quinta-feira, 22 de março de 2012

Pedra que rolou pela lua é fotografada pela NASA


Cientistas da NASA fotografaram uma pedra que rolou por toda a superfície da lua. A imagem, capturada pelo Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (Câmera do de Reconhecimento do Orbitador Lunar), mostra a pedra que caiu em um declive na cratera Schiller, deixando para trás sua trilha original.

Mas longe de ser um evento recente, as marcas da rocha sugerem que ela se moveu pela lua entre 50 e 100 milhões de anos atrás.

Pesquisadores acreditam que a pedra começou a rolar depois de ser atingida por um meteorito, ou depois de ser desalojada por tremores de um impacto nas proximidades. [Telegraph]

Cientista russo diz que há provas de vida em Vênus


Leonid Ksanfomaliti, um eminente cientista russo, afirma que há provas de vida em Vênus em fotografias granuladas tiradas por uma sonda soviética, décadas atrás.

Ksanfomaliti, que faz parte do Instituto de Pesquisa Espacial em Moscou, analisou as fotografias, tiradas na superfície do planeta pela sonda Venus-13 em 1982. Elas mostram o que seria um inseto gigante parecido com um escorpião.

Mas as visões do membro da Academia Russa de Ciências não foram tão bem aceitas. Especialistas afirmam que o que é descrito como um disco e um escorpião mudam de localização de uma foto para a outra.

O professor diz que as imagens revelam um corpo, um disco e uma “aba preta”, que “emergem, flutuam e desaparecem”. “E se nós nos esquecermos das teorias correntes sobre a não existência de vida em Vênus, os objetos morfológicos nos permitem dizer que existe”, comenta.

Até hoje, não houve nenhuma comprovação de vida no planeta, que tem uma temperatura de 464 graus e uma gravidade 0,9 vezes maior do que a da Terra.

Mas Jonathon Hill, que processa muitas imagens tiradas durante as missões da NASA, afirma que as versões em alta resolução tiradas da nave Venera 13 mostram que o objeto parecido com um caranguejo é na verdade um componente mecânico, e não um ser vivo.

O mesmo objeto aparece em uma foto tirada por uma sonda idêntica, a Venera 14, que pousou perto desse local. [Telegraph]

Sonda da NASA detecta pistas de oxigênio na lua Dione


A sonda Cassini, da NASA, detectou pistas da existência de íons de oxigênio molecular ao redor da lua gelada Dione, de Saturno, pela primeira vez, confirmando a presença de uma atmosfera muito tênue.

Os íons são um tanto esparsos – um para cada 11 centímetros cúbicos de espaço ou 90 mil por metro cúbico. Na superfície da Dione, sua atmosfera seria densa como a da Terra a 480 quilômetros da superfície. A atmosfera é conhecida como exosfera.

“Nós sabemos que a Dione, assim como os anéis de Saturno e a lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio”, comenta Robert Tokar, membro da equipe Cassini. “Isso mostra que o oxigênio molecular é na verdade comum no sistema de Saturno, e reforça de que isso pode acontecer em um processo que não envolve a vida”.

O oxigênio da Dione parece vir de fótons solares ou partículas energéticas do espaço, que bombardeiam a superfície de gelo da lua, e liberam as moléculas. Mas os cientistas estão procurando por outros processos, incluindo os geológicos.

“Os cientistas não tinham nem certeza de que a Dione era grande o suficiente para aguentar uma exosfera, mas essa nova pesquisa mostra que ela é ainda mais interessante do que se pensava”, comenta Amanda Hendrix, também da Cassini.

Vários corpos sólidos do sistema solar – incluindo a Terra, Vênus, Marte e a maior lua de Saturno, a Titã – têm atmosferas. Mas elas tendem a serem muito mais densas do que a da Dione.

