Uma das maiores descobertas da história da astronomia está completando uma década neste ano, mas cientistas não têm muita motivação para comprar um bolo e tornar a data uma comemoração. Em 1998, dois grupos de pesquisa independentes descobriram que o Universo está se expandido de maneira acelerada --algo que ninguém esperava. Passados dez anos, a força que move esse fenômeno já tem um nome --energia escura--, mas ninguém ainda sabe o que ela é.
"Não estamos mesmo muito mais perto da resposta do que estávamos antes", disse à Folha Robert Kirshner, astrônomo da Universidade Harvard, de Cambridge (EUA). "Mas estamos bem convencidos hoje de que essa coisa existe, e esse sinal não se foi nos últimos anos. Na verdade se tornou melhor, mais evidente."
Kirshner foi um dos astrônomos com papel crucial na descoberta de 1998. Ele inventou uma maneira de analisar a luz de supernovas (explosões de estrelas) em galáxias que se afastam da Terra a alta velocidade para estimar quão distantes elas estão. Sob liderança de Adam Riess, ex-aluno de Kirshner, astrônomos usaram essa técnica para fazer um grande mapeamento do Universo, mostrando que as galáxias mais distantes estão se afastando cada vez mais rápido.
Os astrônomos demoraram para acreditar no que estavam vendo. Já se sabia desde 1929 que o Universo estava em um movimento de expansão, que tinha iniciado com o impulso do Big Bang, a explosão que o originou. Todos achavam, porém, que a força da gravidade de toda a massa que existe no cosmo acabaria freando esse impulso alguma hora.
"No final de 1997, quando estavam saindo as primeiras análises de Adam Riess, ele me disse "Cuidado aí! Parece que nós estamos obtendo massa negativa". Eu respondi então: "Você deve estar fazendo algo errado. Tem certeza de que não esqueceu de dividir por pi?"
Mas não era um erro na fórmula. Os astrônomos ficaram tão chocados quanto Isaac Newton ficaria ao ver uma maçã caindo para cima. Não é possível perceber a energia escura em pequena escala --maçãs costumam cair para baixo aqui na Terra--, mas na escala cosmológica essa força está agindo contra a gravidade, afastando as galáxias umas das outras.
Problema constante
Sem dados experimentais que possam sugerir o que é a energia escura, cientistas voltaram então para a teoria. Algo que poderia explicar a energia escura era um conceito antigo criado por Albert Einstein. Sua teoria da relatividade geral indicava que a gravidade deveria fazer o Universo encolher, mas o grande físico acreditava num cosmo imóvel, parado. Sua solução foi postular uma força repelente para fechar as contas.
A essa nova força --uma tentativa de resolver o problema "na marra"-- o físico deu o nome de "constante cosmológica". O que a idéia implicava era um tanto absurdo: o vácuo, ou seja, o nada, conteria energia.
Aparentemente, na década de 1930, Einstein acabou sucumbindo às provas de que o Universo estava mesmo em expansão e se afastou do debate. Após a descoberta da expansão acelerada em 1998, porém, físicos ressuscitaram sua idéia: a energia escura talvez seja a constante cosmológica.
A essas alturas, a energia do vácuo já não era uma idéia tão absurda, e tinha sido até mesmo postulada na forma de "partículas virtuais" pelos físicos quânticos. Com base nisso, então, teóricos calcularam qual seria o valor da constante cosmológica se ela fosse mesmo o impulso do "vazio quântico". Só que a conta não fechou.
"A energia escura é ridiculamente pequena, e a energia do vácuo teórica é ridiculamente grande", explica Raul Abramo, físico da USP (Universidade de São Paulo). "Seria como casar uma ameba com uma baleia."
Outros teóricos postulam que a energia escura seja uma outra força da natureza, uma espécie de "antigravidade". Para isso, porém, precisaria haver evidência de que ela varia no espaço e no tempo. Em outras palavras, seria preciso essa energia não ser "constante". Mas até onde a precisão dos telescópios permite ver, ela é.
Para sair da enrascada, físicos esperam agora a chegada de dados de supertelescópios, mas nada garante que imagens mais precisas tragam novas idéias. Fonte Folha
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Sonda confirma existência de água em Marte

A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte desde maio, confirmou nesta quinta-feira (31) a existência de água no planeta. A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente.
"Nós temos água", afirma William Boynton, da Universidade do Arizona, cientista responsável pelo instrumento chamado Tega (sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido).
"Nós tínhamos evidências de gelo antes, em observações da sonda Mars Odyssey e por pedaços que desapareceram [do solo de Marte] no mês passado, mas essa é a primeira vez que a água em Marte é tocada e provada".
A função do Tega é esquentar amostras coletadas pelo braço robótico, transformando os materiais em gases. Com isso, é possível identificar os compostos químicos e analisar sua composição.
No olho
Em junho, técnicos da missão já diziam estar convictos de que o material brilhante encontrado na superfície de Marte era gelo, e não sal.
Eles chegaram a essa conclusão em razão de quantidades do material que haviam sido fotografadas pela sonda terem desaparecido do solo --indicando que a água congelada sublimou após ter sido exposta no solo.
A Phoenix está em Marte desde o dia 25 de maio com a missão de investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta --procurando por condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos, ou respostas para questões como a mudança climática.
Mais tempo
Com o resultado, a Nasa (agência espacial norte-americana) decidiu estender a missão da sonda até 30 de setembro. A idéia original era que o sistema funcionasse por cerca de três meses, até o fim de agosto.
"A Phoenix está saudável e as projeções para energia solar parecem boas, então nós queremos aproveitar a vantagem de fazer essa pesquisa em um dos locais mais interessantes de Marte", afirma Michael Meyer, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte na Nasa.Fonte:Reuters
terça-feira, 15 de julho de 2008
Sonda faz imagens espetaculares da maior das luas de Marte
Cientistas descobrem sinal de água em vidro natural obtido na Lua

Interior do satélite da Terra teria sido rico em água até uns 3 bilhões de anos atrás.
Gelo ainda existe em crateras lunares; origem da substância pode ser meteorítica.
A análise de contas de vidro colorido encontradas na Lua pelas missões Apollo 15 e Apollo 17, realizadas em 1971 e 1972, revelam que o interior do satélite foi rico em água até cerca de 3 bilhões de anos atrás. A descoberta, apresentada na edição desta semana da revista científica "Nature", contradiz a idéia, mais comumente aceita, de que a Lua já surgiu desidratada, e oferece uma explicação para a origem dos depósitos de gelo que parecem existir em crateras localizadas nos pólos do satélite.
