domingo, 23 de setembro de 2012
Não param os receios provocados pelo asteroide Apophis
A Rússia irá enviar em 2020 para o asteroide Apophis um “trator gravitacional” para testar a tecnologia de desvio das órbitas de objetos espaciais que possam ameaçar a Terra.
Em 2023, partirá um aparelho para pousar em Ganímedes, satélite de Júpiter, e procurar indícios de vida. Estes dois projetos figuram na apresentação doTSNIIMASH (Instituto de pesquisa central de construção de máquinas), uma estrutura filial da Roskosmos, no Congresso Internacional Aeroespacial que encerra os seus trabalhos na sexta-feira em Moscou. A apresentação foi organizada no âmbito do programa Estratégia para o desenvolvimento da atividade espacial até 2030 entregue pela Roskosmos ao governo nesta primavera.
Depois da descoberta do Apophis, há 8 anos, os cálculos demonstraram que ele pode colidir com a Terra em 2029 com uma probabilidade de 1:37. Depois se verificou que não haveria catástrofe. Mas se o asteroide entrar num “funil” gravitacional com apenas centenas metros de largura, então irá colidir na aproximação seguinte em 2036. A probabilidade de acertar é de 4 para um milhão. Quando o Apophis se dirigir para o “funil”, ao “trator gravitacional” bastará desviá-lo ligeiramente para reduzir a hipótese de colisão para zero. A ideia de um “trator” desses é conhecida, diz-nos o membro-correspondente da Academia Russa de Cosmonáutica Yuri Karash.
“Será um corpo que irá girar à volta do asteroide e interferir com o seu movimento. Se o asteroide for descoberto muito antes de ele se aproximar da Terra a uma distância perigosa, enviando-lhe o “trator” poder-se-á gradualmente desviá-lo da trajetória perigosa.”
Para o astrofísico do Instituto Astronómico Sternberg da Universidade estatal de Moscou Vladimir Surdin as preocupações causadas pelo Apophis fazem sentido.
“Os cálculos demonstram o lado que a Terra terá virada para o asteroide em 2036, quando ele passar junto a nós. Infelizmente, será o lado da Rússia, ou melhor, da Eurásia. O local provável da colisão passa pelo território russo. Sem cálculos precisos, ainda não se pode dizer se ele passará ao lado.”
Ao contrário do envio do “trator”, o voo do aparelho russo para o sistema de Júpiter já estava planejado há muito. Se tratava do seu satélite Europa que tem a fervilhar debaixo da superfície um caldo de minerais em água que, teoricamente, podia sustentar algumas formas de vida. O perito em cosmonáutica Igor Lisov explica a razão da escolha final de Ganímedes.
“Se verificou que não existe equipamento eletrônico resistente à radiação que pudesse trabalhar na superfício do Europa. Tivemos de recuar um pouco de Júpiter para um satélite mais distante, mas igualmente interessante, e pensar em como estudá-lo.”
De acordo com Igor Lisov, a apresentação do TSNIIMASH é um reflexo da busca por algum objetivo global para depois de 2020, quando a EEI fôr retirada de órbita e afundada no oceano. Talvez faça realmente sentido começarmos a ocupar-nos dos asteroides dentro das intenções dos americanos que querem pousar num deles até 2025, diz o perito. Também não é obrigatório que a apresentação do Instituto e os planos da Roskosmos sejam a mesma coisa.
Zoológico espacial escreve em alfabeto galáctico
As galáxias que ocupam o Universo possuem diversas formas. Podem ser observados animais, flores, diversos objetos e mesmo letras. No céu estrelado já se conseguiu identificar todas as letras do alfabeto latino, de A a Z.
O projeto Jardim Zoológico Galáctico foi inaugurado em 2007, tendo os cientistas solicitado a voluntários que se juntassem em número de 250.000, que classificassem as estrelas e galáxias pelo princípio de associação: quais seriam as figuras que formariam na imaginação dos participantes no projeto.
As cerca de um milhão de fotografias e imagens das galáxias foram obtidas pelos criadores do zoológico estrelar com a ajuda do telescópio espacial Hubble e do telescópio terrestre do Novo México
Códigos para Extraterrestres
Uns astrônomos jovens dos Estados Unidos e França sugeriram adotar um padrão único para codificação das mensagens a serem enviadas através de radiotelescópios para outras civilizações hipotéticas. Supõem que essa providência faça aumentar a probabilidade de que tais sinais sejam compreendidos pelos seus destinatários.
