sexta-feira, 18 de abril de 2008
Físicos tentam desvendar o conceito dos "universos paralelos"
"A idéia de vários universos simultâneos é mais do que uma invenção fantástica. Parece natural em várias teorias e merece ser levada em conta", afirma o astrofísico Aurélien Barrau no número de dezembro da revista "Cern Courier", publicada pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear.
"Estes universos múltiplos não são apenas teoria, e sim as conseqüências de teorias elaboradas para responder a questões de física das partículas ou da gravitação. Muitos problemas centrados na física teórica encontram assim uma explicação natural", resume o cientista do Laboratório de Física Subatômica e Cosmologia.
"Nosso Universo seria apenas uma ilhota insignificante dentro de um imenso 'multiverso' infinitamente vasto e diversificado? Se for verdade, isso pode ser para o homem, que durante muito tempo acreditou que era o centro do mundo ou o centro da criação, a quarta ferida narcisista", prosseguiu, explicando que as três primeiras feridas teriam sido causadas por Copérnico, Darwin e Freud.
Imaginar que existem vários universos responderia a uma das grandes perguntas dos físicos: Por que motivo --fora acreditar em Deus-- nosso universo, se fosse o único existente, teria precisamente as leis e as constantes físicas que teriam permitido o surgimento de astros, de planetas e finalmente de vida?
Paradoxos
A idéia de universos paralelos foi introduzida em 1957 pelo físico americano Hugh Everett, para interpretar certas raridades --para o sentido comum-- da física quântica.
Dessa maneira, é possível encontrar partículas numa espécie de superposição de estados. O exemplo clássico e o do gato que pode estar vivo e pode estar morto ao mesmo tempo dentro da caixa que serve de exemplo e paradoxo da teoria pronunciada por um dos "pais" da física quântica, Erwin Schrödinger.
Apenas um dos estados se torna realidade no momento de uma observação. Dessa maneira, não se criam outras possibilidades em outros tantos universos? Hugh Everett e outros cientistas acreditam que sim.
Existiriam então vários universos paralelos que poderiam ter um passado comum, antes de divergir para outro possível e diferente.
No cinema
Um episódio de "Jornada nas Estrelas", "O universo do espelho", exemplifica bem o conceito, pois mostra, em um outro universo, outras versões do capitão Kirk, do sr. Spock e dos demais tripulantes da nave Enterprise.
"Este mundo, como todos os demais universos, nasceu do resultado das probabilidades", explica o Lorde Asriel a sua filha Lyra, a jovem heroína de "A Bússola de Ouro", evocando as partículas elementares.
"Num dado momento, várias coisas são possíveis e, no instante seguinte, apenas uma acontece e o resto deixa de existir", conclui.Da France Presse
Astrônomos da Alemanha vêem "parto" de planeta
O nascimento aconteceu na constelação de Hidra e está sendo considerado a primeira observação de um fenômeno sobre o qual os astrônomos apenas teorizavam: como surgem os planetas, neste Sistema Solar e em outros.
O bebê, batizado TW Hya b, está localizado a apenas 0,4 unidade astronômica (ou 40% da distância da Terra ao Sol) de sua estrela, a TW Hydrae. Ele é um gigante gasoso com 9,8 vezes a massa de Júpiter e está dentro do chamado disco circunstelar, uma nuvem de poeira e gás que cerca estrelas muito jovens e que, segundo a teoria, fornece o material para o surgimento dos planetas.
"Essa descoberta mostra que o que chamamos de discos protoplanetários são de fato protoplanetários --eles formam planetas", disse à Folha o astrônomo indonésio Johny Setiawan, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
Setiawan, 33, descobriu o novo planeta com o auxílio de um telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile. A descoberta está publicada na revista "Nature" desta quinta-feira.
Razão pura
Desde o século 18 os cientistas acreditam que os planetas nascem do mesmo material de suas estrelas. A idéia foi sugerida pela primeira vez, de maneira independente, pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) e pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827). Eles observaram que os planetas do Sistema Solar estavam todos alinhados no mesmo plano, e isso não poderia ser mera coincidência. Sugeriram que o Sol e os seus planetas haviam se formado de uma grande nuvem de gás e pó.
Estudos posteriores confirmaram a idéia original de Kant e Laplace, e modelos surgiram para explicar a gênese dos planetas a partir desses discos. O problema é que, até agora, faltava um flagrante de planeta-bebê que enterrasse as dúvidas.
Isso porque estrelas jovens geralmente são muito ativas, o que atrapalha detecção de planetas com o método mais usado hoje, o da velocidade radial (que registra ligeiros "bamboleios" da estrela causados pela influência gravitacional do planeta). E, em estrelas com mais de 10 milhões de anos, a "placenta" cósmica --o tal disco-- desaparece, varrida pela radiação e pelos ventos estelares.
Em 2003, Setiawan e seus colegas resolveram apostar na "gravidez" das estrelas jovens e monitorar 200 delas -muitas ainda com suas "placentas" circunstelares intactas. A busca acabou dando no TW Hya b.
"Talvez nós também tenhamos dado sorte pelo fato de o planeta ser grande o bastante a ponto de seu sinal ser detectado", afirmou o cientista.
O estudo ajuda a esclarecer uma questão que ainda perturbava os astrônomos: em quanto tempo um planeta pode se formar. Ele parece confirmar a idéia de que planetas surgem em intervalos curtos --menos de 10 milhões de anos.
Por outro lado, as teorias existentes não conseguem explicar como um planeta tão grande quanto o TW Hya b pôde surgir tão perto de sua estrela. "Talvez [elas] precisem ser aperfeiçoadas", diz Setiawan.Fonte:Folha
Cientistas europeus vão procurar vida em Em Europa Lua de Júpiter

