sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nasa pretende construir bases na Lua para permanência de seis meses

A Nasa (agência espacial norte-americana) pretende construir na Lua instalações que permitam aos astronautas estadas de até seis meses no espaço, como parte do plano de retorno ao satélite natural da Terra antes de 2020. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18) por Carl Walz, um dos diretores da área de missões de exploração da agência.

"Necessitamos estabelecer períodos mais extensos de presença na Lua, de até seis meses, como fazemos atualmente na ISS (Estação Espacial Internacional)", disse Walz.

"Posso antecipar que construiremos algo similar ao que estamos fazendo na ISS, mas com um conceito diferente: vamos desenvolver sistemas de transporte, vamos viver na Lua, trabalhar na Lua, construir infra-estruturas e utilizar recursos da Lua", explicou.

As prioridades futuras da Nasa são completar a construção da ISS, dar segurança aos vôos dos ônibus espaciais até 2010, regressar à Lua antes de 2020 e estender a presença humana no Sistema Solar e mais além, disse Walz, durante o Fórum "Futuro da Nasa", na Universidade de Miami.Fonte:France Presse

Chances de vida inteligente fora da Terra são baixas, diz estudo


da BBC Brasil

As chances de vida inteligente se desenvolver em planetas semelhantes à Terra são extremamente baixas, segundo os cálculos de um cientista britânico divulgados na revista especializada "Astrobiology".

Segundo o professor Andrew Watson, da Universidade de East Anglia, seres humanos evoluíram por meio de quatro "estágios críticos" e a probabilidade de esses mesmos estágios terem ocorrido em outro planeta é de menos de 0,01%.

Os quatro estágios seriam: bactéria de uma única célula, células complexas, células especializadas que permitem formas complexas de vida e vida inteligente com uma linguagem estabelecida.

A descoberta de planetas em galáxias distantes tem aumentado a busca por vida inteligente fora da Terra. "Mas formas complexas de vida podem ser um fenômeno raro e seres observadores ainda mais raros", afirmou Watson.

Por isso, segundo ele, dezenas de milhares de planetas semelhantes à Terra poderão ser encontrados antes que seja possível encontrar um que sirva de abrigo para organismos sofisticados.

A razão para isso é que o "período habitável" de um planeta com as mesmas características da Terra --estimado em 5 bilhões de anos-- raramente será suficiente para que organismos complexos se desenvolvam.

Condições

"Acredita-se que nós, seres humanos, tenhamos evoluído no fim do período habitável da Terra e isso sugere que a nossa própria evolução é improvável. Na verdade, o momento em que os eventos se deram é consistente com o fato de que é realmente muito raro", afirma Watson.

"Isso tem um impacto no nosso entendimento sobre a probabilidade de vida complexa e inteligência ocorrendo em qualquer outro planeta", completou.

Modelos da temperatura global futura sugerem que, devido à crescente luminosidade solar, o futuro período de vida na Terra será de "apenas" mais um bilhão de anos --pequeno se comparado aos quatro bilhões de anos desde que formas de vida apareceram no planeta.

"A noção de que a evolução envolve uma progressão previsível, de tal forma que a emergência de inteligência é inevitável é considerada extremamente antropocêntrica", afirma Watson.

"O tipo de evolução que aconteceu na Terra pode ser incrivelmente improvável", afirma.
Watson completou seu doutorado sob a supervisão de James Lovelock, autor da teoria de Gaia, que vê a Terra como um sistema completo, e diz ter sido influenciado por ela.

Imagens mostram lixo espacial na órbita da Terra



Imagens divulgadas pela Agência Espacial Européia mostram a quantidade de lixo espacial que orbita a planeta



A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira imagens do lixo espacial em órbita em volta da Terra.

Segundo a agência, entre o primeiro lançamento, em 1957, e janeiro de 2008, cerca de 6 mil satélites já foram enviados para a órbita terrestre. Destes, apenas 800 estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil quilômetros da superfície terrestre.

Além dos satélites desativados, as fotos de satélite mostram resíduos espaciais como fragmentos de aeronaves espaciais que se quebraram, explodiram ou foram abandonados. De acordo com a ESA, aproximadamente 50% dos objetos que podem ser rastreados são derivados de explosões ou colisões na órbita terrestre.

O lançamento do Sputnik - o primeiro satélite artificial, lançado em 1957 pelos soviéticos, marcou o início da utilização do espaço para a ciência e a atividade comercial.

Durante a Guerra Fria, o espaço se tornou o principal terreno de competição entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética - uma disputa que atingiu seu ápice com a corrida para conquistar a Lua, na década de 60.

Por ocasião das Olimpíadas de Tóquio, em 1964 foi lançado o primeiro satélite de televisão para a órbita terrestre, com o objetivo de transmitir os Jogos Olímpicos.

Mais tarde, os lançamentos russos diminuíram e outros países inauguraram seus programas espaciais.

Uma estimativa da ESA indica que o número de objetos na órbita terrestre cresceu de maneira estável desde o primeiro lançamento. Segundo os dados, cerca de 200 novos objetos são lançados todos os anos.

Em 2001, os pesquisadores americanos Donald Kessler e Philip Anz-Meador, que estudam o lixo espacial, afirmaram há uma possibilidade de que, em vinte anos, já não seja mais possível realizar operações em órbitas mais próximas da Terra.Fonte:Efe

Cientistas acreditam no desenvolvimento de agricultura sustentável na Lua


Bernard Foing defende plano para desenvolver vida na Lua.
Cientista diz que é possível instalar câmaras para proteger sementes em solo lunar.
Plantar margaridas, tulipas ou rosas na Lua como parte do desenvolvimento de uma base habitada permanente é a proposta de Bernard Foing, cientista da Agência Espacial Européia (ESA), apresentada em Viena durante a Assembléia Geral da União Européia de Geociências (EGU).

