC esmaga prótons com uma energia de 4 trilhões de elétronvolts (TeV) por vez, a partir das 3,5 TeV do ano passado. Essa energia é dividida entre quarks e glúons, que formam osprótons, para que a colisão possa gerar novas partículas equivalentes a cerca de 1 TeV de massa. Apesar das altas expectativas (e energia), no entanto, a Natureza não cooperou até agora. Físicos do LHC procuram sinais de partículas novas para a ciência e nada encontram. Se as superpartículas existem, deveriam ser ainda mais pesadas que o considerado. “Para ser franco”, desabafa Polesello, “a situação nos fez descartar muitos modelos ‘fáceis’, que deveriam ter aparecido de imediato.” Seu colega Ian Hinchliff e, do Lawrence Berkeley National Laboratory, concorda: “É impressionante observarmos a gama de massas e partículas excluídas”.
Mas muitos físicos mantêm suas esperanças: “Ainda há formas muito viáveis de construir modelos supersimétricos”, sustenta Peskin. Seria irreal esperar uma nova física após apenas um ano de coleta de dados, acrescenta Joseph Lykken, teórico da equipe do CMS.
O que os incomoda, porém, é que para que a supersimetria resolva os problemas para os quais foi desenvolvida, ao menos algumas das superpartículas não deveriam ser muito pesadas. Para compor a matéria escura, por exemplo, é preciso que não pesem pouco mais que décimos de 1 TeV.
Outra razão para a maioria dos físicos desejar que algumas superpartículas sejam leves é o bóson de Higgs, meta também importante do LHC. Supõe-se que todas as partículas elementares com massa têm essa condição assegurada pela interação com este bóson e, secundariamente, com um halo de fugazes “partículas virtuais”. Na maioria dos casos as simetrias do Modelo Padrão garantem que essas partículas virtuais se anulam mutuamente, para pouco contribuírem com a massa. A exceção, ironicamente, é o próprio Higgs. Cálculos baseados no Modelo Padrão produzem o resultado paradoxal de que a massa do bóson deveria ser infinita. Superparceiros resolveriam esse mistério provendo maior razão para cancelamentos. Uma massa do Higgs de cerca de 0,125 TeV, sugerida pelos resultados preliminares anunciados em dezembro passado, estaria correta na faixa prevista pela supersimetria. Neste caso, porém, as superpartículas teriam de ter massa relativamente baixa.
Se não for assim, uma explicação seria que simetrias até então desvalorizadas do Modelo Padrão mantêm a massa do Higgs finita, como Bryan Lynn, da University College London, sugeriu no ano passado. Outros argumentam que, no máximo, a ideia de Lynn daria uma explicação parcial, deixando um papel vital para a física, além do Modelo Padrão — se não a supersimetria, então uma das outras estratégias concebidas por teóricos. Um plano B popular é que o bóson de Higgs não seja uma partícula elementar, mas um composto de outras, a exemplo de prótons, que são formados por quarks. Cristophe Grojean, do Cern, lamenta que o LHC ainda não tenha dados suficientes para contribuir com essa ideia. Opções mais exóticas, como dimensões adicionais do espaço além das três habituais, podem ficar para sempre fora do alcance do LHC. “Neste momento”, compara Gian Francesco Giudice, outro teórico do Cern, “cada teoria tem seus próprios problemas”.Fonte:Davide Castelvecchi-American Science
Testando metais
Ao contrário de gigantes gasosos, exoplanetas pequenos e rochosos não preferem um só tipo de estrela-mãe
O Kepler 20 f, com um diâmetro comparável ao da Terra, é um dos menores exoplanetas conhecidos.
Astrônomos descobriram que planetas pequenos como a Terra podem se formar ao redor de todos os tipos de estrelas, enquanto planetas gigantes gasosos e massivos como Júpiter tendem a se formar ao redor de estrelas com grandes concentrações de elementos pesados como ferro e oxigênio.
Os pesquisadores publicaram suas descobertas online na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group), em 13 de junho, e anunciaram os resultados na reunião semianual da Sociedade Astronômica Americana, que acontece em Anchorage nesta semana.
Nos primórdios da ciência exoplanetária, começando com a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol em 1995, a maioria dos mundos conhecidos fora do Sistema Solar eram gigantes como Júpiter – e às vezes muito mais massivos. Esses pesos-pesados têm os maiores efeitos em seus sistemas planetários e, por isso, são os mais fáceis de detectar. Pesquisadores notaram que os tipos de estrelas abrigando planetas gigantes tendiam a conter níveis relativamente altos dos chamados metais (um termo astronômico para qualquer elemento mais pesado que hidrogênio ou hélio).
As impressões digitais químicas dessas estrelas apontam para a composição dos antigos discos de poeira e gás a partir dos quais os planetas se formaram, indicando que, pelo menos para mundos grandes, ter muitos metais a seu redor encoraja planetas a se formarem. “Se existe bastante matéria no disco, então temos uma chance maior de encontrar esses Júpiteres quentes”, explicou o principal autor do estudo, Lars Buchhave, do Instituto Niels Bohr na University of Copenhagen.
A pergunta era: planetas pequenos – análogos galácticos da Terra e de Netuno – seguem a mesma tendência? Com o advento de instrumentos modernos de caça planetária, como o Kepler, um telescópio espacial construído para procurar corpos do tamanho da Terra, astrônomos finalmente conseguiram dar uma olhada nos pequenos habitantes do zoológico planetário.
Buchhave e seus colegas tomaram medidas espectrais de 152 estrelas que o Kepler inspecionou e onde o telescópio projetou a presença de 226 planetas no total, a maioria deles menor em diâmetro que Netuno, e alguns do tamanho da Terra. (A missão já identificou mais de 2 mil planetas prováveis, mas apenas algumas dúzias foram confirmadas com observações). Eles descobriram que as estrelas-mãe desses mundos diminutos são muito diversas, e que apresentam uma vastidão de metalicidades. Em média, os planetas pequenos orbitam estrelas mais ou menos tão ricas em metais quanto o Sol, uma estrela de composição bastante comum, enquanto exoplanetas gigantes tendem a habitar sistemas planetários mais ricos em metais.