Cientistas europeus planejam enviar equipamentos espaciais em Europa lua de Júpiter,em busca de sinais de vida. Cientistas suspeitam que possa haver vida debaixo das crostas de gelo perpétuo que recobrem a superfície do satélite, informou nesta terça-feira um especialista russo.
O diretor do Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências russo, Lev Zelioniy, afirmou que o projeto, que deve ser incluído no programa da ESA (agência espacial européia) para o período entre 2015 e 2025, prevê o lançamento de vários satélites até Júpiter.
Entretanto, o principal objetivo é "estudar o satélite Europa, onde de baixo de uma grossa crosta de gelo foi descoberto um oceano de água em estado líquido", afirma Zelioniy.
De acordo com o cientista, a ESA por enquanto planeja colocar na órbita de Júpiter e Europa apenas dois satélites espaciais, ainda que os russos tenham proposto o lançamento de um terceiro aparelho que possa pousar na superfície do satélite.
Vida no gelo
Zelioniy afirma que na superfície de Europa se formam inúmeras rachaduras em razão do impacto de meteoritos, que rompem a crosta de gelo. Por meio dessas ranhuras é que a água vai até a superfície, onde se congela.
"O satélite deve aterrissar em uma dessas rachaduras, para fundir o gelo a uma profundidade de meio metro e buscar formas primitivas de vida", afirmou o pesquisador, em declarações à agência Interfax.
"Onde há água, pode haver germinado a vida. Deste ponto de vista, o satélite Europa é, talvez, o lugar mais curioso do nosso sistema solar, depois de Marte", afirma.
Além da ESA, estão envolvidos no projeto o Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia e outras entidades do país especializados em estudos espaciais.
Com informações da agência Efe
Via Láctea abriga buracos negros solitários, afirmam pesquisadores
Os cientistas afirmam que estes buracos negros "de massa intermediária" são invisíveis --salvo em raras circunstâncias-- e foram produzidos por fusões de buracos negros de grupos globulares (enxames de estrelas que se mantiveram unidas por sua gravidade mútua).
Buracos negros são formações espaciais com enorme força gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.
Estes novos buracos negros dificilmente representariam uma ameaça à Terra, mas poderiam envolver nuvens, estrelas e planetas que atravessassem seu caminho, indicaram os pesquisadores.
"É extremamente improvável que estes buracos negros solitários causem algum dano na vida do universo", disse Holley-Bockelmann, professora assistente de física e astronomia da Universidade Vanderbilt em Nashville, no Tennessee.
"Sua zona de perigo, o Raio de Schwarzschild, (o raio gravitacional) é realmente minúsculo, com algumas poucas centenas de quilômetros. Há coisas muito mais perigosas na nossa vizinhança", explicou.
A evidência de buracos negros "de massa intermediária" e não buracos negros supermassivos é ainda teórica e, por isso, controversa. Só duas observações de corpos deste tipo foram realizadas até agora.Fonte:France Presse
Misteriosa nuvem na Via Láctea ajuda a esclarecer origem da antimatéria
As observações do aspecto inclinado desta nuvem reduziram as possibilidades de que a antimatéria proceda da aniquilação da matéria escura astronômica, uma teoria defendida até agora por alguns astrônomos, segundo um comunicado divulgado hoje pela ESA.
A chave se encontra no fato de que a nuvem não é completamente esférica, mas um de seus extremos aparece muito mais inclinado que o outro, algo "muito incomum, levando em conta que o gás na região interna está praticamente distribuído de forma equitativa", indicou a Agência.
Igualmente surpreendente é o fato de que a "população de estrelas binárias se encontre fora do centro", o que sugere que estas, conhecidas como LMXB (raios X binários de massa baixa), são "responsáveis pela maioria da antimatéria".
"A relação entre os LMXB e a antimatéria ainda não foi provada, mas é uma hipótese consistente", assinalou o astrônomo Georg Weidenspointner, responsável pelo estudo, que será publicado amanhã pela revista científica "Nature".
Segundo a ESA, a missão do observatório Integral é atualmente a única que pode detectar os LMXB, uma observação com a qual o grupo dirigido por Weidenspointner prosseguirá a fim de dissipar incógnitas acerca da antimatéria.Fonte:Efe
Astrônomos descobrem fonte misteriosa de raios X em galáxia
Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, que estudavam a Centaurus A, notaram um sistema solar binário (formado por apenas duas estrelas) que continha um buraco negro que começou subitamente a brilhar, emitindo raios X.
Normalmente, são os feixes gigantes de raios X que emanam do centro galáctico da Centaurus A que chamam a atenção dos astrônomos, explicou Gregory Sivakoff, pesquisador em Astronomia da Universidade de Ohio, principal autor do trabalho.
Quando a equipe de astrônomos estudou a Centaurus A com o telescópio espacial Chandra X-ray em março de 2007, viu uma nova fonte de raios X, muito menor, mas muito brilhante.
Essa fonte de raios X, que não estava ali nas observações anteriores da galáxia feitas em 2003, continuou muito luminosa durante todo o período em que foi observada, de março a maio de 2007.
Os astrônomos concluíram que o novo objeto é um sistema solar binário. As duas estrelas irmãs se formaram, provavelmente, ao mesmo tempo, uma com mais massa do que a outra, que evoluiu mais rápido antes de explodir, formando um buraco negro que devora lentamente a outra estrela.
Raridade
Um sistema binário desse tipo é muito raro no Universo, de acordo com os astrônomos. Trata-se do segundo sistema desse tipo descoberto na galáxia Centaurus A, comentou Gregory Sivakoff.
"Quando observamos outras galáxias como a Centaurus A, não vemos essas fontes temporárias de raios X em sistemas solares binários", destacou o astrônomo.
"Mas agora encontramos dois desses objetos na Centaurus A e isso quer dizer que, talvez, não compreendamos esse fenômeno tanto quanto pensávamos", disse ele, acrescentando que a descoberta "cria mais um mistério que precisa de explicação".
Os astrônomos vêem na galáxia Centaurus A uma fonte para estudar e decodificar as outras galáxias onde há buracos negros.
A descoberta foi apresentada na Conferência Anual da Sociedade Astronômica Americana (AAS), que acontece nesta semana, em Austin, no Texas.Fonte:France Presse
Astrônomos confirmam existência de exoplaneta previsto por cálculos matemáticos
Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada por meio de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.
A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.
Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.
Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.
Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.
O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.
Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.
Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.
A primeira foi feita há 160 anos com a descoberta de Netuno, cuja existência foi comprovada pelos telescópios da época décadas depois que dois astrônomos, um inglês e um francês, previram sua existência de forma independente.Fonte:Efe
Buracos negros vagam pela galáxia, diz estudo
Uma pesquisa divulgada em uma conferência da "American Astronomical Society", no Estado norte-americano do Texas, sugere que há pouco perigo para a Terra, mas astronautas no futuro podem precisar de grande cautela ao viajar pelo espaço.
Os buracos negros são lugares no espaço onde a gravidade se tornou tão forte que nem a luz pode escapar deles.
Astrônomos da Universidade de Vanderbilt utilizaram supercomputadores para simular o que acontece quando diferentes tipos de buracos negros se chocam.
Segundo os especialistas, o resultado pode ser um novo tipo de buraco negro, e há centenas vagando pela galáxia a velocidades de até 4 mil quilômetros por segundo.
Qualquer planeta ou estrela, ou até um sistema solar, que atravessa o caminho desses buracos negros que vagam pode ser totalmente engolida.
Mas os cientistas afirmam que o fenômeno pode representar pouco ou nenhum risco para a Terra porque a zona onde os buracos podem representar uma grave ameaça tem apenas umas poucas centenas de quilômetros de extensão.
"Esta teoria é muito polêmica pois há poucos meios de observação para apoiá-la no momento", disse a astrônoma que realizou a pesquisa, Kelly Holley-Bockelmann.
"Mas pesquisadores estão confiantes de que uma forma de detectar esses buracos negros irregulares será encontrada, e os viajantes espaciais interestelares em um futuro distante poderão evitá-los com facilidade", concluiu.Fonte BBC
Astrônomos criam mapa digital da Via Láctea com 200 milhões de estrelas