Foing se referiu a um plano "para desenvolver vida na Lua", começando por instalar câmaras que protegeriam as sementes plantadas em solo lunar e possibilitariam observar como as condições no satélite natural da Terra modificam o crescimento do vegetal.

Foing indicou que uma aplicação prática seria o fornecimento de comida a uma base lunar e que, assim, seria possível aprender "como se pode ter uma agricultura sustentável fora da Terra".
Bactérias


Segundo o cientista, integrante do Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espaciais, existe a possibilidade de que plantas crescessem na Lua utilizando certos tipos de bactérias que extrairiam do solo lunar os nutrientes para permitir a vida.


Essas bactérias, além de permitir a germinação e floração das plantas, servem para protegê-la de substâncias daninhas e evitar seu envenenamento. "Uma planta é um mini-ecossistema, e poderíamos estudar como em condições muito extremas estratégias para sobreviver são desenvolvidas", explicou Foing.


A base desta idéia é a experiência feita por uma equipe científica ucraniana, que conseguiu que margaridas crescessem em um composto de anortosita, um tipo de rocha terrestre parecida com as encontradas na Lua.

Jardins

O pesquisador da ESA considerou que em dez anos poderiam obter pequenos jardins lunares cuidados por robôs para que "os astronautas já tenham seu éden quando chegarem à Lua".

Quanto à necessidade de água, Foing explicou que estão sendo estudados sistemas de recuperação do líquido para reduzir a necessidade de transporte.


Outra das dificuldades para viabilizar a presença de plantas em superfície lunar é a forte radiação recebida pelo satélite, por não possuir atmosfera. Sobre isso, Foing se referiu à existência de bactérias resistentes à radiação que poderiam ser empregadas nesta experiência.

Base lunar

O pesquisador revelou que até 2020 o satélite deve receber uma base lunar habitada, mas que, antes, já haverá plantas, e brincou com as diferentes possibilidades: "os holandeses querem tulipas e os ingleses, rosas", disse.

Entre outras espécies, uma candidata para as primeiras experiências é a planta da mostarda, muito resistente à radiação.

Embora este projeto ainda não esteja incluído na agenda da ESA, já existem previsões para criar um departamento focado no estudo da vida fora da Terra. Nesse sentido, existe já um grupo de trabalho do Inta (Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial) que estuda a capacidade de resistência dos líquens no espaço.

A Assembléia da União Européia de Geociências reúne em Viena desde a última segunda (14) até esta sexta-feira (18) mais de 8 mil cientistas de disciplinas como geologia, climatologia e oceanografia.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

ARQUIVO DE 2006-SONDA 'VÊ':GRANDE CADEIA DE MONTANHAS EM LUA DE SATURNO


 
Montanhas têm 150 km de extensão e 1.500 m de altura média

Cordilheira de Titã tem 150 km de comprimento e alcança cerca de 1.500 m de altura; nave Cassini também 'enxergou' possível vulcãoA geografia de Titã, a lua gigante de Saturno, está ficando cada vez mais maluca. Desta vez, a nave robótica Cassini obteve imagens de uma grande cadeia de montanhas no hemisfério sul do satélite -- montes com altura comparável à Serra do Mar brasileira, só que feitos de gelo e compostos orgânicos.

É a maior cadeia de montanhas já detectada em Titã, segundo os pesquisadores. "Ela é contínua e se estende por quase 150 km quilômetros", declarou em comunicado Bob Brown, da Universidade do Arizona em Tucson (EUA), que coordena o sistema de obtenção de imagens infravermelhas da Cassini.

Se o satélite fosse a Terra, esses "Alpes" estariam mais ou menos na posição ocupada pela Nova Zelândia. A altura dos montes fica em torno de 1.500 m. Seus cumes estão cobertos por um material branco, provavelmente "neve" ou depósitos de etano, uma molécula orgânica simples. O material, no entanto, é duro como rocha. O etano e outros compostos orgânicos provavelmente caem na forma de chuva e poeira, vindos da atmosfera densa de Titã.

Outro dado intrigante das imagens infravermelhas é uma estrutura em forma de leque, associada a uma estrutura circular da qual ela aparece brotar. "Estão crescendo os indícios de que essa estrutura circular é um vulcão", disse a pesquisadora brasileira Rosaly Lopes, da equipe da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. 

Cientistas encontram lagos em Titã-Notícia de Janeiro de 2007,destacado pela importância do Fato.



Imagem de radar mostra lagos em Titã
 
Lua de Saturno possui corpos líquidos do tamanho do Mar Morto. 
Para cientistas, é possível que locais abriguem formas de vida.

Agora é oficial. Titã, a maior das luas do planeta Saturno, possui lagos em sua superfície. O achado coloca definitivamente o astro num grupo seleto, que até hoje só tinha a Terra como membro -- eles são os dois únicos corpos conhecidos no Sistema Solar a possuir um sistema "hidrológico" completo, com a circulação de líquidos entre a atmosfera e o solo. 

A descoberta sensacional era há muito tempo ansiada pelos cientistas -- com base em observações telescópicas, eles imaginavam que aquele mundo já possuísse essas características, mas a existência de uma densa densa névoa que encobria o satélite saturnino impedia uma determinação positiva. 