"O que nossas descobertas indicam é que ou a água não se perdeu por completo no grande impacto que formou a Lua, ou que ela voltou a se acumular por meio de material de meteoritos, nos primeiros 100 milhões de anos da formação do satélite", diz o principal autor do estudo, o argentino Alberto Saal, atualmente na Universidade Brown, nos EUA. Embora as amostras sejam antigas, a análise atual só foi possível graças a desenvolvimentos tecnológicos recente
A teoria mais aceita para a origem da Lua diz que o satélite surgiu após a colisão de um outro astro, do tamanho de Marte, com a Terra primitiva, há mais de 4 bilhões de anos. "A idéia é que o material expelido pelo impacto formou um anel, que aos poucos se agregou para formar a Lua.Fontes de Informações da NASA.
Rochas lunares trazidas por astronautas ainda evocam mistérios

Pesquisas continuam a todo vapor, a despeito da limitação das amostras.
Material fica acondicionado no Centro Espacial Johnson, no Texas.
No laboratório, as rochas da lua parecem indefinidas – basalto cinza-escuro, um mineral esbranquiçado chamado anortosito e misturas dos dois com cristais. Mesmo assim, quase 40 anos depois que os astronautas da Apollo trouxeram as primeiras rochas para a Terra, esses pedaços da Lua continuam oferecendo segredos de outro mundo.
“Chamamos esta pedra de “gênesis”, pois foi formada perto de quando a Lua se solidificou há 4,5 bilhões de anos”, diz Carlton C. Allen, apontando para uma pedra de cores suaves com tamanho e formato de uma grande borracha, colocada dentro de uma caixa cheia de gás nitrogênio inerte.
“Sabemos que o Big Bang aconteceu há cerca de 14,5 bilhões de anos,” diz Allen, “E esta rocha tem um terço dessa idade. Você nunca verá um pedaço sólido de qualquer coisa em nosso sistema solar que seja mais antigo.”
Allen é curador de materiais estelares no Centro Espacial Johnson, lar do Laboratório de Amostras Lunares, um armazém seguro abriu em 1979 para guardar 382 quilos de rochas e solo lunares coletados por astronautas em seis visitas.
As rochas da superfície lunar, virtualmente inalterada em um vácuo sem clima desde sua formação, oferecem oportunidades para investigar a origem e evolução do sistema solar que não estão disponíveis em nenhum outro lugar, e o estudo se aprofunda com cada geração de cientistas e instrumentos científicos.
Velhas amostras, novas pesquisas
A cada ano um painel independente de revisão por pares avalia novas propostas de pesquisa, e curadores enviam cerca de 400 amostras lunares a 40 ou 50 cientistas de todo o mundo. Quase todas pesam menos de um grama. “Não as doamos, apenas emprestamos”, diz Allen. “Não queremos ficar sem estoque.”
Ao longo dos anos, as amostras têm fornecido incontáveis constatações sobre a natureza de nosso mais próximo vizinho celestial. Graças às amostras, aprendemos quando a lua se formou, sendo resultado provável (embora ainda controverso) do choque de um planetóide com a jovem Terra, arremessando uma nuvem de fragmentos no espaço que subseqüentemente se juntaram numa esfera.
As amostras confirmaram que impactos de asteróides e meteoros, e não vulcanismo, criaram a maioria das crateras que definem a topografia da Lua, enquanto um constante bombardeio de meteoritos, micrometeoritos e radiação derreteram o leito de rocha para criar a manta de solo e poeira granulados – conhecida como regolito – que agora cobre a superfície lunar.
Conhecer as idades de rochas lunares, que podem ser calculadas em 20 milhões de anos, permitiu que os cientistas estabelecessem uma linha de referência para datar atributos geológicos através do sistema solar. A superfície da Terra, uma das topografias mais jovens de nosso sistema, está constantemente se alterando, à medida que é dobrada, rachada e modelada por erupções, terremotos e erosão. Ao contrário, a lua é tão antiga quanto possível.
“É difícil estudar um lugar onde nada acontece”, diz Allen. “Mas a lua é esse lugar.”
Nos últimos anos as rochas também ajudaram os pesquisadores a responder questões práticas que emergiram em 2004, com a proposta do Presidente Bush de retornar à lua até 2020 e estabelecer um posto permanente. Os planejadores estão utilizando as rochas para estudar os efeitos perniciosos do regolito em mecanismos e na saúde dos astronautas. Eles estão aprendendo a extrair oxigênio e outros elementos vitais do solo e rochas lunares. E precisam entender como proteger moradias da radiação mortal que atinge eternamente a superfície da Lua.
Acondicionamento
As amostras – 2.200 no total – são guardadas em caixas cheias de nitrogênio em um cofre de aço inoxidável no segundo andar do armazém de 1.300 metros quadrados, e são transportados a outras partes do laboratório em dispositivos à prova do ar. Técnicos preparam o envio das amostras em caixas contendo ferramentas e recipientes esterilizados.
As amostras são numeradas e classificadas por expedição. Todos os pousos de Apollo, começando com a missão histórica do Apollo 11 em 1969 e terminando com o Apollo 17 em dezembro de 1972, foram em locais equatoriais, mas o terreno diferiu a cada vez e as amostras refletem as diferenças. A rocha gênesis foi coletada por astronautas do Apollo 15 perto de Hadley Rille na fronteira entre um “mar” de terras baixas e a área montanhosa lunar.
A chegada da primeira rocha lunar em 1969 foi ansiosamente antecipada por cientistas. “Não tínhamos idéia do que era feita a Lua”, recorda Allen, e as duas primeiras décadas de pesquisa se concentraram em questões básicas – idade e composição das rochas, a origem e evolução da geologia, e características topográficas lunares.
A Lua jovem se desenvolveu como uma bola de magma principalmente líquida, coberta por uma fina crosta de minerais leves. A crosta tornou-se o anortosito branco, que flutuou sobre o magma para formar as áreas montanhosas da Lua. O basalto irrompeu mais tarde e então se solidificou nas planícies.
O anortosito e tipos de rochas similares nas áreas altas e a lava de basalto nas terras baixas são os blocos básicos de construção da Lua. Outras rochas são brechas – fragmentos de pedras esmagados e quebrados, fundidos pelo calor dos impactos e ejetados da cratera resultante.
Pesquisadores viram que as áreas altas tinham mais crateras que as planícies. Isso significava que haviam sido atingidas com mais impactos, então suas rochas eram relativamente mais antigas. Mas, com as rochas em mãos, eles poderiam determinar sua idade absoluta em anos.
A medida do sistema solar
Isso permitiu criar um modelo que poderia funcionar em qualquer lugar do sistema solar. A Lua mostrou que um local com rochas de certa idade teria um número previsível de crateras de diferentes tamanhos. E como a taxa de impactos foi presumivelmente parecida por todo o sistema solar, as datas lunares poderiam ser usadas como ponto de comparação para estimar as idades de superfícies em outros lugares.