Na Foto: Equipe de astrônomos criam maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia
Uma equipe internacional de astrônomos criou o maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia, com cerca de 200 milhões de objetos celestes, informou o espanhol Juan Fabregat.
O cientista, professor da Universidade de Valência (Espanha) e membro do projeto, destacou que o catálogo do projeto Iphas (do inglês INT/WFC Photometric Ha Survey) é o maior mapa digital da Via Láctea elaborado até o momento.
Mais de 50 astrônomos europeus, americanos e australianos ajudaram a fazer o catálogo, através da observação da emissão de luz dos átomos de hidrogênio presentes em diversos objetos da galáxia.
O estudo foi feito com o telescópio Isaac Newton instalado na ilha canária de La Palma.
"Estes dados permitirão determinar com uma precisão inédita a estrutura de nossa galáxia", disse Fabregat, astrônomo do Observatório Astronômico da Universidade de Valência.
"Também tornará possível o estudo e caracterização de conjuntos de estrelas muito peculiares, das quais se conhecem poucos casos, e que constituem fases rápidas da evolução estelar que ainda não são bem compreendidas", ressaltou.
Segundo o pesquisador, "a primeira versão do catálogo que foi publicada agora cobre uma área celeste de 1.600 graus quadrados (a Lua cheia vista da Terra tem uma área de 0,1 grau quadrado), ao norte do Plano Galáctico da Via Láctea (a região com maior número de estrelas)".
"As observações foram feitas em duas cores de banda larga e com um filtro de banda estreita sensível à emissão de hidrogênio na região mais vermelha do espectro (a emissão Ha)", ressaltou.
'"A resolução das imagens é suficientemente alta para permitir a detecção de estrelas individuais que tenham emissão em Ha e do gás difuso que forma as belas e resplandecentes nebulosas que já conhecemos devido a mapas anteriores de resolução mais baixa", afirmou Fabregat.
A astrônoma Julia Suso, que também participou do projeto, disse que o interesse do grupo é "o estudo de estrelas com grande massa, nas quais se observa emissão de luz por certos elementos químicos".
"A partir dos dados do Iphas poderemos traçar a estrutura dos braços mais externos da Galáxia e localizar regiões de formação estelar recente", afirmou.
Além de esclarecer a estrutura da galáxia, os dados do projeto permitem fazer estudos da evolução estelar graças ao grande número de estrelas observado e obter um mapa empírico da distribuição do pó interestelar no Plano Galáctico.
O catálogos final incluirá observações do sul do Plano Galáctico e conterá de 700 milhões a 800 milhões de objetos.
Astrônomos descobrem a galáxia mais distante do Universo

