sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cientista estão tentando desenvolver uma nave que viaja mais rápida que a Luz.

Alguns meses atrás, o físico Harold White chocou o mundo da aeronáutica quando anunciou que ele e sua equipe da NASA começou a trabalhar no desenvolvimento de um motor de dobra que pode viajar mais rápido do que a luz. O ambicioso projeto faria com que uma nave chegasse à outras estrelas em questão de semanas – isso sem violar a teoria da relatividade de Einstein. 
A ideia está baseada nas equações do físico Miguel Alcubierre. Em seu artigo intitulado “Dobra espacial: Velocidade Ultra-Rápida Dentro da Relatividade Geral”, de 1994, o físico sugeriu um mecanismo no qual o espaço-tempo pode ser distorcido em dois na proa e na popa da espaçonave.
O renomado físico Michio Kaku apelidou a ideia de Alcubierre como “o passaporte para o universo”. Ela tira proveito de um truque no código cosmológico que permite a expansão e contração do espaço-tempo, e permite a viagem ultrarrápida para outros sistemas planetários. Basicamente, o espaço vazio atrás da nave espacial seria desenvolvido para se expandir rapidamente, empurrando a nave para frente. Os tripulantes da nave perceberiam isso como um movimento, apesar da total falta de aceleração.
Segundo White, poderíamos realizar uma viagem interestelar para Alpha Centauri em meras duas semanas – apesar dos mais de 4 anos-luz que a separa do nosso sistema solar, algo que uma nave comum levaria dezenas de milhares de anos para efetuar.
Falando da engenharia do motor responsável por essa façanha, um objeto esférico (a nave) seria colocado entre duas regiões do espaço tempo (uma expansão e uma contração). Uma “bolha de dobra” geraria o que se move no espaço-tempo ao redor do objeto, efetivamente reposicionando-o. Como resultado, teríamos uma viagem mais rápida do que a luz, sem que a nave tenha que se mover em relação à sua estrutura local de referência, ou seja, o motor irá comprimir o espaço à frente e expandir o espaço atrás de si, movendo-o para um outro lugar sem sofrer nenhum dos efeitos adversos dos métodos de viagem mais rápida que a luz. Desse modo, não há uma violação da relatividade de Einstein.
“Lembre-se que nada localmente excede o limite da velocidade da luz, mas o espaço pode ser expandido e contraído em qualquer velocidade”, disse White. “Contudo, o espaço-tempo é realmente rígido, então para criar o efeito de expansão e contração de uma forma útil para nós é necessário uma boa quantidade de energia”.
E de fato, cálculos preliminares sugeriam que era necessário uma grande quantidade de energia para distorcer o espaço-tempo. Mais ou menos a mesma massa-energia do gigante gasoso Júpiter (que é 1.9 × 1027  ou 317 vezes a massa do nosso planeta). Assim, a ideia se torna muito impraticável. Embora a natureza permita uma velocidade de dobra, ainda não seríamos capazes de criá-la.
“Contudo,” disse White, “baseado em analises dos últimos 18 meses, existe alguma esperança. A chave está na alteração da geometria da própria dobra espacial.
Em outubro do ano passado, White estava se preparando para dar uma entrevista para o 100 Year Starship, em Orlando (EUA), quando notou que se otimizasse a espessura da bolha de dobra e oscilasse sua intensidade para diminuir a rigidez do tecido do espaço-tempo, seria possível diminuir a quantidade de energia para fazer isso. Para se ter uma ideia, a quantidade de energia que seria exigida é menor do que a Voyager I precisou.
E de fato, muita energia será economizada. De 317 vezes a massa do planeta Terra até um objeto de somente 700 kg. Assim, a ideia se torna muito mais próxima da realidade.
Na teoria tudo está muito claro e funcional. Os primeiros experimentos práticos estão começando agora. Engenheiros da NASA estão simulando uma bolha de dobra em miniatura para simular a distorção no espaço-tempo em escalas muito reduzidas.
Ainda não é certo se será possível realizar viagens interestelares mais rápido que a velocidade da luz, através de uma brecha na relatividade. Ainda os efeitos para a nave e seus tripulantes também não são conhecidos. Em teoria, está tudo perfeito, mas na prática ainda levará algum tempo para que esse sonho se torne realidade.