A argumentação dos autores dessa ideia consiste em que mensagens desse tipo têm estado se tornando cada vez mais confusas para os habitantes dos “outros mundos”. Tanto que os Terráqueos já passaram a enviar ao Cosmo até mesmo sons e imagens digitalizados, inclusive desenhos infantis. Seu formato é adotado para serem percebidos pelos homens; portanto, as chances de que possam ser decodificados pelos extraterrestres são poucas. Por isso, é necessário simplificar o esquema de codificação e a linguagem de tais mensagens – sustentam os jovens cientistas. Porém, o acadêmico Nikolai Kardachiov, diretor do Centro Astroespacial do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, chamou esse problema de inventado, posto que os sinais transmitidos da Terra cairão, o mais provável, nos receptores de civilizações superiores. E prosseguiu:
Já o conteúdo de tais mensagens é irrelevante. Pode-se falar russo, mas também se pode falar inglês; pode-se enviar quadrinhos, não importa, pois será tudo percebido. Uma linguagem especial já estava sendo elaborada. Chama-se “LinCos”, sigla que significa “Língua Cósmica”. Pode-se transmitir via “LinCos”, sim, mas, considerando que eles são de longe mais inteligentes que nós, com uma vantagem de milhões de anos em matéria de evolução, isso não tem qualquer sentido.
Os cientistas estão auscultando o Universo na esperança de captar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960. Com o correr do tempo, começaram a enviar também seus próprios sinais. A lógica dos astrônomos é bem simples: se todos os representantes da razão extraterrestre somente captarão sinais sem nada transmitir, então o Universo permanecerá silencioso. A primeira mensagem partiu em 1974 do radiotelescópio em Arecibo, em Porto Rico. Então, foram lançados em três minutos 1 679 zeros e unidades duplos. Era uma codificação simplíssima, pois o que se esperava dos Extraterrestres era que adivinhassem que 1 679 se decompunha em 73 e 23. Se se tomar tal número de fileiras ou colunas, então os zeros e as unidades comporão umas imagens esquemáticas do Sol e dos planetas, do Homem, do ADN e de vários elemento químicos. Depois de Arecibo, foram enviadas outras 15 mensagens mais complexas, todas elas a partir do radar localizado em Evpatoria, na península da Crimeia. Agora, os cientistas querem que essas mensagens sejam preparadas com o concurso de crianças – conta o acadêmico Nikolai Kardachiov. E continua:
Elas estão inventando umas coisas, desenhando quadrinhos para tais bilhetes. Assim, sua mundividência vai se normalizando, passa a centrar-se em coisas mais interessantes do que a obtenção de dinheiro.
Os trabalhos realizados na estação de radar na Crimeia foram orientados por Aleksandr Zaitsev, colaborador científico sênior do Instituto de Pesquisas Radiotécnicas e Eletrônicas junto à Academia de Ciências da Rússia. Ele sustenta que agora, em vez de pensar em novos códigos, é preciso tentar abordar o problema de uma forma integral. E argumenta:
Está chegando o momento para começarmos a falar em transmissão e recepção de sinais inteligentes no Universo, e não separar esses conceitos. Porque, na realidade, são a mesma coisa. Quando estamos buscando, ficamos a pensar: mas como é, o que é que eles construíram de concreto para poderem enviar sua mensagem? E quando queremos transmitir, ficamos a pensar: mas como fazer para que as buscas da nossa mensagem sejam fáceis para eles? São coisas intervinculadas.
Entretanto, os jovens paladinos de uma linguagem comum para codificação de sinais prometem que se a mesma for criada algum dia, será por eles ensaiada em um recurso online em que todos os desejosos poderão deixar sua mensagem. Se, por exemplo, a mensagem enviada por um chinês for percebida pelos Americanos, será também percebida pelos Extraterrestres; portanto, a linguagem supranacional interplanetária está funcionando bem. Porém, verificar o grau de consistência dessa ideia é por enquanto impossível.
Terrestres estão próximos de desvendar mistério do Planeta Vermelho
Os terrestres estudam as fotografias tiradas pela sonda americana Curiosity após o pouso em Marte. O interesse em relação às fotos é inédito: passam de um blog para outro e são ativamente discutidas na Internet. Os cientistas russos têm a certeza de que as fotografias tiradas pela sonda americana podem entreabrir alguns mistérios do Planeta Vermelho.
Entretanto, um dos segredos de Marte já está desvendado. Na primeira fotografia enviada do planeta, os amadores de enigmas espaciais viram um “borrão” enorme de configurações confusas. Imediatamente, na Internet, apareceram diferentes versões acerca deste fenómeno: de reflexos de objetiva a marcianos em dispersão que se escondem precipitadamente dos terrestres em visita. Mas, segundo os especialistas do projeto Curiosity, trata-se de uma coluna de poeira levantada pela sonda no momento de pouso. Contudo, mesmo se sinais da vida não forem descobertos no planeta, é possível que Marte possa ser adaptado às necessidades dos terrestres, considera Yuri Karach, membro-correspondente da Academia de Cosmonáutica da Rússia:
“Entre todos os planetas do sistema solar, Marte é o mais próximo da Terra segundo suas condições. O estudo de Marte permite dar uma resposta à pergunta de quem somos e qual a nossa origem e até encontrar irmãos de intelecto ou, pelo menos, os seus vestígios. Por outro lado, Marte é um planeta que pode ser aproveitado, alargando deste modo o habitat de pessoas. O Curiosity é equipado de aparelhos universais que podem responder se é possível surgir a vida em Marte e se esta existia no planeta nalguma altura.