Isso não deveria ser uma surpresa total, aponta o astrônomo Andrew Howard, da University of California, Berkeley. Afinal, de acordo com os modelos teóricos prevalecentes, um planeta gigante adquire um núcleo sólido e depois acumula gases e gelo ao redor dele para inchar até um diâmetro jupteriano. Então esse núcleo deve tomar forma antes de o disco gasoso se dissipar sob a radiação intensa da estrela recém-formada. “Formar um Júpiter é uma corrida contra o tempo”, destaca Howard. Um ambiente rico em metais acelera o crescimento do núcleo, ajudando gigantes gasosos a tomar forma antes de ser tarde demais. Um planeta menor, mais rochoso, por outro lado, não é tão dependente desse efêmero reservatório de gás; ele pode crescer mais gradualmente, mesmo depois do gás no disco protoplanetário ter se evaporado.
“Em minha opinião, isso aponta sem ambiguidade para o fato de que a formação de planetas gigantes gasosos é um processo bastante limitado”, supõe a astrônoma Debra Fischer da Yale University. Uma questão interessante para perseguir no momento, sugere ela, é quão baixa pode ser a metalicidade estelar antes de a formação planetária parar completamente.
A descoberta poderia ser boa para as tentativas do Kepler e de outras campanhas para descobertas exoplanetárias, já que planetas pequenos como o nosso não parecem ser exigentes em relação ao lugar em que vão surgir. “Pequenos planetas poderiam ser muito presentes em nossa galáxia, simplesmente por não precisarem de um ambiente especial para se formaram”, finaliza Buchhave.Fonte:Scientific American
O Kepler 20 f, com um diâmetro comparável ao da Terra, é um dos menores exoplanetas conhecidos.
Astrônomos descobriram que planetas pequenos como a Terra podem se formar ao redor de todos os tipos de estrelas, enquanto planetas gigantes gasosos e massivos como Júpiter tendem a se formar ao redor de estrelas com grandes concentrações de elementos pesados como ferro e oxigênio.
Os pesquisadores publicaram suas descobertas online na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group), em 13 de junho, e anunciaram os resultados na reunião semianual da Sociedade Astronômica Americana, que acontece em Anchorage nesta semana.
Nos primórdios da ciência exoplanetária, começando com a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol em 1995, a maioria dos mundos conhecidos fora do Sistema Solar eram gigantes como Júpiter – e às vezes muito mais massivos. Esses pesos-pesados têm os maiores efeitos em seus sistemas planetários e, por isso, são os mais fáceis de detectar. Pesquisadores notaram que os tipos de estrelas abrigando planetas gigantes tendiam a conter níveis relativamente altos dos chamados metais (um termo astronômico para qualquer elemento mais pesado que hidrogênio ou hélio).
As impressões digitais químicas dessas estrelas apontam para a composição dos antigos discos de poeira e gás a partir dos quais os planetas se formaram, indicando que, pelo menos para mundos grandes, ter muitos metais a seu redor encoraja planetas a se formarem. “Se existe bastante matéria no disco, então temos uma chance maior de encontrar esses Júpiteres quentes”, explicou o principal autor do estudo, Lars Buchhave, do Instituto Niels Bohr na University of Copenhagen.
A pergunta era: planetas pequenos – análogos galácticos da Terra e de Netuno – seguem a mesma tendência? Com o advento de instrumentos modernos de caça planetária, como o Kepler, um telescópio espacial construído para procurar corpos do tamanho da Terra, astrônomos finalmente conseguiram dar uma olhada nos pequenos habitantes do zoológico planetário.
Buchhave e seus colegas tomaram medidas espectrais de 152 estrelas que o Kepler inspecionou e onde o telescópio projetou a presença de 226 planetas no total, a maioria deles menor em diâmetro que Netuno, e alguns do tamanho da Terra. (A missão já identificou mais de 2 mil planetas prováveis, mas apenas algumas dúzias foram confirmadas com observações). Eles descobriram que as estrelas-mãe desses mundos diminutos são muito diversas, e que apresentam uma vastidão de metalicidades. Em média, os planetas pequenos orbitam estrelas mais ou menos tão ricas em metais quanto o Sol, uma estrela de composição bastante comum, enquanto exoplanetas gigantes tendem a habitar sistemas planetários mais ricos em metais.
Isso não deveria ser uma surpresa total, aponta o astrônomo Andrew Howard, da University of California, Berkeley. Afinal, de acordo com os modelos teóricos prevalecentes, um planeta gigante adquire um núcleo sólido e depois acumula gases e gelo ao redor dele para inchar até um diâmetro jupteriano. Então esse núcleo deve tomar forma antes de o disco gasoso se dissipar sob a radiação intensa da estrela recém-formada. “Formar um Júpiter é uma corrida contra o tempo”, destaca Howard. Um ambiente rico em metais acelera o crescimento do núcleo, ajudando gigantes gasosos a tomar forma antes de ser tarde demais. Um planeta menor, mais rochoso, por outro lado, não é tão dependente desse efêmero reservatório de gás; ele pode crescer mais gradualmente, mesmo depois do gás no disco protoplanetário ter se evaporado.
“Em minha opinião, isso aponta sem ambiguidade para o fato de que a formação de planetas gigantes gasosos é um processo bastante limitado”, supõe a astrônoma Debra Fischer da Yale University. Uma questão interessante para perseguir no momento, sugere ela, é quão baixa pode ser a metalicidade estelar antes de a formação planetária parar completamente.
A descoberta poderia ser boa para as tentativas do Kepler e de outras campanhas para descobertas exoplanetárias, já que planetas pequenos como o nosso não parecem ser exigentes em relação ao lugar em que vão surgir. “Pequenos planetas poderiam ser muito presentes em nossa galáxia, simplesmente por não precisarem de um ambiente especial para se formaram”, finaliza Buchhave.Fonte:Scientific American
Evidência de Maré sob a Gelada Crosta de Titã
Dados coletados pela sonda Cassini, da Nasa, enquanto passava repetidamente por Titã, a maior lua de Saturno, oferecem a melhor evidência de que o enfumaçado satélite tem um grande oceano em forma líquida se movendo sob sua grossa camada de gelo.