“Isso foi uma descoberta-chave, ou seja, que o impacto foi um fenômeno significativo e fundamental que afetou não só a lua e os planetas, mas a própria vida”, diz o cientista planetário Paul D. Spudis, do Instituto Lunar e Planetário em Houston. “Sabíamos que impactos haviam ocorrido, mas antes das rochas, eles eram encarados como uma esquisitice geológica.”
Não mais. No início dos anos 80, cientistas foram capazes de mostrar que depósitos terrestres de minerais e cristais com 65 milhões de anos eram similares aos encontrados rotineiramente em dejetos lunares. Isso levou à teoria – hoje amplamente aceita – de que os dinossauros foram extintos em decorrência de um impacto com um asteróide.
Cientistas lunares agora suspeitam que essa constatação possa ter outras implicações. Análises de amostras e crateras lunares mostraram que a superfície da lua era sólida há 4,3 bilhões de anos, mas as rochas de impacto mais velhas entre as amostras têm 3,9 bilhões de anos.
Alguns pesquisadores sugeriram que os impactos na lua começaram a diminuir há 4,3 bilhões de anos, e foram retomados em um “cataclismo” 400 milhões de anos depois. E, se o cataclismo afetasse a lua, afetaria também a Terra – numa época em que a vida estava apenas começando.
“Isso é muito controverso”, diz Charles Shearer, um cientista lunar da Universidade do Novo México e diretor do comitê de revisão paritária do laboratório lunar. “É importante coletar amostras de outros terrenos.”
Isso é parte do encanto da iniciativa lunar de Bush, que pede uma base próxima do Pólo Sul e exploração de toda a superfície da lua, incluindo o lado distante. Essas possibilidades, diz Allen, “deixaram a comunidade científica realmente animada.”
Mas não todos. “É muito difícil justificar a lua como uma meta primordial das viagens espaciais humanas – não há nada de novo para descobrir”, diz Robert Zubrin, presidente da Sociedade de Marte e um crítico da renovada exploração lunar. “Se queremos um desafio, tem de ser Marte. Vamos realmente inspirar a juventude de hoje repetindo façanhas tecnológicas de seus avôs?”
Novas Imagens de Marte são divulgadas


Agência Espacial Européia divulga imagens de Marte.A Sonda fez fotos de depressão que seria fonte de água na região.Fotos foram divulgadas nesta segunda-feira.
A câmera de alta resolução da sonda Mars Express da Agência Espacial Européia fez imagens de Echus Chasma, uma espécie de depressão em Marte que seria uma das maiores fontes de água do planeta vermelho. Foto: Reuters
Uma visão de Echus Chasma obtida pelo radar da sonda Mars Express. As fotos foram divulgadas nesta segunda-feira. Foto: Reuters
domingo, 22 de junho de 2008
Versão reduzida do Sistema Solar encontrada a 5.000 anos-luz de distância

EM ESCALA: Um novo sistema planetário contém dois planetas que se parecem bastante com Júpiter e Saturno no que se refere à massa e à distância relativa à sua estrela.
Astrônomos descobriram um par de planetas em torno de uma estrela a 5.000 anos de distância que parecem versões menores de Júpiter e Saturno, indicando que sistemas solares como o nosso podem ser surpreendentemente comuns. O maior dos dois planetas tem uma massa equivalente a 70% daquela de Júpiter, e o outro, tem 90% da massa de Saturno.
Quanto à estrela, batizada de OGLE-2006-BLG-109L, é mais fraca que nosso Sol e tem apenas metade de seu tamanho. Mas as proporções entre a massa dos dois planetas e a de sua estrela, bem como suas posições orbitais relativas são bem semelhantes às de Júpiter e Saturno. “Basicamente, o que descobrimos é um análogo de tamanho reduzido de nosso Sistema Solar”, explica Scott Gaudi, professor-assistente de astronomia na Ohio State University e autor principal de um estudo publicado na revista de divulgação científica Science.
Gaudi e seus colegas descobriram os planetas durante um período de duas semanas em 2006, quando sua estrela-mãe passou em frente a uma estrela mais distante. Devido ao efeito chamado de microlente gravitacional, a gravidade da estrela mais próxima ampliou em 500 vezes a luz da mais distante. Os movimentos dos planetas provocaram picos periódicos no brilho da luz ampliada, o que permitiu à equipe calcular o tamanho dos planetas e suas distâncias em relação à estrela. O Experimento de Lentes Gravitacionais Ópticas (OGLE, na sigla em inglês) no Observatório Las Campanas, no Chile, foi o primeiro a detectar o evento.
Os pesquisadores conhecem outros sistemas de planetas múltiplos, mas neles os planetas se agrupam próximos de suas estrelas. Eventos de efeito de microlente gravitacional revelam planetas em órbitas que estão mais distantes de suas estrelas.
Antes dessa descoberta, efeitos de microlentes gravitacionais tinham encontrado quatro planetas, dois deles do tamanho de Júpiter. Mas esse cruzamento foi o primeiro que aconteceu com as condições certas para revelar a presença de planetas menores. “Na primeira vez que tivemos condições de encontrar um análogo de Júpiter e Saturno, conseguimos encontrá-los”, fala Gaudi. “E isso nos fornece uma indicação [...] de que análogos do Sistema Solar desse tipo podem ser bastante comuns”.
Versões menores de Júpiter e Saturno podem ser as primeiras de muitas outras.Por J.R. Minkel
O gelo em Marte

Material brilhante encontrado pela Phoenix em Marte; amostras desapareceram após alguns dias, o que indica sublimação de gelo...
Técnicos da missão da sonda Phoenix estão convictos de que o material brilhante encontrado na superfície de Marte é gelo, e não sal. Eles chegaram a essa conclusão em razão de quantidades do material que haviam sido fotografadas pela sonda há cerca de cinco dias terem desaparecido do solo --indicando que a água congelada se transformou em vapor após ter sido exposta no solo.
A Phoenix está em Marte desde o dia 25 de maio com a missão de investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta --procurando por condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos, ou respostas para questões como a mudança climática.
"Tudo o que nós vimos nos espectros é consistente com [a existência de] gelo nas valas. As últimas imagens da vala mostram que o material brilhante está desaparecendo. Isso pode ser gelo sublimando, mas não sal", afirma, por e-mail, Nilton Rennó, cientista brasileiro e um dos líderes de pesquisa da missão.
Segundo ele, os pesquisadores ainda estão analisando o assunto, mas "quase não há mais dúvidas" de que o material seja gelo.
Para confirmar a informação, a Phoenix vai colocar amostras da superfície em um instrumento chamado Tega (sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido), para confirmar essas impressões.
Solo rígido
Outra evidência de que o material é gelo é a dureza do solo encontrado próximo ao local em que a Phoenix está. Eles apostam que a sonda está fixada sobre um bloco de gelo, o que facilita a prospecção do solo --não deve ser necessário fazer buracos muito profundos.