Para o pouso do Curiosity, foi elaborada uma tecnologia única de “grua celeste”, graças à qual a sonda foi descida em cabos da nave e posto em suas próprias rodas. A nova tecnologia pode ser utilizada no futuro para a descida de pessoas em Marte. O pé de homem pode pisar Marte já agora, mas virtualmente. O número de interessados em visitar Marte já se aproximou de 900 mil só no blog oficial da sonda. Cada algumas horas, no Twitter Curiosity Rover (https://twitter.com/MarsCuriosity) aparecem comunicados transmitidos da sonda, em que o aparelho não apenas partilha suas impressões e comunica sobre o seu estado na distante viagem de serviço, mas também anexa fotos e materiais de vídeo sobre paisagens circundantes. O blog contém até autorretratos da sonda compostos através da imposição de várias fotografias tiradas com a ajuda da câmara de navegação, instalada no cume da Curiosity. E, quem sabe, talvez sejam os utentes da Internet terráqueos que poderão uns dos primeiros ver cidades marcianas e a cor de pele dos habitantes do Planeta Vermelho. Este tema continua a originar discussões acesas na literatura de ficção científica mundial.
Ufólogos encontraram OVNI nas imagens de Marte
Os especialistas em óptica têm uma visão diferente. Segundo eles, os pontos são ou ligeiros danos da lente da câmera digital do Curiosity, ou partículas de poeira marciana.
Encontrados hidrocarbonetos em Plutão-Notícia de 24122011
O telescópio espacial Hubble descobriu evidências da existência de moléculas complexas no superfície de Plutão. O espectógrafo a bordo do Hubble registrou uma absorção forte da radiação ultravioleta no planeta. Esta descoberta pode explicar a cor de Plutão e fornece novas informações sobre a composição de sua superfície.
É possível que a absorção da luz ultravioleta indique a presença de hidrocarbonetos complexos e/ou moléculas de nitrilo em Plutão. Estes compostos químicos podem se formar pela interação da luz do sol ou de luzes espaciais com os gelos de Plutão, compostos de metano, monóxido de carbono e nitrogênio.
Plutão está muito longe da Terra e mesmo dos telescópios espaciais para ser estudado detalhadamente. Os cientistas depositam esperanças na sonda interplanetária da NASA New Horizons que se aproximará Plutão em 2015. Este aparelho tem um peso de menos de 500 quilos e, pela primeira vez, atingirá Plutão, devendo estudar a sua superfície e atmosfera.Fonte:EPA
Satélite recém-descoberto de Plutão e a possibilidade de uma catástrofe
Foi descoberto mais um, o quinto, satélite do longínquo Plutão. É mais um motivo para os cientistas se perguntarem porque tem tantos satélites um corpo celeste de tamanho inferior à nossa Lua. Será mais um facto a favor da hipótese de um antigo cataclismo cósmico?
O satélite, com o nome provisório de P5, foi descoberto, tal como o seu antecessor P4 há um ano, numa foto feita com grande exposição pelo telescópio orbital Hubble . Transversalmente ele mede de 10 a 24 km. Os cientistas que o descobriram comparam a família de satélites de Plutão com uma matrioshka, a famosa boneca russa. As suas órbitas encaixam umas nas outras, explica Vladimir Surdin, astrofísico do Instituto Astronómico Shternberg da Universidade Estatal Lomonossov de Moscou.
“O Plutão é perfeitatamente original. Foi descoberto em 1930 e em 1978 foi descoberto o seu satélite Charon com uma massa enorme. A partir daí nós consideramo-lo um planeta duplo. Sabemos que um “servo de dois amos” ou um “agente duplo”, um espião que trabalhe para 2 países, não tem uma vida longa. Na mesma lógica, qualquer satélite que gire à volta de um planeta duplo também não pode existir por muito tempo, por isso o sistema de satélites de Plutão terá, provavelmente, aparecido há pouco tempo, numa escala astronómica. O mais provável é tratar-se de frangmentos de dois corpos que terão colidido junto a Plutão num tempo previsível, talvez há centenas de milhões de anos, o que não é muito.”
Também existe uma versão de colisão semelhante que pelo menos explica o aparecimento de Charon: o próprio Plutão podia ter colidido com um corpo da mesma ordem de grandeza. Depois parte dos fragmentos terão formado o Charon e a outra parte terá sido atraída pelos restos de Plutão, tendo mais tarde ambos os corpos obtido a forma esférica. Depois de cataclismos desse tipo poderia ter aparecido um sistema de aneis, se bem que à volta de Plutão ainda não os descobriram. Na opinião do norte-americano Andrew Steffl, podem ser encontrados aneis pálidos para além da órbita do quinto satélite de Plutão, nunca a menos de 42 mil km do centro de todo o sistema. Numa região mais próxima e instável eles seriam inevitavelmente destruidos pela gravidade alternada do planeta duplo.
Também há astrónomos partidários da versão da passagem junto ao Sol de um sistema planetário de outra estrela. Um dos seus componentes teria colidido com Plutão o que explicaria a inclinação estranha da sua órbita e a quantidade de satélites. Vladimir Surdin discorda.