Durante a órbita de 16 dias de Titã ao redor de Saturno, a distância entre a lua e seu planeta vai de pouco menos de 1,19 milhões quilômetros a quase 1,26 milhões quilômetros – uma disparidade que gera marés que flexionam a superfície da lua, de acordo com Luciano Iess, cientista planetário da Sapienza University de Roma. Estimativas do tamanho dessas marés e de seus efeitos podem fornecer pistas sobre a estrutura interna da lua, explica ele.
Desde que começou a orbitar Saturno, em julho de 2004, a Cassini já passou por Titã mais de 80 vezes. Para esse estudo, Iess e seus colegas analisaram como a gravidade da lua fez a Cassini acelerar quando se aproximava de Titã e em seguida desacelerar enquanto recuava durante seis desses sobrevoos. Como Titã ocupava locais diferentes de sua órbita durante cada passagem, a equipe de pesquisadores poderia usar os dados dessas visitas para discernir variações sutis no campo gravitacional da lua enquanto ela se movia ao longo de sua órbita. Essas variações foram criadas por mudanças na forma de Titã – que, por sua vez, foram disparadas pelas flexões de maré na superfície da lua.
As análises da equipe sugerem que a superfície da lua pode subir e descer até 10 metros a cada órbita, aponta Iess. Esse nível de alteração sugere que o interior de Titã é relativamente deformável, relata a equipe na Science. Vários modelos da estrutura interna da lua sugerem essa flexibilidade – incluindo um modelo em que Titã é sólida, mas macia e escorregadia por dentro. Mas os pesquisadores discutem se o modelo mais provável de Titã é aquele em que uma camada de gelo com dezenas de quilômetros de espessura flutua sobre um oceano global. As descobertas da equipe, em conjunto com os resultados de estudos anteriores, sugerem que o oceano de Titã possa estar a não mais de 100 km da superfície do planeta.
Derretendo o meio
“Esse é um resultado empolgante, que coloca Titã firmemente no grupo de grandes satélites com oceanos”, comemora Robert Pappalardo, cientista planetário do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, na Califórnia. Cientistas já haviam inferido a presença de oceanos abaixo das superfícies geladas de vários satélites, incluindo Encélado, outra lua de Saturno, e Europa, que orbita Júpiter.
A flexão de maré da camada gelada de Titã não forneceria calor suficiente para manter a subsuperfície do oceano líquida, aponta Jonathan Lunine, cientista planetário da Cornell University em Ithaca, no estado de Nova York, e coautor do estudo. Mas a energia liberada pelo decaimento de elementos radioativos no núcleo da lua, as reações químicas que desidratam muitos dos silicatos ali presentes e as pequenas quantidades de amônia que podem manchar o oceano ajudariam a evitar que congelasse, ressalta o pesquisador.
Essa flexão de maré, porém, poderia servir de explicação para a presença de metano na atmosfera de Titã, mesmo que o gás seja normalmente destruído por reações químicas produzidas pela luz do Sol, pondera Lunine. Depósitos de gelo rico em metano nas porções superiores da crosta de Titã seriam aquecidos o suficiente pela flexão para liberarem o gás, assim reabastecendo as concentrações atmosféricas do gás dessa lua. Em seguida isso cairia na forma de chuva sobre lagos e oceanos de metano na superfície.
“Mas isso é apenas uma ideia, porque cientistas ainda não mediram concentrações de metano próximas da superfície [de Titã]”, destaca Lunine. “Não há indícios de sua localização”.
Essa evidência poderia estar disponível em breve. A missão Titan Mare Explorer (TiME), uma das três candidatas que a Nasa está considerando lançar no fim da década, liberaria uma cápsula flutuante e recheada de instrumentos em um dos grande mares de metano no hemisfério norte de Titã para estudar os processos químicos e físicos que acontecem por lá. “Até agora só vimos algo durante sobrevoos”, lembra Lunine.Fonte:Sid Perkins e revista Nature
Matéria Escura Revelada
Medida direta confirma existência em superaglomerado galáctico
Uma pequena parte da matéria escura do Universo, que dita onde as galáxias se formam, foi observada pela primeira vez: pesquisadores detectaram diretamente uma fina ponte de matéria escura unindo dois aglomerados galácticos. Para isso, usaram uma técnica que poderia ajudar astrofísicos a compreender a estrutura do Universo e identificar a constituição da misteriosa substância invisível.
De acordo com o modelo padrão da cosmologia, estrelas e galáxias visíveis traçam um padrão no céu conhecido como teia cósmica, originalmente produzida pela matéria escura – a substância que se acredita ser responsável por quase 80% da matéria do Universo. Logo após o Big Bang, regiões levemente mais densas que outras atraíram matéria escura, que acabou se aglomerando e colapsando em “panquecas” planas. “Onde existe uma interseção dessas “panquecas” vemos grandes faixas de matéria escura, ou filamentos”, explica Jörg Dietrich, cosmólogo do University Observatory Munich, na Alemanha. Aglomerados de galáxias se formaram nos nós da teia cósmica, onde esses filamentos se cruzavam.
A presença de matéria escura geralmente é inferida pela maneira com que sua forte gravidade curva a luz proveniente de galáxias distantes, distorcendo seus formatos aparentes como visto pelos telescópios da Terra. Mas é difícil observar essas ‘lentes gravitacionais’ de matéria escura em filamentos porque eles têm relativamente pouca massa.
Dietrich e seus colegas contornaram esse problema estudando um filamento especialmente massivo, de 18 megaparsecs, que conecta os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223. Por sorte, essa ponte sombria é orientada de modo que a maior parte de sua massa esteja localizada ao longo da linha de visão da Terra, o que aumenta o efeito de lente, como explica Dietrich. A equipe examinou a distorção de mais de 40 mil galáxias de fundo e calculou que a massa do filamento é de 6,5 × 1013 a 9,8 × 1013 vezes a massa do Sol. Seus resultados foram publicados essa semana na Nature.