Os resultados da missão fizeram com que Rennó afirmasse à Folha Online, na semana passada, que "nunca estivemos tão perto de achar vida em outro lugar, se realmente existir alguma".
Espaço cheio
Nesta semana, a Phoenix está enfrentando problemas de memória, fazendo com que alguns dados científicos fossem perdidos. Para não forçar a memória da sonda, o equipamento foi programado para conter pesquisas científicas e a diminuir a prioridade dos dados utilizados para manutenção da sonda.
Por isso, os técnicos da missão estão preparando uma atualização no software da sonda para resolver o problema, causado pelo excesso de dados criados pela Phoenix sobre seus próprios sistemas, para "manter a casa em ordem". O objetivo é fazer com que os dados científicos sejam salvos novamente na sonda, caso necessário.
Para não forçar o sistema, os técnicos tomaram a precaução de não armazenar dados científicos na memória flash da sonda --os dados estão sendo enviados diretamente para a Terra ao fim de cada dia, até que o problema seja resolvido.
Projeto
O cientista brasileiro reconhece que o problema atrasou "um pouco" as pesquisas. Mas outras atividades foram mantidas, como cavar o solo e testar técnicas para colocar as amostras nos experimentos. "Nossa programação de três meses tem uma margem de 30 dias para contingências como essa", afirma Barry Goldstein, gerente de projetos da Phoenix, em nota.
Apesar de estar a cerca de 275 milhões de km de distância, a Phoenix age de acordo com comandos enviados por profissionais em terra. Os técnicos recebem informações enviadas pela sonda e, com base nessas análises, enviam os comandos para a sonda.Fonte Folha
Sonda Phoenix deve ter achado gelo em Marte, afirmam cientistas

Material branco que o aparelho havia fotografado evaporou de trincheira, revelam imagens.
Outros possíveis compostos que explicariam cor não são capazes de fazer isso.
Pode-se dizer que é oficial: após cavar o duro solo do pólo Norte marciano, a sonda robótica Phoenix, da Nasa, encontrou gelo. O anúncio, feito pela agência espacial americana, veio depois que os cientistas notaram o sumiço de uma crosta branca na trincheira aberta pela Phoenix. O veredicto: só pode ter sido água congelada, que sublimou (passou direto do estado sólido para o gasoso) na atmosfera rarefeita de Marte.
Manchas brancas só podem ser gelo, de acordo com pesquisadores (Foto: Nasa)
"Deve ser gelo", resumiu o cientista-chefe da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona em Tucson (EUA). "Pequenos amontoados de material branco desaparecendo completamente ao longo de uns poucos dias, isso é uma evidência perfeita de que se trata de gelo. Havia algumas dúvidas, dizia-se que o material branco poderia ser sal também. O sal não é capaz de fazer isso."
A trincheira onde a forma sólida da água foi revelada é chamada de "Dodô-Cachinhos Dourados". O braço robótico da Phoenix a alargou no último dia 15, o vigésimo "sol" (dia marciano) desde o pouso da sonda. Os amontoados do material tinham sumido quando novas imagens foram obtidas nesta quinta (19).
Outras trincheiras também estão revelando uma camada endurecida que pode corresponder a gelo. Os pesquisadores vão continuar o processo, além de enviar em breve à sonda uma correção de seu software de armazenamento de dados.Fonte G1
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Físicos tentam desvendar o conceito dos "universos paralelos"
Popularizada por obras de ficção científica como "Jornada nas Estrelas" ou então pelo recente filme "A Bússola de Ouro", primeira parte da trilogia escrita por Philip Pullman, o conceito dos universos paralelos desperta um grande interesse por parte dos mais sérios cientistas do planeta.
"A idéia de vários universos simultâneos é mais do que uma invenção fantástica. Parece natural em várias teorias e merece ser levada em conta", afirma o astrofísico Aurélien Barrau no número de dezembro da revista "Cern Courier", publicada pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear.
"Estes universos múltiplos não são apenas teoria, e sim as conseqüências de teorias elaboradas para responder a questões de física das partículas ou da gravitação. Muitos problemas centrados na física teórica encontram assim uma explicação natural", resume o cientista do Laboratório de Física Subatômica e Cosmologia.
"Nosso Universo seria apenas uma ilhota insignificante dentro de um imenso 'multiverso' infinitamente vasto e diversificado? Se for verdade, isso pode ser para o homem, que durante muito tempo acreditou que era o centro do mundo ou o centro da criação, a quarta ferida narcisista", prosseguiu, explicando que as três primeiras feridas teriam sido causadas por Copérnico, Darwin e Freud.
Imaginar que existem vários universos responderia a uma das grandes perguntas dos físicos: Por que motivo --fora acreditar em Deus-- nosso universo, se fosse o único existente, teria precisamente as leis e as constantes físicas que teriam permitido o surgimento de astros, de planetas e finalmente de vida?
Paradoxos
A idéia de universos paralelos foi introduzida em 1957 pelo físico americano Hugh Everett, para interpretar certas raridades --para o sentido comum-- da física quântica.
Dessa maneira, é possível encontrar partículas numa espécie de superposição de estados. O exemplo clássico e o do gato que pode estar vivo e pode estar morto ao mesmo tempo dentro da caixa que serve de exemplo e paradoxo da teoria pronunciada por um dos "pais" da física quântica, Erwin Schrödinger.
Apenas um dos estados se torna realidade no momento de uma observação. Dessa maneira, não se criam outras possibilidades em outros tantos universos? Hugh Everett e outros cientistas acreditam que sim.
Existiriam então vários universos paralelos que poderiam ter um passado comum, antes de divergir para outro possível e diferente.
No cinema
Um episódio de "Jornada nas Estrelas", "O universo do espelho", exemplifica bem o conceito, pois mostra, em um outro universo, outras versões do capitão Kirk, do sr. Spock e dos demais tripulantes da nave Enterprise.
"Este mundo, como todos os demais universos, nasceu do resultado das probabilidades", explica o Lorde Asriel a sua filha Lyra, a jovem heroína de "A Bússola de Ouro", evocando as partículas elementares.
"Num dado momento, várias coisas são possíveis e, no instante seguinte, apenas uma acontece e o resto deixa de existir", conclui.Da France Presse
"A idéia de vários universos simultâneos é mais do que uma invenção fantástica. Parece natural em várias teorias e merece ser levada em conta", afirma o astrofísico Aurélien Barrau no número de dezembro da revista "Cern Courier", publicada pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear.
"Estes universos múltiplos não são apenas teoria, e sim as conseqüências de teorias elaboradas para responder a questões de física das partículas ou da gravitação. Muitos problemas centrados na física teórica encontram assim uma explicação natural", resume o cientista do Laboratório de Física Subatômica e Cosmologia.
