
Montanhas têm 150 km de extensão e 1.500 m de altura média
É a maior cadeia de montanhas já detectada em Titã, segundo os pesquisadores. "Ela é contínua e se estende por quase 150 km quilômetros", declarou em comunicado Bob Brown, da Universidade do Arizona em Tucson (EUA), que coordena o sistema de obtenção de imagens infravermelhas da Cassini.
Se o satélite fosse a Terra, esses "Alpes" estariam mais ou menos na posição ocupada pela Nova Zelândia. A altura dos montes fica em torno de 1.500 m. Seus cumes estão cobertos por um material branco, provavelmente "neve" ou depósitos de etano, uma molécula orgânica simples. O material, no entanto, é duro como rocha. O etano e outros compostos orgânicos provavelmente caem na forma de chuva e poeira, vindos da atmosfera densa de Titã.
Outro dado intrigante das imagens infravermelhas é uma estrutura em forma de leque, associada a uma estrutura circular da qual ela aparece brotar. "Estão crescendo os indícios de que essa estrutura circular é um vulcão", disse a pesquisadora brasileira Rosaly Lopes, da equipe da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
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