Equação da massa
Examinando os raios-X provenientes do plasma do filamento, observados pelo satélite XMM-Newton, a equipe calculou que não mais de 9% da massa do filamento poderia ser composta de gás quente. As simulações por computador da equipe sugerem que aproximadamente mais 10% da massa do filamento poderia se dever a estrelas e galáxias visíveis. Dietrich aponta que a maior parte, portanto, deve ser matéria escura.
Mark Bautz, astrofísico do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, ressalta que astrofísicos não sabem exatamente como a matéria visível segue os caminhos produzidos pela matéria escura. “A parte empolgante é que nesse sistema incomum nós podemos mapear tanto a matéria escura quanto a matéria visível juntas, e tentar entender como elas se conectam e evoluem ao longo do filamento”, declara ele. O telescópio espacial de raios-X do Japão, Astro-H, com lançamento previsto para 2014, conseguirá determinar o estado de ionização e a temperatura do plasma no filamento, o que ajudará a discriminar entre os diferentes modelos para a formação da estrutura.
O refinamento da técnica também poderia ajudar a determinar a identidade da matéria escura – se é composta de partículas frias (lentas) ou quentes (rápidas), como um neutrino – já que partículas distintas se acumulam de maneiras diferentes ao longo do filamento. A missão espacial Euclid, com lançamento previsto para 2019, fornecerá mais dados sobre as lentes. “Isso complementará as buscas diretas por matéria escura no Grande Colisor de Hádrons, por exemplo”, reforça Alexandre Refregier, cosmólogo do ETH Zurich, o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.
JÖRG DIETRICH, UNIVERSITY OF MICHIGAN/UNIVERSITY OBSERVATORY MUNICH
Filamentos de matéria escura, como o que liga os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223, talvez tenham mais da metade da matéria do Universo.Uma pequena parte da matéria escura do Universo, que dita onde as galáxias se formam, foi observada pela primeira vez: pesquisadores detectaram diretamente uma fina ponte de matéria escura unindo dois aglomerados galácticos. Para isso, usaram uma técnica que poderia ajudar astrofísicos a compreender a estrutura do Universo e identificar a constituição da misteriosa substância invisível.
De acordo com o modelo padrão da cosmologia, estrelas e galáxias visíveis traçam um padrão no céu conhecido como teia cósmica, originalmente produzida pela matéria escura – a substância que se acredita ser responsável por quase 80% da matéria do Universo. Logo após o Big Bang, regiões levemente mais densas que outras atraíram matéria escura, que acabou se aglomerando e colapsando em “panquecas” planas. “Onde existe uma interseção dessas “panquecas” vemos grandes faixas de matéria escura, ou filamentos”, explica Jörg Dietrich, cosmólogo do University Observatory Munich, na Alemanha. Aglomerados de galáxias se formaram nos nós da teia cósmica, onde esses filamentos se cruzavam.
A presença de matéria escura geralmente é inferida pela maneira com que sua forte gravidade curva a luz proveniente de galáxias distantes, distorcendo seus formatos aparentes como visto pelos telescópios da Terra. Mas é difícil observar essas ‘lentes gravitacionais’ de matéria escura em filamentos porque eles têm relativamente pouca massa.
Dietrich e seus colegas contornaram esse problema estudando um filamento especialmente massivo, de 18 megaparsecs, que conecta os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223. Por sorte, essa ponte sombria é orientada de modo que a maior parte de sua massa esteja localizada ao longo da linha de visão da Terra, o que aumenta o efeito de lente, como explica Dietrich. A equipe examinou a distorção de mais de 40 mil galáxias de fundo e calculou que a massa do filamento é de 6,5 × 1013 a 9,8 × 1013 vezes a massa do Sol. Seus resultados foram publicados essa semana na Nature.
Equação da massa
Examinando os raios-X provenientes do plasma do filamento, observados pelo satélite XMM-Newton, a equipe calculou que não mais de 9% da massa do filamento poderia ser composta de gás quente. As simulações por computador da equipe sugerem que aproximadamente mais 10% da massa do filamento poderia se dever a estrelas e galáxias visíveis. Dietrich aponta que a maior parte, portanto, deve ser matéria escura.
Mark Bautz, astrofísico do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, ressalta que astrofísicos não sabem exatamente como a matéria visível segue os caminhos produzidos pela matéria escura. “A parte empolgante é que nesse sistema incomum nós podemos mapear tanto a matéria escura quanto a matéria visível juntas, e tentar entender como elas se conectam e evoluem ao longo do filamento”, declara ele. O telescópio espacial de raios-X do Japão, Astro-H, com lançamento previsto para 2014, conseguirá determinar o estado de ionização e a temperatura do plasma no filamento, o que ajudará a discriminar entre os diferentes modelos para a formação da estrutura.
O refinamento da técnica também poderia ajudar a determinar a identidade da matéria escura – se é composta de partículas frias (lentas) ou quentes (rápidas), como um neutrino – já que partículas distintas se acumulam de maneiras diferentes ao longo do filamento. A missão espacial Euclid, com lançamento previsto para 2019, fornecerá mais dados sobre as lentes. “Isso complementará as buscas diretas por matéria escura no Grande Colisor de Hádrons, por exemplo”, reforça Alexandre Refregier, cosmólogo do ETH Zurich, o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.
Telescópio terá que suportar temperatura de -400 graus
O telescópio James Webb terá que suportar temperaturas de até -400 graus fahrenheit. De acordo com o site Popsci, os componentes do equipamento estão sendo testados para aguentar a baixa condição longe da Terra.
O James Webb será lançado em 2018 e irá substituir o telescópio Hubble, que está em atividade desde 1990. O equipamento atual fez descobertas importantes, que garantiram a infraestrutura dos projetos Apollo.
O futuro telescópio deve ser o instrumento mais potente desenvolvido pela Nasa. Ele é nove vezes maior que o Hubble e reúne 18 espelhos. Toda a infraestrutura está sendo construída com o objetivo de entender melhor a composição de estrelas e planetas além do sistema solar.
Como o James Webb estará aproximadamente 1 milhão e meio de quilômetros distante do planeta Terra, a temperatura estimada é de -400 graus fahrenheit. Os componentes do telescópio passarão por um simulador para os devidos testes de resistência.
