
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A Lua tem até 10 vezes mais titânio que a Terra, diz estudo

Rússia lança com sucesso foguete Zenit com satélite americano

Nasa lança sondas gêmeas para estudar a Lua

Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual
Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)Cientistas conseguem capturar antimatéria (Notícia de 17112010)

A imagem mostra a destruição de átomos de antihidrogênio que não foram capturados pelo experimento ALPHA
Pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), onde fica o Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC), deram um passo importante para a compreensão sobre a origem do Universo. Em estudo publicado hoje (17) na revista científica Nature, eles mostraram que conseguiram capturar átomos de antimatéria.
O conceito de antimatéria tem sido um dos grandes mistérios da Ciência. Matéria e antimatéria são idênticas, exceto pela carga elétrica oposta. Cientistas acreditam que na explosão do Big-Bang, matéria e antimatéria foram produzidas em quantidades iguais. No entanto, o universo é composto por apenas por matéria. A antimatéria parece ter desaparecido.
Para descobrir o que aconteceu com a antimatéria, cientistas utilizaram um dos elementos mais conhecidos da física, o hidrogênio, cujo átomo é composto de um próton e um elétron, e tentaram verificar se seu contraponto, o antihidrogênio, comportaria-se da mesma maneira.
Os átomos de antihidrogênio foram criados a vácuo. Como matéria e antimatéria se aniquilam quando reunidas, os átomos de antihidrogênio têm expectativa de vida muito curta. O experimento estendeu a duração da antimatéria usando fortes campos magnéticos para prendê-la e, assim, evitar que entrasse em contato com a matéria. O experimento, que recebeu o nome de ALPHA, mostrou que é possível capturar átomos de antihidrogênio por cerca de um décimo de segundo. Dos milhares de átomos capturados, 38 foram capturados por tempo suficiente para serem estudados. Os resultados do estudo ainda serão divulgados.
"Por razões que ainda ninguém entende, a natureza descartou a antimatéria. Assim, é muito gratificante olhar para o dispositivo ALPHA e saber que ele capturou átomos de antimatéria", disse Jeffrey Hangst da Universidade de Aarhus, Dinamarca, porta-voz do experimento. "Isto nos inspira a trabalhar muito mais para ver se a antimatéria tem algum segredo."
Em outro experimento envolvendo antimatéria, o programa Asacusa, também do Cern, foi demonstrada uma nova técnica para produzir átomos antihidrogênio mais perenes. O estudo ainda será publicado no periódico científico Physical Review Letters. "Com dois métodos de produção e, eventualmente, estudo de antihidrogênio, a antimatéria não será mais capaz de esconder suas propriedades por muito mais tempo", disse Yasunori Yamazaki, do Centro de Pesquisas Riken, no Japão, e integrante da Asacusa. "Ainda há um caminho para percorrer, mas estamos muito felizes de ver como esta técnica funciona."
Ciência analisa se antimatéria é submetida à gravidade