“Isso é impossível. O mais provável é o Sistema Solar nunca ter sofrido a influência de outras estrelas. Se isso tivesse acontecido, nós não teríamos orbitas tão estáveis. A Terra percorre uma órbita quase circular. As colisões no espaço são um fenómeno comum, até hoje foram descobertos mais de meio milhão de pequenos corpos, chamados asteróides, no interior do Sistema Solar. Quando há tantos corpos a circular próximos uns dos outros as colisões acontecem.”
O recém descoberto P5 já foi incluido na lista dos objetos a estudar pela estação Novos Horizontes (New Horizons) da NASA. Em fevereiro de 2015 a estação estará suficientemente próxima de Plutão para iniciar as observações. Em julho do mesmo ano ela passará a 10 mil km de Plutão sem reduzir a velocidade. O período mais favorável para as fotos mais nítidas irá durar apenas dez minutos, depois do que a Novos Horizontes entrará em sequência nas zonas de sombra solar de Plutão e de Charon. Se Charon possuir uma atmosfera, como o seu consorte, isso será detetado pelos aparelhos. Segundo Vladimir Surdin, a missão do aparelho pode soerguer o véu que cobre o mistério da origem do planeta e do seu sistema.Fonte:Epa
Curiosity recolhe amostra da atmosfera de Marte
O jipe Curiosity recolheu para análise amostras da atmosfera de Marte.
Se trata do primeiro estudo químico da atmosfera do Planeta Vermelho desde que, em meados dos anos de 1970, estudos semelhantes foram realizados pelo jipe Viking.
A análise ainda não terminou, sendo os resultados dos primeiros testes conhecidos na próxima semana. Segundo os dados dos investigadores, na atmosfera do planeta predomina o dióxido de carbono. O objetivo da presente investigação é determinar se o Curiosity descobre vestígios de metano. A sua presença em Marte foi recentemente descoberta por um satélite e por telescópios terrestres.
Fonte:Epa
OVNIs vistos simultaneamente nos EUA e Europa Central
Nos EUA, na Eslováquia e na Polônia, durante uma semana, foram observados OVNIS na mesma altura.
Três bolas vermelhas se moviam a grande velocidade no céu noturno, embora a trajetória dos objetos não coincidisse com as trajetórias de qualquer aeronave existente na Terra. Em pouco tempo, os objetos voadores conseguiram cobrir uma distância de 10.000 quilómetros.
Na Internet foram publicados vídeos feitos por testemunhas que confirmam o surgimento simultâneo de OVNIS em pontos da Terra situados a grande distantância uns dos outros.
Norte-americanos planejam colonizar a Lua
A NASA está elaborando um programa do retorno para a Lua e planeja construi-la uma base lunar, declarou o diretor do programa de voos tripulados da NASA na Rússia, Michael Serber.
“Queremos voltar para a Lua e ficar lá por um tempo muito longo,” declarou o representante da NASA, discursando no Congresso Internacional Aeroespacial em Moscou.
Ao mesmo tempo, segundo Serber, a Estação Espacial Internacional (EEI) permanece a ser o principal complexo espacial que pelo menos até 2020 permitirá praticar tecnologias de voos para a Lua, Marte e seus satélites.
Serber continuou declarando que a NASA tem planos de explorar outros planetas no Sistema Solar.Fonte:Epa
Extraterrestres poderão estar mais próximos do que pensamos
Ainda continuam vivos na memória os filmes do Discovery Channel com declarações chocantes de Stephen Hawking, um dos mais influentes e conhecidos físicos teóricos. O cientista e prémio Nobel fez uma declaração sensacional em que disse que os extraterrestres, muito provavelmente, existem mesmo, implorando à humanidade não tentar entrar em contato com eles.
Não é a primeira vez que Stephen Hawking discorre sobre mundos extraterrestres. Ele se tornou famoso graças ao livro “Breve História do Tempo” sobre a origem do Universo. Na nova série, Stephen Hawking declara que existem outras formas de vida em muitos cantos do Universo mas que os extraterrestres podem simplesmente utilizar a Terra como fonte de recursos para a conquistar e continuar o seu caminho.
Os americanos já começaram a estudar o problema da identificação de criaturas alienígeras, por enquanto só a nível genético. Garry Rafkan, professor de Genética da Escola de Medicina de Harvard, desenvolveu um chip capaz de determinar a existência de fragmentos de ADN extraterrestre. O chip deverá ser utilizado nos equipamentos de investigação do futuro rover marciano (veículo robótico).
A poeira do planeta vermelho cairá em uma solução especial que será submetida a ultrassons para eliminar quaisquer vestígios orgânicos e depois analisada para detetar a existência de ADN.
Receber os “homenzinhos verdes”
Há muitas décadas que a Humanidade anda procurando vida extraterrestre. Os investigadores americanos resolveram, para fundamentar a necessidade das buscas de seres racionais extraterrestres, utilizar o paradoxo do conhecido físico Enrico Fermi, ou seja, a contradição entre a grande probabilidade de existência de vida racional no Universo e a ausência de sinais visíveis desta existência. O cientista colocou esta pergunta simples: “Se existem tantas civilizações fora da Terra, onde estão elas?”.