*Correção: O telescópio deverá suportar temperaturas de -400 F (- 240ºC).Fonte:Info
Observatório chileno descobre exoplaneta similar à Terra
Santiago - Astrônomos europeus descobriram no Observatório de La Silla (norte do Chile) um exoplaneta com características similares à Terra, situado no sistema estelar mais próximo do nosso planeta, informou esta terça-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).
"Astrônomos europeus descobriram um planeta com massa similar à da Terra orbitando uma estrela no sistema Alfa Centauri, o mais próximo da Terra", acrescentou o ESO em um comunicado.
O exoplaneta orbita em torno de uma estrela semelhante ao sol, da qual dista a seis milhões de quilômetros, um espaço muito menor entre Mercúrio e o nosso Sol, acrescenta a nota.
A descoberta confirma as especulações dos astrônomos sobre a possibilidade da existência de planetas orbitando ao redor destes corpos, já que seria o local mais próximo onde encontrar um hóspede que pudesse abrigar vida além do sistema solar, informou o ESO.
"Nossas observações se prolongaram durante mais de quatro anos, utilizando o instrumento HARPS, e revelaram um sinal diminuto, mas real", disse Xavier Dumusque, um dos astrônomos que fizeram a descoberta.
Os astrônomos detectaram o exoplaneta graças ao instrumento conhecido como "Buscador de Planetas por Velocidade Radial de Alta Precisão" (HARPS, na sigla em inglês) instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório La Silla.
"É uma descoberta extraordinária e levou nossa tecnologia até seus limites!", acrescentou Dumusque.
O observatório La Silla está instalado a 2.400 metros de altitude, no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago, e tem 18 telescópios.
Desde 1995, mais de 800 exoplanetas foram descobertas por várias equipes de astrônomos, segundo a nota do ESO.Fonte:AFP
Gigante Vermelha Gerou Espiral de Matéria e Gás
O Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriu uma estrutura espiral de gás totalmente inesperada ao redor da estrela gigante vermelha, a R Sculptoris. Essa é a primeira vez que os astrônomos encontram uma composição dessas ao redor de uma estrela com essas características.
A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes. Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.
Ele fica na região do Atacama, no norte do Chile. O telesócpio ainda está em construção, mas até 2013 terá 66 antenas ao longo de 16 quilômetros funcionando como um único equipamento.
A descoberta pode indicar a provável existência de uma segunda estrela em órbita da primeira estrela. Porém, ela nunca tinha sido observada antes.
Os astrônomos também ficaram surpresos por uma estrela gigante vermelha ejetar muito mais material do que o esperado. Por liberar muita matéria, essas estrelas contribuem para a poeira e gás que constituem a matéria-prima na formação de futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e até mesmo a vida.
A R Sculptoris pode ter perdido o equivalente a três vezes a massa de Júpter durante longo pulso térmico
Conforme envelhecem, estrelas trocam de pele lançando camadas de poeira e gás no espaço
Um novo olhar sobre a camada ao redor de um tipo de estrela em envelhecimento, chamada de gigante vermelha, mostra que o casco ejetado pela estrela carrega a impressão de sua formação e subsequente evolução, em sua estrutura.
Matthias Maercker do Observatório Europeu do Sul e da Universidade de Bonn, na Alemanha, e seus colegas, miraram a R Sculptoris, uma gigante vermelha na constelação Sculptor, ao sul, com o Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (ALMA). O complexo de radiotelescópios já está produzindo ciência, apesar de ainda estar em construção na grande altitude do Deserto do Atacama, no Chile. O ALMA consistirá de 50 antenas parabólicas bem espaçadas, cada uma com 12 metros de diâmetro, além de um agrupamento compacto de 16 pratos adicionais. No mês passado, 40 das 66 antenas planejadas já tinham entrado em funcionamento. Dados dessa miríade de pratos podem ser combinados por um equipamento computadorizado para fornecer uma única radioimagem de alta resolução de um objeto astronômico.
A observação no ALMA revelou que a camada ao redor da R Sculptoris não é esférica, como se supunha, mas que foi torcida em uma espiral, como mostra a visualização acima. Acredita-se que essa estrutura espiral marque a presença de uma companheira estelar; dessa forma, agora parece que a R Sculptoris tem uma parceira binária que ainda não foi observada. Maercker e seus colegas publicaram os resultados de suas observações no volume de 11 de outubro da Nature. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).
Os pesquisadores também puderam inferir um cronograma para a criação da camada, a partir de sua estrutura. A R Sculptoris parece ter ejetado material em uma espécie de convulsão estelar chamada de pulso térmico cerca de 1800 anos atrás. O pulso térmico durou aproximadamente 200 anos, concluíram Maercker e seus colegas. Durante esse tempo a estrela expulsou poeira e gás em quantidade equivalente a mais ou menos três vezes a massa de Júpiter.
A Estrela Vizinha Tem um Planeta?
Astrônomos descobrem evidências de exoplaneta no sistema estelar mais próximo de nós
Conforme as transmissões de rádio e televisão da humanidade atingem o espaço e se propagam pela galáxia à velocidade da luz, especulamos quem pode estar ouvindo – e o que eles podem saber sobre nós. Uma civilização hipotética a 50 anos-luz de distância, com tecnologia para receber e decifrar nossas ondas de rádio, ouviria notícias de um planeta imerso na Crise dos Mísseis de Cuba, com imagens e sons de 1962 chegando a seus detectores.
Uma civilização alienígena habitando o sistema mais próximo do Sol, por outro lado, estaria muito mais atualizada com a vida moderna na Terra. Os extraterrestres de lá poderiam acompanhar os últimos meses da disputa presidencial de 2008 entre os senadores John McCain e Barack Obama – sem um julgamento muito severo da humanidade com base em todas aquelas propagandas políticas negativas, espero.
Até recentemente, porém, não se conhecia nenhum planeta que orbitasse uma das estrelas do trio mais próximo do Sol: Proxima Centauro, Alfa Centauro A e Alfa Centauro B. Agora uma equipe de pesquisadores europeus revigorou as esperanças de que nosso sistema solar de fato tenha vizinhos próximos. Em um artigo publicado on-line em 17 de outubro na Nature, a equipe relatou a descoberta de um planeta extrassolar orbitando Alfa Centauro B, a apenas 4,3 anos-luz de distância. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).