Tudo ficou ainda mais estranho depois que a sonda Cassini chegou às imediações de Saturno. Em seus primeiros sobrevôos de Titã, a espaçonave apontou seu radar para a lua -- instrumento capaz de sobrepujar a névoa e obter detalhes da superfície --, mas não encontrou evidência nenhuma de lagos. 

 

Mas uma história diferente foi revelada pela sexta passagem de radar feita pela Cassini em Titã, em 22 de julho de 2006. São sobre esses resultados que disserta um estudo que será publicado na edição desta quinta-feira (4) da revista científica britânica "Nature". 

Ali, o grupo liderado por Ellen Stofan, do University College de Londres, anuncia os detalhes da descoberta -- que finalmente faz com que Titã comece a fazer sentido. 

"Bem, sim", disse Stofan ao G1. "Mas Titã nos surpreendeu tanto que eu não acho que tenhamos chegado ao final da história."

O radar fez o mapeamento de uma pequena região nos arredores do pólo norte de Titã. Naquela área, eles encontraram mais de 75 lagos -- alguns deles tão grandes quanto o Mar Morto, na Terra, com mais de 70 quilômetros de extensão. 

A diferença, claro, é que os corpos líquidos na superfície terrestre são compostos de água. Em Titã, que fica muito mais longe do Sol e é muito mais frio, a água existe apenas em forma congelada e se apresenta como rocha sólida. O que é líquido por lá é o metano, um composto orgânico relativamente simples que, aqui na Terra, é conhecido por ser o resultado do metabolismo de formas de vida.  Lagos polares



Ao que parece, e contrariando o que antes imaginavam os cientistas, a umidade do ar só atinge um nível que permite a permanência de corpos líquidos em Titã perto dos pólos -- daí a dificuldade inicial em localizar os lagos. 

E os pesquisadores esperam que existam mudanças sazonais ao longo do ano -- que lá, em razão da grande órbita de Saturno ao redor do Sol, deve durar o equivalente a cerca de 29 anos terrestres. Por isso, a equipe quer continuar observando as mesmas regiões ao longo do tempo, para ver se os lagos no pólo norte começam a secar e outros no pólo sul começam a aparecer. Na verdade, há evidência de lagos secos no pólo norte, então não é nada improvável que isso aconteça.

 
"Eu pessoalmente acho que analisar os materiais nesses lagos é crítico para entendermos a vida no Sistema Solar."

Ellen Stofan


A pergunta é: com um ano que é 29 vezes maior que o terrestre, haverá vida útil remanescente na Cassini para observar alguma alteração significativa? "Achamos que sim", diz Stofan. "Teremos pelo menos mais um ano na missão inicial da sonda, e então pelo menos mais alguns se conseguirmos fazer uma missão estendida. Estamos confiantes de que poderemos ver mudanças nos lagos mesmo nesse curto espaço de tempo." 

Se as estimativas dos cientistas estiverem corretos, até 4% de toda a superfície de Titã pode estar coberta por lagos de hidrocarbonetos (sobretudo metano) líquidos. Mistérios inacessíveis


  
Embora boa parte do ciclo metanológico de Titã (o equivalente do ciclo hidrológico na Terra) esteja a essa altura razoavelmente compreendida pelos cientistas, há algumas coisas que dificilmente serão passíveis de investigação a partir da órbita. Por isso, os pesquisadores liderados por Stofan aproveitaram o final do estudo para iniciar a campanha "Vamos mandar uma sonda para pousar em Titã".
Mas outra? A sonda européia Huygens já pousou naquele mundo em janeiro de 2005 -- infelizmente, longe de qualquer lago, para permitir uma investigação mais atenta da composição desses corpos líquidos. 

"Várias propostas para sondar a superfície de Titã tem sido investigadas -- usualmente envolvendo algum tipo de mobilidade", diz Stofan. "Em vez de jipes, gostaríamos de ter algum tipo de nave-balão, que pudesse descer e visitar um lago, e então subir e ir para o próximo. O que nós realmente queremos fazer é estudar a química desses lagos -- descobrir que tipo exótico de química orgânica acontece lá! Titã tem todos os blocos construtores da vida, então seria interessante estudar os líquidos e provavelmente o lodo orgânico no fundo dos lagos." 

E a missão seria para quando? "Nenhuma data seria cedo demais para mim!", entusiasma-se a pesquisadora. "Mas a tecnologia envolvida é complicada, de forma que uma missão assim deve estar pelo menos a uma década de distância, infelizmente."  A velha Terra?


 

O grande entusiasmo dos cientistas por Titã vem, de fato, da perspectiva de que o satélite natural de Saturno seja muito parecido com o que a Terra foi em seus primórdios, quando o planeta dava seus primeiros passos rumo ao surgimento da vida. 

Para Stofan, as novas descobertas estão realçando essa visão. "Demonstramos que há lagos lá, e achamos que eles variem conforme a estação do ano. Mas o fato de que eles devem persistir na superfície por algum período de tempo me dá esperança de que reações químicas complexas tenham ocorrido ou estejam ocorrendo lá. Eu pessoalmente acho que analisar os materiais nesses lagos é crítico para entendermos a vida no Sistema Solar." 

Embora admita que, pelos padrões terrestres, a vida seria impossível em Titã, a pesquisadora não descarta essa possibilidade. "Eu acho que, ao explorarmos o Sistema Solar, não podemos abordá-lo com uma visão muito baseada na Terra. Titã é provavelmente frio demais pelos padrões da vida que evoluiu na Terra", diz. "Mas eu acho que o Sistema Solar nos surpreende continuamente quando o exploramos -- algumas coisas são previsíveis com base em nosso entendimento da Terra, mas outras coisas nos surpreendem completamente. Eu acho que, conforme finalmente explorarmos o subsolo de Marte, os oceanos subterrâneos de Europa e os lagos de Titã, sou otimista com a possibilidade de a vida aparecer em formas que nos surpreendam."Na segunda foto:A superfície de Titã, vista pela Huygens.Fonte G1...