Na Foto:Imagem da A1689-zD1 feita pelo telescópio Hubble; galáxia teria se formado 700 milhões de anos depois do nascimento do Universo
Astrônomos americanos descobriram através dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer da Nasa (agência espacial americana) o que poderia ser uma das galáxias mais distantes já vistas e cuja formação ocorreu há mais de 12,8 bilhões de anos, informaram hoje os pesquisadores.
Acredita-se que a galáxia, denominada A1689-zD1, tenha sido formada 700 milhões de anos depois do nascimento do Universo e esteja localizada a 12,8 bilhões de anos-luz da Terra.
As imagens mostram a galáxia mais jovem e brilhante conhecida até agora em um momento de transformação na "idade escura", pouco depois do Big Bang, mas antes que se formassem as primeiras estrelas.
As atuais teorias indicam que a "idade escura" começou cerca de 400 mil anos depois do Big Bang.
"Ficamos surpreendidos quando descobrimos essa jovem e brilhante galáxia que remonta a 12,8 bilhões de anos. São as imagens mais detalhadas de um objeto tão distante tiradas até agora", indicou o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia e membro da equipe de pesquisadores.
As imagens servirão para estudar os anos de formação do nascimento das galáxias e sua evolução.
Astrônomos amadores ajudam a descobrir novo sistema solar

Concepção artística do sistema solar descoberto; no centro, planeta similar a Júpiter e, ao fundo, formação parecida com Saturno
Cientistas descobriram, com a contribuição de astrônomos amadores, um sistema solar distante, mas muito similar ao nosso, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (14) pela revista "Science".
As primeiras observações levaram à descoberta de dois planetas em órbita em torno de uma estrela distante cerca de 5.000 anos-luz e que parecem ser versões menores de nossos planetas Júpiter e Saturno.
Apenas 25 sistemas solares de vários planetas foram registrados até hoje, mas é a primeira vez que é descoberto um parecido com o nosso, ressalta o principal autor do estudo, Scott Gaudi, da Universidade do Estado de Ohio (norte dos Estados Unidos).
"É como uma versão em escala reduzida de nosso sistema solar", explica. Segundo o pesquisador, estes planetas estão em órbita em torno de uma estrela "menor, mais fria e menos brilhante que o Sol". Eles estão mais próximos desta estrela do que Júpiter e Saturno do Sol e são um pouco mais frios, acrescentou.
"Nada sabemos sobre eles, a não ser a sua massa", explicou. Um deles representa cerca de 70% da massa de Júpiter, e o outro, 90% a de Saturno.
Fenômeno
A existência destes dois planetas foi revelada quando sua estrela passou diante da órbita de uma estrela mais distante. Isso aumentou conseqüentemente a luminosidade da estrela mais remota, refratada pelos campos gravitacionais dos dois planetas.
Gaudi e sua equipe determinaram a massa desses dois planetas com base nos cálculos sobre a mudança de luminosidade, um fenômeno chamado microlente gravitacional.
Mas o fenômeno pôde apenas ser observado em um período de duas semanas, entre o final de março e início de abril de 2006. Scott Gaudi e seus companheiros pediram ajuda a todos que pudessem coletar observações.
Colaboração
Eles foram auxiliados pela cooperação de astrônomos amadores do Hemisfério sul e de profissionais de 11 observatórios de todo o mundo: Chile, Tasmânia, Nova Zelândia, Ilhas Canárias, Israel e Estados Unidos.
"Foi mais um esforço de coordenação do que de tecnologia", segundo Scott Gaudi. Mesmo que muitos astrônomos amadores utilizem os pequenos telescópios "que têm em suas salas, a localização é mais importante para nós" que o tamanho, explicou. "Para ver o centro da galáxia, é preciso estar no hemisfério sul", diz.
Jenny McCormick de Auckland, Nova Zelândia, ficou feliz por ter contribuído. "Como um astrônomo amador que atua em seu jardim no fim do mundo com um pequeno telescópio, como descrever verdadeiramente o fato de fazer parte de uma descoberta tão importante e apaixonante? É fantástico!", escreveu entusiasmado em uma mensagem enviada por correio eletrônico.
Quanto à questão de se há vida nestes planetas, ela é quase impossível. Isso porque os planetas "estão longe demais de sua estrela", considera Gaudi.Fonte:Efe
Explorer, 50, abriu espaço para exploração de Marte, diz executivo da Nasa

