sexta-feira, 18 de abril de 2008
Nasa pretende construir bases na Lua para permanência de seis meses
"Necessitamos estabelecer períodos mais extensos de presença na Lua, de até seis meses, como fazemos atualmente na ISS (Estação Espacial Internacional)", disse Walz.
"Posso antecipar que construiremos algo similar ao que estamos fazendo na ISS, mas com um conceito diferente: vamos desenvolver sistemas de transporte, vamos viver na Lua, trabalhar na Lua, construir infra-estruturas e utilizar recursos da Lua", explicou.
As prioridades futuras da Nasa são completar a construção da ISS, dar segurança aos vôos dos ônibus espaciais até 2010, regressar à Lua antes de 2020 e estender a presença humana no Sistema Solar e mais além, disse Walz, durante o Fórum "Futuro da Nasa", na Universidade de Miami.Fonte:France Presse
Chances de vida inteligente fora da Terra são baixas, diz estudo

da BBC Brasil
As chances de vida inteligente se desenvolver em planetas semelhantes à Terra são extremamente baixas, segundo os cálculos de um cientista britânico divulgados na revista especializada "Astrobiology".
Segundo o professor Andrew Watson, da Universidade de East Anglia, seres humanos evoluíram por meio de quatro "estágios críticos" e a probabilidade de esses mesmos estágios terem ocorrido em outro planeta é de menos de 0,01%.
Os quatro estágios seriam: bactéria de uma única célula, células complexas, células especializadas que permitem formas complexas de vida e vida inteligente com uma linguagem estabelecida.
A descoberta de planetas em galáxias distantes tem aumentado a busca por vida inteligente fora da Terra. "Mas formas complexas de vida podem ser um fenômeno raro e seres observadores ainda mais raros", afirmou Watson.
Por isso, segundo ele, dezenas de milhares de planetas semelhantes à Terra poderão ser encontrados antes que seja possível encontrar um que sirva de abrigo para organismos sofisticados.
A razão para isso é que o "período habitável" de um planeta com as mesmas características da Terra --estimado em 5 bilhões de anos-- raramente será suficiente para que organismos complexos se desenvolvam.
Condições
"Acredita-se que nós, seres humanos, tenhamos evoluído no fim do período habitável da Terra e isso sugere que a nossa própria evolução é improvável. Na verdade, o momento em que os eventos se deram é consistente com o fato de que é realmente muito raro", afirma Watson.
"Isso tem um impacto no nosso entendimento sobre a probabilidade de vida complexa e inteligência ocorrendo em qualquer outro planeta", completou.
Modelos da temperatura global futura sugerem que, devido à crescente luminosidade solar, o futuro período de vida na Terra será de "apenas" mais um bilhão de anos --pequeno se comparado aos quatro bilhões de anos desde que formas de vida apareceram no planeta.
"A noção de que a evolução envolve uma progressão previsível, de tal forma que a emergência de inteligência é inevitável é considerada extremamente antropocêntrica", afirma Watson.
"O tipo de evolução que aconteceu na Terra pode ser incrivelmente improvável", afirma.
Watson completou seu doutorado sob a supervisão de James Lovelock, autor da teoria de Gaia, que vê a Terra como um sistema completo, e diz ter sido influenciado por ela.
Imagens mostram lixo espacial na órbita da Terra