Notícia do ano passado, achei interessante a nível de informação:Sonda vê nuvem de chuva gigante em Titã


Nebulosidade estava escondida sob a escuridão do inverno no pólo Norte. 
Cientistas estão impressionados com imagens obtidas pela Cassini.
A sonda Cassini viu o que parece ser uma imensa nuvem de chuva sobre o pólo Norte de Titã, a maior e mais fascinante das luas de Saturno. 

Escondida até pouco tempo atrás pela escuridão do inverno no hemisfério norte daquele satélite, a nuvem acaba de receber a luz do Sol e se tornar visível aos instrumentos da espaçonave americana. 

A nuvem tem metade do tamanho dos Estados Unidos, com cerca de 2.400 quilômetros de diâmetro. 

A imagem foi obtida em 29 de dezembro de 2006, durante o penúltimo vôo rasante realizado até agora pela Cassini sobre Titã. A foto combina dados de luz visível e infravermelha. 

Modelos científicos já previam esse sistema de nuvens, mas ele nunca havia sido visto com tamanho nível de detalhes. "Sabíamos que essa nuvem tinha de estar lá, mas ficamos espantados com seu tamanho e estrutura", disse, em nota, Christophe Sotin, da Universidade de Nantes, França, membro da equipe e pesquisador visitante no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa.

Sonda revela que lua de Saturno Titã tem mais hidrocarbonetos líquidos que Terra



Novos dados da sonda Cassini divulgados nesta quinta-feira pela ESA (Agência Espacial Européia) revelam que Titã, uma das luas de Saturno, tem centenas de vezes mais hidrocarbonetos líquidos que todas as reservas conhecidas de petróleo e gás natural na Terra. 

Segundo estudo dirigido por Ralph Lorenz, membro da equipe de radar da Cassini da Universidade Johns Hopkins e do Laboratório de Física Aplicada dos Estados Unidos, os hidrocarbonetos de Titã, em forma de chuva, lagos e dunas, cobrem grande parte da lua. 

A sonda Cassini mapeou cerca de 20% da superfície da Titã, identificando centenas de lagos e mares de metano e etano em forma líquida. 

Em comparação, as dunas escuras ao longo do equador podem conter um volume de hidrocarbonetos em estado sólido equivalente a centenas de vezes as reservas de carvão na Terra. 

Segundo a ESA, as reservas comprovadas de gás natural na Terra totalizam 130 bilhões de toneladas, suficiente para fornecer 300 vezes a quantidade de energia que os Estados Unidos usam anualmente para fins domésticos. 

Cada um das centenas de lagos na Titã tem pelo menos essa quantidade de energia sob a forma de metano e etano. 

"Este cálculo se baseia principalmente nos estudos dos lagos na região polar norte. Assumimos que o sul poderia ser semelhante, mas realmente ainda não se conhece a quantidade de líquido que está lá", disse Lorenz. 

Impenetráveis ao radar, os lagos e mares de hidrocarbonetos têm uma profundidade desconhecida. Os cálculos dos cientistas são baseados na estimativa do que se observa nos lagos terrestres, em quais a profundeza do lago é normalmente dez vezes menor que a altura do terreno circundante.

Astrônomos amadores ajudam a descobrir novo sistema solar


Concepção artística do sistema solar descoberto; no centro, planeta similar a Júpiter e, ao fundo, formação parecida com Saturno.

Cientistas descobriram, com a contribuição de astrônomos amadores, um sistema solar distante, mas muito similar ao nosso, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (14) pela revista "Science". 

As primeiras observações levaram à descoberta de dois planetas em órbita em torno de uma estrela distante cerca de 5.000 anos-luz e que parecem ser versões menores de nossos planetas Júpiter e Saturno.
planetas foram registrados até hoje, mas é a primeira vez que é descoberto um parecido com o nosso, ressalta o principal autor do estudo, Scott Gaudi, da Universidade do Estado de Ohio (norte dos Estados Unidos). 

"É como uma versão em escala reduzida de nosso sistema solar", explica. Segundo o pesquisador, estes planetas estão em órbita em torno de uma estrela "menor, mais fria e menos brilhante que o Sol". Eles estão mais próximos desta estrela do que Júpiter e Saturno do Sol e são um pouco mais frios, acrescentou. 

"Nada sabemos sobre eles, a não ser a sua massa", explicou. Um deles representa cerca de 70% da massa de Júpiter, e o outro, 90% a de Saturno. 

Fenômeno 

A existência destes dois planetas foi revelada quando sua estrela passou diante da órbita de uma estrela mais distante. Isso aumentou conseqüentemente a luminosidade da estrela mais remota, refratada pelos campos gravitacionais dos dois planetas. 

Gaudi e sua equipe determinaram a massa desses dois planetas com base nos cálculos sobre a mudança de luminosidade, um fenômeno chamado microlente gravitacional. 

Mas o fenômeno pôde apenas ser observado em um período de duas semanas, entre o final de março e início de abril de 2006. Scott Gaudi e seus companheiros pediram ajuda a todos que pudessem coletar observações. 