Explorer 1 foi construído em menos de 90 dias, em razão da pressa dos EUA para mostrar poder; satélite funcionou por poucos meses
Quase quatro meses. Esse foi o tempo que os Estados Unidos levaram para conseguir contra-atacar e enviar seu primeiro satélite ao espaço. Há exatos 50 anos, na noite do dia 31 de janeiro de 1958, uma sexta-feira, os norte-americanos conseguiram "voltar ao jogo" da corrida espacial com o lançamento do satélite Explorer 1 --até aquele momento, a União Soviética já havia colocado em órbita pelo menos dois satélites e enviado um ser vivo ao espaço.
De acordo com o engenheiro Ramon de Paula, executivo de missões da Nasa (agência espacial norte-americana) para Marte, o principal avanço gerado pelo Explorer 1 foi o início da exploração robótica do espaço. "O que aconteceu 50 anos atrás abriu espaço para o trabalho que eu faço hoje, com a exploração de Marte, outros planetas e fenômenos", afirma.
O lançamento bem-sucedido do Explorer 1 foi um alívio para os EUA, que viam seus maiores adversários, em meio à Guerra Fria, obtendo sucessivos êxitos na área espacial. Depois de, em 4 de outubro de 1957, lançarem o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra, os soviéticos lançaram também o Sputnik 2, com a cadela Laika a bordo.
Enquanto isso, os EUA haviam visto sua tentativa de lançar o satélite Vanguard, em dezembro de 1957, fracassar em segundos, diante de jornalistas e autoridades.
O foguete que carregava o objeto subiu alguns metros por cerca de dois segundos, mas retrocedeu, caiu e acabou em chamas.
O Explorer 1 foi construído por uma equipe do Jet Propulsion Laboratory (JPL) em menos de 90 dias, dada a pressa dos norte-americanos em dar o troco nos adversários. A Nasa ainda não existia e foi criada apenas em outubro de 1958.
O satélite, que tinha 203 cm de comprimento, 15,9 cm de diâmetro e pesava 14 quilos, foi ao espaço com o uso do foguete Jupiter C, diretamente da base de Cabo Canaveral, na Flórida.
Ficou em órbita por mais de anos, até março de 1970, até entrar novamente na atmosfera e explodir. Entretanto, funcionou mesmo por poucos meses. Já em maio de 1958, as baterias pararam de funcionar e o objeto parou de enviar sinais à Terra.
Segundo de Paula, satélites de telecomunicações lançados atualmente são desenvolvidos para funcionarem de oito a dez anos, em média. Para fins científicos, esse tempo varia de três a cinco anos, dependendo do que se queira observar.
Força
Nesses meses em que enviou informações à Terra, além de inflar o ego dos norte-americanos, o satélite propiciou uma descoberta importante: a existência de regiões ao redor do nosso planeta com a presença de partículas altamente carregadas que estão "presas" no campo magnético da Terra.
Essas regiões ficaram conhecidas como cinturões de Van Allen, em homenagem a James Van Allen, um dos cientistas que desenvolveu o satélite e descobriu a existência desse fenômeno.
Essa descoberta foi possível graças a um de detector de raios cósmicos equipado no satélite, que media a radiação em volta do planeta.
Para o engenheiro da Nasa, o início da exploração espacial permitiu que o homem expandisse seu espírito aventureiro. "Queremos procurar nossas origens, de onde viemos. As lições de Marte podem nos ajudar a viver melhor, entender melhor os processos. É um aspecto do ser humano: somos grandes exploradores", afirma de Paula.
Os Estados Unidos ainda fizeram quatro lançamentos de satélites similares ao Explorer 1 em 1958. As versões Explorer 2 e Explorer 5 não tiveram lançamentos bem-sucedidos. Já o Explorer 3 e o Explorer 4 foram colocados em órbita e funcionaram durante alguns meses daquele ano.Fonte:Folha
Sonda da Nasa detecta avalanches no pólo norte de Marte

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter captou imagens de avalanches de pó e gelo no pólo norte de Marte, informou nesta terça-feira o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa.
Um boletim do JPL indicou que esta é a primeira vez que o HiRiSE (Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução) na sonda capta este tipo de atividade no planeta.
"É fabuloso ver algo tão dinâmico em Marte. Muito do que há ali não mudou em milhões de anos", afirmou Ingrid Dauber, cientista da Universidade do Arizona, encarregada de comandar as câmeras do orbitador.
Dauber acrescentou que o descobrimento dessas avalanches foi uma surpresa e só advertiu que estavam acontecendo no dia 19 de fevereiro quando dirigia o enfoque das câmeras da sonda sobre possíveis mudanças de estação em Marte.
Imagem colorida pela Nasa mostra avalanche de pó e gelo no pólo norte do planeta Marte
"Estávamos procurando mudanças na camada de dióxido de carbono sobre uma duna e o achado das avalanches foi totalmente fortuito", disse Candice Hansen, pesquisadora do JPL em Pasadena (Califórnia).
A imagem mostra detalhes do tamanho de pouco mais de um metro sobre uma faixa de terreno de seis quilômetros de largura e 40 km de comprimento.
Segundo o cientista da Universidade de Berna (Suíça), Patrick Russell, por enquanto a origem das avalanches marcianas é desconhecida.
"Projetamos receber mais imagens do lugar durante a mudança de estações em Marte para ver se estas avalanches ocorrem todo o tempo ou só durante os primeiros períodos da primavera marciana", acrescentou.
Cientistas identificam traços de lago habitável em Marte