Imagens divulgadas pela Agência Espacial Européia mostram a quantidade de lixo espacial que orbita a planeta
A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira imagens do lixo espacial em órbita em volta da Terra.
Segundo a agência, entre o primeiro lançamento, em 1957, e janeiro de 2008, cerca de 6 mil satélites já foram enviados para a órbita terrestre. Destes, apenas 800 estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil quilômetros da superfície terrestre.
Além dos satélites desativados, as fotos de satélite mostram resíduos espaciais como fragmentos de aeronaves espaciais que se quebraram, explodiram ou foram abandonados. De acordo com a ESA, aproximadamente 50% dos objetos que podem ser rastreados são derivados de explosões ou colisões na órbita terrestre.
O lançamento do Sputnik - o primeiro satélite artificial, lançado em 1957 pelos soviéticos, marcou o início da utilização do espaço para a ciência e a atividade comercial.
Durante a Guerra Fria, o espaço se tornou o principal terreno de competição entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética - uma disputa que atingiu seu ápice com a corrida para conquistar a Lua, na década de 60.
Por ocasião das Olimpíadas de Tóquio, em 1964 foi lançado o primeiro satélite de televisão para a órbita terrestre, com o objetivo de transmitir os Jogos Olímpicos.
Mais tarde, os lançamentos russos diminuíram e outros países inauguraram seus programas espaciais.
Uma estimativa da ESA indica que o número de objetos na órbita terrestre cresceu de maneira estável desde o primeiro lançamento. Segundo os dados, cerca de 200 novos objetos são lançados todos os anos.
Em 2001, os pesquisadores americanos Donald Kessler e Philip Anz-Meador, que estudam o lixo espacial, afirmaram há uma possibilidade de que, em vinte anos, já não seja mais possível realizar operações em órbitas mais próximas da Terra.Fonte:Efe
Cientistas acreditam no desenvolvimento de agricultura sustentável na Lua

Bernard Foing defende plano para desenvolver vida na Lua.
Cientista diz que é possível instalar câmaras para proteger sementes em solo lunar.
Plantar margaridas, tulipas ou rosas na Lua como parte do desenvolvimento de uma base habitada permanente é a proposta de Bernard Foing, cientista da Agência Espacial Européia (ESA), apresentada em Viena durante a Assembléia Geral da União Européia de Geociências (EGU).
Foing se referiu a um plano "para desenvolver vida na Lua", começando por instalar câmaras que protegeriam as sementes plantadas em solo lunar e possibilitariam observar como as condições no satélite natural da Terra modificam o crescimento do vegetal.
Foing indicou que uma aplicação prática seria o fornecimento de comida a uma base lunar e que, assim, seria possível aprender "como se pode ter uma agricultura sustentável fora da Terra".
Bactérias
Segundo o cientista, integrante do Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espaciais, existe a possibilidade de que plantas crescessem na Lua utilizando certos tipos de bactérias que extrairiam do solo lunar os nutrientes para permitir a vida.
Essas bactérias, além de permitir a germinação e floração das plantas, servem para protegê-la de substâncias daninhas e evitar seu envenenamento. "Uma planta é um mini-ecossistema, e poderíamos estudar como em condições muito extremas estratégias para sobreviver são desenvolvidas", explicou Foing.
A base desta idéia é a experiência feita por uma equipe científica ucraniana, que conseguiu que margaridas crescessem em um composto de anortosita, um tipo de rocha terrestre parecida com as encontradas na Lua.
Jardins
O pesquisador da ESA considerou que em dez anos poderiam obter pequenos jardins lunares cuidados por robôs para que "os astronautas já tenham seu éden quando chegarem à Lua".
Quanto à necessidade de água, Foing explicou que estão sendo estudados sistemas de recuperação do líquido para reduzir a necessidade de transporte.
Outra das dificuldades para viabilizar a presença de plantas em superfície lunar é a forte radiação recebida pelo satélite, por não possuir atmosfera. Sobre isso, Foing se referiu à existência de bactérias resistentes à radiação que poderiam ser empregadas nesta experiência.
Base lunar
O pesquisador revelou que até 2020 o satélite deve receber uma base lunar habitada, mas que, antes, já haverá plantas, e brincou com as diferentes possibilidades: "os holandeses querem tulipas e os ingleses, rosas", disse.
Entre outras espécies, uma candidata para as primeiras experiências é a planta da mostarda, muito resistente à radiação.
Embora este projeto ainda não esteja incluído na agenda da ESA, já existem previsões para criar um departamento focado no estudo da vida fora da Terra. Nesse sentido, existe já um grupo de trabalho do Inta (Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial) que estuda a capacidade de resistência dos líquens no espaço.
A Assembléia da União Européia de Geociências reúne em Viena desde a última segunda (14) até esta sexta-feira (18) mais de 8 mil cientistas de disciplinas como geologia, climatologia e oceanografia.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
ARQUIVO DE 2006-SONDA 'VÊ':GRANDE CADEIA DE MONTANHAS EM LUA DE SATURNO

Cientistas encontram lagos em Titã-Notícia de Janeiro de 2007,destacado pela importância do Fato.