Colaboração 

Eles foram auxiliados pela cooperação de astrônomos amadores do Hemisfério sul e de profissionais de 11 observatórios de todo o mundo: Chile, Tasmânia, Nova Zelândia, Ilhas Canárias, Israel e Estados Unidos. 

"Foi mais um esforço de coordenação do que de tecnologia", segundo Scott Gaudi. Mesmo que muitos astrônomos amadores utilizem os pequenos telescópios "que têm em suas salas, a localização é mais importante para nós" que o tamanho, explicou. "Para ver o centro da galáxia, é preciso estar no hemisfério sul", diz. 

Jenny McCormick de Auckland, Nova Zelândia, ficou feliz por ter contribuído. "Como um astrônomo amador que atua em seu jardim no fim do mundo com um pequeno telescópio, como descrever verdadeiramente o fato de fazer parte de uma descoberta tão importante e apaixonante? É fantástico!", escreveu entusiasmado em uma mensagem enviada por correio eletrônico. 

Quanto à questão de se há vida nestes planetas, ela é quase impossível. Isso porque os planetas "estão longe demais de sua estrela", considera Gaudi.Fonte: France Presse, em Chicago 

Cientistas europeus vão procurar vida em Satélites de Júpiter







Cientistas europeus planejam enviar equipamentos espaciais a Júpiter e sua lua Europa em busca de sinais de vida. Cientistas suspeitam que possa haver vida debaixo das crostas de gelo perpétuo que recobrem a superfície do satélite, informou nesta terça-feira um especialista russo. 

O diretor do Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências russo, Lev Zelioniy, afirmou que o projeto, que deve ser incluído no programa da ESA (agência espacial européia) para o período entre 2015 e 2025, prevê o lançamento de vários satélites até Júpiter. 

Entretanto, o principal objetivo é "estudar o satélite Europa, onde de baixo de uma grossa crosta de gelo foi descoberto um oceano de água em estado líquido", afirma Zelioniy. 

De acordo com o cientista, a ESA por enquanto planeja colocar na órbita de Júpiter e Europa apenas dois satélites espaciais, ainda que os russos tenham proposto o lançamento de um terceiro aparelho que possa pousar na superfície do satélite. 

Vida no gelo 

Zelioniy afirma que na superfície de Europa se formam inúmeras rachaduras em razão do impacto de meteoritos, que rompem a crosta de gelo. Por meio dessas ranhuras é que a água vai até a superfície, onde se congela. 

"O satélite deve aterrissar em uma dessas rachaduras, para fundir o gelo a uma profundidade de meio metro e buscar formas primitivas de vida", afirmou o pesquisador, em declarações à agência Interfax. 

"Onde há água, pode haver germinado a vida. Deste ponto de vista, o satélite Europa é, talvez, o lugar mais curioso do nosso sistema solar, depois de Marte", afirma. 

Além da ESA, estão envolvidos no projeto o Instituto de Investigações Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia e outras entidades do país especializados em estudos espaciais. 

Com informações da agência Efe

Fotografia tirada de Marte Censurada pelos americanos.


Gente isso é só uma brincadeirinha! Um Humor para temperar...

Rússia escolhe pré-candidatos para simulação de viagem a Marte



da Efe, em Moscou 

O IBPM (instituto médico da Academia de Ciências da Rússia) informou nesta terça-feira que recebeu da ESA (Agência Espacial Européia) cerca de 40 perfis de voluntários para participarem de uma simulação de vôo para Marte. 

A porta-voz da ESA na Rússia, Elena Feichtinger, afirmou à agência "Interfax" que 80 pessoas participaram da primeira fase do processo, entre elas dez mulheres, e os 40 nomes finais foram selecionados após entrevista telefônica. 

"Toda a informação e os dados médicos dos candidatos estão à disposição do Instituto", disse a porta-voz, que ainda afirmou que em meados de maio representantes da ESA e médicos russos vão selecionar em Colônia (Alemanha) mais oito ou dez candidatos. 

A última fase do processo de seleção terá exames clínicos e treinamentos em Moscou. 

Em julho do ano passado, quando as inscrições ainda estavam abertas, a ESA e o IBMP informaram ter recebido mais de 5.000 solicitações de voluntários de 28 países diferentes para participarem do projeto. Destas, cerca de 200 pessoas cumpriam os critérios de seleção. 

Feichtinger disse que o projeto conhecido como "Marte-500", que terá duração de 520 dias, contará com a participação de apenas seis candidatos, enquanto os outros voluntários selecionados farão parte da tripulação suplente. 

Os escolhidos permanecerão por um total de 520 dias --tempo da viagem de ida e volta a Marte--, além de 30 simulando uma permanência na superfície do planeta vermelho. 

A experiência russa acontecerá em cinco módulos de 550 metros cúbicos, com configuração, instrumentos e equipamentos colocados da mesma forma que poderiam estar nas futuras naves interplanetárias. 

A viagem tripulada a Marte é uma meta já estabelecida em programas espaciais de Estados Unidos, Rússia, China e de países-membros da ESA.

Agência Espacial Européia assina contrato para missão em Mercúrio


ESA pretende lançar a sonda BepiColombo em 2013. 
Projeto tem cooperação com cientistas japoneses.

Concepção artística do orbitador europeu da missão BepiColombo. (Foto: ESA)


O comitê de programas científicos da Agência Espacial Européia (ESA) aprovou nesta segunda-feira (26) uma missão exploratória ao planeta Mercúrio em colaboração com o Japão. 

Batizada de BepiColombo, a missão será lançada em 2013, devendo chegar a Mercúrio seis anos depois, informou a ESA em comunicado.