Imagem colorida pela Nasa mostra a cratera Holden, em Marte; cientistas identificaram traços de lago habitável
Cientistas da Universidade do Arizona identificaram uma cratera em Marte com aparentes traços do que pode ter sido um lago habitável.
A cratera Holden, com uma base de grandes rochas do tipo breccia, aparece rodeado em sua parte interior por anéis formados por camadas de sedimentos. Os anéis formam as margens do que pode ter sido um lago, segundo informaram nesta sexta-feira os pesquisadores, que pertencem ao departamento de Ciências Planetárias da Universidade do Arizona.
"A cratera Holden tem uma das megabreccia melhor expostas de Marte", disse o professor Alfred McEwen, que participou da pesquisa.
A megabreccia e os sedimentos, principalmente de argila, "contêm minerais que se formam na presença de água e marcam ambientes potencialmente habitáveis".
"Este local seria excelente para enviar um veículo robô e trazer de volta uma mostra. Representaria um grande avanço na compreensão da dúvida sobre se Marte pode suportar vida", disse Holden.
Segundo especialistas, blocos de pedra de até 50 metros de diâmetro se dispersaram quando um meteorito formou a cratera, rochas que mais tarde, aparentemente por causa da água, formaram a megabreccia.
Pelo menos 5% do peso dos sedimentos da parte de cima da megabreccia são formados por argilas, segundo os pesquisadores.
A origem destas argilas é incerta, afirma, John Grant, pesquisador do Museu Smithsoniano Nacional do Ar e do Espaço. "Mas se estivéssemos vendo imagens da Terra e buscássemos lugares propícios para serem habitados, buscaríamos locais como esse".
Segundo o estudo da universidade, a formação teria permanecido escondida se não fosse o desmoronamento das paredes da cratera, incapazes de suportar a pressão da água, em um volume calculado em quatro mil quilômetros cúbicos.
"O volume de água que fluiu durante essa enchente teve que ser espetacular, pois foi capaz de movimentar blocos de pedra do tamanho de um campo de futebol a mais de 70 ou 80 metros de distância", afirma Grant.Fonte:Efe
Nasa estende missão de sonda Cassini-Huygens em Saturno

Concepção artística mostra a sonda Cassini na órbita de Titã, a maior lua do planeta Saturno
A Nasa (agência espacial norte-americana) estendeu por mais dois anos a missão da sonda internacional Cassini-Huygens, cujas "assombrosas descobertas e imagens revolucionaram o conhecimento de Saturno e suas luas", segundo o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato).
Originalmente, a missão conjunta da Nasa e da ESA (agência espacial européia) deveria ser concluída em julho deste ano. A prorrogação de dois anos permitirá que a sonda percorra outras 60 órbitas e estude as luas do planeta.
Um comunicado do JPL revelou que a nave realizará 26 sobrevôos por Titã, sete por Encélado e uma por Dione, Rea e Helena, em deslocamentos que incluirão estudos dos anéis de Saturno, sua magnetosfera e do próprio planeta.
"Esta ampliação não é só uma motivação para a comunidade científica, mas para que todo o mundo continue decifrando os segredos de Saturno", disse Jim Green, diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa.
"As novas descobertas foram o marco de seu sucesso, juntamente com as assombrosas imagens transmitidas para a Terra, que são simplesmente alucinantes", acrescentou. Durante quatro anos de atividade contínua, a Cassini transmitiu quase 140 mil imagens e informações recolhidas durante as 62 órbitas em torno de Saturno, 43 sobrevôos por Titã e mais 12 em outras luas.
Condição técnica
Mais de dez anos após seu lançamento e quase quatro anos depois de entrar na órbita de Saturno, a Cassini é uma nave espacial "saudável e robusta", segundo o comunicado. O órgão acrescentou que, mesmo quando três de seus instrumentos científicos sofreram problemas de funcionamento, o impacto sobre sua missão foi mínimo.
Segundo Bob Mitchell, diretor do programa da nave no JPL, "Cassini está trabalhando excepcionalmente bem e nossa equipe está motivada. Então nós estamos animados com perspectiva de outros dois anos".
A sonda iniciou sua viagem rumo a Saturno no dia 15 de outubro de 1997. Durante sua missão, percorreu 3,5 bilhões de quilômetros, levando consigo a sonda Huygens, que há dois anos se desprendeu para pousar sobre a superfície de Titã.
A nave recebe eletricidade de três geradores radioisótopo termoelétricos que geram energia a partir do calor produzido pela decomposição natural de plutônio.Fonte:Efe
Nasa pretende construir bases na Lua para permanência de seis meses
"Necessitamos estabelecer períodos mais extensos de presença na Lua, de até seis meses, como fazemos atualmente na ISS (Estação Espacial Internacional)", disse Walz.
"Posso antecipar que construiremos algo similar ao que estamos fazendo na ISS, mas com um conceito diferente: vamos desenvolver sistemas de transporte, vamos viver na Lua, trabalhar na Lua, construir infra-estruturas e utilizar recursos da Lua", explicou.
As prioridades futuras da Nasa são completar a construção da ISS, dar segurança aos vôos dos ônibus espaciais até 2010, regressar à Lua antes de 2020 e estender a presença humana no Sistema Solar e mais além, disse Walz, durante o Fórum "Futuro da Nasa", na Universidade de Miami.Fonte:France Presse
Chances de vida inteligente fora da Terra são baixas, diz estudo