“Alfa Centauro B é, claro, um caso muito especial”, declarou o coautor do estudo, Stéphane Udry do Observatório de Genebra, na Suíça, em uma teleconferência com jornalistas. “Esse é nosso vizinho mais próximo”. O segundo exoplaneta mais próximo conhecido, Epsilon Eridani b, fica duas vezes mais longe.
“Para mim, essa é a descoberta da década”, elogia a astrônoma Debra Fischer, da Yale University, que não participou do novo estudo. “É o sistema estelar mais próximo”, exclamou.
Mas o mundo recém-descoberto, que por convenção receberá a estranha designação Alfa Centauro B b, é mais que uma novidade estatística. Ele deve ser um planeta rochoso como a Terra – sua massa pode ser até 1,13 vezes a de nosso planeta. E apesar de ser quente demais para sustentar a vida como a conhecemos, sua presença sugere que outros planetas podem existir em órbitas mais temperadas dentro do mesmo sistema planetário.
“Esses planetas rochosos tendem a ocorrer em conjuntos”, aponta Fischer. “Podemos apostar que há mais planetas rochosos ao redor de Alfa Centauro B. Eles serão mais externos e podem estar numa zona habitável”.
É claro que essa suposição depende da validade da descoberta exoplanetária. A alegada descoberta está na fronteira do que é detectável com os melhores instrumentos astronômicos, e ainda precisa ser confirmada por outros astrônomos.
Udry e seus colegas encontraram o suposto planeta ao rastrear efeitos Doppler na luz estelar de Alfa Centauro B – o chamado método da velocidade radial de busca planetária. Planetas em órbita exercem um arrasto gravitacional sobre suas estrelas hospedeiras; alguns aceleram a estrela minimamente na direção da Terra, ou na direção oposta. O espectrógrafo HARPS da equipe de Genebra, instalado em um telescópio de 3,6 metros no Observatório La Silla, no Chile, é o melhor instrumento do mundo para medir pequenas mudanças em velocidades radiais interestelares.
Quanto menor é o planeta, menor é o empuxo gravitacional. Com aproximadamente a massa da Terra, o planeta que orbita Alfa Centauro B fica entre os menores conhecidos. Para extrair seu minúsculo sinal, os pesquisadores precisaram monitorar cuidadosamente e caracterizar a atividade de longo prazo da estrela. Assim como o Sol, onde manchas solares magnéticas aparecem aos montes e depois quase desaparecem enquanto seguem um ciclo de 11 anos, Alfa Centauro B também demonstra um padrão cíclico de atividade estelar. Manchas magnéticas podem mudar o fluxo convectivo do plasma dentro de uma estrela, o que por sua vez afeta sua velocidade medida em relação à Terra.
“Em Alfa Centauro B observamos um ciclo magnético de aproximadamente oito anos”, explicou o principal autor do estudo, Xavier Dumusque do Observatório de Genebra, na teleconferência. “Durante fases de atividade diferentes, a estrela pode apresentar uma quantidade cada vez maior de manchas, o que perturba sua velocidade radial”.
Dumusque destacou que ele e seus colegas observaram Alfa Centauro B mais de 450 vezes durante vários anos para entender seu comportamento. Depois de subtrair os movimentos orbitais da estrela, bem como os efeitos presumidos de manchas estelares e seus semelhantes, o que restou foi uma minúscula flutuação – acelerações e desacelerações alternadas, atribuídas ao arrasto gravitacional de um planeta de pouca massa em uma órbita de 3,2 dias. O empuxo do planeta faz uma minúscula interferência de aproximadamente 50 centímetros por segundo na velocidade de Alfa Centauro B, que atualmente se move a cerca de 20 quilômetros por segundo em relação à Terra.
“Essa é uma detecção muito difícil de fazer”, admite Fischer. “Eu sei que a equipe da Suíça é extraordinariamente cuidadosa. Tenho muita confiança neles”. O grupo de Genebra foi o primeiro a descobrir um exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol, em 1995, e desde então já encontrou mais de 100 mundos novos. Outro grande caçador de planetas, Geoff Marcy da University of California, Berkeley, declara que a evidência para o novo planeta parece forte. “Se a existência do planeta estiver correta, e acredito que esteja, essa será uma descoberta histórica”, escreveu ele em um email. “É possível cuspir uma semente de melancia e acertar Alfa Centauro”.
Fischer conta que ela e seus colegas aprimoraram sensivelmente seu espectrógrafo no Chile, e que estão verificando se seus próprios dados podem contribuir para confirmar a existência de um planeta ao redor de Alfa Centauro B. Enquanto isso, astrônomos do mundo todo sem dúvida se voltarão para nosso sistema estelar mais próximo com interesse renovado e esperança de encontrar outros planetas por lá, especialmente planetas que possam abrigar vida. “Na verdade, isso me deixa muito otimista. Estou super animada com esse resultado”, declara Fischer. “Eu queria ter descoberto esse planeta”. Fonte:Sciam
Os buracos negros ajudam a formar estrelas?
Em cima: Imagem de Centaurus A, feita com o Wide-Field Imager do telescópio de 2,2m do ESO/MPG em La Silla. A cintura de poeira que se vê ao longo da galáxia é o sinal de uma colisão no passado. O filamento interno é mostrado na caixa verde. Crédito: ESO/Vandame. Em baixo: Imagem do filamento interno da galáxia Centaurus A, feita a 2 de Julho de 2010 com a WFC3 do Telescópio Espacial Hubble. O filamento de gás ionizado (a verde) começa perto das estrelas recém-formadas, no lado direito da imagem (pontos azuis e brancos). O buraco negro invisível fica para a direita da imagem. A distância da esquerda para a direita, através da imagem, é de três mil anos-luz. Crédito: Mark Crockett.