Entretanto, os cientistas do Cassini detectaram uma fina exosfera ao redor da lua de Saturno, Rhea, em 2010, muito similar a da Dione. A densidade do oxigênio nas superfícies da Dione e da Rhea é cerca de cinco trilhões de vezes menor do que a da Terra.

Tokar comenta que os cientistas suspeitavam da existência de oxigênio molecular na Dione porque o Hubble havia detectado ozônio. Mas isso não foi possível até a Cassini voar a cerca de 503 quilômetros da superfície da lua, com seu espectrômetro de plasma.[SpaceDaily]

Descobertas “bolas de futebol” orbitando estrelas distantes


Pela primeira vez, astrônomos descobriram formas sólidas de pequenas esferas de carbono no espaço, dentro de uma vasta nuvem de partículas que órbita duas estrelas distantes.

As esferas são formadas por 60 átomos de carbono, ligados de modo a formar algo parecido com uma “bola de futebol”. Astrônomos enxergaram grandes quantidades das bolas, o suficiente para criar 10 mil montes Everest, circundando um par de estrelas há 6.500 anos-luz da Terra.

“Essas esferas estão juntas, formando um objeto sólido, como laranjas em uma caixa”, afirma o líder do estudo, da Universidade de Keele, Nye Evans. “As partículas que detectamos são minúsculas, muito menores do que um fio de cabelo, mas cada uma contém milhões dessas esferas”.

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, enxergou as esferas no sistema binário de estrelas XX Ophiuchi. A luz emitida pelas esferas de carbono é diferente do que as formas gasosas vistas anteriormente, o que permite imaginar que o telescópio detectou o material em sua forma sólida.

Na Terra, essas esferas podem ser usadas como supercondutores, na área médica, como purificadores de água e armadura. Elas se formam naturalmente como um gás que sai de velas pegando fogo ou na forma sólida em minerais rochosos, mas nunca haviam sido vistas na forma sólida no espaço.

O Spitzer detectou os primeiros sinais das esferas gasosas no espaço em 2010, e já encontrou material suficiente para preencher 15 luas terrestres.

“Esse resultado surpreendente sugere que as esferas de carbono são ainda mais comuns no espaço”, afirma Mike Werrner, cientista do projeto Spitzer. “Elas podem ser formas importantes do carbono, um dos componentes essenciais da vida pelo cosmos”. [LiveScience]

Causa de explosão estelar é desvendada


A origem de um importante tipo de explosão estelar – a supernova Ia – foi descoberta, por um equipe da Universidade de Pittsburgh. O estudo desse tipo de supernova ajuda os pesquisadores a quantificar dados sobre as galáxias e outras descobertas astronômicas.

O investigador líder do estudo, Carlos Badenes, detalhou as formas com que imagens multicoloridas foram usadas para determinar que tipos de estrelas produzem o tipo Ia de supernovas.

“Nós sabíamos que duas estrelas precisam estar envolvidas nesse tipo de explosão, e que uma precisava ser uma anã branca”, afirma Dan Maoz, coautor do estudo. “Mas existiam duas possibilidades para a identidade da outra estrela, e é isso que nós procurávamos”.

De acordo com Badenes, a segunda poderia se uma “estrela normal”, como o sol, ou outra anã branca, que é menor, porém mais densa e composta de matéria de elétrons degenerados. A equipe suspeitava que a segunda opção, com duas anãs brancas no mesmo sistema solar, orbitando uma à outra a mais de 750 mil quilômetros por hora, seria a hipótese mais plausível. Conforme elas ficassem mais rápidas e fossem chegado mais perto, um dia iriam se fundir.

“Existiam razões óbvias para suspeitar que a supernova Ia viria de uma dupla de estrelas anãs”, afirma Maoz. “Mas nossa maior questão era se existiam anãs brancas o suficiente para produzir o número de supernovas que vemos”.

Como as anãs brancas são extremamente pequenas e fracas, não existe esperança de avistá-las em galáxias distantes. Por isso, Badenes e Maoz se viraram para o único local onde poderiam ver isso: a parte da Via Láctea a cerca de mil anos-luz do sol.