Os americanos propuseram uma forma de resolver este paradoxo. Eles estabeleceram que, se partirmos do tempo médio de vida de uma civilização na nossa galáxia de mil anos (os habitantes da Terra só enviam sinais de rádio para o cosmos há 100 anos), na Via Láctea podem existir mais de 200 civilizações sem saberem da existência umas das outras. Os ingleses foram ainda mais longe. Na Universidade de Edimburgo consideram que na nossa galáxia existem pelo menos 361 civilizações de seres racionais e que o seu número máximo poderá atingir 38.000.
Os sucessos na teoria inspiram não só os cientistas do SETI mas também milhões de voluntários em todo o mundo, que desde os anos 1960 tentam captar sinais de rádio vindos de outros mundos.
Em 1977, o radiotelescópio da Universidade de Ohio recebeu um sinal que demorou cerca de 37 segundos. O sinal era proveniente da constelação de Sagitário e era o mais potente dos captados até então. Em 2004, o radiotelescópio em Arecibo (Porto Rico) transmitiu um sinal que viria a receber o nome de SHGb02+14ª e que tinha origem numa zona do Universo em que a constelação de Carneiro faz fronteira com a constelação de Peixes.
Os últimos dados publicados em 2008 pelos cientistas americanos envolvidos no Programa de Busca de Civilizações Extraterrestres, podem bem ser considerados sensacionais. Uma das constelações próximas da Terra pode ser uma cópia quase perfeita do nosso Sistema Solar nos primórdios de seu desenvolvimento. Desta forma, não é de excluir que o homem tenha copiado a certa altura um ser que vivera há milhões de anos em mundos distantes.
O químico sueco Svante Arrhenius, um dos primeiros galardoados com o prémio Nobel, no fim do século XIX, avançou a ideia da Panspermia, segundo a qual a vida na Terra poderia ter sido trazida do Espaço. A ciência oficial do século XX ignorou esta hipótese. Mas agora muitos conhecidos físicos teóricos da Europa e da Rússia estão estudando o problema de a vida na Terra poder ter tido origem em seres de outros planetas, refutando a teoria “oficial” de que a Terra é o centro do Universo e que este “gira” à volta do nosso planeta. Na Rússia, a teoria da origem “não terrena” da vida foi fundamentada por investigadores do Instituto de Espectroscopia da Academia das Ciências.
Do ponto de vista filosófico, se pode preconizar que os extraterrestres queiram prolongar sua vida e transmitir os conhecimentos acumulados. Para tal, os seres de outros planetas teriam mais vantagem em espalhar na galáxia centenas de milhares de toneladas de biomoléculas-biocápsulas de ADN, que contêm toda a informação sobre o tipo de vida a que pertencem. Um tal tipo de “troca” de informação é vantajoso do ponto de vista energético. As partículas de ADN enviadas para o Espaço à velocidade cósmica de dezenas de quilómetros por segundo, são disseminadas na Galáxia durante alguns milhões de anos – um prazo “adequado para ser percecionado”. Pelo contrário, um sinal eletromagnético, que “voa” à velocidade da luz, espalha-se demasiado depressa e contem bastante menos informação.
Naturalmente que parte dos “mensageiros” se irá perder: ficará presa no cam po gravitacional sendo posteriormente queimada, uma parte se destruirá em resultado de explosões em estrelas supernovas. Mesmo assim, uma parte pode chegar aos planetas com condições mais favoráveis como a Terra. Se o planeta for adequado, o sinal biológico não se perderá. Tendo atingido, por exemplo, água a determinada temperatura, o “sinal” começa se desenvolvendo. No ADN está concentrada uma informação colossal: 110 unidades de alfabeto genético de três “letras” – os nucleótidos. É praticamente impossível imaginar todas as possíveis combinações. É assim que começa a vida. Os especialistas em Genética Molecular afirmam que só cerca de 5% do ADN humano possuem informação útil. Os outros 95%, a parte “em excesso”, encerram o mistério da origem da vida, incluindo a informação útil e necessária para o ulterior desenvolvimento da Humanidade.
Parece que, tendo alcançado o nível de desenvolvimento desses seres, nós, humanos, poderíamos levar a cabo a mesma operação de disseminação da vida para os próximos milhões de anos.
Há ainda um outro importante testemunho de que a vida na Terra foi trazida do Espaço. As últimas investigações microbiológicas do Instituto russo de Medicina Espacial mostram que a vida surge logo que existem as necessárias condições para tal. Se tivermos em conta que a idade estabelecida do primeiro gene na Terra é de 3,8 bilhões de anos e que a idade geológica da Terra é de 4,6 bilhões de anos, vemos que as duas datas são muito próximas, o que nos torna, a mim e a você, verdadeiros extraterrestres.Não expressa a visão dos administradores do blog.Fonte:Andrei Kisliakov-Russia.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Pedra que rolou pela lua é fotografada pela NASA

Cientistas da NASA fotografaram uma pedra que rolou por toda a superfície da lua. A imagem, capturada pelo Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (Câmera do de Reconhecimento do Orbitador Lunar), mostra a pedra que caiu em um declive na cratera Schiller, deixando para trás sua trilha original.