Teoria de Viagem no Tempo Sobre o Incidente em Roswell

Nick Redfern, do site mysteriousuniverse.org, escreveu:
Foi há pouco mais de uma semana após o famoso avistamento de OVNIs por Kenneth Arnold, em 24 de junho de 1947, no Monte Rainier, estado de Washington – EUA, que um veículo aéreo altamente anormal caiu na Terra em uma fazenda remota do Condado de Lincoln, estado do Novo México – EUA, não muito longe da cidade de Roswell.
Este evento altamente controverso tem sido o assunto de dezenas de livros, estudos governamentais oficiais, documentários de TV, filmes e considerável interesse pela imprensa e pelo público em geral.
O estranho evento abriu portas para uma montanha de teorias para sua explicação, inclusive a de que tenha sido: um balão meteorológico, um ‘Balão Mogul’ que seria secretamente utilizado para monitorar testes de bombas atômicas soviéticas, uma espaçonave alienígena, algum experimento obscuro de exposição às grandes altitudes, um teste atômico mal sucedido, um acidente com um foguete nazista que levava macacos como tripulantes, e um acidente envolvendo uma aeronave do tipo ‘asa voadora’, construída e transplantada por cientistas alemães que haviam se realocado nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.
Não é segredo que eu esteja cético a respeito disso ter sido causado por alienígenas que encontraram sua morte no deserto naquele ido dia de julho de 1947.  E eu considero que se um dia a história verdadeira do que realmente aconteceu em Roswell fosse exposta, provavelmente seria uma de experimento militar secreto nascido da Guerra Fria.  Mas eu posso estar redondamente enganado nas minhas suspeitas.
Mantendo-se em mente o parágrafo acima, e se o evento de Roswell pudesse ser explicado de forma muito diferente e extremamente alternativa?  E se a estranha nave e sua estranha tripulação não fossem os moradores de outra galáxia, ou mesmo de algum projeto militar secreto pós guerra?  E se, incrivelmente, seu ponto de origem fosse num futuro distante de uma natureza distintamente humana?
Enquanto tal cenário possa parecer extremamente incrível para muitos – mesmo para aqueles que possuem a opinião de que algo realmente anômalo ocorreu no Condado de Lincoln naquela época – tais teorias têm sido expressadas e endossadas também.  Um daqueles que revelou seus pensamentos sobre este cenário em particular foi o Tenente Coronel Philip Corso, co-autor com William Birnes do enormemente debatido livro de 1997, The Day after Roswell (O Dia Após Roswell – trad. livre n3m3).
A sensacional história de Corso, que foi profundamente questionada e criticada, alega seu conhecimento pessoal do incidente de Roswell, enquanto prestava serviço militar e de forma que alegadamente ajudou a avançar os Estados Unidos – tanto cientificamente, quanto militarmente, pelo fato de secretamente introduzir tecnologias fantásticas encontradas na espaçonave de Roswell para as indústrias privadas e empreiteiras de defesa dos EUA.
Apesar de muitos terem defendido Corso como um sólido proponente da ideia de que extraterrestres despencaram até o solo terrestre no Novo México em 1947, na verdade, Corso estava disposto a considerar algo muito diferente disso.
Os corpos anormais encontrados nos destroços da nave, disse Corso, eram seres geneticamente criados, projetados para aguentar os rigores do vôo espacial, mas não eram na verdade os criadores de sua própria nave.  Até a data de sua morte em 1998, Corso especulou quanto a distinta possibilidade de que o Governo dos EUA poderia ainda não ter nenhuma ideia real de quem construiu a nave, ou quem projetou geneticamente os corpos encontrados abordo ou ao redor dos destroços.
Corso colocou muita consideração na ideia de que o OVNI de Roswell era uma forma de máquina do tempo, até possivelmente construída por moradores da Terra em um futuro distante, ao invés de ter sido por pessoas de um sistema solar longínquo.
Mas se torna vital que eu deixe claro que a história de Corso tem sido causa de grande debate.  Seu relato a respeito de Roswell tem sido tanto defendido, quanto atacado.  Outros parecem inseguros de como encarar isso.  Mas, infelizmente, para aqueles que estão tentando fazer sentido da situação, a ovniologia é assim quando se refere a assuntos de natureza altamente volátil.  Nunca conseguimos uma história definitiva. Sempre acaba em… … uma “área cinza”.
Se a história mostrar que não há nada na versão de Philip Corso, então que seja.  Mas se houver ao menos uma pequena parcela de verdade em sua versão, então aqui está algo que deveríamos considerar: Talvez, através do estudo de materiais de Rosvell, a ‘oficialidade’ descobriu algo profundamente perturbador e terrível sobre o nosso futuro; algo que ela nunca ousará compartilhar conosco, o povo.
Seria esta, talvez, a razão porque o caso de Roswell ainda esteja rodeado de segredos após mais de 60 anos?  Para parafrasear a série Os Arquivos-X, quando se trata de OVNIs e Roswell, “a verdade” pode não estar “lá fora”.  Ao invés disso, poderá estar a incontáveis milênios à nossa frente…
- Nick Redfern
Fonte:http://mysteriousuniverse.org/2013/07/roswell-the-time-travel-theory/?utm_source=feedly

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Encontrado planeta na estrela mais próxima do Sol-17102012

O planeta agora encontrado tem três sóis, e é similar à Terra em termos de massa - mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio. [Imagem: ESO/L. Calçada/N. Risinger]



Estrela mais próxima da Terra

Astrônomos localizaram um planeta com massa semelhante à da Terra em órbita de uma estrela do sistema de Alfa Centauri, na constelação do Centauro.

É o exoplaneta mais próximo da Terra já encontrado, e é também o mais leve encontrado em torno de uma estrela similar ao Sol.

O planeta agora encontrado é similar à Terra em termos de massa, mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio.

A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar - encontrando-se a apenas 4,3 anos-luz de distância.

Trata-se, na realidade, de uma estrela tripla, um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e uma outra estrela vermelha, mais distante e de luz mais fraca, conhecida como Proxima Centauri.

A Proxima Centauri encontra-se ligeiramente mais próxima da Terra do que as suas companheiras, por isso é formalmente a estrela mais próxima de nós.

Planeta com três sóis

O planeta agora descoberto possui uma massa um pouco maior que a da Terra - o método das velocidades radiais, usado na descoberta, permite estimar apenas a massa mínima de um planeta.

Alfa Centauri B é muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente menor e menos brilhante.

A órbita da outra componente brilhante da estrela dupla, Alfa Centauri A, faz com que esta se mantenha centenas de vezes mais afastada, mas ainda assim esta estrela seria um objeto muito brilhante no céu do planeta.

Proxima Centauri aparece mais distante no céu.

Assim, o planeta possui três sóis, perdendo pouco para um planeta com quatro sóis cuja descoberta foi anunciada ontem.

O primeiro exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar foi encontrado pela mesma equipe em 1995, e desde essa altura houve já mais de 800 descobertas confirmadas. No entanto, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter.

Não habitável

O desafio atual dos astrônomos é detectar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite na zona habitável de uma outra estrela, que ainda não é o caso deste que acaba de ser encontrado.

O novo exoplaneta orbita a cerca de seis milhões de quilômetros de distância da estrela, muito mais perto do que Mercúrio se encontra do Sol no nosso Sistema Solar.

"Este é o primeiro planeta com massa semelhante à Terra encontrado em torno de uma estrela como o Sol. A sua órbita encontra-se muito próxima da estrela e por isso o planeta deve ser demasiado quente para poder ter vida tal como a conhecemos," acrescenta Stéphane Udry (Observatório de Genebra).

Contudo, este é apenas o primeiro planeta localizado neste sistema e, muito provavelmente, não é o único.

"Este resultado representa um enorme passo na detecção de um gêmeo da Terra, na vizinhança imediata do Sol. Estamos vivendo uma época entusiasmante," disse Xavier Dumusque (Observatório de Genebra, Suíça e Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Portugal).

Vizinhança planetária

Desde o século XIX que os astrônomos especulam sobre a existência de planetas em órbita destes corpos celestes, os mais próximos de nós, que poderiam abrigar vida além do Sistema Solar.

No entanto, só agora os equipamentos de observação alcançaram a precisão suficiente para localizá-los.

"As nossas observações, que se estenderam ao longo de mais de quatro anos, obtidas com o instrumento HARPS, revelaram um sinal, minúsculo mas real, de um planeta que orbita Alfa Centauri B, a cada 3,2 dias," diz Xavier Dumusque. "É uma descoberta extraordinária, que levou a nossa técnica ao limite."

Método das velocidades radiais

A equipe descobriu o planeta ao detectar pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita.