Apesar do processo de arquivamento de dados ser desafiador, a equipe conseguiu compilar uma lista com mais de quatro mil anãs brancas em apenas um ano.

“Nós encontramos 15 duplas de estrelas anãs brancas na vizinhança local, e então usamos simulações de computador para calcular a média com que elas se fundiam”, afirma Badenes. “Nós então comparamos o número de duplas se fundindo aqui com o número de supernovas Ia avistadas em galáxias distantes que lembram a Via Láctea”.

O resultado foi que, em média, uma fusão de anãs brancas acontece na Via Láctea a cada século.

“O número é incrivelmente próximo da média de supernovas tipo Ia que observamos em galáxias parecidas com a nossa”, afirma Badenes. “Isso sugere que as estrelas anãs são uma explicação plausível para esse tipo de supernova”. [ScienceDaily]

Matéria escura no espaço confunde cientistas


Uma massa de matéria escura foi localizada há 2,4 bilhões de anos-luz da Terra, e intriga cientistas por não seguir os padrões conhecidos.

Segundo teorias básicas da astronomia, a matéria escura é pouco conhecida e misteriosa, mas segue um comportamento esperado. Acredita-se que a maioria das galáxias está localizada dentro de massas maiores de matéria escura, conectadas com massas menores, mesmo se passarem por colisões cósmicas.

Já a massa de matéria escura em questão parece ter se separado de sua massa maior e sido deixada para trás no espaço, após uma colisão. “Esse resultado é um quebra-cabeças. A matéria escura não está se comportando como previsto, então não está claro o que está acontecendo. Teorias da formação de galáxias e de matéria escura devem explicar o que estamos vendo”, afirma James Lee, astrônomo da Universidade da Califórnia.

A matéria solitária foi identificada pela primeira vez em 2007, pelo telescópio do Canadá, França e Havaí (CFHT), que fica no Havaí, em um projeto canadense de comparação de aglomerados. Como os resultados do projeto não foram conclusivos, alguns cientistas duvidaram da estranha descoberta. O cientista candense Arif Babul, da Universidade de Vitória, liderou o projeto e explica que as observações foram confirmadas pelo telescópio Subaru, localizado no Japão. “Os resultados foram intrigantes e empolgantes, mas gerou dúvidas, com a maior crítica relacionada à observação feita a partir da Terra”.

O telescópio Hubble também confirmou a existência da matéria abandonada pelas galáxias, e detectou que ela pertence a uma galáxia em formação chamada Abell 520.

Como a matéria escura é identificada

A matéria escura não pode ser detectada diretamente, uma vez que é incapaz de refletir a luz e não interage com a matéria normal, a não ser pela gravidade. Para localizar uma dessas matérias no espaço, é usada uma técnica chamada lentes gravitacionais, que calcula a quantidade de luz vinda de outras galáxias atraída pela matéria escura, no caminho para a Terra. Esse fenômeno está previsto na Teoria da Relatividade de Einstein, que descreve de que maneira uma massa – escura ou normal – desvia o espaço e o tempo ao redor dela. Isso significa que quando a luz passar pela massa, irá viajar por uma trajetória curva, ao redor do objeto.

Cientistas acreditam que a matéria escura domina o universo, compondo 98% de todas as matérias no cosmos. As observações indicam que a matéria escura e suas interações com matéria normal são muito mais complicadas que os cientistas supunham. “Observações como essa da Abell 520 nos dão um senso modesto de que apesar de toda a evolução de nosso conhecimento, de vez em quando ainda somos surpreendidos”.

Hubble flagra quasares funcionando como lentes gravitacionais


O grande Telescópio Hubble, que está no espaço há mais de vinte anos (foi lançado em 1990), continua fazendo descobertas impressionantes. Recentemente, cientistas europeus puderam localizar quasares (focos de núcleo energético, que se comportam de maneira semelhante a um buraco negro) agindo como lentes gravitacionais em galáxias distantes – ou seja, quem vê essas galáxias, pensa que elas estão distorcidas por causa da imagem criada pelos quasares.