O comitê de programas científicos da Agência Espacial Européia (ESA) aprovou nesta segunda-feira (26) uma missão exploratória ao planeta Mercúrio em colaboração com o Japão. 

Batizada de BepiColombo, a missão será lançada em 2013, devendo chegar a Mercúrio seis anos depois, informou a ESA em comunicado. 

O contrato com a Astrium, que construirá a sonda, chega a 330 milhões de euros. A sonda, que medirá cerca de cinco metros de altura e pesará aproximadamente três toneladas, será composta por três módulos: um europeu, outro japonês e um terceiro que transportará os dois anteriores até Mercúrio. Uma vez lá, os três se separam -- o módulo de propulsão é descartado, e os outros dois se tornam satélites independentes numa órbita ao redor do planeta.

O módulo europeu será equipado com 11 instrumentos científicos. Sua função será fazer uma cartografia da superfície de Mercúrio durante o ano que durar a missão, bem como coletar dados sobre a composição atmosférica do planeta. 

Com cinco instrumentos científicos, o módulo japonês estudará o campo magnético de Mercúrio. O terceiro módulo, da ESA, fornecerá a energia e a propulsão necessárias para a viagem. 

A maior parte das informações sobre Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, remonta à década de 1970, quando a sonda americana Mariner 10 fotografou parte de sua superfície.

A Agência Espacial Européia e a Astrium assinaram nesta sexta-feira em Friedrichshafen, no norte da Alemanha, o contrato industrial da primeira missão européia a Mercúrio, que se chamará BepiColombo. 

A ESA informou hoje que a missão contribuirá para ampliar o conhecimento sobre Mercúrio, um dos planetas menos conhecidos. Os representes da ESA e da Astrium, filial espacial do consórcio europeu de defesa e aeronáutica EADS, assinaram o contrato para construir o satélite BepiColombo, que irá até Mercúrio. 

A agência espacial européia prevê lançar a sonda em 2013, que chegará ao planeta em 2019 para investigar por pelo menos um ano a superfície e o interior de Mercúrio. 

A missão BepiColombo, que conta com um orçamento de US$ 977 milhões, deve seu nome ao matemático e engenheiro espacial italiano Giuseppe (Bepi) Colombo, que viveu entre 1920 e 1984. A sonda estará equipada de câmeras que obterão imagens da superfície de Mercúrio com alta definição. 

A BepiColombo levará dois orbitadores, um da ESA para a pesquisa planetária, e outro da Agência Japonesa de Prospecção Espacial para realizar estudos do campo magnético de Mercúrio.Fonte: EFE

Nasa revela primeiras imagens da face oculta de Mercúrio


Imagem de Mercúrio obtidas pela sonda Messenger, que sobrevoou o planeta
 
A Nasa revelou na quarta-feira (30) os primeiros resultados e as primeiras imagens do sobrevôo que a sonda americana Messenger realizou em 14 de janeiro sobre uma face até então desconhecida de Mercúrio. 

"Este sobrevôo nos permitiu ver uma parte do planeta que nenhuma sonda havia visto antes e obter uma mina de informações apaixonantes", declarou Sean Solomon, do Carnegie Institute e chefe da missão.
"Foi quase perfeito e ficamos felizes com todos os dados científicos e imagens transmitidos pela Messenger", acrescentou, destacando que "este não é o planeta que pensávamos descobrir". 

O cientista qualificou Mercúrio de "planeta muito dinâmico", em referência à sua atividade vulcânica e à sua magnetosfera. 

Em 14 de janeiro, a Messenger se aproximou cerca de 200 km da superfície de Mercúrio, no primeiro sobrevôo do planeta desde 1975, quando a sonda Mariner 10 esteve por três vezes próxima do planeta. 

No entanto, em cada passagem da sonda na época, era mostrada a mesma face do planeta voltada para o Sol. 

Os instrumentos da Messenger mostraram uma topografia de crateras e outras formações geológicas da face escondida de Mercúrio. 

As imagens revelam que o planeta tem escarpas de centenas de quilômetros de extensão formadas pelo movimento das placas tectônicas do planeta no início de sua história.
Fonte:France Press

Explorer, 50, abriu espaço para exploração de Marte, diz executivo da Nasa


Explorer 1 foi construído em menos de 90 dias, em razão da pressa dos EUA para mostrar poder; satélite funcionou por poucos meses

Quase quatro meses. Esse foi o tempo que os Estados Unidos levaram para conseguir contra-atacar e enviar seu primeiro satélite ao espaço. Há exatos 50 anos, na noite do dia 31 de janeiro de 1958, uma sexta-feira, os norte-americanos conseguiram "voltar ao jogo" da corrida espacial com o lançamento do satélite Explorer 1 --até aquele momento, a União Soviética já havia colocado em órbita pelo menos dois satélites e enviado um ser vivo ao espaço. 

De acordo com o engenheiro Ramon de Paula, executivo de missões da Nasa (agência espacial norte-americana) para Marte, o principal avanço gerado pelo Explorer 1 foi o início da exploração robótica do espaço. "O que aconteceu 50 anos atrás abriu espaço para o trabalho que eu faço hoje, com a exploração de Marte, outros planetas e fenômenos", afirma. 

O lançamento bem-sucedido do Explorer 1 foi um alívio para os EUA, que viam seus maiores adversários, em meio à Guerra Fria, obtendo sucessivos êxitos na área espacial. Depois de, em 4 de outubro de 1957, lançarem o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra, os soviéticos lançaram também o Sputnik 2, com a cadela Laika a bordo.
Enquanto isso, os EUA haviam visto sua tentativa de lançar o satélite Vanguard, em dezembro de 1957, fracassar em segundos, diante de jornalistas e autoridades. 