da BBC Brasil
As chances de vida inteligente se desenvolver em planetas semelhantes à Terra são extremamente baixas, segundo os cálculos de um cientista britânico divulgados na revista especializada "Astrobiology".
Segundo o professor Andrew Watson, da Universidade de East Anglia, seres humanos evoluíram por meio de quatro "estágios críticos" e a probabilidade de esses mesmos estágios terem ocorrido em outro planeta é de menos de 0,01%.
Os quatro estágios seriam: bactéria de uma única célula, células complexas, células especializadas que permitem formas complexas de vida e vida inteligente com uma linguagem estabelecida.
A descoberta de planetas em galáxias distantes tem aumentado a busca por vida inteligente fora da Terra. "Mas formas complexas de vida podem ser um fenômeno raro e seres observadores ainda mais raros", afirmou Watson.
Por isso, segundo ele, dezenas de milhares de planetas semelhantes à Terra poderão ser encontrados antes que seja possível encontrar um que sirva de abrigo para organismos sofisticados.
A razão para isso é que o "período habitável" de um planeta com as mesmas características da Terra --estimado em 5 bilhões de anos-- raramente será suficiente para que organismos complexos se desenvolvam.
Condições
"Acredita-se que nós, seres humanos, tenhamos evoluído no fim do período habitável da Terra e isso sugere que a nossa própria evolução é improvável. Na verdade, o momento em que os eventos se deram é consistente com o fato de que é realmente muito raro", afirma Watson.
"Isso tem um impacto no nosso entendimento sobre a probabilidade de vida complexa e inteligência ocorrendo em qualquer outro planeta", completou.
Modelos da temperatura global futura sugerem que, devido à crescente luminosidade solar, o futuro período de vida na Terra será de "apenas" mais um bilhão de anos --pequeno se comparado aos quatro bilhões de anos desde que formas de vida apareceram no planeta.
"A noção de que a evolução envolve uma progressão previsível, de tal forma que a emergência de inteligência é inevitável é considerada extremamente antropocêntrica", afirma Watson.
"O tipo de evolução que aconteceu na Terra pode ser incrivelmente improvável", afirma.
Watson completou seu doutorado sob a supervisão de James Lovelock, autor da teoria de Gaia, que vê a Terra como um sistema completo, e diz ter sido influenciado por ela.
Imagens mostram lixo espacial na órbita da Terra


Imagens divulgadas pela Agência Espacial Européia mostram a quantidade de lixo espacial que orbita a planeta
A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira imagens do lixo espacial em órbita em volta da Terra.
Segundo a agência, entre o primeiro lançamento, em 1957, e janeiro de 2008, cerca de 6 mil satélites já foram enviados para a órbita terrestre. Destes, apenas 800 estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil quilômetros da superfície terrestre.
Além dos satélites desativados, as fotos de satélite mostram resíduos espaciais como fragmentos de aeronaves espaciais que se quebraram, explodiram ou foram abandonados. De acordo com a ESA, aproximadamente 50% dos objetos que podem ser rastreados são derivados de explosões ou colisões na órbita terrestre.
O lançamento do Sputnik - o primeiro satélite artificial, lançado em 1957 pelos soviéticos, marcou o início da utilização do espaço para a ciência e a atividade comercial.
Durante a Guerra Fria, o espaço se tornou o principal terreno de competição entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética - uma disputa que atingiu seu ápice com a corrida para conquistar a Lua, na década de 60.
Por ocasião das Olimpíadas de Tóquio, em 1964 foi lançado o primeiro satélite de televisão para a órbita terrestre, com o objetivo de transmitir os Jogos Olímpicos.
Mais tarde, os lançamentos russos diminuíram e outros países inauguraram seus programas espaciais.
Uma estimativa da ESA indica que o número de objetos na órbita terrestre cresceu de maneira estável desde o primeiro lançamento. Segundo os dados, cerca de 200 novos objetos são lançados todos os anos.
Em 2001, os pesquisadores americanos Donald Kessler e Philip Anz-Meador, que estudam o lixo espacial, afirmaram há uma possibilidade de que, em vinte anos, já não seja mais possível realizar operações em órbitas mais próximas da Terra.Fonte:Efe
Cientistas acreditam no desenvolvimento de agricultura sustentável na Lua