Notícia do ano passado, achei interessante a nível de informação:Sonda vê nuvem de chuva gigante em Titã

Sonda revela que lua de Saturno Titã tem mais hidrocarbonetos líquidos que Terra


Astrônomos amadores ajudam a descobrir novo sistema solar

Cientistas europeus vão procurar vida em Satélites de Júpiter






Rússia escolhe pré-candidatos para simulação de viagem a Marte


Agência Espacial Européia assina contrato para missão em Mercúrio


Nasa revela primeiras imagens da face oculta de Mercúrio

Explorer, 50, abriu espaço para exploração de Marte, diz executivo da Nasa

Sonda da Nasa detecta avalanches no pólo norte de Marte

Cientistas da Nasa descobrem o menor buraco negro do universo
Astro foi compactado pela própria gravidade a meros 24 km de largura.
Objeto descoberto com satélite teria apenas 3,8 vezes a massa do Sol.Com apenas 3,8 vezes a massa do Sol, um dos dois objetos que compõem o sistema binário XTE-J1650-500 é o menor buraco negro já descoberto. O achado é de Nikolai Shaposhnikov e Lev Titarchuk, dois cientistas da Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa.
Concepção artística do menor buraco negro do universo, com 24 km de largura (Foto: Nasa)
A dupla descobriu o objeto com o auxílio do Rossi, um satélite de baixo custo da agência espacial americana destinado a estudar objetos que emitam quantidades copiosas de raios X. Buracos negros são famosos por emitir esse tipo de radiação conforme a matéria espirala ao redor deles, prestes a cair em seu poço gravitacional poderosíssimo.
O buraco negro identificado nasceu como a maioria deles -- surgido a partir dos restos mortais de uma estrela de grande massa. Mas, nesse caso, deve ter sido um astro com uma quantidade de matéria bem próxima do limite mínimo para a formação de um objeto desse tipo.
Com uma gravidade tão intensa que nem a luz pode escapar dele (daí o nome), o buraco negro aparece quando acaba o combustível da estrela que lhe deu origem e seu núcleo implode, encolhido por sua própria ação gravitacional. O resultado é um objeto extremamente compacto, que fica escondido do resto do universo porque nem os raios de luz que porventura ele emita podem escapar dele. Só se pode detectar sua presença pela influência gravitacional que ele exerce sobre a massa que existe em seus arredores.
No caso do menor buraco negro já descoberto, seu núcleo foi tão intensamente compactado que ficou com um diâmetro de apenas 24 quilômetros -- menor que a cidade de São Paulo.Fonte:G1
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Jipe da Nasa filma redemoinho em Marte

Seqüência de imagens recém-obtidas mostra avanço de coluna de poeira.
Esses chamados "dust devils" são comuns, mas as novas fotos são as melhores já obtidas.
As câmeras do veículo explorador Spirit, da Nasa, produziram um "filme" que mostra o avanço de um redemoinho de poeira sobre a superfície de Marte, informa a agência espacial americana.
Seqüência de imagens obtidas pelo jipe robótico Spirit mostra minifuração em Marte. (Foto: Nasa)
"Este é o melhor redemoinho avistado durante os três anos da missão do veículo de seis rodas que percorre a superfície marciana", disse a Nasa em comunicado.
Nas fotografias transmitidas para a Terra, a coluna de poeira, similar à de um tornado, mas de menores dimensões (fenômeno chamado em inglês de "dust devil"), pode ser vista claramente sobre a árida superfície do planeta.
O Spirit e seu veículo gêmeo Opportunity chegaram a Marte em janeiro de 2004 e desde então examinam, quase ininterruptamente, a superfície e a atmosfera marciana.
Grupo acha planeta extra-solar habitável