Se for provado que antimatéria reage de forma diferente à matéria com relação à gravidade ocorrerá uma revolução na física
Cientistas estão tentanto descobrir se a antimatéria está submetida à mesma gravidade que a matéria comum ou a uma forma desconhecida de antigravidade. Atualmente, experimentos são preparados para medir as propriedades desta matéria "espelho", explicam os participantes do colóquio "Antimatéria e gravitação", que termina esta terça-feira, em Paris.
"É um antigo sonho de físico poder medir a ação da gravidade na antimatéria", resumiu Gabriel Chardin (CNRS/Universidade Paris-sul).
Com a descoberta, em 1998, de que há uma aceleração na velocidade de expansão do Universo, descoberta premiada na semana passada com o Nobel de Física, a ideia de uma "pressão negativa", uma espécie de gravidade repulsiva, ganha espaço.
Se a antimatéria reagisse de forma diferente à matéria com relação à gravidade "seria uma revolução" para a física, explicou Patrice Pérez (Instituto de Pesquisas das Leis Fundamentais do Universo, IRFU/CEA).
Matéria "espelho" daquela que conhecemos, a antimatéria é difícil de observar porque cada átomo de antimatéria se aniquila ao entrar em contato com a matéria, o que produz enorme quantidade de energia.
Assim, um átomo de hidrogênio é formado por um próton com carga elétrica positiva e um elétron negativo. Um átomo de anti-hidrogênio é composto de um próton negativo (antipróton) e um elétron positivo (pósitron).
Os primeiros átomos de anti-hidrogênio, produzidos em 1995 no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), em Genebra, se aniquilaram quase que instantaneamente ao entrar em contato com a matéria.
Recentemente foram feitos avanços importantes neste campo: átomos de anti-hidrogênio foram capturados por mais de 16 minutos no Cern, segundo resultados publicados em junho, um novo experimento que deve facilitar o estudo da antimatéria.
Para os físicos é mais fácil controlar, graças a campos magnéticos, um antipróton, partícula com carga elétrica, do que um átomo neutro de antimatéria.
Daí a ideia de usar íons positivos de anti-hidrogênio (um antipróton negativo associado a dois pósitrons), disse Pérez, que participa do projeto internacional GBAR (Gravitationnal Behaviour of Antihydrogen at Rest - Comportamento Gravitationnal do Anti-hidrogênio em Repouso).
Estes íons, resfriados a 10 microkelvins (10 milionésimos de grau abaixo do zero absoluto ou -273,15 °C) para reduzir sua agitação, seriam despojados no último momento, pela ação de raios laser, de seu pósitron excedente.
Agora, se tratará de medir a "velocidade de queda" dos átomos de anti-hidrogênio assim criados, disse Pérez, que espera que este experimento possa ser feito no Cern até 2016.
Desta forma, seria possível saber se a antimatéria está submetida à mesma aceleração devida à gravidade que a matéria.
O instante em que os pósitrons a mais forem arrancados dariam, segundo Pérez, o tiro de largada da queda vertical e sua desintegração em contato com a matéria seria a linha de chegada.
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terça-feira, 31 de março de 2009
Turismo espacial é suspenso até 2012
ESTADOS UNIDOS - Segundo informações da agência EFE, os multimilionários que quiserem comprar um bilhete de ida e volta com destino a alguma plataforma espacial terão que esperar até que se construa uma nova nave russa Soyuz, projetada especialmente para turistas espaciais.
O último a viajar para a "cidade das estrelas" como visitante foi o magnata americano do mercado da informática Charles Simonyi, que se encontra agora a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Assim que retornar à Terra, no próximo dia 7 e abril, Estação Espacial será fechada por vários anos, acabando com este excêntrico tipo de turismo, mesmo com os milhões oferecidos pelos viajantes.
- O turismo espacial é uma atividade complicada. Sinto, mas temos que construir a ISS não para os turistas, mas para satisfazer as necessidades dos habitantes da Terra - disse Vitali Lopota, presidente da firma aeroespacial Energuia.
Nasa apresenta nave Orion, projetada para ir a Marte