Bernard Foing defende plano para desenvolver vida na Lua.
Cientista diz que é possível instalar câmaras para proteger sementes em solo lunar.
Plantar margaridas, tulipas ou rosas na Lua como parte do desenvolvimento de uma base habitada permanente é a proposta de Bernard Foing, cientista da Agência Espacial Européia (ESA), apresentada em Viena durante a Assembléia Geral da União Européia de Geociências (EGU).
Foing se referiu a um plano "para desenvolver vida na Lua", começando por instalar câmaras que protegeriam as sementes plantadas em solo lunar e possibilitariam observar como as condições no satélite natural da Terra modificam o crescimento do vegetal.
Foing indicou que uma aplicação prática seria o fornecimento de comida a uma base lunar e que, assim, seria possível aprender "como se pode ter uma agricultura sustentável fora da Terra".
Bactérias
Segundo o cientista, integrante do Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espaciais, existe a possibilidade de que plantas crescessem na Lua utilizando certos tipos de bactérias que extrairiam do solo lunar os nutrientes para permitir a vida.
Essas bactérias, além de permitir a germinação e floração das plantas, servem para protegê-la de substâncias daninhas e evitar seu envenenamento. "Uma planta é um mini-ecossistema, e poderíamos estudar como em condições muito extremas estratégias para sobreviver são desenvolvidas", explicou Foing.
A base desta idéia é a experiência feita por uma equipe científica ucraniana, que conseguiu que margaridas crescessem em um composto de anortosita, um tipo de rocha terrestre parecida com as encontradas na Lua.
Jardins
O pesquisador da ESA considerou que em dez anos poderiam obter pequenos jardins lunares cuidados por robôs para que "os astronautas já tenham seu éden quando chegarem à Lua".
Quanto à necessidade de água, Foing explicou que estão sendo estudados sistemas de recuperação do líquido para reduzir a necessidade de transporte.
Outra das dificuldades para viabilizar a presença de plantas em superfície lunar é a forte radiação recebida pelo satélite, por não possuir atmosfera. Sobre isso, Foing se referiu à existência de bactérias resistentes à radiação que poderiam ser empregadas nesta experiência.
Base lunar
O pesquisador revelou que até 2020 o satélite deve receber uma base lunar habitada, mas que, antes, já haverá plantas, e brincou com as diferentes possibilidades: "os holandeses querem tulipas e os ingleses, rosas", disse.
Entre outras espécies, uma candidata para as primeiras experiências é a planta da mostarda, muito resistente à radiação.
Embora este projeto ainda não esteja incluído na agenda da ESA, já existem previsões para criar um departamento focado no estudo da vida fora da Terra. Nesse sentido, existe já um grupo de trabalho do Inta (Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial) que estuda a capacidade de resistência dos líquens no espaço.
A Assembléia da União Européia de Geociências reúne em Viena desde a última segunda (14) até esta sexta-feira (18) mais de 8 mil cientistas de disciplinas como geologia, climatologia e oceanografia.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
ARQUIVO DE 2006-SONDA 'VÊ':GRANDE CADEIA DE MONTANHAS EM LUA DE SATURNO

Cientistas encontram lagos em Titã-Notícia de Janeiro de 2007,destacado pela importância do Fato.


Notícia do ano passado, achei interessante a nível de informação:Sonda vê nuvem de chuva gigante em Titã

Sonda revela que lua de Saturno Titã tem mais hidrocarbonetos líquidos que Terra


Astrônomos amadores ajudam a descobrir novo sistema solar

Cientistas europeus vão procurar vida em Satélites de Júpiter






Rússia escolhe pré-candidatos para simulação de viagem a Marte


Agência Espacial Européia assina contrato para missão em Mercúrio


Nasa revela primeiras imagens da face oculta de Mercúrio

Explorer, 50, abriu espaço para exploração de Marte, diz executivo da Nasa

Sonda da Nasa detecta avalanches no pólo norte de Marte

Cientistas da Nasa descobrem o menor buraco negro do universo
Astro foi compactado pela própria gravidade a meros 24 km de largura.
Objeto descoberto com satélite teria apenas 3,8 vezes a massa do Sol.Com apenas 3,8 vezes a massa do Sol, um dos dois objetos que compõem o sistema binário XTE-J1650-500 é o menor buraco negro já descoberto. O achado é de Nikolai Shaposhnikov e Lev Titarchuk, dois cientistas da Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa.
Concepção artística do menor buraco negro do universo, com 24 km de largura (Foto: Nasa)
A dupla descobriu o objeto com o auxílio do Rossi, um satélite de baixo custo da agência espacial americana destinado a estudar objetos que emitam quantidades copiosas de raios X. Buracos negros são famosos por emitir esse tipo de radiação conforme a matéria espirala ao redor deles, prestes a cair em seu poço gravitacional poderosíssimo.
O buraco negro identificado nasceu como a maioria deles -- surgido a partir dos restos mortais de uma estrela de grande massa. Mas, nesse caso, deve ter sido um astro com uma quantidade de matéria bem próxima do limite mínimo para a formação de um objeto desse tipo.
Com uma gravidade tão intensa que nem a luz pode escapar dele (daí o nome), o buraco negro aparece quando acaba o combustível da estrela que lhe deu origem e seu núcleo implode, encolhido por sua própria ação gravitacional. O resultado é um objeto extremamente compacto, que fica escondido do resto do universo porque nem os raios de luz que porventura ele emita podem escapar dele. Só se pode detectar sua presença pela influência gravitacional que ele exerce sobre a massa que existe em seus arredores.
No caso do menor buraco negro já descoberto, seu núcleo foi tão intensamente compactado que ficou com um diâmetro de apenas 24 quilômetros -- menor que a cidade de São Paulo.Fonte:G1