O efeito é minúsculo, fazendo com que a estrela se desloque para a frente e para trás não mais que 51 centímetros por segundo (1,8 km/hora), o que corresponde à velocidade de um bebê engatinhando. Esta é a precisão mais elevada já conseguida com este método.

Para isso, foi usado o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile.

O HARPS mede a velocidade radial de uma estrela - a sua velocidade na direção da Terra, tanto em afastamento como em aproximação - com extraordinária precisão.

Um planeta que orbita uma estrela faz com que a estrela se desloque regularmente, aproximando-se e afastando-se de um observador na Terra. Devido ao efeito Doppler, esta variação da velocidade radial induz um deslocamento no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda quando esta se afasta (chamado um desvio para o vermelho) ou na direção dos menores comprimentos de onda, quando a estrela se aproxima (desvio para o azul).

Este pequeníssimo desvio do espectro da estrela pode ser medido com um espectrógrafo de elevada precisão, como o HARPS, e usado para inferir a presença de um planeta.Fonte:Bibliografia:

An Earth-mass planet orbiting α Centauri B
Xavier Dumusque, Francesco Pepe, Christophe Lovis, Damien Ségransan, Johannes Sahlmann, Willy Benz, François Bouchy, Michel Mayor, Didier Queloz, Nuno Santos, Stéphane Udry
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature11572

Asilo de estrelas tem moradoras estranhamente jovens

Esta imagem colorida do aglomerado globular NGC 6362 foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Esta brilhante bola de estrelas antigas situa-se na constelação austral do Altar. [Imagem: ESO]


Asilo de estrelas

Esta é a melhor vista já obtida do aglomerado estelar globular NGC 6362, gerada pelo telescópio do ESO, no Observatório de La Silla, no Chile, e pelo Telescópio Espacial Hubble, que fotografou a região central do objeto.

Aglomerados globulares são compostos por dezenas de milhares de estrelas muito antigas, embora alguns contenham algumas estrelas que parecem bastante novas.

Apesar disso, os aglomerados globulares encontram-se entre os objetos mais antigos do Universo, e o NGC 6362 não consegue esconder a sua idade.

As muitas estrelas amareladas já viveram a maior parte das suas vidas e tornaram-se estrelas gigantes vermelhas.

No entanto, os aglomerados globulares não são relíquias estáticas do passado - alguma atividade estelar bastante interessante ainda tem lugar nestas densas cidades estelares.

Vagabundas azuis

O NGC 6362 abriga muitas estrelas vagabundas azuis - estrelas velhas mas que, na realidade, parecem ser bastante jovens.

Todas as estrelas em um aglomerado formam-se a partir do mesmo material e aproximadamente ao mesmo tempo (tipicamente há cerca de 10 bilhões de anos, para a maioria dos aglomerados).

No entanto, as vagabundas azuis são mais azuis e luminosas - consequentemente com maior massa - do que seria de esperar depois de dez bilhões de anos de evolução estelar.

As estrelas azuis são quentes e consomem o seu combustível muito depressa, por isso, se estas estrelas se formaram há cerca de dez bilhões de anos, deveriam ter já desaparecido há muito tempo.

Como é que sobreviveram?

Os astrônomos procuram entender o segredo da aparência jovem das vagabundas azuis.

Atualmente, existem duas teorias para explicar este fenômeno: estrelas que colidem e se fundem, e transferência de matéria entre duas estrelas companheiras.

A ideia básica por trás destas duas teorias é que as estrelas não nasceram tão grandes como as vemos hoje, mas que receberam sim, uma injeção de material em determinado momento das suas vidas, o que lhes deu claramente uma "vida nova".

Aglomerado globular NGC 6362

Embora menos conhecido do que outros aglomerados globulares mais brilhantes, NGC 6362 é um objeto que suscita interesse na comunidade astronômica, e por isso tem sido bastante estudado ao longo dos anos.

Ele foi selecionado como um dos 160 campos estelares para o rastreio Pre-FLAMES - um rastreio preliminar feito entre 1999 e 2002, com o telescópio de 2,2 metros em La Silla, no intuito de encontrar estrelas adequadas a observações posteriores com o espectroscópio FLAMES do VLT. Esta imagem foi obtida de dados obtidos no âmbito deste rastreio.

A nova imagem mostra todo o aglomerado sob um rico fundo de estrelas da Via Láctea.

As partes centrais de NGC 6262 foram igualmente estudadas em detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble. A imagem do Hubble mostra uma região muito menor do céu, mas muito mais detalhada. As duas imagens - uma de grande angular e outra em zoom - complementam-se perfeitamente.

Esta brilhante bola de estrelas situa-se na constelação austral do Altar. Pode ser facilmente observada com um pequeno telescópio. Foi o primeiro aglomerado descoberto em 1826 pelo astrônomo escocês James Dunlop, que utilizou para o efeito um telescópio de 22 centímetros, na Austrália.Fonte:ESO

Maior imagem astronômica já feita tem 84 milhões de estrelas

Esta vista de campo largo da Via Láctea mostra o tamanho da nova imagem infravermelha do centro da Galáxia. Estes dados cobrem a região conhecida como o bojo da galáxia. A região coberta pelo novo catálogo está marcada com um retângulo.[Imagem: ESO/Nick Risinger]


Vista infravermelha

Utilizando uma imagem enorme, de vários gigapixels, feita pelo telescópio de rastreio infravermelho VISTA, uma equipe internacional de astrônomos criou um catálogo de mais de 84 milhões de estrelas situadas nas partes centrais da Via Láctea.

Esta base de dados gigantesca contém dez vezes mais estrelas que estudos anteriores e representa uma enorme passo na compreensão da nossa Galáxia. Embora o efeito não possa ser visto na imagem, o resultado do trabalho é um mapa navegável, em que os astrônomos podem fazer zooms e "navegar" entre as estrelas.

O telescópio VISTA havia concluído recentemente um mapeamento de 200 mil galáxias.

"Ao observar em detalhe as miríades de estrelas que circundam o centro da Via Láctea, podemos aprender mais sobre a formação e evolução, não só da nossa galáxia, mas também das galáxias espirais de uma maneira geral," explica Roberto Saito (Pontificia Universidade Católica do Chile), autor principal deste estudo.

Bojo da galáxia

A maioria das galáxias espirais, incluindo a nossa galáxia, a Via Láctea, possuem uma grande concentração de estrelas velhas que rodeiam o centro, zona que os astrônomos chamam o bojo. Compreender a formação e evolução do bojo da Via Láctea é vital para compreender a galáxia como um todo. No entanto, obter observações detalhadas desta região não é tarefa fácil.