Mas longe de ser um evento recente, as marcas da rocha sugerem que ela se moveu pela lua entre 50 e 100 milhões de anos atrás.
Pesquisadores acreditam que a pedra começou a rolar depois de ser atingida por um meteorito, ou depois de ser desalojada por tremores de um impacto nas proximidades. [Telegraph]
Cientista russo diz que há provas de vida em Vênus

Leonid Ksanfomaliti, um eminente cientista russo, afirma que há provas de vida em Vênus em fotografias granuladas tiradas por uma sonda soviética, décadas atrás.
Ksanfomaliti, que faz parte do Instituto de Pesquisa Espacial em Moscou, analisou as fotografias, tiradas na superfície do planeta pela sonda Venus-13 em 1982. Elas mostram o que seria um inseto gigante parecido com um escorpião.
Mas as visões do membro da Academia Russa de Ciências não foram tão bem aceitas. Especialistas afirmam que o que é descrito como um disco e um escorpião mudam de localização de uma foto para a outra.
O professor diz que as imagens revelam um corpo, um disco e uma “aba preta”, que “emergem, flutuam e desaparecem”. “E se nós nos esquecermos das teorias correntes sobre a não existência de vida em Vênus, os objetos morfológicos nos permitem dizer que existe”, comenta.
Até hoje, não houve nenhuma comprovação de vida no planeta, que tem uma temperatura de 464 graus e uma gravidade 0,9 vezes maior do que a da Terra.
Mas Jonathon Hill, que processa muitas imagens tiradas durante as missões da NASA, afirma que as versões em alta resolução tiradas da nave Venera 13 mostram que o objeto parecido com um caranguejo é na verdade um componente mecânico, e não um ser vivo.
O mesmo objeto aparece em uma foto tirada por uma sonda idêntica, a Venera 14, que pousou perto desse local. [Telegraph]
Sonda da NASA detecta pistas de oxigênio na lua Dione

A sonda Cassini, da NASA, detectou pistas da existência de íons de oxigênio molecular ao redor da lua gelada Dione, de Saturno, pela primeira vez, confirmando a presença de uma atmosfera muito tênue.
Os íons são um tanto esparsos – um para cada 11 centímetros cúbicos de espaço ou 90 mil por metro cúbico. Na superfície da Dione, sua atmosfera seria densa como a da Terra a 480 quilômetros da superfície. A atmosfera é conhecida como exosfera.
“Nós sabemos que a Dione, assim como os anéis de Saturno e a lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio”, comenta Robert Tokar, membro da equipe Cassini. “Isso mostra que o oxigênio molecular é na verdade comum no sistema de Saturno, e reforça de que isso pode acontecer em um processo que não envolve a vida”.
O oxigênio da Dione parece vir de fótons solares ou partículas energéticas do espaço, que bombardeiam a superfície de gelo da lua, e liberam as moléculas. Mas os cientistas estão procurando por outros processos, incluindo os geológicos.
“Os cientistas não tinham nem certeza de que a Dione era grande o suficiente para aguentar uma exosfera, mas essa nova pesquisa mostra que ela é ainda mais interessante do que se pensava”, comenta Amanda Hendrix, também da Cassini.
Vários corpos sólidos do sistema solar – incluindo a Terra, Vênus, Marte e a maior lua de Saturno, a Titã – têm atmosferas. Mas elas tendem a serem muito mais densas do que a da Dione.
Entretanto, os cientistas do Cassini detectaram uma fina exosfera ao redor da lua de Saturno, Rhea, em 2010, muito similar a da Dione. A densidade do oxigênio nas superfícies da Dione e da Rhea é cerca de cinco trilhões de vezes menor do que a da Terra.
Tokar comenta que os cientistas suspeitavam da existência de oxigênio molecular na Dione porque o Hubble havia detectado ozônio. Mas isso não foi possível até a Cassini voar a cerca de 503 quilômetros da superfície da lua, com seu espectrômetro de plasma.[SpaceDaily]
Descobertas “bolas de futebol” orbitando estrelas distantes

Pela primeira vez, astrônomos descobriram formas sólidas de pequenas esferas de carbono no espaço, dentro de uma vasta nuvem de partículas que órbita duas estrelas distantes.
As esferas são formadas por 60 átomos de carbono, ligados de modo a formar algo parecido com uma “bola de futebol”. Astrônomos enxergaram grandes quantidades das bolas, o suficiente para criar 10 mil montes Everest, circundando um par de estrelas há 6.500 anos-luz da Terra.
“Essas esferas estão juntas, formando um objeto sólido, como laranjas em uma caixa”, afirma o líder do estudo, da Universidade de Keele, Nye Evans. “As partículas que detectamos são minúsculas, muito menores do que um fio de cabelo, mas cada uma contém milhões dessas esferas”.