"Nosso Universo seria apenas uma ilhota insignificante dentro de um imenso 'multiverso' infinitamente vasto e diversificado? Se for verdade, isso pode ser para o homem, que durante muito tempo acreditou que era o centro do mundo ou o centro da criação, a quarta ferida narcisista", prosseguiu, explicando que as três primeiras feridas teriam sido causadas por Copérnico, Darwin e Freud.
Imaginar que existem vários universos responderia a uma das grandes perguntas dos físicos: Por que motivo --fora acreditar em Deus-- nosso universo, se fosse o único existente, teria precisamente as leis e as constantes físicas que teriam permitido o surgimento de astros, de planetas e finalmente de vida?
Paradoxos
A idéia de universos paralelos foi introduzida em 1957 pelo físico americano Hugh Everett, para interpretar certas raridades --para o sentido comum-- da física quântica.
Dessa maneira, é possível encontrar partículas numa espécie de superposição de estados. O exemplo clássico e o do gato que pode estar vivo e pode estar morto ao mesmo tempo dentro da caixa que serve de exemplo e paradoxo da teoria pronunciada por um dos "pais" da física quântica, Erwin Schrödinger.
Apenas um dos estados se torna realidade no momento de uma observação. Dessa maneira, não se criam outras possibilidades em outros tantos universos? Hugh Everett e outros cientistas acreditam que sim.
Existiriam então vários universos paralelos que poderiam ter um passado comum, antes de divergir para outro possível e diferente.
No cinema
Um episódio de "Jornada nas Estrelas", "O universo do espelho", exemplifica bem o conceito, pois mostra, em um outro universo, outras versões do capitão Kirk, do sr. Spock e dos demais tripulantes da nave Enterprise.
"Este mundo, como todos os demais universos, nasceu do resultado das probabilidades", explica o Lorde Asriel a sua filha Lyra, a jovem heroína de "A Bússola de Ouro", evocando as partículas elementares.
"Num dado momento, várias coisas são possíveis e, no instante seguinte, apenas uma acontece e o resto deixa de existir", conclui.Da France Presse
Astrônomos da Alemanha vêem "parto" de planeta
Foi como assistir ao vivo a um parto. Astrônomos da Alemanha detectaram pela primeira vez um planeta extra-solar recém-nascido, ainda preso pelo "cordão umbilical" à sua estrela-mãe.
O nascimento aconteceu na constelação de Hidra e está sendo considerado a primeira observação de um fenômeno sobre o qual os astrônomos apenas teorizavam: como surgem os planetas, neste Sistema Solar e em outros.
O bebê, batizado TW Hya b, está localizado a apenas 0,4 unidade astronômica (ou 40% da distância da Terra ao Sol) de sua estrela, a TW Hydrae. Ele é um gigante gasoso com 9,8 vezes a massa de Júpiter e está dentro do chamado disco circunstelar, uma nuvem de poeira e gás que cerca estrelas muito jovens e que, segundo a teoria, fornece o material para o surgimento dos planetas.
"Essa descoberta mostra que o que chamamos de discos protoplanetários são de fato protoplanetários --eles formam planetas", disse à Folha o astrônomo indonésio Johny Setiawan, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
Setiawan, 33, descobriu o novo planeta com o auxílio de um telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile. A descoberta está publicada na revista "Nature" desta quinta-feira.
Razão pura
Desde o século 18 os cientistas acreditam que os planetas nascem do mesmo material de suas estrelas. A idéia foi sugerida pela primeira vez, de maneira independente, pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) e pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827). Eles observaram que os planetas do Sistema Solar estavam todos alinhados no mesmo plano, e isso não poderia ser mera coincidência. Sugeriram que o Sol e os seus planetas haviam se formado de uma grande nuvem de gás e pó.
Estudos posteriores confirmaram a idéia original de Kant e Laplace, e modelos surgiram para explicar a gênese dos planetas a partir desses discos. O problema é que, até agora, faltava um flagrante de planeta-bebê que enterrasse as dúvidas.
Isso porque estrelas jovens geralmente são muito ativas, o que atrapalha detecção de planetas com o método mais usado hoje, o da velocidade radial (que registra ligeiros "bamboleios" da estrela causados pela influência gravitacional do planeta). E, em estrelas com mais de 10 milhões de anos, a "placenta" cósmica --o tal disco-- desaparece, varrida pela radiação e pelos ventos estelares.
Em 2003, Setiawan e seus colegas resolveram apostar na "gravidez" das estrelas jovens e monitorar 200 delas -muitas ainda com suas "placentas" circunstelares intactas. A busca acabou dando no TW Hya b.
"Talvez nós também tenhamos dado sorte pelo fato de o planeta ser grande o bastante a ponto de seu sinal ser detectado", afirmou o cientista.
O estudo ajuda a esclarecer uma questão que ainda perturbava os astrônomos: em quanto tempo um planeta pode se formar. Ele parece confirmar a idéia de que planetas surgem em intervalos curtos --menos de 10 milhões de anos.
Por outro lado, as teorias existentes não conseguem explicar como um planeta tão grande quanto o TW Hya b pôde surgir tão perto de sua estrela. "Talvez [elas] precisem ser aperfeiçoadas", diz Setiawan.Fonte:Folha
O nascimento aconteceu na constelação de Hidra e está sendo considerado a primeira observação de um fenômeno sobre o qual os astrônomos apenas teorizavam: como surgem os planetas, neste Sistema Solar e em outros.
O bebê, batizado TW Hya b, está localizado a apenas 0,4 unidade astronômica (ou 40% da distância da Terra ao Sol) de sua estrela, a TW Hydrae. Ele é um gigante gasoso com 9,8 vezes a massa de Júpiter e está dentro do chamado disco circunstelar, uma nuvem de poeira e gás que cerca estrelas muito jovens e que, segundo a teoria, fornece o material para o surgimento dos planetas.
"Essa descoberta mostra que o que chamamos de discos protoplanetários são de fato protoplanetários --eles formam planetas", disse à Folha o astrônomo indonésio Johny Setiawan, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
Setiawan, 33, descobriu o novo planeta com o auxílio de um telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile. A descoberta está publicada na revista "Nature" desta quinta-feira.
Razão pura
Desde o século 18 os cientistas acreditam que os planetas nascem do mesmo material de suas estrelas. A idéia foi sugerida pela primeira vez, de maneira independente, pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) e pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827). Eles observaram que os planetas do Sistema Solar estavam todos alinhados no mesmo plano, e isso não poderia ser mera coincidência. Sugeriram que o Sol e os seus planetas haviam se formado de uma grande nuvem de gás e pó.
Estudos posteriores confirmaram a idéia original de Kant e Laplace, e modelos surgiram para explicar a gênese dos planetas a partir desses discos. O problema é que, até agora, faltava um flagrante de planeta-bebê que enterrasse as dúvidas.