Pensa-se que existe um buraco negro
no
centro de quase todas as galáxias
, alguns
com a massa
de milhares de milhões de sóis
e fortes forças gravitacionais que perturbam a matéria em redor. Até ao momento, julgava-se que esses buracos negros impediam o nascimento de estrelas
. Mas,
agora, uma equipa internacional de astrónomos que se tem dedicado ao estudo da galáxia vizinha Centaurus A descobriu exactamente o contrário: um buraco negro que parece estar a ajudar a formação de estrelas. A equipa, liderada pelo Dr. Stanislav Shabala da Universidade da Tasmânia, pelo Dr. Mark Crockett da Universidade de Oxford e pelo Dr. Sugata Kaviraj do Imperial College de Londres, publicou os seus resultados no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.
Os buracos negros no centro das galáxias tornam-se activos de tempos a tempos, empurrando a matéria à sua volta em jactos que podem estender-se por milhões de anos-luz
. Este fluxo vai abrindo caminho através
do gás galáctico, comprimindo-o, aquecendo-o e empurrando-o para longe. Grande parte desse gás é a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam, pelo que estes jactos têm grande influência na formação de estrelas em galáxias que os hospedam.
Os astrónomos usaram a câmara Wide Field 3 (WFC3) do Telescópio Espacial Hubble
para
estudarem as regiões centrais da Centaurus A, catalogada como NGC 5128, uma galáxia brilhante a 13 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação
de
Centaurus. Em luz visível
, pode ver-se, em
destaque, uma cintura de poeiras percorrendo toda a galáxia; nos comprimentos de onda
dos raios-X
e do
rádio
, são visíveis jactos que se estendem
até um milhão de anos-luz a partir do buraco negro central.
Com o WFC3, os cientistas observaram de perto o "filamento interno", uma região localizada perto do fluxo, que é uma fonte de emissão no ultravioleta
e nos raios-X, bem como nos comprimentos de onda da luz
visível. Usando as imagens do Hubble, a equipa conseguiu mapear a história da formação de estrelas do filamento com uma precisão sem precedentes.
Descobriram que a extremidade do filamento mais próxima do fluxo contém estrelas jovens, cujas idades são semelhantes à idade do fluxo, criado da última vez que o buraco negro no centro da galáxia foi activado. Não existem, no entanto, estrelas jovens nas regiões do filamento mais afastadas do fluxo. Isto é exactamente o que se esperava de um fluxo que atravessasse uma nuvem de gás localizada no seu caminho.
Os partes centrais, mais densas, da nuvem são comprimidas e entram em colapso para formar estrelas, enquanto que o gás na periferia é varrido .
O Dr. Shabala diz ainda que: "Este aumento de formação estelar devida aos jactos de matéria teria sido ainda mais significativo num universo mais jovem, onde os aglomerados densos de gás eram mais comuns. O nosso estudo enfatiza a necessidade de considerarmos a importância do feedback positivo que os jactos introduzem no actual paradigma da formação de galáxias. Adiciona uma peça nova e estimulante ao quebra-cabeças que é entender como as galáxias se tornaram aquilo que são hoje. " Notícia de Fev 2012
Fonte da notícia: http://www.ras.org.uk/news-and-press/219-news-2012/2070-do-black-holes-help-stars-form
Pensa-se que existe um buraco negro
no
centro de quase todas as galáxias
, alguns
com a massa
de milhares de milhões de sóis
e fortes forças gravitacionais que perturbam a matéria em redor. Até ao momento, julgava-se que esses buracos negros impediam o nascimento de estrelas
. Mas,
agora, uma equipa internacional de astrónomos que se tem dedicado ao estudo da galáxia vizinha Centaurus A descobriu exactamente o contrário: um buraco negro que parece estar a ajudar a formação de estrelas. A equipa, liderada pelo Dr. Stanislav Shabala da Universidade da Tasmânia, pelo Dr. Mark Crockett da Universidade de Oxford e pelo Dr. Sugata Kaviraj do Imperial College de Londres, publicou os seus resultados no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.
Os buracos negros no centro das galáxias tornam-se activos de tempos a tempos, empurrando a matéria à sua volta em jactos que podem estender-se por milhões de anos-luz
. Este fluxo vai abrindo caminho através
do gás galáctico, comprimindo-o, aquecendo-o e empurrando-o para longe. Grande parte desse gás é a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam, pelo que estes jactos têm grande influência na formação de estrelas em galáxias que os hospedam.
Os astrónomos usaram a câmara Wide Field 3 (WFC3) do Telescópio Espacial Hubble
para
estudarem as regiões centrais da Centaurus A, catalogada como NGC 5128, uma galáxia brilhante a 13 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação
de
Centaurus. Em luz visível
, pode ver-se, em
destaque, uma cintura de poeiras percorrendo toda a galáxia; nos comprimentos de onda
dos raios-X
e do
rádio
, são visíveis jactos que se estendem
até um milhão de anos-luz a partir do buraco negro central.
Com o WFC3, os cientistas observaram de perto o "filamento interno", uma região localizada perto do fluxo, que é uma fonte de emissão no ultravioleta
e nos raios-X, bem como nos comprimentos de onda da luz
visível. Usando as imagens do Hubble, a equipa conseguiu mapear a história da formação de estrelas do filamento com uma precisão sem precedentes.
Descobriram que a extremidade do filamento mais próxima do fluxo contém estrelas jovens, cujas idades são semelhantes à idade do fluxo, criado da última vez que o buraco negro no centro da galáxia foi activado. Não existem, no entanto, estrelas jovens nas regiões do filamento mais afastadas do fluxo. Isto é exactamente o que se esperava de um fluxo que atravessasse uma nuvem de gás localizada no seu caminho.
Os partes centrais, mais densas, da nuvem são comprimidas e entram em colapso para formar estrelas, enquanto que o gás na periferia é varrido .
O Dr. Shabala diz ainda que: "Este aumento de formação estelar devida aos jactos de matéria teria sido ainda mais significativo num universo mais jovem, onde os aglomerados densos de gás eram mais comuns. O nosso estudo enfatiza a necessidade de considerarmos a importância do feedback positivo que os jactos introduzem no actual paradigma da formação de galáxias. Adiciona uma peça nova e estimulante ao quebra-cabeças que é entender como as galáxias se tornaram aquilo que são hoje. " Notícia de Fev 2012
Fonte da notícia: http://www.ras.org.uk/news-and-press/219-news-2012/2070-do-black-holes-help-stars-form
Cientistas detectam água no interior de cristais na superfície da lua
O vento solar parece ser responsável pelo transporte
A superfície da lua contém cristais com traços de água no seu interior, o vento solar poderia ter levado a ela, informou neste domingo a revista científica "Nature Geoscience".