O foguete que carregava o objeto subiu alguns metros por cerca de dois segundos, mas retrocedeu, caiu e acabou em chamas. 

O Explorer 1 foi construído por uma equipe do Jet Propulsion Laboratory (JPL) em menos de 90 dias, dada a pressa dos norte-americanos em dar o troco nos adversários. A Nasa ainda não existia e foi criada apenas em outubro de 1958. 

O satélite, que tinha 203 cm de comprimento, 15,9 cm de diâmetro e pesava 14 quilos, foi ao espaço com o uso do foguete Jupiter C, diretamente da base de Cabo Canaveral, na Flórida. 

Ficou em órbita por mais de anos, até março de 1970, até entrar novamente na atmosfera e explodir. Entretanto, funcionou mesmo por poucos meses. Já em maio de 1958, as baterias pararam de funcionar e o objeto parou de enviar sinais à Terra. 

Segundo de Paula, satélites de telecomunicações lançados atualmente são desenvolvidos para funcionarem de oito a dez anos, em média. Para fins científicos, esse tempo varia de três a cinco anos, dependendo do que se queira observar. 

Força 

Nesses meses em que enviou informações à Terra, além de inflar o ego dos norte-americanos, o satélite propiciou uma descoberta importante: a existência de regiões ao redor do nosso planeta com a presença de partículas altamente carregadas que estão "presas" no campo magnético da Terra. 

Essas regiões ficaram conhecidas como cinturões de Van Allen, em homenagem a James Van Allen, um dos cientistas que desenvolveu o satélite e descobriu a existência desse fenômeno. 

Essa descoberta foi possível graças a um de detector de raios cósmicos equipado no satélite, que media a radiação em volta do planeta. 

Para o engenheiro da Nasa, o início da exploração espacial permitiu que o homem expandisse seu espírito aventureiro. "Queremos procurar nossas origens, de onde viemos. As lições de Marte podem nos ajudar a viver melhor, entender melhor os processos. É um aspecto do ser humano: somos grandes exploradores", afirma de Paula. 

Os Estados Unidos ainda fizeram quatro lançamentos de satélites similares ao Explorer 1 em 1958. As versões Explorer 2 e Explorer 5 não tiveram lançamentos bem-sucedidos. Já o Explorer 3 e o Explorer 4 foram colocados em órbita e funcionaram durante alguns meses daquele ano.

Sonda da Nasa detecta avalanches no pólo norte de Marte


Imagem colorida pela Nasa mostra avalanche de pó e gelo no pólo norte do planeta Marte
 
A sonda Mars Reconnaissance Orbiter captou imagens de avalanches de pó e gelo no pólo norte de Marte, informou nesta terça-feira o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa. 

Um boletim do JPL indicou que esta é a primeira vez que o HiRiSE (Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução) na sonda capta este tipo de atividade no planeta.
"É fabuloso ver algo tão dinâmico em Marte. Muito do que há ali não mudou em milhões de anos", afirmou Ingrid Dauber, cientista da Universidade do Arizona, encarregada de comandar as câmeras do orbitador. 

Dauber acrescentou que o descobrimento dessas avalanches foi uma surpresa e só advertiu que estavam acontecendo no dia 19 de fevereiro quando dirigia o enfoque das câmeras da sonda sobre possíveis mudanças de estação em Marte. 

"Estávamos procurando mudanças na camada de dióxido de carbono sobre uma duna e o achado das avalanches foi totalmente fortuito", disse Candice Hansen, pesquisadora do JPL em Pasadena (Califórnia). 

A imagem mostra detalhes do tamanho de pouco mais de um metro sobre uma faixa de terreno de seis quilômetros de largura e 40 km de comprimento. 

Segundo o cientista da Universidade de Berna (Suíça), Patrick Russell, por enquanto a origem das avalanches marcianas é desconhecida. 

"Projetamos receber mais imagens do lugar durante a mudança de estações em Marte para ver se estas avalanches ocorrem todo o tempo ou só durante os primeiros períodos da primavera marciana", acrescentou.

Cientistas da Nasa descobrem o menor buraco negro do universo


Astro foi compactado pela própria gravidade a meros 24 km de largura.
Objeto descoberto com satélite teria apenas 3,8 vezes a massa do Sol.Com apenas 3,8 vezes a massa do Sol, um dos dois objetos que compõem o sistema binário XTE-J1650-500 é o menor buraco negro já descoberto. O achado é de Nikolai Shaposhnikov e Lev Titarchuk, dois cientistas da Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa. 

Concepção artística do menor buraco negro do universo, com 24 km de largura (Foto: Nasa)


A dupla descobriu o objeto com o auxílio do Rossi, um satélite de baixo custo da agência espacial americana destinado a estudar objetos que emitam quantidades copiosas de raios X. Buracos negros são famosos por emitir esse tipo de radiação conforme a matéria espirala ao redor deles, prestes a cair em seu poço gravitacional poderosíssimo. 

 A menor das maiores

O buraco negro identificado nasceu como a maioria deles -- surgido a partir dos restos mortais de uma estrela de grande massa. Mas, nesse caso, deve ter sido um astro com uma quantidade de matéria bem próxima do limite mínimo para a formação de um objeto desse tipo. 

Com uma gravidade tão intensa que nem a luz pode escapar dele (daí o nome), o buraco negro aparece quando acaba o combustível da estrela que lhe deu origem e seu núcleo implode, encolhido por sua própria ação gravitacional. O resultado é um objeto extremamente compacto, que fica escondido do resto do universo porque nem os raios de luz que porventura ele emita podem escapar dele. Só se pode detectar sua presença pela influência gravitacional que ele exerce sobre a massa que existe em seus arredores. 