"Observar o bojo da Via Láctea é muito difícil porque este se encontra obscurecido por poeira," diz Dante Minniti, coautor do estudo. "Para espreitar no coração da galáxia, temos que observar no infravermelho, radiação que é menos afetada pela poeira."

A equipe de astrônomos utilizou dados do programa Variáveis VISTA na Via Láctea (VVV), um dos seis rastreios públicos levados a cabo pelo VISTA.

Maior imagem astronômica já feita

Os dados foram usados para criar uma imagem a cores monumental, de 54.000 por 40.500 pixels, o que corresponde a um total de 2 bilhões de pixels.

Esta é a maior imagem astronômica já feita.

A equipe utilizou estes dados para compilar o maior catálogo já compilado da concentração central de estrelas na Via Láctea.

A imagem cobre cerca de 315 graus quadrados no céu (um pouco menos de 1% de todo o céu).

Ela contém cerca de 137 milhões de objetos, 84 milhões dos quais foram confirmados como sendo estrelas.

Os demais objetos ou são tênues demais ou misturaram-se com os seus vizinhos ou foram afetados por outros efeitos, e por isso não foi possível fazer medições precisas.

Outros são ainda objetos distantes, como, por exemplo, outras galáxias.

Diagrama cor-magnitude

Para ajudar a analisar este enorme catálogo, é calculado o brilho de cada estrela em função da cor, para as cerca de 84 milhões de estrelas, de modo a criar um diagrama cor-magnitude.

Um diagrama cor-magnitude é um gráfico que mostra o brilho aparente de um conjunto de objetos em função das suas cores.

A cor é medida comparando o brilho dos objetos quando observados através de filtros diferentes. É um diagrama parecido a um diagrama de Hertzsprung-Russell (HR), com a diferença de que este último apresenta a luminosidade (ou magnitude absoluta) em vez do brilho aparente. No caso de um diagrama HR precisamos também de saber a distância até as estrelas.

Os diagramas cor-magnitude são ferramentas indispensáveis utilizadas pelos astrônomos para estudar as diferentes propriedades físicas das estrelas, tais como temperaturas, massas e idades.

Trânsito de exoplanetas

"Cada estrela ocupa um lugar particular no diagrama em cada momento da sua vida. Este lugar depende de quão brilhante e quente ela é. Uma vez que estes novos dados nos dão uma fotografia instantânea de todas as estrelas de uma só vez, conseguimos fazer um censo de todas as estrelas nesta zona da Via Láctea," explica Dante Minniti.

O novo diagrama cor-magnitude do bojo contém imensa informação sobre a estrutura e o conteúdo da Via Láctea. Um resultado interessante revelado por estes novos dados é a existência de um grande número de estrelas anãs vermelhas de fraca luminosidade.

Estas estrelas são boas candidatas à procura de pequenos exoplanetas na sua órbita, pelo método de trânsito.

O método de trânsito procura um pequeno decréscimo no brilho de uma estrela, que ocorre quando um planeta passa à sua frente, bloqueando uma da sua radiação.

O pequeno tamanho das estrelas anãs vermelhas, tipicamente de tipo espectral K e M, origina um decréscimo relativamente maior em brilho quando planetas de baixa massa passam à sua frente, tornando por isso mais fácil procurar planetas nas suas órbitas.Fonte:ESO-Notícia do dia 25102012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Nasa revela dados sobre asteroides troianos de Júpiter


A Nasa revelou novas informações sobre os asteroides misteriosos conhecidos como troianos de Júpiter. Eles circulam ao redor do Sol na mesma órbita de Júpiter, mas a origem deles ainda é desconhecida.

Segundo a Nasa, essa é a primeira vez que os pesquisadores conseguem dados mais específicos sobre as cores dessas rochas. As informações são do Telescópio Wide-field Infrared Explorer (WISE).

Os asteroides troianos de Júpiter foram descobertos em 22 de fevereiro de 1906 pelo astrônomo Max Wolf. Eles se dividem em dois grupos. Um deles antecede Júpiter. O outro é composto por asteroides que seguem o planeta em sua órbita.
 Eles foram chamados de troianos de Júpiter em homenagem aos heróis do Cavalo de Troia. A lenda conta que soldados gregos se esconderam dentro de uma estátua de cavalo para fazer um ataque surpresa contra o povo de Troia durante a guerra.
 Agora, os dados do telescópio apontam que os dois grupos são parecidos entre si. Mas os asteroides que antecedem o planeta são mais numerosos. Além disso, os astrônomos descobriram que os asteroides têm uma coloração escura, avermelhada, com uma superfície fosca.

A origem desses asteroides permanece misteriosa. Porém, as novas observações permitem que os astrônomos comecem a montar o quebra-cabeça sobre a formação dos troianos de Júpiter. Por exemplo, esses asteroides não têm semelhança com os corpos do Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter.




Uma nuvem gigante de gás quente ao redor da Via Láctea


Chandra

Dimensões da imagem auréola ao redor da Via Láctea



Nossa galáxia continua a surpreender. A surpresa desta vez veio da mão de uma equipe de astrônomos nos controles do telescópio Chandra X-ray, da NASA. A Via Láctea, de fato, parece estar completamente cercado por um halo grande de gás quente que se estende em todas as direções, formando um "balão" de várias centenas de milhares de anos-luz de diâmetro.

A massa total do halo gigante, dizem os pesquisadores, é comparável à soma de todas as estrelas da galáxia. Se estes dados forem confirmados, eles poderiam resolver o "mistério dos bárions perdidos", um problema que tem mais de uma década atormentando os astrônomos em todo o mundo. O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.

Bárions são partículas (como prótons e nêutrons), que são os "tijolos" de matéria sólida. Com efeito, 99,9% da massa dos átomos no universo é composto por bárions. Os dados obtidos a partir de halos de gás e galáxias extremamente distantes indicam que o "bariônica" presente na juventude Universe representou cerca de um sexto da massa da matéria detectado, mas nunca observadas escuro. No entanto, no presente, e mais de 10 mil milhões de anos após o "censo" de bárions presentes em estrelas eo halo da nossa galáxia (e galáxias mais próximas) mostra apenas a metade das pessoas que deveriam ter .