Cientistas de um instituto espacial da Suíça tomaram nota das distâncias entre galáxias, para então corresponder estes dados com as observações do satélite Hubble. Quando encontraram anomalias entre tais distâncias, perceberam que se tratava de uma “imagem artificial”, criada por um quasar que distorce a forma das galáxias atrás de seu campo de visão.

Embora seja muito maior que as estrelas e grande o bastante para influenciar uma galáxia, um quasar nada mais é do que um objeto no espaço. Trata-se de um objeto muito mais luminoso do que a soma da luz das estrelas na qual eles se encontram. Por isso, eles “escondem” a galáxia na qual estão.

Dessa forma, o próximo desafio dos cientistas é conseguir determinar a massa e outros dados astrofísicos sobre as galáxias que hospedam os quasares. Esta missão é difícil justamente devido ao fato de que a grandeza dos quasares compete com a de suas próprias galáxias. [ScienceDaily]

Dione: lua de Satuno pode ser ativa geologicamente























A sonda Cassini da NASA captou possíveis sinais de atividade geológica na Dione, lua de Saturno.

As imagens da nave mostram o que parece ser fissuras quentes e indicações de um vulcão congelado no satélite.

As fissuras parecem similares as “listras de tigre” encontradas na outra lua de Saturno, Enceladus, que expelem jatos potentes de água para o espaço.

Em Dione, essas fissuras podem estar inativas agora, ou, como outras evidências sugerem, alguma (pouca) atividade pode estar em curso.

Se as novas descobertas forem confirmadas, a Dione pode se mostrar um lugar muito mais dinâmico do que acreditávamos.

Evidências de atividade

A hipótese de atividade geológica em Dione conta com várias linhas de evidência. Observações anteriores do campo magnético de Saturno, por exemplo, detectaram uma corrente de partículas carregadas provenientes da superfície de Dione.

Além disso, os cientistas anunciaram no início deste mês que haviam detectado uma fina atmosfera de oxigênio ao redor da lua.

Mas a evidência mais óbvia encontra-se nas características de sua superfície. Por exemplo, uma grande região de Dione não possui quase crateras de impacto. Ou materiais cobriram essas crateras, ou elas foram cobertas por escombros de uma erupção, indicando atividade.

A pista vem a partir da identificação de um possível criovulcão (vulcão de gelo) na região plana de Dione. Até agora, criovulcões foram encontrados em Enceladus, Tritão (lua de Netuno) e talvez na Titã, lua de Saturno. Eles expelem água e amônia ou metano, em vez de rocha fundida.

Imagens da sonda Cassini revelam também a presença de um tipo de crateras que resulta de um impacto de uma rocha espacial em material macio. Isso poderia sugerir que o gelo sob a superfície é mais quente do que o normal.

Ainda assim, os cientistas suspeitam que qualquer atividade ocorrendo em Dione está ocorrendo em um nível inferior a Enceladus. Ou seja, não há muito acontecendo por lá.

Mas ela pode ter sido muito ativa no passado. As pistas de sua superfície demonstram isso.(BBC)

“Arco-íris” é encontrado em nebulosa de Órion


Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion já foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”.

A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar.

Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra.

As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente.

Ao longo deste curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na Nebulosa.

De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou esta matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos.

Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.

NASA fotografa redemoinho em Marte


A NASA fotografou, em 16 de fevereiro, um redemoinho rasgando em Marte. O twister marciano se ergueu em uma enorme coluna de poeira com mais de 800 metros de altura.

O redemoinho de 30 metros, ligeiramente curvo, foi desencadeado por um vento a oeste do planeta. Faixas de furacões anteriores também são visíveis na imagem, aparecendo como manchas na superfície de Marte. A sombra do redemoinho também pode ser claramente vista na foto.