Isso porque estrelas jovens geralmente são muito ativas, o que atrapalha detecção de planetas com o método mais usado hoje, o da velocidade radial (que registra ligeiros "bamboleios" da estrela causados pela influência gravitacional do planeta). E, em estrelas com mais de 10 milhões de anos, a "placenta" cósmica --o tal disco-- desaparece, varrida pela radiação e pelos ventos estelares.
Em 2003, Setiawan e seus colegas resolveram apostar na "gravidez" das estrelas jovens e monitorar 200 delas -muitas ainda com suas "placentas" circunstelares intactas. A busca acabou dando no TW Hya b.
"Talvez nós também tenhamos dado sorte pelo fato de o planeta ser grande o bastante a ponto de seu sinal ser detectado", afirmou o cientista.
O estudo ajuda a esclarecer uma questão que ainda perturbava os astrônomos: em quanto tempo um planeta pode se formar. Ele parece confirmar a idéia de que planetas surgem em intervalos curtos --menos de 10 milhões de anos.
Por outro lado, as teorias existentes não conseguem explicar como um planeta tão grande quanto o TW Hya b pôde surgir tão perto de sua estrela. "Talvez [elas] precisem ser aperfeiçoadas", diz Setiawan.Fonte:Folha
Cientistas europeus vão procurar vida em Em Europa Lua de Júpiter

Cientistas europeus planejam enviar equipamentos espaciais em Europa lua de Júpiter,em busca de sinais de vida. Cientistas suspeitam que possa haver vida debaixo das crostas de gelo perpétuo que recobrem a superfície do satélite, informou nesta terça-feira um especialista russo.
O diretor do Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências russo, Lev Zelioniy, afirmou que o projeto, que deve ser incluído no programa da ESA (agência espacial européia) para o período entre 2015 e 2025, prevê o lançamento de vários satélites até Júpiter.
Entretanto, o principal objetivo é "estudar o satélite Europa, onde de baixo de uma grossa crosta de gelo foi descoberto um oceano de água em estado líquido", afirma Zelioniy.
De acordo com o cientista, a ESA por enquanto planeja colocar na órbita de Júpiter e Europa apenas dois satélites espaciais, ainda que os russos tenham proposto o lançamento de um terceiro aparelho que possa pousar na superfície do satélite.
Vida no gelo
Zelioniy afirma que na superfície de Europa se formam inúmeras rachaduras em razão do impacto de meteoritos, que rompem a crosta de gelo. Por meio dessas ranhuras é que a água vai até a superfície, onde se congela.
"O satélite deve aterrissar em uma dessas rachaduras, para fundir o gelo a uma profundidade de meio metro e buscar formas primitivas de vida", afirmou o pesquisador, em declarações à agência Interfax.
"Onde há água, pode haver germinado a vida. Deste ponto de vista, o satélite Europa é, talvez, o lugar mais curioso do nosso sistema solar, depois de Marte", afirma.
Além da ESA, estão envolvidos no projeto o Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia e outras entidades do país especializados em estudos espaciais.
Com informações da agência Efe
Via Láctea abriga buracos negros solitários, afirmam pesquisadores
Centenas de buracos negros solitários perambulam pela Via Láctea à espera de estrelas e planetas que cruzem seu caminho e que possam ser envolvidos. A descoberta foi anunciada na quarta-feira (9) por astrônomos norte-americanos.
Os cientistas afirmam que estes buracos negros "de massa intermediária" são invisíveis --salvo em raras circunstâncias-- e foram produzidos por fusões de buracos negros de grupos globulares (enxames de estrelas que se mantiveram unidas por sua gravidade mútua).
Buracos negros são formações espaciais com enorme força gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.
Estes novos buracos negros dificilmente representariam uma ameaça à Terra, mas poderiam envolver nuvens, estrelas e planetas que atravessassem seu caminho, indicaram os pesquisadores.
"É extremamente improvável que estes buracos negros solitários causem algum dano na vida do universo", disse Holley-Bockelmann, professora assistente de física e astronomia da Universidade Vanderbilt em Nashville, no Tennessee.
"Sua zona de perigo, o Raio de Schwarzschild, (o raio gravitacional) é realmente minúsculo, com algumas poucas centenas de quilômetros. Há coisas muito mais perigosas na nossa vizinhança", explicou.
A evidência de buracos negros "de massa intermediária" e não buracos negros supermassivos é ainda teórica e, por isso, controversa. Só duas observações de corpos deste tipo foram realizadas até agora.Fonte:France Presse
Os cientistas afirmam que estes buracos negros "de massa intermediária" são invisíveis --salvo em raras circunstâncias-- e foram produzidos por fusões de buracos negros de grupos globulares (enxames de estrelas que se mantiveram unidas por sua gravidade mútua).
Buracos negros são formações espaciais com enorme força gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.
Estes novos buracos negros dificilmente representariam uma ameaça à Terra, mas poderiam envolver nuvens, estrelas e planetas que atravessassem seu caminho, indicaram os pesquisadores.
"É extremamente improvável que estes buracos negros solitários causem algum dano na vida do universo", disse Holley-Bockelmann, professora assistente de física e astronomia da Universidade Vanderbilt em Nashville, no Tennessee.
"Sua zona de perigo, o Raio de Schwarzschild, (o raio gravitacional) é realmente minúsculo, com algumas poucas centenas de quilômetros. Há coisas muito mais perigosas na nossa vizinhança", explicou.
A evidência de buracos negros "de massa intermediária" e não buracos negros supermassivos é ainda teórica e, por isso, controversa. Só duas observações de corpos deste tipo foram realizadas até agora.Fonte:France Presse
Misteriosa nuvem na Via Láctea ajuda a esclarecer origem da antimatéria
O observatório Integral de raios gama da ESA (Agência Espacial Européia) permitiu aos cientistas avançar na busca da origem da antimatéria ao detectar a forma de uma misteriosa nuvem em regiões centrais da Via Láctea.
As observações do aspecto inclinado desta nuvem reduziram as possibilidades de que a antimatéria proceda da aniquilação da matéria escura astronômica, uma teoria defendida até agora por alguns astrônomos, segundo um comunicado divulgado hoje pela ESA.
A chave se encontra no fato de que a nuvem não é completamente esférica, mas um de seus extremos aparece muito mais inclinado que o outro, algo "muito incomum, levando em conta que o gás na região interna está praticamente distribuído de forma equitativa", indicou a Agência.
Igualmente surpreendente é o fato de que a "população de estrelas binárias se encontre fora do centro", o que sugere que estas, conhecidas como LMXB (raios X binários de massa baixa), são "responsáveis pela maioria da antimatéria".
"A relação entre os LMXB e a antimatéria ainda não foi provada, mas é uma hipótese consistente", assinalou o astrônomo Georg Weidenspointner, responsável pelo estudo, que será publicado amanhã pela revista científica "Nature".