WASHINGTON - A Nasa apresentou nesta segunda-feira aos transeuntes do National Mall (avenida monumental de Washington) um modelo em tamanho natural de uma nave projetada para levar astronautas à Lua e eventualmente a Marte.
A Orion, construída pela Marinha, substituirá os ônibus espaciais a serem aposentados em 2010 pela Nasa e se tornará a base do programa Constellation, com o qual a agência espacial pretende explorar a Lua, Marte e além.
- Estamos muito orgulhosos de construir isso, de fazer alguns testes e demonstrar à América que estamos avançando além do ônibus espacial, para outra geração de naves - disse Don Pearson, gerente de projeto do programa Port (Teste de Recuperação Pós-Pouso da Orion, na sigla em inglês).
A Nasa espera que em 2015 já esteja usando o Orion para levar astronautas até a Estação Espacial Internacional. A cápsula será responsável pelo rodízio semestral de ocupantes da estação, o que servirá para "resolver enroscos" antes de rumar para a Lua e Marte, segundo Pearson.
Viagens à Lua seriam programadas para 2020, e uma viagem a Marte supostamente seria possível em meados da década de 2030.
O design da Orion se baseou na nave Apollo, que levou pela primeira vez os norte-americanos à Lua. Mas a nova nave é muito maior, capaz de levar seis tripulantes em vez de três, além de aperfeiçoar a tecnologia da década de 1960 para ser mais segura.
Orion é também o nome de uma constelação brilhante, batizada em alusão a um caçador da mitologia grega.
- A razão pela qual estamos fazendo tudo isso é que queremos ir a Marte - disse Pearson.
Mas uma viagem completa de ida e volta o planeta vermelho exigiria três anos - seis a nove meses para chegar lá, e grande parte do resto do tempo esperando que os planetas voltem a um alinhamento conveniente para o regresso à Terra.
- Ainda não estamos confiantes de que nossa tecnologia conseguirá durar três anos sem que coisas irreparáveis quebrem - disse Pearson.
Por isso, a Nasa pretende fazer várias viagens à Lua, uma viagem de apenas três dias. Cada visita durará seis meses, período em que os astronautas montarão um acampamento e praticarão as coisas que desejam fazer em Marte.
- Essa é realmente a meta - colocar humanos em Marte -, e ir à Lua é o nosso campo de testes para isso - explicou Pearson.
O projeto Port, de 2 milhões de dólares, vai avaliar se os tripulantes podem ser resgatados nas agitadas águas do Atlântico caso uma emergência faça o lançamento ser abortado. Para isso, será usado um modelo da Orion em tamanho natural, com oito toneladas.Fonte:Reuters
Nasa divulga imagens de erosão na superfície de Marte

Material apresenta modificações sazonais no planeta sofrendo sublimação, isto é, passando diretamente do estado sólido para o gasoso
A Nasa divulgou nesta segunda-feira uma imagem da erosão da camada de dióxido de carbono que recobre o planeta Marte. O material apresenta modificações sazonais no planeta sofrendo sublimação, ou seja, passando diretamente do estado sólido para o gasoso.
A região foi fotografada pela câmera que produz imagens em alta resolução para experimentos científicos da Nasa, a Hirise (High Resolution Imaging Science), instalada na sonda Mars Reconnaissance Orbiter.
A imagem mostra linhas com inúmeras ramificações que, segundo cientistas, são formadas por poeira que é deslocada da camada abaixo do gelo enquanto o gás evapora durante a sublimação.Fonte:NASA
terça-feira, 17 de março de 2009
Superobservatório "migra" para os EUA