Mundo localizado a 20,4 anos-luz de distância pode abrigar vida.
Cientistas estimam que ele seja só um pouco maior que a Terra.
A busca finalmente terminou -- ou, nas palavras dos próprios cientistas, ela acaba de ficar mais interessante. Um grupo europeu de pesquisadores acaba de descobrir um planeta fora do Sistema Solar que é muito parecido com a Terra, com potenciais condições para abrigar vida.
Ele é um dos três planetas conhecidos que orbitam uma estrela chamada Gliese 581. Trata-se de uma estrela das mais comuns, de uma classe conhecida como anã vermelha -- menor e mais fria que o Sol. O planeta mais interno é provavelmente um gigante gasoso, com tamanho similar ao de Netuno, e completa uma órbita em torno da estrela a cada 5,4 dias terrestres. Ele foi descoberto dois anos atrás.
As novidades são os outros dois planetas, apresentados num artigo científico submetido ao periódico "Astronomy and Astrophysics" (que estava embargado até as 20h desta terça-feira). O mais externo completa uma volta a cada 84 dias e tem cerca de oito vezes a massa terrestre. Mas interessante mesmo é o planeta do meio. Ele possui "apenas" cinco vezes a massa da Terra (é o menor já detectado) e tem um ano que dura míseros 13 dias.
Embora ele esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, sua órbita cai na chamada Zona de Habitabilidade. É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido -- principal característica essencial à vida.
O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius -- não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.
Concepção artística do planeta habitável ao redor de Gliese 581. (Foto: ESO)
Astrônomos acham planeta de gelo quente

Astro fica a 30 anos-luz da Terra e pode ter criado estado exótico da água por pressão.
Achado abre caminho para detecção de planetas só com oceanos.
Parece piada de astrônomo, mas pode ser a mais pura verdade: um planeta cujo principal componente é gelo. Quente. A uma temperatura de 300 graus Celsius, para ser mais exato.
A descoberta dessas propriedades planetárias para lá de exóticas foi anunciada por uma equipe internacional de astrônomos, incluindo cientistas da Suíça, de Israel e da Bélgica. Usando um telescópio do Observatório François-Xavier Bagnoud, na Suíça, eles observaram a passagem do planeta GJ436b diante de sua estrela-mãe e puderam estimar seu diâmetro.
O planeta já era conhecido dos pesquisadores desde 2004, mas havia sido originalmente detectado por outro método, que mede a influência gravitacional do planeta sobre sua estrela e, portanto, sua massa. Ao juntar o diâmetro do planeta -- cerca de 50 mil km -- com sua massa, próxima da de Netuno, os pesquisadores foram capazes de estimar suas estranhas propriedades.
Gelo quente
O planeta GJ436b está a 30 anos-luz da Terra e gira em torno de uma anã vermelha, estrela bem menor e mais fria que o Sol. No entanto, ele está a uma distância muito mais próxima de sua estrela do que Mercúrio está do nosso Sol, o que significa que a temperatura de sua superfície é igual ou superior a 300 graus Celsius. Ao mesmo tempo, ele não é nem grande e rarefeito o suficiente para ser um gigante gasoso, como Júpiter, nem pequeno e compacto o suficiente para ser um planeta rochoso, como a Terra.
Os cientistas sugerem que, na atmosfera do planeta, a água apareceria na forma de vapor, por causa das altas temperaturas. Mas, conforme se desce para o interior do planeta, a pressão se tornaria tão grande que a água acabaria chegando ao estado sólido, mesmo com a temperatura alta. Esse "gelo quente" é um dos muitos estados possíveis da água sob alta pressão, lembrando a transformação do carbono em diamante nas mesmas condições.
Para a equipe, o achado também sugere que planetas-oceano -- formados inteiramente por água líquida -- são possíveis. Bastaria que um planeta com a mesma composição se colocasse numa posição mais amena e menos quente ao redor de sua estrela.
Concepção artística mostra como seria planeta de "gelo quente". (Imagem: Nasa/Divulgação).