Redemoinhos ocorrem tanto na Terra quanto em Marte. Os fenômenos são colunas de ar girando, que ficam visíveis pela sujeira que sugam do chão.

Ao contrário dos tornados, redemoinhos geralmente se formam em dias claros, quando o solo absorve uma grande quantidade de calor do sol. Se as condições forem adequadas, o ar aquecido próximo à superfície pode começar a girar à medida que sobe através de pequenos bolsões de ar mais frios logo acima dele.

Assim como na Terra, os ventos marcianos são alimentados por aquecimento solar. Embora Marte esteja próximo ao afélio, época do ano marciano em que o planeta fica mais distante do sol, ainda recebe energia solar suficiente para conduzir redemoinhos em sua superfície.

A nave da NASA que fez as imagens, Mars Reconnaissance Orbiter, analisa Marte com seis instrumentos científicos desde a sua chegada ao planeta, em março de 2006. A nave continua a fornecer informações valiosas sobre o meio ambiente antigo do planeta, e como os processos tais como o vento, impactos de meteoritos e geadas sazonais ainda afetam a superfície de Marte até hoje.[

Matéria escura é finalmente encontrada; está em todos os lugares


Pela primeira foi revelado onde está a matéria escura do espaço. Um grupo de físicos japoneses revelou onde está ela está, mas não o que ela é. Ao que parece, a misteriosa substância está em quase toda parte, espalhada por todo o espaço intergaláctico e forma uma rede abrangente de matéria.

A matéria escura é invisível: ela não interage com a luz, por isso os astrônomos não conseguem vê-la. Até o momento, ela só foi observada indiretamente através da força gravitacional que exerce. Baseados na interação gravitacional, os cientistas têm inferido que a matéria escura constitui 22% da matéria-energia do universo, enquanto a matéria detectável comum constitui apenas 4,5%.

Shogo Masaki e seus colegas usaram simulações de computador para modelar os últimos dados observados de 24 milhões de galáxias. Ao determinar como a luz das galáxias se inclinava um pouco ao passar pelo espaço na rota até a Terra – um efeito conhecido como lente gravitacional – os pesquisadores foram capazes de achar a localização da matéria escura.

Um estudo detalhado sobre o assunto foi publicado no Astrophysical Journal na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro. O modelo mostra que a matéria escura se estende de cada galáxia distante para o espaço intergaláctico, sobrepondo-se a matéria escura das galáxias adjacentes para formar uma teia difusa que envolve todo o universo.

Na verdade, “o espaço intergaláctico” é um equívoco. A pesquisa mostra que as galáxias não estão contidas em regiões com margens bem definidas e são separadas umas das outras por milhões de anos-luz. Em vez disso, elas são compostos de um amontoado de massa central, visível e rodeados por uma rede de matéria escura que se estende de forma organizada no meio do caminho até a galáxia vizinha.

Além disso, o que chamamos de “galáxias” são apenas os picos desta distribuição de matéria contínua, explicaram os pesquisadores.

O grupo de pesquisadores mapeou a distribuição da matéria escura sobre uma distância de 100 milhões de anos-luz a partir do centro de cada galáxia. Eles observaram que a distribuição da matéria nunca é aleatória ou uniforme, mas é bem organizada.

Inúmeras pesquisas de matéria escura estão sendo realizadas em todo o mundo. Os cientistas suspeitam que o material consiste em indescritível WIMPs (“partícula massiva que interage fracamente”), partículas que são muitas vezes mais pesadas do que prótons e só interagem através da gravidade e da força nuclear fraca.

Como que a física pode nos levar tão longe?