Agora, uma equipe de cinco pesquisadores, utilizando um combinado EUA telescópio Chandra, o europeu XMM-Newton e japonês Suzaku conseguiram determinar a temperatura, o comprimento e massa deste gás auréola infernal. Assim, os cientistas têm determinado que a temperatura da auréola entre 100.000 e 250.000 graus Celsius, várias centenas de vezes mais do que a superfície do sol

Outros estudos têm mostrado que a Via Láctea, como outras galáxias, é, literalmente, trancado em gasbags quente, com temperaturas que variam entre 10.000 e 100.000 graus. Mas uma nova pesquisa mostra que ardliente halo de gás ao redor da Via Láctea é muito maior e mais massivo do que o saco envolvente quente. "Nós sabemos que o gás é em torno da galáxia, diz Anjali Gupta, o primeiro autor do estudo E nós sabemos como ele é quente Agora, a pergunta principal é:.. Quão grande é a nuvem e como fazer a massa? '
Uma enorme massa

Para iniciar a procura de respostas, os astrônomos complementado dados do Chandra com o XMM Newton e Suzaku. Eles concluíram que a massa de gás é realmente enorme, variando entre 10.000 e 60.000 milhões de soles, talvez até mais. "Nosso trabalho-diz Smita Mathur Enquanto isso, o co-mostra que os valores de mercado atribuídos a cada parâmetro, as observações do Chandra implicam a existência de um grande reservatório de gás quente ao redor da Via Láctea. Uma reserva que se estende a pelo menos algumas centenas de milhares de anos-luz, mas pode chegar a até cercar todo o grupo nosso local de galáxias. Enfim, sua massa é muito grande. "

A massa estimada depende de factores tais como a quantidade de oxigénio em relação a hidrogénio, que é o elemento dominante de gás halo. No entanto, e apesar de ser apenas uma estimativa, os dados representam um passo importante para resolver o caso dos "bárions perdidos" um mistério tentadora para os astrónomos durante mais de uma década.

Apesar de todas as incertezas, o trabalho de Gupta e seus colegas fornece a melhor evidência que temos de que os "bárions perdidos" da galáxia são escondidos, de fato, em um halo de gás quente que rodeia toda a Via Láctea. A densidade estimada do halo é tão baixa que halos em torno das galáxias outros sililares ter ido tão longe despercebido.Fonte:ABC Esp

A Supersimetria Está Morta?

O grande esquema, um trampolim para a teoria de cordas, ainda está no topo da lista de desejos dos físicos. Mas se nenhuma evidência sólida surgir em breve, essa área poderá se tornar um sério problema de relações públicas.
CORTESIA DE MAXIMILIEN BRICE, CERN
Ao alcance de todos: ALICE, um dos seis experimentos do LHC.

Há décadas físicos postulam a ideia de um mundo inteiro de sombras de partículas elementares, chamado supersimetria. Ela resolveria de modo elegante os mistérios não explicados pelo atual Modelo Padrão da física de partículas, como a composição da matéria escura cósmica. Agora, alguns começam a se surpreender. O acelerador de partículas mais poderoso, o Large Hadron Collider (LHC), ainda não observou qualquer fenômeno novo que denuncie algum nível invisível da realidade. Embora a pesquisa esteja apenas começando, já levou alguns teóricos a se perguntar o que será da física se a supersimetria se mostrar não verdadeira.

“Onde quer que procuremos nada observamos, isto é, nenhum desvio do Modelo Padrão”, alega Giacomo Polesello do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, em Pavia. Polesello é um dos líderes da influente equipe internacional de três mil cientistas que construiu e opera o ATLAS, um dos dois detectores genéricos gigantescos no anel do LHC. O CMS, o outro detector, tampouco observou algo, de acordo com uma atualização apresentada em uma conferência nos Alpes italianos, em março passado.

Teóricos apresentaram a supersimetria nos anos 60 para ligar os dois tipos básicos de partículas observados na Natureza, os férmions e os bósons. Basicamente, os férmions são os componentes da matéria (o elétron é um exemplo disso), enquanto os bósons são portadores das forças fundamentais (do fóton, no caso de eletromagnetismo). A supersimetria seria como atribuir a cada bóson conhecido um “superparceiro” pesado, o férmion e, a cada férmion conhecido, um parceiro pesado, um bóson. “É o próximo passo para a visão definitiva do mundo, onde fazemos tudo de forma simétrica e bonita”, descreve Michael Peskin, do National Accelerator Laboratory no SLAC.

O enorme acelerador no Cern, próximo a Genebra, deveria ter energia para produzir essas superpartículas. Atualmente, o LHC esmaga prótons com uma energia de 4 trilhões de elétronvolts (TeV) por vez, a partir das 3,5 TeV do ano passado. Essa energia é dividida entre quarks e glúons, que formam osprótons, para que a colisão possa gerar novas partículas equivalentes a cerca de 1 TeV de massa. Apesar das altas expectativas (e energia), no entanto, a Natureza não cooperou até agora. Físicos do LHC procuram sinais de partículas novas para a ciência e nada encontram. Se as superpartículas existem, deveriam ser ainda mais pesadas que o considerado. “Para ser franco”, desabafa Polesello, “a situação nos fez descartar muitos modelos ‘fáceis’, que deveriam ter aparecido de imediato.” Seu colega Ian Hinchliff e, do Lawrence Berkeley National Laboratory, concorda: “É impressionante observarmos a gama de massas e partículas excluídas”.

Mas muitos físicos mantêm suas esperanças: “Ainda há formas muito viáveis de construir modelos supersimétricos”, sustenta Peskin. Seria irreal esperar uma nova física após apenas um ano de coleta de dados, acrescenta Joseph Lykken, teórico da equipe do CMS.

O que os incomoda, porém, é que para que a supersimetria resolva os problemas para os quais foi desenvolvida, ao menos algumas das superpartículas não deveriam ser muito pesadas. Para compor a matéria escura, por exemplo, é preciso que não pesem pouco mais que décimos de 1 TeV.

Outra razão para a maioria dos físicos desejar que algumas superpartículas sejam leves é o bóson de Higgs, meta também importante do LHC. Supõe-se que todas as partículas elementares com massa têm essa condição assegurada pela interação com este bóson e, secundariamente, com um halo de fugazes “partículas virtuais”. Na maioria dos casos as simetrias do Modelo Padrão garantem que essas partículas virtuais se anulam mutuamente, para pouco contribuírem com a massa. A exceção, ironicamente, é o próprio Higgs. Cálculos baseados no Modelo Padrão produzem o resultado paradoxal de que a massa do bóson deveria ser infinita. Superparceiros resolveriam esse mistério provendo maior razão para cancelamentos. Uma massa do Higgs de cerca de 0,125 TeV, sugerida pelos resultados preliminares anunciados em dezembro passado, estaria correta na faixa  prevista pela supersimetria. Neste caso, porém, as superpartículas teriam de ter massa relativamente baixa.