No caso do menor buraco negro já descoberto, seu núcleo foi tão intensamente compactado que ficou com um diâmetro de apenas 24 quilômetros -- menor que a cidade de São Paulo.Fonte:G1

 

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Jipe da Nasa filma redemoinho em Marte



Seqüência de imagens recém-obtidas mostra avanço de coluna de poeira.
Esses chamados "dust devils" são comuns, mas as novas fotos são as melhores já obtidas.
As câmeras do veículo explorador Spirit, da Nasa, produziram um "filme" que mostra o avanço de um redemoinho de poeira sobre a superfície de Marte, informa a agência espacial americana.
Seqüência de imagens obtidas pelo jipe robótico Spirit mostra minifuração em Marte. (Foto: Nasa)
"Este é o melhor redemoinho avistado durante os três anos da missão do veículo de seis rodas que percorre a superfície marciana", disse a Nasa em comunicado.

Nas fotografias transmitidas para a Terra, a coluna de poeira, similar à de um tornado, mas de menores dimensões (fenômeno chamado em inglês de "dust devil"), pode ser vista claramente sobre a árida superfície do planeta.

O Spirit e seu veículo gêmeo Opportunity chegaram a Marte em janeiro de 2004 e desde então examinam, quase ininterruptamente, a superfície e a atmosfera marciana.

Grupo acha planeta extra-solar habitável


Mundo localizado a 20,4 anos-luz de distância pode abrigar vida.
Cientistas estimam que ele seja só um pouco maior que a Terra.
A busca finalmente terminou -- ou, nas palavras dos próprios cientistas, ela acaba de ficar mais interessante. Um grupo europeu de pesquisadores acaba de descobrir um planeta fora do Sistema Solar que é muito parecido com a Terra, com potenciais condições para abrigar vida.

Ele é um dos três planetas conhecidos que orbitam uma estrela chamada Gliese 581. Trata-se de uma estrela das mais comuns, de uma classe conhecida como anã vermelha -- menor e mais fria que o Sol. O planeta mais interno é provavelmente um gigante gasoso, com tamanho similar ao de Netuno, e completa uma órbita em torno da estrela a cada 5,4 dias terrestres. Ele foi descoberto dois anos atrás.

As novidades são os outros dois planetas, apresentados num artigo científico submetido ao periódico "Astronomy and Astrophysics" (que estava embargado até as 20h desta terça-feira). O mais externo completa uma volta a cada 84 dias e tem cerca de oito vezes a massa terrestre. Mas interessante mesmo é o planeta do meio. Ele possui "apenas" cinco vezes a massa da Terra (é o menor já detectado) e tem um ano que dura míseros 13 dias.

Embora ele esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, sua órbita cai na chamada Zona de Habitabilidade. É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido -- principal característica essencial à vida.

O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius -- não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.

Concepção artística do planeta habitável ao redor de Gliese 581. (Foto: ESO)

Astrônomos acham planeta de gelo quente


Astro fica a 30 anos-luz da Terra e pode ter criado estado exótico da água por pressão.
Achado abre caminho para detecção de planetas só com oceanos.
Parece piada de astrônomo, mas pode ser a mais pura verdade: um planeta cujo principal componente é gelo. Quente. A uma temperatura de 300 graus Celsius, para ser mais exato.



A descoberta dessas propriedades planetárias para lá de exóticas foi anunciada por uma equipe internacional de astrônomos, incluindo cientistas da Suíça, de Israel e da Bélgica. Usando um telescópio do Observatório François-Xavier Bagnoud, na Suíça, eles observaram a passagem do planeta GJ436b diante de sua estrela-mãe e puderam estimar seu diâmetro.



O planeta já era conhecido dos pesquisadores desde 2004, mas havia sido originalmente detectado por outro método, que mede a influência gravitacional do planeta sobre sua estrela e, portanto, sua massa. Ao juntar o diâmetro do planeta -- cerca de 50 mil km -- com sua massa, próxima da de Netuno, os pesquisadores foram capazes de estimar suas estranhas propriedades.


Gelo quente


O planeta GJ436b está a 30 anos-luz da Terra e gira em torno de uma anã vermelha, estrela bem menor e mais fria que o Sol. No entanto, ele está a uma distância muito mais próxima de sua estrela do que Mercúrio está do nosso Sol, o que significa que a temperatura de sua superfície é igual ou superior a 300 graus Celsius. Ao mesmo tempo, ele não é nem grande e rarefeito o suficiente para ser um gigante gasoso, como Júpiter, nem pequeno e compacto o suficiente para ser um planeta rochoso, como a Terra.

Os cientistas sugerem que, na atmosfera do planeta, a água apareceria na forma de vapor, por causa das altas temperaturas. Mas, conforme se desce para o interior do planeta, a pressão se tornaria tão grande que a água acabaria chegando ao estado sólido, mesmo com a temperatura alta. Esse "gelo quente" é um dos muitos estados possíveis da água sob alta pressão, lembrando a transformação do carbono em diamante nas mesmas condições.

Para a equipe, o achado também sugere que planetas-oceano -- formados inteiramente por água líquida -- são possíveis. Bastaria que um planeta com a mesma composição se colocasse numa posição mais amena e menos quente ao redor de sua estrela.
Concepção artística mostra como seria planeta de "gelo quente". (Imagem: Nasa/Divulgação).