Talvez a maior pergunta é se o processo de investigação que revelou tanto sobre o universo desde a época de Galileu e de Kleper está próximo do fim da linha. “Eu me preocupo se nós chegamos aos limites da ciência empírica”, disse Lawrence Krauss, da Universidade Estadual do Arizona. Especificamente, Krauss quer saber se exigirá o conhecimento de outros universos, tais como aqueles levantados por Carroll, para compreender porque nosso universo é da maneira que é. Se tal conhecimento for impossível de alcançar, isso pode significar o fim do aprofundamento do nosso entendimento de qualquer coisa que esteja além disso.

O que é a realidade realmente?


O mundo material pode, em algum nível, estar além da compreensão, mas Anton Zeilinger, professor de física da Universidade de Viena, está profundamente esperançoso de que os físicos simplesmente têm passado raspando pela superfície de alguma coisa muito grande. Zeilinger especializa-se nas experiências com o quantum, que demonstram a influência aparente dos observadores na formação da realidade. “Talvez a descoberta real virá quando nós começarmos a realizar as conexões entre a realidade, o conhecimento e as nossas ações,” diz. É um conceito bem estabelecido na prática.

Zeilinger e outros pesquisadores têm mostrado que as partículas que são amplamente separadas podem de algum modo ter estados quânticos vinculados, de modo que, ao observar o estado de um, o efeito no outro também seja afetado. Ninguém conseguiu descobrir ainda como o universo parece saber quando está sendo observado.

O que é a singularidade?


Para o cosmólogo e diretor do Perimeter Institute, Neil Turok, o maior mistério é como tudo começou, a grande explosão, mais conhecida como o big bang. A teoria convencional aponta novamente um estado infinito, quente e denso no início do universo, onde as leis da física conhecidas se dividem. “Nós não sabemos descrevê-la”, disse Turok. “Como pode qualquer um alegar que tem uma teoria sem isso?”.

Ele está esperançoso de que há uma relação entre a Teoria das Super-Cordas e um desenvolvimento conhecido como “o princípio holográfico”, que mostra que uma singularidade em três dimensões pode ser traduzida em uma entidade matematicamente mais manejável em duas dimensões (a qual pode implicar em que a terceira dimensão e a própria gravidade são ilusórias). “Estas ferramentas estão nos dando novas formas de pensar sobre o problema, que são profundamente satisfatórias em um sentido matemático”, diz.

A teoria das super-cordas será provada como correta?


O físico de Cambridge David Tong é apaixonado pela beleza matemática da Teoria das Super-Cordas – ideia de que as partículas fundamentais que observamos não são pontos e sim cordas minúsculas. Ele admite que uma vez teve uma crise filosófica quando concluiu que pode viver sua vida inteira sem saber se a Teoria das Cordas constitui realmente uma descrição de toda a realidade.

Tong se conforta em saber que os métodos da Teoria das Cordas podem atuar como suporte para pesquisas de problemas menos fundamentais, tais como o comportamento dos quarks e de metais exóticos. “É uma teoria útil; então, estou tentando me concentrar nela”, diz.

Como a complexidade acontece?


Do comportamento imprevisível do mercado financeiro à ascensão da vida a partir da matéria inerte, Leo Kadanoff, físico e matemático aplicado da Universidade de Chicago, procura as perguntas mais atraentes sobre a ascensão de sistemas complexos. Ele se preocupa devido a uma parte dos físicos e matemáticos se focalizarem apenas no muito pequeno e no muito grande. “Nós não sabemos como um vidro de janela comum trabalha e toma um formato”, afirma. “A investigação de coisas familiares é importante apenas para chegarmos a um entendimento”, defende. “A vida em si só será verdadeiramente entendida por decodificação de como os componentes simples com interações simples podem conduzir aos fenômenos complexos”, explica.

De que o Universo é feito?