Se não for assim, uma explicação seria que simetrias até então desvalorizadas do Modelo Padrão mantêm a massa do Higgs finita, como Bryan Lynn, da University College London, sugeriu no ano passado. Outros argumentam que, no máximo, a ideia de Lynn daria uma explicação parcial, deixando um papel vital para a física, além do Modelo Padrão — se não a supersimetria, então uma das outras estratégias concebidas por teóricos. Um plano B popular é que o bóson de Higgs não seja uma partícula elementar, mas um composto de outras, a exemplo de prótons, que são formados por quarks. Cristophe Grojean, do Cern, lamenta que o LHC ainda não tenha dados suficientes para contribuir com essa ideia. Opções mais exóticas, como dimensões adicionais do espaço além das três habituais, podem ficar para sempre fora do alcance do LHC. “Neste momento”, compara Gian Francesco Giudice, outro teórico do Cern, “cada teoria tem seus próprios problemas”.Fonte:Davide Castelvecchi-American Science

Testando metais

Ao contrário de gigantes gasosos, exoplanetas pequenos e rochosos não preferem um só tipo de estrela-mãe
O Kepler 20 f, com um diâmetro comparável ao da Terra, é um dos menores exoplanetas conhecidos.

Astrônomos descobriram que planetas pequenos como a Terra podem se formar ao redor de todos os tipos de estrelas, enquanto planetas gigantes gasosos e massivos como Júpiter tendem a se formar ao redor de estrelas com grandes concentrações de elementos pesados como ferro e oxigênio.

Os pesquisadores publicaram suas descobertas online na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group), em 13 de junho, e anunciaram os resultados na reunião semianual da Sociedade Astronômica Americana, que acontece em Anchorage nesta semana.

Nos primórdios da ciência exoplanetária, começando com a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol em 1995, a maioria dos mundos conhecidos fora do Sistema Solar eram gigantes como Júpiter – e às vezes muito mais massivos. Esses pesos-pesados têm os maiores efeitos em seus sistemas planetários e, por isso, são os mais fáceis de detectar. Pesquisadores notaram que os tipos de estrelas abrigando planetas gigantes tendiam a conter níveis relativamente altos dos chamados metais (um termo astronômico para qualquer elemento mais pesado que hidrogênio ou hélio).

As impressões digitais químicas dessas estrelas apontam para a composição dos antigos discos de poeira e gás a partir dos quais os planetas se formaram, indicando que, pelo menos para mundos grandes, ter muitos metais a seu redor encoraja planetas a se formarem. “Se existe bastante matéria no disco, então temos uma chance maior de encontrar esses Júpiteres quentes”, explicou o principal autor do estudo, Lars Buchhave, do Instituto Niels Bohr na University of Copenhagen.

A pergunta era: planetas pequenos – análogos galácticos da Terra e de Netuno – seguem a mesma tendência? Com o advento de instrumentos modernos de caça planetária, como o Kepler, um telescópio espacial construído para procurar corpos do tamanho da Terra, astrônomos finalmente conseguiram dar uma olhada nos pequenos habitantes do zoológico planetário.
 Buchhave e seus colegas tomaram medidas espectrais de 152 estrelas que o Kepler inspecionou e onde o telescópio projetou a presença de 226 planetas no total, a maioria deles menor em diâmetro que Netuno, e alguns do tamanho da Terra. (A missão já identificou mais de 2 mil planetas prováveis, mas apenas algumas dúzias foram confirmadas com observações). Eles descobriram que as estrelas-mãe desses mundos diminutos são muito diversas, e que apresentam uma vastidão de metalicidades. Em média, os planetas pequenos orbitam estrelas mais ou menos tão ricas em metais quanto o Sol, uma estrela de composição bastante comum, enquanto exoplanetas gigantes tendem a habitar sistemas planetários mais ricos em metais.

Isso não deveria ser uma surpresa total, aponta o astrônomo Andrew Howard, da University of California, Berkeley. Afinal, de acordo com os modelos teóricos prevalecentes, um planeta gigante adquire um núcleo sólido e depois acumula gases e gelo ao redor dele para inchar até um diâmetro jupteriano. Então esse núcleo deve tomar forma antes de o disco gasoso se dissipar sob a radiação intensa da estrela recém-formada. “Formar um Júpiter é uma corrida contra o tempo”, destaca Howard. Um ambiente rico em metais acelera o crescimento do núcleo, ajudando gigantes gasosos a tomar forma antes de ser tarde demais. Um planeta menor, mais rochoso, por outro lado, não é tão dependente desse efêmero reservatório de gás; ele pode crescer mais gradualmente, mesmo depois do gás no disco protoplanetário ter se evaporado.

“Em minha opinião, isso aponta sem ambiguidade para o fato de que a formação de planetas gigantes gasosos é um processo bastante limitado”, supõe a astrônoma Debra Fischer da Yale University. Uma questão interessante para perseguir no momento, sugere ela, é quão baixa pode ser a metalicidade estelar antes de a formação planetária parar completamente.

A descoberta poderia ser boa para as tentativas do Kepler e de outras campanhas para descobertas exoplanetárias, já que planetas pequenos como o nosso não parecem ser exigentes em relação ao lugar em que vão surgir. “Pequenos planetas poderiam ser muito presentes em nossa galáxia, simplesmente por não precisarem de um ambiente especial para se formaram”, finaliza Buchhave.Fonte:Scientific American

Evidência de Maré sob a Gelada Crosta de Titã


Dados coletados pela sonda Cassini, da Nasa, enquanto passava repetidamente por Titã, a maior lua de Saturno, oferecem a melhor evidência de que o enfumaçado satélite tem um grande oceano em forma líquida se movendo sob sua grossa camada de gelo.

Durante a órbita de 16 dias de Titã ao redor de Saturno, a distância entre a lua e seu planeta vai de pouco menos de 1,19 milhões quilômetros a quase 1,26 milhões quilômetros – uma disparidade que gera marés que flexionam a superfície da lua, de acordo com Luciano Iess, cientista planetário da Sapienza University de Roma. Estimativas do tamanho dessas marés e de seus efeitos podem fornecer pistas sobre a estrutura interna da lua, explica ele.