O geólogo Yang Liu e seus colegas da Universidade de Tennessee (EUA) analisaram as amostras da superfície lunar recolhida a partir do Equador por satélite e trazido para a Terra pelas missões Apollo, a maioria deles pelo astronauta Neil Armstrong, e encontrou traços de água em alguns de seus componentes.
"Quando as pessoas pensam de água, sempre imagino em líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo não é geralmente reconhecido que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais ", disse Liu. Na verdade, acrescenta, os minerais da Terra manto conter pelo menos a mesma quantidade de água para o oceano, e algo semelhante poderia acontecer na lua.
Outras análises das amostras revelaram semelhanças entre esses traços de água e íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento era responsável pelo transporte de íons de hidrogênio para a lua. Uma vez lá, estas moléculas foram armazenadas sob a forma de água no interior das veias analisados.
O vento solar contém uma grande quantidade destes iões, o que na verdade não toque na Terra, pois a atmosfera e o campo magnético da Terra irá impedir isto, mas, no caso da lua, não há nada para proteger a superfície, de modo que o vento Solar continuamente bate contra ela.
Uma nova fonte de água
"Nos últimos anos temos assistido a uma mudança de paradigma na nossa visão" sem água "da Lua", disse Liu. Segundo o investigador, cada cristal analisados conter entre 200 e 300 partes por milhão de água e uma molécula de grupos hidroxilo que é obtido por subtracção de um átomo de hidrogénio da água.
A descoberta permitiu aos cientistas encontrar uma nova fonte a partir do qual os planetas do interior do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderia conseguir água. Liu e seus colegas argumentam que um mecanismo semelhante a este pode estar em outros órgãos em cujas superfícies do vento solar incidente, como Vesta Mercury ou asteróide.
"O bombardeio do vento solar é um processo constante. Hoje, precisamos repensar o nosso conceito de água em novos lugares no sistema solar ", disse Liu argumentou.Fonte:Reuters
A superfície da lua contém cristais com traços de água no seu interior, o vento solar poderia ter levado a ela, informou neste domingo a revista científica "Nature Geoscience".
O geólogo Yang Liu e seus colegas da Universidade de Tennessee (EUA) analisaram as amostras da superfície lunar recolhida a partir do Equador por satélite e trazido para a Terra pelas missões Apollo, a maioria deles pelo astronauta Neil Armstrong, e encontrou traços de água em alguns de seus componentes.
"Quando as pessoas pensam de água, sempre imagino em líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo não é geralmente reconhecido que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais ", disse Liu. Na verdade, acrescenta, os minerais da Terra manto conter pelo menos a mesma quantidade de água para o oceano, e algo semelhante poderia acontecer na lua.
Outras análises das amostras revelaram semelhanças entre esses traços de água e íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento era responsável pelo transporte de íons de hidrogênio para a lua. Uma vez lá, estas moléculas foram armazenadas sob a forma de água no interior das veias analisados.
O vento solar contém uma grande quantidade destes iões, o que na verdade não toque na Terra, pois a atmosfera e o campo magnético da Terra irá impedir isto, mas, no caso da lua, não há nada para proteger a superfície, de modo que o vento Solar continuamente bate contra ela.
Uma nova fonte de água
"Nos últimos anos temos assistido a uma mudança de paradigma na nossa visão" sem água "da Lua", disse Liu. Segundo o investigador, cada cristal analisados conter entre 200 e 300 partes por milhão de água e uma molécula de grupos hidroxilo que é obtido por subtracção de um átomo de hidrogénio da água.
A descoberta permitiu aos cientistas encontrar uma nova fonte a partir do qual os planetas do interior do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderia conseguir água. Liu e seus colegas argumentam que um mecanismo semelhante a este pode estar em outros órgãos em cujas superfícies do vento solar incidente, como Vesta Mercury ou asteróide.
"O bombardeio do vento solar é um processo constante. Hoje, precisamos repensar o nosso conceito de água em novos lugares no sistema solar ", disse Liu argumentou.Fonte:Reuters
Telescópio da Nasa descobre quinta lua de Plutão-Publicada no dia 13082012
Imagens do Hubble mostraram mais um corpo celeste orbitando o planeta anão. O novo satélite, batizado de P5, tem entre 10 e 24 km de diâmetro
Os cientistas estão intrigados com o fato de um astro tão pequeno ter uma coleção tão complexa de satélites. A Terra, por exemplo, tem apenas uma lua e um diâmetro cerca de cinco vezes maior que o de Plutão.
A nova descoberta fornece aos astrônomos pistas adicionais sobre como o sistema do planeta anão se formou e evoluiu. A teoria mais aceita pela ciência é de que todas as luas são relíquias de uma colisão entre Plutão e outro grande objeto há bilhões de anos atrás.
Luas de Plutão
A maior lua do planeta anão, Caronte, foi descoberta em 1978 a partir do Observatório Naval dos Estados Unidos. Em 2006, observações do Hubble descobriram duas novas pequenas luas, Nix e Hidra. Em 2011, foi a vez de P4, também a partir de dados do Hubble.
A quinta lua, P5, foi detectada em nove conjuntos separados de imagens, capturadas pelo telescópio em 26, 27 e 29 de junho e em 7 e 9 de julho. A descoberta reúne cientistas do Instituto Seti (sigla para “busca por inteligência extraterrestre”), da Universidade Johns Hopkins e do Southwest Research Institute, todos nos Estados Unidos.
New Horizons
Uma sonda da Nasa, a New Horizons, está a caminho do pequeno planeta e deve fazer um sobrevôo histórico em 2015. De acordo com os cientistas, a visão poderosa do Hubble, que culminou na descoberta de P5 e de outras luas, vai ajudar na navegação da sonda pelo sistema de Plutão, evitando potenciais riscos de colisão com outras partículas - como o instrumento vai navegar a quase 50 mil km/h, até mesmo pequenas colisões podem destruí-lo.Fonte:EK
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