Já é bem claro que a matéria comum – átomos, estrelas e galáxias compõe 4% da energia total do universo. Os outros 96% é que mantêm a física Katherine Freese, da Universidade de Michigan, ocupada. Ela está entusiasmada com uma parte do problema, a natureza de matéria escura e é possível que esteja próxima da solução. Com base em dados de sua nova experiência com o satélite Fermi, da Nasa, ela conseguiu descobrir que as partículas de matéria escura em nossa própria galáxia estão se destruindo em uma taxa mensurável, o que por sua vez poderia revelar suas propriedades. Mas a descoberta da energia escura, que parece acelerar a expansão do universo, criou um novo quebra-cabeça cheio de enigmas e sem nenhuma resposta à vista. Isto inclui a natureza da própria energia escura e a pergunta de por que há um valor tão extraordinariamente pequeno permitindo a formação de galáxias, de estrelas e do surgimento da vida.

Por que este universo?


Em sua busca pelas leis fundamentais da natureza, os físicos têm trabalhado essencialmente sob um paradigma de longa data: demonstrar por que o universo deve ser como o vemos. Mas se outras leis podem ser cogitadas, por que não pode existir um universo em algum outro lugar? “Talvez nós não encontremos outra alternativa que não seja o universo que nós conhecemos”, disse Sean Carroll de Caltech. “Mas eu suspeito que isto não esteja certo”. Carroll acha fácil imaginar que a natureza permite tipos diferentes de universos com leis diferentes. “Logo, em nosso universo, a pergunta transforma-se em: por que estas leis e não algumas outras leis?”

quarta-feira, 14 de março de 2012

Conheça a intrigante nebulosa quadrada















O que faz com que uma nebulosa seja quadrada? Nenhum cientista está certo, mas é assim que esse sistema estelar conhecido como MWC 922 parece.

A foto acima combina imagens em infravermelho obtidas pelo telescópio Hale, que fica na Califórnia, e pelo telescópio Keck-2, do Havaí.

A hipótese mais aceita é que, antes de explodir, a estrela que originou essa nebulosa expeliu cones de gás de forma simétrica. Cientistas especulam que, se vista de outro ângulo, a nebulosa poderia ter uma forma bem diferente. [Nasa]

Problemas oculares em astronautas podem prejudicar viagens a Marte















Os vôos de longa duração, como os planejados até Marte, estão ainda só no papel. Mas as conclusões de uma recente pesquisa bancada pela Nasa (agência espacial americana) indicam que os empecilhos para se chegar até o planeta vermelho podem ir além das dificuldades impostas pela tecnologia ou pelo tempo de viagem.

O estudo detectou que missões espaciais com no mínimo seis meses de duração provocam problemas oculares em astronautas. Alguns deles, como visão embaçada, parecem persistir mesmo depois do retorno da tripulação à Terra.

Rússia propõe ampliar estadia na ISS de 6 para 9 meses

Essas mudanças provavelmente ocorrem como uma adaptação do organismo ao ambiente de microgravidade. A esperança dos cientista é poder detectar quais são as características que fazem um astronauta menos suscetível a esse feito colateral das missões espaciais.

Segundo os oftalmologistas Thomas Mader e Andrew Lee, que analisaram os casos, as mudanças não teriam relação com o lançamento e a reentrada no espaço, mas sim com a ação da microgravidade sobre o corpo enquanto estavam na ISS (Estação Espacial Internacional).

A dupla examinou sete astronautas, todos eles com idade em torno dos 50 anos que ficaram pelo menos seis meses contínuos no espaço, e avaliou relatórios de viagem de mais 300.

Do grupo menor, todos tiveram uma alteração no tecido, fluido, nervo ou outra estrutura ocular.

Esses ocorrências podem ter sido provocados pelo aumento da pressão no interior do crânio. Ou seja, dentro da cabeça do astronauta. Contudo, nenhum teve sintomas tradicionais como dor de cabeça crônica, visão dupla ou ouvido zunindo.

Os estudiosos acreditam que há outros fatores envolvidos --como o curso anormal do fluido espinhal em torno do nervo óptico ou do sangue na coroide --, mas não sabem ainda dizer quais são.