Segundo a ESA, a missão do observatório Integral é atualmente a única que pode detectar os LMXB, uma observação com a qual o grupo dirigido por Weidenspointner prosseguirá a fim de dissipar incógnitas acerca da antimatéria.Fonte:Efe
As observações do aspecto inclinado desta nuvem reduziram as possibilidades de que a antimatéria proceda da aniquilação da matéria escura astronômica, uma teoria defendida até agora por alguns astrônomos, segundo um comunicado divulgado hoje pela ESA.
A chave se encontra no fato de que a nuvem não é completamente esférica, mas um de seus extremos aparece muito mais inclinado que o outro, algo "muito incomum, levando em conta que o gás na região interna está praticamente distribuído de forma equitativa", indicou a Agência.
Igualmente surpreendente é o fato de que a "população de estrelas binárias se encontre fora do centro", o que sugere que estas, conhecidas como LMXB (raios X binários de massa baixa), são "responsáveis pela maioria da antimatéria".
"A relação entre os LMXB e a antimatéria ainda não foi provada, mas é uma hipótese consistente", assinalou o astrônomo Georg Weidenspointner, responsável pelo estudo, que será publicado amanhã pela revista científica "Nature".
Segundo a ESA, a missão do observatório Integral é atualmente a única que pode detectar os LMXB, uma observação com a qual o grupo dirigido por Weidenspointner prosseguirá a fim de dissipar incógnitas acerca da antimatéria.Fonte:Efe
Astrônomos descobrem fonte misteriosa de raios X em galáxia
Astrônomos americanos descobriram uma fonte misteriosa de raios X na galáxia gigante Centaurus A, vizinha da Via Láctea, segundo estudo divulgado na quarta-feira (9).
Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, que estudavam a Centaurus A, notaram um sistema solar binário (formado por apenas duas estrelas) que continha um buraco negro que começou subitamente a brilhar, emitindo raios X.
Normalmente, são os feixes gigantes de raios X que emanam do centro galáctico da Centaurus A que chamam a atenção dos astrônomos, explicou Gregory Sivakoff, pesquisador em Astronomia da Universidade de Ohio, principal autor do trabalho.
Quando a equipe de astrônomos estudou a Centaurus A com o telescópio espacial Chandra X-ray em março de 2007, viu uma nova fonte de raios X, muito menor, mas muito brilhante.
Essa fonte de raios X, que não estava ali nas observações anteriores da galáxia feitas em 2003, continuou muito luminosa durante todo o período em que foi observada, de março a maio de 2007.
Os astrônomos concluíram que o novo objeto é um sistema solar binário. As duas estrelas irmãs se formaram, provavelmente, ao mesmo tempo, uma com mais massa do que a outra, que evoluiu mais rápido antes de explodir, formando um buraco negro que devora lentamente a outra estrela.
Raridade
Um sistema binário desse tipo é muito raro no Universo, de acordo com os astrônomos. Trata-se do segundo sistema desse tipo descoberto na galáxia Centaurus A, comentou Gregory Sivakoff.
"Quando observamos outras galáxias como a Centaurus A, não vemos essas fontes temporárias de raios X em sistemas solares binários", destacou o astrônomo.
"Mas agora encontramos dois desses objetos na Centaurus A e isso quer dizer que, talvez, não compreendamos esse fenômeno tanto quanto pensávamos", disse ele, acrescentando que a descoberta "cria mais um mistério que precisa de explicação".
Os astrônomos vêem na galáxia Centaurus A uma fonte para estudar e decodificar as outras galáxias onde há buracos negros.
A descoberta foi apresentada na Conferência Anual da Sociedade Astronômica Americana (AAS), que acontece nesta semana, em Austin, no Texas.Fonte:France Presse
Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, que estudavam a Centaurus A, notaram um sistema solar binário (formado por apenas duas estrelas) que continha um buraco negro que começou subitamente a brilhar, emitindo raios X.
Normalmente, são os feixes gigantes de raios X que emanam do centro galáctico da Centaurus A que chamam a atenção dos astrônomos, explicou Gregory Sivakoff, pesquisador em Astronomia da Universidade de Ohio, principal autor do trabalho.
Quando a equipe de astrônomos estudou a Centaurus A com o telescópio espacial Chandra X-ray em março de 2007, viu uma nova fonte de raios X, muito menor, mas muito brilhante.
Essa fonte de raios X, que não estava ali nas observações anteriores da galáxia feitas em 2003, continuou muito luminosa durante todo o período em que foi observada, de março a maio de 2007.
Os astrônomos concluíram que o novo objeto é um sistema solar binário. As duas estrelas irmãs se formaram, provavelmente, ao mesmo tempo, uma com mais massa do que a outra, que evoluiu mais rápido antes de explodir, formando um buraco negro que devora lentamente a outra estrela.
Raridade
Um sistema binário desse tipo é muito raro no Universo, de acordo com os astrônomos. Trata-se do segundo sistema desse tipo descoberto na galáxia Centaurus A, comentou Gregory Sivakoff.
"Quando observamos outras galáxias como a Centaurus A, não vemos essas fontes temporárias de raios X em sistemas solares binários", destacou o astrônomo.
"Mas agora encontramos dois desses objetos na Centaurus A e isso quer dizer que, talvez, não compreendamos esse fenômeno tanto quanto pensávamos", disse ele, acrescentando que a descoberta "cria mais um mistério que precisa de explicação".
Os astrônomos vêem na galáxia Centaurus A uma fonte para estudar e decodificar as outras galáxias onde há buracos negros.
A descoberta foi apresentada na Conferência Anual da Sociedade Astronômica Americana (AAS), que acontece nesta semana, em Austin, no Texas.Fonte:France Presse
Astrônomos confirmam existência de exoplaneta previsto por cálculos matemáticos
Astrônomos americanos confirmaram hoje a existência de um exoplaneta (de fora do nosso sistema solar) que tinha sido previsto por meio de cálculos matemáticos.
Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada por meio de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.
A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.
Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.
Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.
Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.
O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.
Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.
Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.
A primeira foi feita há 160 anos com a descoberta de Netuno, cuja existência foi comprovada pelos telescópios da época décadas depois que dois astrônomos, um inglês e um francês, previram sua existência de forma independente.Fonte:Efe
Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada por meio de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.
A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.
Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.
Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.
Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.
O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.
Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.
Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.
A primeira foi feita há 160 anos com a descoberta de Netuno, cuja existência foi comprovada pelos telescópios da época décadas depois que dois astrônomos, um inglês e um francês, previram sua existência de forma independente.Fonte:Efe
Buracos negros vagam pela galáxia, diz estudo
Astrônomos nos Estados Unidos dizem acreditar que centenas de buracos negros podem estar vagando, invisíveis, pela galáxia, prontos para devorar planetas e estrelas.