O telescópio espacial Spitzer, da NASA, enxergou as esferas no sistema binário de estrelas XX Ophiuchi. A luz emitida pelas esferas de carbono é diferente do que as formas gasosas vistas anteriormente, o que permite imaginar que o telescópio detectou o material em sua forma sólida.
Na Terra, essas esferas podem ser usadas como supercondutores, na área médica, como purificadores de água e armadura. Elas se formam naturalmente como um gás que sai de velas pegando fogo ou na forma sólida em minerais rochosos, mas nunca haviam sido vistas na forma sólida no espaço.
O Spitzer detectou os primeiros sinais das esferas gasosas no espaço em 2010, e já encontrou material suficiente para preencher 15 luas terrestres.
“Esse resultado surpreendente sugere que as esferas de carbono são ainda mais comuns no espaço”, afirma Mike Werrner, cientista do projeto Spitzer. “Elas podem ser formas importantes do carbono, um dos componentes essenciais da vida pelo cosmos”. [LiveScience]
Causa de explosão estelar é desvendada

A origem de um importante tipo de explosão estelar – a supernova Ia – foi descoberta, por um equipe da Universidade de Pittsburgh. O estudo desse tipo de supernova ajuda os pesquisadores a quantificar dados sobre as galáxias e outras descobertas astronômicas.
O investigador líder do estudo, Carlos Badenes, detalhou as formas com que imagens multicoloridas foram usadas para determinar que tipos de estrelas produzem o tipo Ia de supernovas.
“Nós sabíamos que duas estrelas precisam estar envolvidas nesse tipo de explosão, e que uma precisava ser uma anã branca”, afirma Dan Maoz, coautor do estudo. “Mas existiam duas possibilidades para a identidade da outra estrela, e é isso que nós procurávamos”.
De acordo com Badenes, a segunda poderia se uma “estrela normal”, como o sol, ou outra anã branca, que é menor, porém mais densa e composta de matéria de elétrons degenerados. A equipe suspeitava que a segunda opção, com duas anãs brancas no mesmo sistema solar, orbitando uma à outra a mais de 750 mil quilômetros por hora, seria a hipótese mais plausível. Conforme elas ficassem mais rápidas e fossem chegado mais perto, um dia iriam se fundir.
“Existiam razões óbvias para suspeitar que a supernova Ia viria de uma dupla de estrelas anãs”, afirma Maoz. “Mas nossa maior questão era se existiam anãs brancas o suficiente para produzir o número de supernovas que vemos”.
Como as anãs brancas são extremamente pequenas e fracas, não existe esperança de avistá-las em galáxias distantes. Por isso, Badenes e Maoz se viraram para o único local onde poderiam ver isso: a parte da Via Láctea a cerca de mil anos-luz do sol.
Apesar do processo de arquivamento de dados ser desafiador, a equipe conseguiu compilar uma lista com mais de quatro mil anãs brancas em apenas um ano.
“Nós encontramos 15 duplas de estrelas anãs brancas na vizinhança local, e então usamos simulações de computador para calcular a média com que elas se fundiam”, afirma Badenes. “Nós então comparamos o número de duplas se fundindo aqui com o número de supernovas Ia avistadas em galáxias distantes que lembram a Via Láctea”.
O resultado foi que, em média, uma fusão de anãs brancas acontece na Via Láctea a cada século.
“O número é incrivelmente próximo da média de supernovas tipo Ia que observamos em galáxias parecidas com a nossa”, afirma Badenes. “Isso sugere que as estrelas anãs são uma explicação plausível para esse tipo de supernova”. [ScienceDaily]
Matéria escura no espaço confunde cientistas

Uma massa de matéria escura foi localizada há 2,4 bilhões de anos-luz da Terra, e intriga cientistas por não seguir os padrões conhecidos.
Segundo teorias básicas da astronomia, a matéria escura é pouco conhecida e misteriosa, mas segue um comportamento esperado. Acredita-se que a maioria das galáxias está localizada dentro de massas maiores de matéria escura, conectadas com massas menores, mesmo se passarem por colisões cósmicas.
Já a massa de matéria escura em questão parece ter se separado de sua massa maior e sido deixada para trás no espaço, após uma colisão. “Esse resultado é um quebra-cabeças. A matéria escura não está se comportando como previsto, então não está claro o que está acontecendo. Teorias da formação de galáxias e de matéria escura devem explicar o que estamos vendo”, afirma James Lee, astrônomo da Universidade da Califórnia.
A matéria solitária foi identificada pela primeira vez em 2007, pelo telescópio do Canadá, França e Havaí (CFHT), que fica no Havaí, em um projeto canadense de comparação de aglomerados. Como os resultados do projeto não foram conclusivos, alguns cientistas duvidaram da estranha descoberta. O cientista candense Arif Babul, da Universidade de Vitória, liderou o projeto e explica que as observações foram confirmadas pelo telescópio Subaru, localizado no Japão. “Os resultados foram intrigantes e empolgantes, mas gerou dúvidas, com a maior crítica relacionada à observação feita a partir da Terra”.