Desde que começou a orbitar Saturno, em julho de 2004, a Cassini já passou por Titã mais de 80 vezes. Para esse estudo, Iess e seus colegas analisaram como a gravidade da lua fez a Cassini acelerar quando se aproximava de Titã e em seguida desacelerar enquanto recuava durante seis desses sobrevoos. Como Titã ocupava locais diferentes de sua órbita durante cada passagem, a equipe de pesquisadores poderia usar os dados dessas visitas para discernir variações sutis no campo gravitacional da lua enquanto ela se movia ao longo de sua órbita. Essas variações foram criadas por mudanças na forma de Titã – que, por sua vez, foram disparadas pelas flexões de maré na superfície da lua.

As análises da equipe sugerem que a superfície da lua pode subir e descer até 10 metros a cada órbita, aponta Iess. Esse nível de alteração sugere que o interior de Titã é relativamente deformável, relata a equipe na Science. Vários modelos da estrutura interna da lua sugerem essa flexibilidade – incluindo um modelo em que Titã é sólida, mas macia e escorregadia por dentro. Mas os pesquisadores discutem se o modelo mais provável de Titã é aquele em que uma camada de gelo com dezenas de quilômetros de espessura flutua sobre um oceano global. As descobertas da equipe, em conjunto com os resultados de estudos anteriores, sugerem que o oceano de Titã possa estar a não mais de 100 km da superfície do planeta.

Derretendo o meio

“Esse é um resultado empolgante, que coloca Titã firmemente no grupo de grandes satélites com oceanos”, comemora Robert Pappalardo, cientista planetário do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, na Califórnia. Cientistas já haviam inferido a presença de oceanos abaixo das superfícies geladas de vários satélites, incluindo Encélado, outra lua de Saturno, e Europa, que orbita Júpiter.

A flexão de maré da camada gelada de Titã não forneceria calor suficiente para manter a subsuperfície do oceano líquida, aponta Jonathan Lunine, cientista planetário da Cornell University em Ithaca, no estado de Nova York, e coautor do estudo. Mas a energia liberada pelo decaimento de elementos radioativos no núcleo da lua, as reações químicas que desidratam muitos dos silicatos ali presentes e as pequenas quantidades de amônia que podem manchar o oceano ajudariam a evitar que congelasse, ressalta o pesquisador.

Essa flexão de maré, porém, poderia servir de explicação para a presença de metano na atmosfera de Titã, mesmo que o gás seja normalmente destruído por reações químicas produzidas pela luz do Sol, pondera Lunine. Depósitos de gelo rico em metano nas porções superiores da crosta de Titã seriam aquecidos o suficiente pela flexão para liberarem o gás, assim reabastecendo as concentrações atmosféricas do gás dessa lua. Em seguida isso cairia na forma de chuva sobre lagos e oceanos de metano na superfície.

“Mas isso é apenas uma ideia, porque cientistas ainda não mediram concentrações de metano próximas da superfície [de Titã]”, destaca Lunine. “Não há indícios de sua localização”.  

Essa evidência poderia estar disponível em breve. A missão Titan Mare Explorer (TiME), uma das três candidatas que a Nasa está considerando lançar no fim da década, liberaria uma cápsula flutuante e recheada de instrumentos em um dos grande mares de metano no hemisfério norte de Titã para estudar os processos químicos e físicos que acontecem por lá. “Até agora só vimos algo durante sobrevoos”, lembra Lunine.Fonte:Sid Perkins e revista Nature

Matéria Escura Revelada

Medida direta confirma existência em superaglomerado galáctico


JÖRG DIETRICH, UNIVERSITY OF MICHIGAN/UNIVERSITY OBSERVATORY MUNICH
Filamentos de matéria escura, como o que liga os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223, talvez tenham mais da metade da matéria do Universo.


Uma pequena parte da matéria escura do Universo, que dita onde as galáxias se formam, foi observada pela primeira vez: pesquisadores detectaram diretamente uma fina ponte de matéria escura unindo dois aglomerados galácticos. Para isso, usaram uma técnica que poderia ajudar astrofísicos a compreender a estrutura do Universo e identificar a constituição da misteriosa substância invisível.

De acordo com o modelo padrão da cosmologia, estrelas e galáxias visíveis traçam um padrão no céu conhecido como teia cósmica, originalmente produzida pela matéria escura – a substância que se acredita ser responsável por quase 80% da matéria do Universo. Logo após o Big Bang, regiões levemente mais densas que outras atraíram matéria escura, que acabou se aglomerando e colapsando em “panquecas” planas. “Onde existe uma interseção dessas “panquecas” vemos grandes faixas de matéria escura, ou filamentos”, explica Jörg Dietrich, cosmólogo do University Observatory Munich, na Alemanha. Aglomerados de galáxias se formaram nos nós da teia cósmica, onde esses filamentos se cruzavam.

A presença de matéria escura geralmente é inferida pela maneira com que sua forte gravidade curva a luz proveniente de galáxias distantes, distorcendo seus formatos aparentes como visto pelos telescópios da Terra. Mas é difícil observar essas ‘lentes gravitacionais’ de matéria escura em filamentos porque eles têm relativamente pouca massa.

Dietrich e seus colegas contornaram esse problema estudando um filamento especialmente massivo, de 18 megaparsecs, que conecta os aglomerados galácticos Abell 222 e Abell 223. Por sorte, essa ponte sombria é orientada de modo que a maior parte de sua massa esteja localizada ao longo da linha de visão da Terra, o que aumenta o efeito de lente, como explica Dietrich. A equipe examinou a distorção de mais de 40 mil galáxias de fundo e calculou que a massa do filamento é de 6,5 × 1013 a 9,8 × 1013 vezes a massa do Sol. Seus resultados foram publicados essa semana na Nature.

Equação da massa

Examinando os raios-X provenientes do plasma do filamento, observados pelo satélite XMM-Newton, a equipe calculou que não mais de 9% da massa do filamento poderia ser composta de gás quente. As simulações por computador da equipe sugerem que aproximadamente mais 10% da massa do filamento poderia se dever a estrelas e galáxias visíveis. Dietrich aponta que a maior parte, portanto, deve ser matéria escura.

Mark Bautz, astrofísico do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, ressalta que astrofísicos não sabem exatamente como a matéria visível segue os caminhos produzidos pela matéria escura. “A parte empolgante é que nesse sistema incomum nós podemos mapear tanto a matéria escura quanto a matéria visível juntas, e tentar entender como elas se conectam e evoluem ao longo do filamento”, declara ele. O telescópio espacial de raios-X do Japão, Astro-H, com lançamento previsto para 2014, conseguirá determinar o estado de ionização e a temperatura do plasma no filamento, o que ajudará a discriminar entre os diferentes modelos para a formação da estrutura.