Uma pesquisa divulgada em uma conferência da "American Astronomical Society", no Estado norte-americano do Texas, sugere que há pouco perigo para a Terra, mas astronautas no futuro podem precisar de grande cautela ao viajar pelo espaço.
Os buracos negros são lugares no espaço onde a gravidade se tornou tão forte que nem a luz pode escapar deles.
Astrônomos da Universidade de Vanderbilt utilizaram supercomputadores para simular o que acontece quando diferentes tipos de buracos negros se chocam.
Segundo os especialistas, o resultado pode ser um novo tipo de buraco negro, e há centenas vagando pela galáxia a velocidades de até 4 mil quilômetros por segundo.
Qualquer planeta ou estrela, ou até um sistema solar, que atravessa o caminho desses buracos negros que vagam pode ser totalmente engolida.
Mas os cientistas afirmam que o fenômeno pode representar pouco ou nenhum risco para a Terra porque a zona onde os buracos podem representar uma grave ameaça tem apenas umas poucas centenas de quilômetros de extensão.
"Esta teoria é muito polêmica pois há poucos meios de observação para apoiá-la no momento", disse a astrônoma que realizou a pesquisa, Kelly Holley-Bockelmann.
"Mas pesquisadores estão confiantes de que uma forma de detectar esses buracos negros irregulares será encontrada, e os viajantes espaciais interestelares em um futuro distante poderão evitá-los com facilidade", concluiu.Fonte BBC
Uma pesquisa divulgada em uma conferência da "American Astronomical Society", no Estado norte-americano do Texas, sugere que há pouco perigo para a Terra, mas astronautas no futuro podem precisar de grande cautela ao viajar pelo espaço.
Os buracos negros são lugares no espaço onde a gravidade se tornou tão forte que nem a luz pode escapar deles.
Astrônomos da Universidade de Vanderbilt utilizaram supercomputadores para simular o que acontece quando diferentes tipos de buracos negros se chocam.
Segundo os especialistas, o resultado pode ser um novo tipo de buraco negro, e há centenas vagando pela galáxia a velocidades de até 4 mil quilômetros por segundo.
Qualquer planeta ou estrela, ou até um sistema solar, que atravessa o caminho desses buracos negros que vagam pode ser totalmente engolida.
Mas os cientistas afirmam que o fenômeno pode representar pouco ou nenhum risco para a Terra porque a zona onde os buracos podem representar uma grave ameaça tem apenas umas poucas centenas de quilômetros de extensão.
"Esta teoria é muito polêmica pois há poucos meios de observação para apoiá-la no momento", disse a astrônoma que realizou a pesquisa, Kelly Holley-Bockelmann.
"Mas pesquisadores estão confiantes de que uma forma de detectar esses buracos negros irregulares será encontrada, e os viajantes espaciais interestelares em um futuro distante poderão evitá-los com facilidade", concluiu.Fonte BBC
Astrônomos criam mapa digital da Via Láctea com 200 milhões de estrelas

Na Foto: Equipe de astrônomos criam maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia
Uma equipe internacional de astrônomos criou o maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia, com cerca de 200 milhões de objetos celestes, informou o espanhol Juan Fabregat.
O cientista, professor da Universidade de Valência (Espanha) e membro do projeto, destacou que o catálogo do projeto Iphas (do inglês INT/WFC Photometric Ha Survey) é o maior mapa digital da Via Láctea elaborado até o momento.
Mais de 50 astrônomos europeus, americanos e australianos ajudaram a fazer o catálogo, através da observação da emissão de luz dos átomos de hidrogênio presentes em diversos objetos da galáxia.
O estudo foi feito com o telescópio Isaac Newton instalado na ilha canária de La Palma.
"Estes dados permitirão determinar com uma precisão inédita a estrutura de nossa galáxia", disse Fabregat, astrônomo do Observatório Astronômico da Universidade de Valência.
"Também tornará possível o estudo e caracterização de conjuntos de estrelas muito peculiares, das quais se conhecem poucos casos, e que constituem fases rápidas da evolução estelar que ainda não são bem compreendidas", ressaltou.
Segundo o pesquisador, "a primeira versão do catálogo que foi publicada agora cobre uma área celeste de 1.600 graus quadrados (a Lua cheia vista da Terra tem uma área de 0,1 grau quadrado), ao norte do Plano Galáctico da Via Láctea (a região com maior número de estrelas)".
"As observações foram feitas em duas cores de banda larga e com um filtro de banda estreita sensível à emissão de hidrogênio na região mais vermelha do espectro (a emissão Ha)", ressaltou.
'"A resolução das imagens é suficientemente alta para permitir a detecção de estrelas individuais que tenham emissão em Ha e do gás difuso que forma as belas e resplandecentes nebulosas que já conhecemos devido a mapas anteriores de resolução mais baixa", afirmou Fabregat.
A astrônoma Julia Suso, que também participou do projeto, disse que o interesse do grupo é "o estudo de estrelas com grande massa, nas quais se observa emissão de luz por certos elementos químicos".
"A partir dos dados do Iphas poderemos traçar a estrutura dos braços mais externos da Galáxia e localizar regiões de formação estelar recente", afirmou.
Além de esclarecer a estrutura da galáxia, os dados do projeto permitem fazer estudos da evolução estelar graças ao grande número de estrelas observado e obter um mapa empírico da distribuição do pó interestelar no Plano Galáctico.
O catálogos final incluirá observações do sul do Plano Galáctico e conterá de 700 milhões a 800 milhões de objetos.
Astrônomos descobrem a galáxia mais distante do Universo

Na Foto:Imagem da A1689-zD1 feita pelo telescópio Hubble; galáxia teria se formado 700 milhões de anos depois do nascimento do Universo
Astrônomos americanos descobriram através dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer da Nasa (agência espacial americana) o que poderia ser uma das galáxias mais distantes já vistas e cuja formação ocorreu há mais de 12,8 bilhões de anos, informaram hoje os pesquisadores.
Acredita-se que a galáxia, denominada A1689-zD1, tenha sido formada 700 milhões de anos depois do nascimento do Universo e esteja localizada a 12,8 bilhões de anos-luz da Terra.
As imagens mostram a galáxia mais jovem e brilhante conhecida até agora em um momento de transformação na "idade escura", pouco depois do Big Bang, mas antes que se formassem as primeiras estrelas.
As atuais teorias indicam que a "idade escura" começou cerca de 400 mil anos depois do Big Bang.
"Ficamos surpreendidos quando descobrimos essa jovem e brilhante galáxia que remonta a 12,8 bilhões de anos. São as imagens mais detalhadas de um objeto tão distante tiradas até agora", indicou o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia e membro da equipe de pesquisadores.
As imagens servirão para estudar os anos de formação do nascimento das galáxias e sua evolução.
Assinar:
Postagens (Atom)