Um dos detectores de raios cósmicos do Observatório Pierre Auger, que pode perder a capacidade de estar na linha de frente da ciência
Após ter destacado um grupo de brasileiros como protagonistas de uma das descobertas recentes mais importantes da física, o Observatório Pierre Auger, na Argentina, pode perder a capacidade de se manter na linha de frente da ciência.
Em 2007, essa enorme rede de detectores nas planícies do Estado de Mendoza deu aos cientistas uma ideia mais clara sobre a origem dos misteriosos raios cósmicos de ultraenergia, partículas que bombardeiam a atmosfera da Terra.
O Auger é hoje uma colaboração de 17 países. Seus planos de ampliação, porém, preveem a instalação apenas de um segundo campo de detectores, nos EUA. E cientistas do sítio capitaneado pela ala latino-americana do grupo temem agora que o aparato na Argentina fique para trás na capacidade de gerar conhecimento inédito.
Ocupando uma área de 3.000 km2 em Mendoza, o sítio Sul do Auger teve seu auge ao descobrir que raios cósmicos ultraenergéticos não são um fenômeno espalhado igualmente por todo o Universo.
Eles vêm de lugares específicos, e os principais suspeitos são as galáxias com chamados núcleos ativos, onde a gravidade de buracos negros gigantes confere grande energia à matéria em volta.
Dando sequência ao projeto original de observatórios nos dois hemisférios, a colaboração tem o projeto do sítio Norte quase pronto, e começou a corrida atrás de financiadores. Esse outro campo de detectores, no Colorado (EUA), terá sete vezes o tamanho do argentino.
A disparidade de tamanho criou certa frustração nos cientistas alocados no sítio Sul da colaboração. Após terem conquistado seu lugar na física do século 21, temem que seu experimento se torne obsoleto frente ao grande irmão do norte.
Na opinião de Angela Olinto, da Universidade de Chicago --que está no comando do sítio americano-- "se você pensar na ciência, o melhor é fazer [a ampliação] no Norte". Para ela, o sítio Sul deve se voltar a raios cósmicos mais fracos, enquanto o Norte ficará com os de altíssima energia: pouco estudados e mais próximos de render um estudo candidato ao Nobel.
Rubén Squartini, físico que trabalha no sítio argentino, vê com desconfiança a diferença entre os dois observatórios.
"Tenho uma percepção muito subjetiva: a de que depois que construam o Auger Norte, não vão dar dinheiro ao Sul", diz.
Carlos Escobar, chefe do grupo brasileiro no sítio Sul, reconhece que o Norte é necessário ao grupo como um todo, mas, como Olinto, diz que Mendoza ainda tem algo a oferecer.
"Temos que mostrar unidade, senão nenhuma instituição vai nos financiar", diz. Ele defende, porém, que uma parte dos US$ 120 milhões necessários ao sítio Norte siga para o Sul. Em vez de ter 21 mil km2, o Norte passaria a ter 18 mil km2 e o sítio da Argentina ficaria com mais 2.000 km2.
Ronald Shellard, co-presidente do conselho da colaboração do Auger, diz que isso permitiria ao grupo produzir mais ciência de ponta enquanto o sítio Norte não fica pronto.
Outra possibilidade de ampliar o Auger Sul sem construir novos detectores seria aumentar o espaço entre os instrumentos. A rede de 3.000 km2, passaria a ter 5.000 km2, estima Hans Klages, alemão integrante da colaboração. Fonte:Folha
Olinto diz que uma das prioridades é manter as novas gerações de doutores em física em atividade. "Eles precisam ter coisas novas para descobrir", afirma.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Discovery parte para a Estação Espacial após um mês de atraso

O ônibus espacial Discovery decola com destino à Estação Espacial Internacional
O ônibus espacial Discovery decolou neste domingo com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), após atraso de mais de um mês por problemas nos dutos de combustível.
A nave ficará no espaço 13 dias, um menos que o previsto inicialmente, e seus tripulantes realizarão três caminhadas, em vez de quatro.
A Nasa se viu obrigada a adiar o lançamento da nave em cinco ocasiões, o que a forçou a cortar a duração da missão. Esses problemas também reduziram as caminhadas espaciais de quatro para três.
O comandante Lee Archambault lidera uma tripulação de sete pessoas, que também inclui o astronauta japonês Koichi Wakata.
Segundo a agência de prospecção espacial, os meteorologistas preveem 80% de condições aceitáveis para o lançamento hoje.
A decisão de antecipar a decolagem para hoje foi anunciada neste sábado em entrevista coletiva, depois que a Nasa (agência espacial dos EUA) constatou o avanço dos consertos da avaria que tinha obrigado a atrasá-lo.Fonte:Efe
domingo, 15 de março de 2009
Plutão abriga efeito estufa e é quente no alto

Cientistas questionam existência do mais jovem planeta já descoberto

Nasa finaliza reparos no ônibus espacial Discovery e prepara lançamento

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Telescópios do Havaí detectam metano na atmosfera de Marte

Apagão em estrela dupla Eta Carinae


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