O refinamento da técnica também poderia ajudar a determinar a identidade da matéria escura – se é composta de partículas frias (lentas) ou quentes (rápidas), como um neutrino – já que partículas distintas se acumulam de maneiras diferentes ao longo do filamento. A missão espacial Euclid, com lançamento previsto para 2019, fornecerá mais dados sobre as lentes. “Isso complementará as buscas diretas por matéria escura no Grande Colisor de Hádrons, por exemplo”, reforça Alexandre Refregier, cosmólogo do ETH Zurich, o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.

Telescópio terá que suportar temperatura de -400 graus


O telescópio James Webb terá que suportar temperaturas de até -400 graus fahrenheit. De acordo com o site Popsci, os componentes do equipamento estão sendo testados para aguentar a baixa condição longe da Terra.

O James Webb será lançado em 2018 e irá substituir o telescópio Hubble, que está em atividade desde 1990. O equipamento atual fez descobertas importantes, que garantiram a infraestrutura dos projetos Apollo.

O futuro telescópio deve ser o instrumento mais potente desenvolvido pela Nasa. Ele é nove vezes maior que o Hubble e reúne 18 espelhos. Toda a infraestrutura está sendo construída com o objetivo de entender melhor a composição de estrelas e planetas além do sistema solar.


Como o James Webb estará aproximadamente 1 milhão e meio de quilômetros distante do planeta Terra, a temperatura estimada é de -400 graus fahrenheit.  Os componentes do telescópio passarão por um simulador para os devidos testes de resistência.


*Correção: O telescópio deverá suportar temperaturas de -400 F (- 240ºC).Fonte:Info

Observatório chileno descobre exoplaneta similar à Terra


Santiago - Astrônomos europeus descobriram no Observatório de La Silla (norte do Chile) um exoplaneta com características similares à Terra, situado no sistema estelar mais próximo do nosso planeta, informou esta terça-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).

"Astrônomos europeus descobriram um planeta com massa similar à da Terra orbitando uma estrela no sistema Alfa Centauri, o mais próximo da Terra", acrescentou o ESO em um comunicado.

O exoplaneta orbita em torno de uma estrela semelhante ao sol, da qual dista a seis milhões de quilômetros, um espaço muito menor entre Mercúrio e o nosso Sol, acrescenta a nota.

A descoberta confirma as especulações dos astrônomos sobre a possibilidade da existência de planetas orbitando ao redor destes corpos, já que seria o local mais próximo onde encontrar um hóspede que pudesse abrigar vida além do sistema solar, informou o ESO.

"Nossas observações se prolongaram durante mais de quatro anos, utilizando o instrumento HARPS, e revelaram um sinal diminuto, mas real", disse Xavier Dumusque, um dos astrônomos que fizeram a descoberta.

Os astrônomos detectaram o exoplaneta graças ao instrumento conhecido como "Buscador de Planetas por Velocidade Radial de Alta Precisão" (HARPS, na sigla em inglês) instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório La Silla.
"É uma descoberta extraordinária e levou nossa tecnologia até seus limites!", acrescentou Dumusque.

O observatório La Silla está instalado a 2.400 metros de altitude, no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago, e tem 18 telescópios.

Desde 1995, mais de 800 exoplanetas foram descobertas por várias equipes de astrônomos, segundo a nota do ESO.Fonte:AFP

Gigante Vermelha Gerou Espiral de Matéria e Gás


O Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriu uma estrutura espiral de gás totalmente inesperada ao redor da estrela gigante vermelha, a R Sculptoris. Essa é a primeira vez que os astrônomos encontram uma composição dessas ao redor de uma estrela com essas características.


A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes. Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.


Ele fica na região do Atacama, no norte do Chile. O telesócpio ainda está em construção, mas até 2013 terá 66 antenas ao longo de 16 quilômetros funcionando como um único equipamento.


A descoberta pode indicar a provável existência de uma segunda estrela em órbita da primeira estrela. Porém, ela nunca tinha sido observada antes.


Os astrônomos também ficaram surpresos por uma estrela gigante vermelha ejetar muito mais material do que o esperado. Por liberar muita matéria, essas estrelas contribuem para a poeira e gás que constituem a matéria-prima na formação de futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e até mesmo a vida.



A R Sculptoris pode ter perdido o equivalente a três vezes a massa de Júpter durante longo pulso térmico


Conforme envelhecem, estrelas trocam de pele lançando camadas de poeira e gás no espaço

Um novo olhar sobre a camada ao redor de um tipo de estrela em envelhecimento, chamada de gigante vermelha, mostra que o casco ejetado pela estrela carrega a impressão de sua formação e subsequente evolução, em sua estrutura.

Matthias Maercker do Observatório Europeu do Sul e da Universidade de Bonn, na Alemanha, e seus colegas, miraram a R Sculptoris, uma gigante vermelha na constelação Sculptor, ao sul, com o Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (ALMA). O complexo de radiotelescópios já está produzindo ciência, apesar de ainda estar em construção na grande altitude do Deserto do Atacama, no Chile. O ALMA consistirá de 50 antenas parabólicas bem espaçadas, cada uma com 12 metros de diâmetro, além de um agrupamento compacto de 16 pratos adicionais. No mês passado, 40 das 66 antenas planejadas já tinham entrado em funcionamento. Dados dessa miríade de pratos podem ser combinados por um equipamento computadorizado para fornecer uma única radioimagem de alta resolução de um objeto astronômico.

A observação no ALMA revelou que a camada ao redor da R Sculptoris não é esférica, como se supunha, mas que foi torcida em uma espiral, como mostra a visualização acima. Acredita-se que essa estrutura espiral marque a presença de uma companheira estelar; dessa forma, agora parece que a R Sculptoris tem uma parceira binária que ainda não foi observada. Maercker e seus colegas publicaram os resultados de suas observações no volume de 11 de outubro da Nature. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).

Os pesquisadores também puderam inferir um cronograma para a criação da camada, a partir de sua estrutura. A R Sculptoris parece ter ejetado material em uma espécie de convulsão estelar chamada de pulso térmico cerca de 1800 anos atrás. O pulso térmico durou aproximadamente 200 anos, concluíram Maercker e seus colegas. Durante esse tempo a estrela expulsou poeira e gás em quantidade equivalente a mais ou menos três vezes a massa de Júpiter.