O telescópio Hubble também confirmou a existência da matéria abandonada pelas galáxias, e detectou que ela pertence a uma galáxia em formação chamada Abell 520.
Como a matéria escura é identificada
A matéria escura não pode ser detectada diretamente, uma vez que é incapaz de refletir a luz e não interage com a matéria normal, a não ser pela gravidade. Para localizar uma dessas matérias no espaço, é usada uma técnica chamada lentes gravitacionais, que calcula a quantidade de luz vinda de outras galáxias atraída pela matéria escura, no caminho para a Terra. Esse fenômeno está previsto na Teoria da Relatividade de Einstein, que descreve de que maneira uma massa – escura ou normal – desvia o espaço e o tempo ao redor dela. Isso significa que quando a luz passar pela massa, irá viajar por uma trajetória curva, ao redor do objeto.
Cientistas acreditam que a matéria escura domina o universo, compondo 98% de todas as matérias no cosmos. As observações indicam que a matéria escura e suas interações com matéria normal são muito mais complicadas que os cientistas supunham. “Observações como essa da Abell 520 nos dão um senso modesto de que apesar de toda a evolução de nosso conhecimento, de vez em quando ainda somos surpreendidos”.
Hubble flagra quasares funcionando como lentes gravitacionais

O grande Telescópio Hubble, que está no espaço há mais de vinte anos (foi lançado em 1990), continua fazendo descobertas impressionantes. Recentemente, cientistas europeus puderam localizar quasares (focos de núcleo energético, que se comportam de maneira semelhante a um buraco negro) agindo como lentes gravitacionais em galáxias distantes – ou seja, quem vê essas galáxias, pensa que elas estão distorcidas por causa da imagem criada pelos quasares.
Cientistas de um instituto espacial da Suíça tomaram nota das distâncias entre galáxias, para então corresponder estes dados com as observações do satélite Hubble. Quando encontraram anomalias entre tais distâncias, perceberam que se tratava de uma “imagem artificial”, criada por um quasar que distorce a forma das galáxias atrás de seu campo de visão.
Embora seja muito maior que as estrelas e grande o bastante para influenciar uma galáxia, um quasar nada mais é do que um objeto no espaço. Trata-se de um objeto muito mais luminoso do que a soma da luz das estrelas na qual eles se encontram. Por isso, eles “escondem” a galáxia na qual estão.
Dessa forma, o próximo desafio dos cientistas é conseguir determinar a massa e outros dados astrofísicos sobre as galáxias que hospedam os quasares. Esta missão é difícil justamente devido ao fato de que a grandeza dos quasares compete com a de suas próprias galáxias. [ScienceDaily]
Dione: lua de Satuno pode ser ativa geologicamente





A sonda Cassini da NASA captou possíveis sinais de atividade geológica na Dione, lua de Saturno.
As imagens da nave mostram o que parece ser fissuras quentes e indicações de um vulcão congelado no satélite.
As fissuras parecem similares as “listras de tigre” encontradas na outra lua de Saturno, Enceladus, que expelem jatos potentes de água para o espaço.
Em Dione, essas fissuras podem estar inativas agora, ou, como outras evidências sugerem, alguma (pouca) atividade pode estar em curso.
Se as novas descobertas forem confirmadas, a Dione pode se mostrar um lugar muito mais dinâmico do que acreditávamos.
Evidências de atividade
A hipótese de atividade geológica em Dione conta com várias linhas de evidência. Observações anteriores do campo magnético de Saturno, por exemplo, detectaram uma corrente de partículas carregadas provenientes da superfície de Dione.
Além disso, os cientistas anunciaram no início deste mês que haviam detectado uma fina atmosfera de oxigênio ao redor da lua.
Mas a evidência mais óbvia encontra-se nas características de sua superfície. Por exemplo, uma grande região de Dione não possui quase crateras de impacto. Ou materiais cobriram essas crateras, ou elas foram cobertas por escombros de uma erupção, indicando atividade.
A pista vem a partir da identificação de um possível criovulcão (vulcão de gelo) na região plana de Dione. Até agora, criovulcões foram encontrados em Enceladus, Tritão (lua de Netuno) e talvez na Titã, lua de Saturno. Eles expelem água e amônia ou metano, em vez de rocha fundida.
Imagens da sonda Cassini revelam também a presença de um tipo de crateras que resulta de um impacto de uma rocha espacial em material macio. Isso poderia sugerir que o gelo sob a superfície é mais quente do que o normal.
Ainda assim, os cientistas suspeitam que qualquer atividade ocorrendo em Dione está ocorrendo em um nível inferior a Enceladus. Ou seja, não há muito acontecendo por lá.
Mas ela pode ter sido muito ativa no passado. As pistas de sua superfície demonstram isso.(BBC)
“Arco-íris” é encontrado em nebulosa de Órion

Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion já foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”.
A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar.
Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra.
As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente.
Ao longo deste curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na Nebulosa.
De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou esta matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos.
Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.










